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terça-feira, 24 de maio de 2011

Tony Brooks em AVUS (1959): vigésima nona vitória da Ferrari


     O Grande Prêmio da Alemanha havia se mudado de Nurburgring para a instalação de (AVUS) Verkehrs Automobil und Ubungs-Strasse, em Berlim.

     Por causa de temores de que haveria problemas com os pneus, foi decidido que a corrida seria disputada em duas baterias.  A Ferrari estava de volta à ação, mas Behra tinha saído  do time, e quem estava correndo era Brooks, Phil Hill, Dan Gurney e Cliff Allison. Behra apareceu em um Porsche Formula 2. A equipe Cooper estava com seu time completo: Brabham, McLaren e Masten Gregory e,  com carros privado de Rob Walker para Maurice Trintignant e Moss.  Na BRM tínhamos Schell, Jo Bonnier e o herói local Hans Herrmann. A Lotus, trouxe para a pista Graham Hill e Innes Ireland.

     O sábado foi ofuscado pela morte de Behra em um carro esporte de corrida. O francês acabou perdendo o controle do carro no meio da curva North e saiu rodopiando seu Porsche, em condições de pista úmida, acabando por bater a cabeça em um poste de bandeira, presente na pista. Ele morreu na hora.


      No qualifying, Brooks obteve a pole e foi seguido por Moss, Gurney e Brabham . Atrás deles, na segunda fila, estavam presentes Gregory, Phill Hill e Bonnier. Brooks assumiu a liderança na primeira bateria, enquanto Moss teve problemas de transmissão. Gregori chegou a liderar momentaneamente, mas depois, Brooks estava na frente novamente. Começou, então, um grande batalha entre Brooks, Gurney e Gregory. Gregory acabou se retirando a cinco voltas do final do GP por uma falha no motor. Com isso, Hill assumiu a terceira posição e McLaren foi o quarto.


     A segunda bateria apresentou um grid composto pelas posições obtidas no fim da primeira bateria. No início, McLaren assumiu a liderança, mas ele foi rapidamente ultrapassado por Phil Hill, Bonnier, Brooks e Gurney. Brooks conseguiu, rapidamente, ultrapassar Bonnier e a Ferrari passou a ocupar a primeira, segunda e terceira posições.

     Hans Hermann da Alemanha sofreu um dos mais espetaculares acidentes da história da F1, ele perdeu o controle de seu BRM na entrada da parte que leva as curvas inclinadas, um pneu estourado foi a causa, Hermann não pensou duas vezes e pulou fora de seu carro. Um ato quase suicida e, apesar do feito, o piloto apenas quebrou dois dedos da mão esquerda.

Gp da Alemanha-Avus 1959


     Quando os tempos foram somados, Brooks ficou à frente de Hill e Gurney. A F1 nunca mais voltaria para Avus e Jack Brabham ganharia seu primeiro título mundial na F1, no final desta temporada.


      Melhores momentos da temporada de 1959 (parte 02):


segunda-feira, 23 de maio de 2011

Tony Brooks em Reims (1959): vigésima oitava vitória da Ferrari


     O domínio mudou na temporada 1959. Com a atuação pífia da atual campeã de construtores Vanwall, quem se deu bem foi a equipe Cooper com seu motor Climax.

     Vencedora de cinco provas, a equipe inglesa superou facilmente os italianos da Ferrari (duas vitórias) na briga pelo mundial de equipes. Ainda que a disputa entre os pilotos tenha sido mais acirrada.
    
      Outra morte abalou a F1. O piloto francês Jean Behra sofreu um acidente antes do GP da Alemanha enquanto disputava outra competição automobilística. Ele não sobreviveu ao forte impacto e às precárias condições de segurança dos carros naquela época.

     A equipe Cooper estava correndo com Jack Brabham, Bruce McLaren e Masten Gregory, enquanto Rob Walker tinha filiado Maurice Trintignant  e Stirling Moss para pilotar carros da BRM para a British Racing Partnership, que havia sido formada no ano anterior por seu pai, Alf e seu empresário Ken Gregory.

     A BRM era composta por Jo Bonnier, Harry Schell e Ron Flockhart.  Por sua vez, a equipe da Lotus era composta por Graham Hill e Innes Ireland e, novamente, houve uma variedade da Cooper-Maserati utilizada pela Scuderia Centro Sud e Scuderia Ugolini.

    No qualifying, Brooks marcou o melhor tempo para a Ferrari, com Brabham em segundo e Phill Hill em terceiro. A segunda fila era compartilhada por Moss e Behra e, na linha três,  Bonnier estava ao lado de Gregory e Trintignant.

     No início Brooks assumiu a liderança com Gregory e Moss em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Behra foi deixado para trás no grid. Nas voltas iniciais, problemas desenvolvidos no hairpin Thillois, onde a superfície estava se degradando, feriram Gregory, que sofreu um corte na face, quando foi atingido por pedras que voaram de carros que estavam a sua frente. Vários outros se retiraram com problemas mecânicos relacionados a estas pedras. Brooks permaneceu na liderança, pelo resto da prova, enquanto as batalhas atrás dele ocorriam a todo o momento. Trintignant conseguiu chegar a segunda posição, mas depois rodou, parou e teve que empurrar seu carro.


      Isso colocou Brabham em segundo lugar, mas logo depois, ele foi vítima de Phill Hill e Behra. No entanto, o motor de Behra falhou. Moss começou então uma longa batalha e alcançou Brabham, conseguindo ultrapassá-lo e obtendo o terceiro lugar. Partiu então para cima de Hill, mas teve problemas de embreagem e acabou parando para reparos, sendo desclassificado por receber ajuda externa. A vitória ficou com Brooks, o segundo lugar ficou com Hill e Brabham chegou em terceiro.


      Behra, frustrado, perdeu a paciência com o gerente da equipe Ferrari, Romolo Tavoni e deu um soco em sua face. Custou-lhe o seu emprego.

     Melhores momentos da temporada de 1959, parte 01:

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Hawthorn em Reims (1958): vigésima sexta vitória da Ferrari

     Em 1957 a Ferrari não conseguiu vencer uma corrida durante todo o campeonato mundial de F1.  Naquela temporada, a Ferrari utilizava modelos ultrapassados como o Lancia-Ferrari 801 e o F 500 remodelados, que não conseguiram fazer frente a equipes como a Maserati (venceu quatro corridas) e a Vanwall (venceu três corridas). Juan Manuel Fangio, pilotando uma Maserrati, conseguiu obter seu quinto título mundial.

     Em 1958, a temporada de F1 iniciou com uma série de mudanças, como por exemplo, a participação da primeira mulher na F1 (a italiana Maria Teresa de Filippis), o campeonato mundial de construtores e a pontuação deixou de ser dividida entre dois pilotos, que compartilhavam o mesmo carro. Não foi o começo dos "sonhos" para a Ferrari, mas com o Ferrari D 246, a Scuderia triunfaria na França e na Inglaterra. O ano também seria marcado por tragédias, como a morte de  Luigi Musso durante o GP da França, Collins no GP da Alemanha e Lewis-Evans no GP do Marrocos.

     A Ferrari alterou a suspensão do D 246 e Mike Hawthorn foi o mais rápido no qualifying com os colegas Luigi Musso, ao lado,  e Peter Collins no quarto lugar, atrás do BRM de Harry Schell. Um quarto carro foi inscrito para a Wolfgang Von Trips, mas ele não conseguiu definir um bom tempo nos treinos, e teve que iniciar a corrida do fim do grid.

     Tony Brooks foi o mais rápido dos pilotos da Vanwall, em quinto lugar, com Stirling Moss em sexto e Stuart Lewis-Evans em décimo. Maurice Trintignant e Jean Behra foram sétimo e nono pela BRM, enquanto Juan Manuel Fangio estava de volta a ação em um carro Maserati 250 F, cujo desenvolvimento ficou  conhecido como Piccolo. O carro era mais curto e mais leve que o original e foi preparado pela fábrica, embora tenha sido introduzido pelo próprio Fangio. Ele se qualificou em oitavo pois o carro apresentava baixa potência.



     Na corrida Schell assumiu a liderança após a largada, mas Hawthorn rapidamente ultrapassou a BRM. Schell foi então ultrapassado por vários carros liderados pela Ferrari de  Musso. Collins e Brooks conseguiram fugir de uma grande batalha entre Behra, Moss, Fangio e Schell. Na quinta volta, Collins derrapou na pista e foi parar em uma estrada de apoio, perdendo muito tempo, em função de um problema no seu pedal de freio.

     Na 10ª volta, Musso estava perseguindo Hawthorn, em alta velocidade, na curva Muizon, tentando ultrapassá-lo, para diminuir a diferença que existia entre ele e seu rival, no campeonato. Ele perdeu o controle e o carro deslizou através da estrada, em alta velocidade, até cair em uma vala. O carro capotou várias vezes, e Musso foi arremessado para fora. Ele foi levado às pressas para o hospital em Reims, mas morreu  logo depois, não resistindo aos ferimentos.

     Brooks herdou o segundo lugar, mas ele se retirou logo depois, com problemas de transmissão, deixando Fangio, Moss e Behra disputando o segundo lugar. Schell havia perdido contato com o grupo. Fangio abandonou a batalha para fazer um pit stop, mas Moss e Behra continuaram a sua luta até que o francês sofreu uma falha na bomba de combustível com apenas nove voltas para o fim. 

[França+58.jpg]


      Assim, Hawthorn foi o primeiro, Moss terminou em segundo lugar, Von Trips em terceiro e Fangio foi o quarto. Fangio não voltaria mais a disputar um GP de F1, novamente.





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