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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Gilles Villeneuve em Monte Carlo (1981): octagésima vitória da Ferrari

   

     A temporada 1980 de Fórmula 1 foi caracteriza pela apatia da Ferrari e da McLaren (não venceram corridas), mas também pelos grandes méritos da Williams, que mostrou a que veio.

     Embora a disputa entre pilotos tenha sido um pouco mais acirrada entre o campeão Alan Jones e o brasileiro Nelson Piquet, da Brabham, o campeonato de construtores foi conquistado facilmente pela escuderia britânica.

     O vice-campeonato de Piquet, entretanto, foi a grata surpresa para o torcedor brasileiro. Era o prenúncio de que uma nova era de conquistas verde e amarela estava por surgir.

     Porém, mais uma morte quebrou o clima de festa da temporada. O piloto francês Patrick Depailler morreu durante os treinos livres para o GP da Alemanha.

     Fotos do acidente fatal de Patrick Depailler:




     Na temporada de 1981, enquanto as equipes Ferrari e McLaren amargavam mais uma temporada apática, a Williams dominava o campeonato. Porém, foi a Brabham de Nelson Piquet quem ficou com o título de pilotos neste ano.

     O brasileiro chegou à última corrida na segunda posição. Enquanto o argentino Carlos Reutemann, da Williams, estava um ponto a sua frente. O francês Jacques Laffite, da Ligier, ainda corria por fora, seis pontos atrás do argentino.

     Tudo parecia se encaminhar para um título de Reutemann quando ele fez a pole position no GP de Las Vegas. Mas a corrida dele não saiu conforme o esperado. Em sexto lugar, há seis voltas do fim da corrida, ele teve problemas com a quarta marcha e foi ultrapassado por Watson e Laffite, caindo para a oitava posição.

     Nelson Piquet se manteve firme no 5º lugar, o que lhe garantiu o primeiro título da carreira e o terceiro triunfo de um brasileiro na F1.


     Quinze dias depois dos eventos de Zolder, na Bélgica, a Formula 1 estava nas ruas de Mônaco para disputar a prova mais tradicional do ano, nas ruas de Monte Carlo, perante o Principe Ranier e Grace Kelly, entre muitos outros. Quando a Formula 1 chegou em Mônaco, os organizadores ficaram em pânico ao verem que a lista de inscritos era enorme, com 31 carros, sendo que somente vinte poderiam disputar o GP.

      Assim sendo, decidiram elaborar uma pré-qualificação, onde reduziram os carros para 26, e daí se qualificariam os vinte melhores tempos das sessões de quinta e sábado. Na pré-qualificação, os cinco piores tempos seriam eliminados e, assim sendo, ficaram de fora os Toleman de Brian Henton e Derek Warwick, bem como o ATS de Slim Borgudd e os March de Derek Daly e Eliseo Salazar. Nos dois dias de qualificação, desses vinte e seis, seis iriam ficar de fora, e havia algumas surpresas entre os que não se qualificaram para o GP: o Ligier de Jean Pierre Jabouille, o Brabham de Hector Rebaque, os Fittipaldi de Keke Rosberg e Chico Serra, e os Osella de Piercarlo Ghinzani e Beppe Gabbani.


     Pelo contrário, o “poleman” era um homem feliz, pois sabia que esse primeiro lugar era meio caminho andado para a vitória. Nelson Piquet tinha conseguido o primeiro lugar, tendo a seu lado o Ferrari de Gilles Villeneuve. Nigel Mansell consegue um surpreendente terceiro posto, à frente do Williams de Carlos Reutemann. Riccardo Patrese era quinto, no seu Arrows, seguido pelo segundo Lotus de Elio de Angelis. Alan Jones era apenas sétimo no grid com o seu Williams, na frente do Ligier de Jacques Laffite, e para fechar o “top ten” estavam o Renault de Alain Prost e o McLaren de John Watson.

     A corrida começa com Piquet mantendo a liderança, enquanto que na Ste. Devote, Andrea de Cesaris e Mario Andretti colidem e saem de cena logo nos primeiros metros. Atrás de Piquet estava Villeneuve, Mansell e os Williams de Reutemann e Jones. Pouco depois, Mansell abandou devido a problemas de suspensão no seu Lotus, enquanto que Jones já estava na frente de Reutemann, que enfrentava problemas na caixa de câmbio. Por causa disso, iria abandonar a corrida na volta 33.

     Algumas voltas mais tarde, Jones chegou em Villeneuve e conseguiu ultrapassá-lo, ficando com a segunda posição. Em seguida, o australiano começou a se aproximar de Nelson Piquet para o desafiar na liderança. A pressão deu resultado e, na volta 53, quando o brasileiro alcançou alguns retardatários, desconcentrou-se e bateu no guard rail, acabando ali com a sua corrida.

     Assim, Jones estava tranquilo, pois Villeneuve estava relativamente distante. Mas a partir dali começou a ter problemas na alimentação do combustivel e começou a ver Villeneuve se aproximar. A quatro voltas do fim, Villeneuve, depois de muita pressão, conseguiu por fim ultrapassá-lo e ficar com a liderança, enquanto que o australiano tinha de fazer o seu melhor, para levar o carro até ao fim.

 

     No final, Villeneuve comemorava em Mônaco a sua primeira vitória do ano e a primeira da Ferrari desde 1979. O carro podia ser feio e pouco eficaz, mas as promessas que o seu motor Turbo tinha demonstrado nas corridas anteriores tinham por fim sido concretizados nas ruas do principado. Alan Jones conseguiu levar o carro até  o fim em segundo lugar, enquanto que Jacques Laffite era o terceiro, no seu Ligier. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o segundo Ferrari de Didier Pironi, o Tyrrell de Eddie Cheever e o suiço Marc Surer, no seu Ensign.

     Melhores momentos do GP:


Fonte: http://podiumgp.com.br/2011/05/

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Carlos Reutemann em Long Beach (1978) septuagésima vitória da Ferrari


     A temporada de 1978 ia para a sua quarta corrida da temporada, mas o Grande Circo da F1 ainda estava viajando pelos continentes, antes de fazer a sua "aterragem" na Europa, onde se desencadearia o restante da temporada. A quarta etapa do campeonato iria ser a primeira de duas paradas nos Estados Unidos, e desta vez seria nas ruas de Long Beach, em uma prova que tinha estreado três anos antes, mas já era um grande sucesso comercial.

    Nesta altura tínhamos um campeonato bem disputado, com três vencedores diferentes, em três Grandes Prêmios, e um grande equilibrio entre as equipes com capacidade para ganhar, como a Lotus, Ferrari, Tyrrell ou Brabham, com a McLaren apresentando problemas, e a novata Arrows a surpreender.

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      Nas ruas de Long Beach, contudo, o grande dominador dos treinos seria... a Ferrari. Numa luta com Niki Lauda, o argentino Carlos Reutmann conseguiu superá-lo, tendo a seu lado uma pequena surpresa: o seu companheiro, o canadense Gilles Villeneuve. Na segunda fila, Niki Lauda tinha a seu lado o americano Mario Andretti, enquanto que na terceira fila, John Watson e Ronnie Peterson ficavam com o quinto e sexto posto, respectivamente.

     Após eles, James Hunt era sétimo, o novato Riccardo Patrese era nono, batido pelo Williams de Alan Jones, que começava a mostrar seu trabalho. Quanto a Emerson Fittipaldi, era apenas o 15º no grid. Os organizadores de Long Beach tiveram que fazer um sistema de pré-qualificação, visto que estavam inscritos 31 carros. E havia um estreante: o irlandês Derek Daly, que tinha ficado com o lugar na Hesketh depois de ter mostrado serviço no International Trophy, em Silverstone. Infelizmente, ele não iria se qualificar, tal como aconteceu a Keke Rosberg, os americanos Brett Lunger e Danny Ongais, o mexicano Hector Rebaque e o italiano Lamberto Leoni.

     Didier Pironi também estava no rol dos não-qualificados, mas dois dos pilotos que estavam à sua frente, o inglês Rupert Keegan e o alemão Hans Joachim Stuck, tiveram acidentes durante o "warm-up", com os carros sem qualquer hipóteses de poder correr, então Pironi ficou com o último lugar disponível.

[Long+Beach+78+3.jpg]

     No dia da corrida, 75 mil espectadores e um céu limpo aguardavam os pilotos para a largada do GP dos Estados Unidos (Oeste). No momento da largada, Reutmann é surpreendido por uma manobra de John Watson, que o obriga a alargar a trajectória e a perder o primeiro lugar para o seu comapanheiro, Gilles Villeneuve. Nessa manobra, Niki Lauda aproveita e salta para o terceiro posto, atrás de Watson, e o argentino cai para o quarto lugar.

     Ronnie Peterson perde dois lugares para Alan Jones e James Hunt. Contudo, na terceira volta, o britânico bate no muro e perde uma roda, abandonando na hora, e três voltas mais tarde, é a vez de John Watson abandonar com mais um motor Alfa Romeo quebrado.

[Long+Beach+78.jpg]

     Com tudo isto, o grande beneficiário foi... Alan Jones. Em quarto lugar, o australiano chegava rapidamente no Lotus de Andretti, que tinha feito uma má escolha de pneus. Depois de o ultrapassá-lo na volta 19, partiu em busca do trio da frente.

     Entretanto, Gilles Villeneuve impressionava na frente, aguentando os ataques de Lauda, que por sua vez era pressionado por Reutmann. Contudo, na volta 28, no final da reta de chegada, o Brabham do austríaco sofre uma falha nos freios e passa reto na área de escape, ficando por lá. A partir daí, os Ferrari dominavam, e Villeneuve era o líder.

     Tudo continua assim até à volta 39, mais ou menos a metade da corrida. Então, Villeneuve apanha dois retardatários, o suiço Clay Regazzoni, num Shadow, e o Renault de Jean Pierre Jabouille. Em vez de esperar para os ultrapassá-los, Villeneuve decide arriscar numa zona onde dificilmente caberiam dois carros. Resultado: colisão e desistência do canadense.


     Sendo assim, o argentino agora tinha que se preocupar com Alan Jones. O piloto da Williams tinha cravado na volta 29 a sua melhor volta da corrida (a sua primeira e a da Williams) e estava se aproximando do argentino, na tentativa de assumir a liderança. Contudo, na volta 47, as asas da frente de Jones quebram, devido a um defeito de fábrica, e ele fica lento, perdendo uma série de posições, caindo para o sétimo lugar.

 [Long+Beach+78+2.jpg]

     Reutmann chega em primeiro lugar, e obtem a sua segunda vitória, passando a ser líder, sendo igualado por Mario Andretti, que ao chegar em segundo lugar, fica também com 18 pontos. Patrick Depailler acabava a corrida no terceiro posto, ficando também com terceiro lugar na tabela de classificação, com 14 pontos. Peterson chegou em quarto, Jacques Laffite foi quinto e Riccardo Patrese dava à Arrows o primeiro ponto da sua história.



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