sábado, 28 de maio de 2011

Massa lembra de acidente na Hungria e admite tensão por batida de Pérez

Felipe Massa e Fernando Alonso ainda não conseguiram levar a Ferrari a uma vitória na atual temporada. Foto: Reuters

     O brasileiro Felipe Massa afirmou que o acidente de Sergio Pérez, da Mercedes, no treino classificatório para o GP de Mônaco, neste sábado, abalou um pouco a confiança dos pilotos para o restante do qualificatório. Ao ver a tensão que tomou conta do circuito após a batida, o piloto da Ferrari recordou-se do acidente que sofreu na Hungria em 2009.
 
     "Em primeiro lugar, espero que ele esteja bem. O Sergio é um cara bacana e um ótimo piloto. Ouvi falar que ele estava consciente e falando, com dor na perna, mas falando e isso é importante. (O acidente) Mexeu um pouco, todos os pilotos viraram mais lentos. Pode ser por causa da pista, mas também, depois daquele acidente, com todo mundo olhando, pode ser que tenha mexido um pouquinho com a cabeça dos outros pilotos", disse Massa, que largará em sexto.
 
     Felipe Massa comentou que a situação de tensão criada após a batida de Pérez fez com que ele pensasse no drama vivido por sua família no GP de Hungaroring em 2009, quando o piloto brasileiro sofreu um grave acidente.
 
       "Sobre o meu acidente, não fiquei pensando nisso. Pensei depois, todo mundo olhando, lençol em volta. Pensei muito na minha família. Olhando o pai dele na televisão mexeu bastante. Não fiquei chocado pelo acidente, a gente arrisca e pode acontecer. Mas depois do acidente, olhando aquilo que eles fazem, não é simples, principalmente para quem conhece a pessoa" disse Felipe Massa.
 
     O piloto da Ferrari não escondeu sua insatisfação com o estado da pista de Mônaco, o que, para ele, pode ser uma das causas do acidente sofrido por Sergio Pérez.
 
     "Ele (Pérez) veio um pouco pelo lado esquerdo, era bem na hora da freada. (O local do acidente) É um lugar onde, se você perder o controle do carro, as chances de se bater naquele muro são muito grandes. É um lugar muito perigoso, a gente fica falando todo ano. Mas por ser Mônaco pode. Em outra pista isso não seria admitido. É o único ponto em que a gente viu dois acidentes hoje", disse Massa, lembrando que Nico Rosberg, da Mercedes, havia sofrido um acidente no mesmo local no treino livre deste sábado. "O Rosberg teve muita sorte, poderia ter machucado" complementou.
 
Corrida
 
     Massa mostrou-se otimista com seu desempenho em Mônaco. O piloto da Ferrari está sentindo seu carro muito mais alinhado que nos anteriores treinos livres.
 
     "Fiquei feliz porque consegui melhorar meu carro do treino livre para a classificação. Consegui ser mais competitivo em todas as classificações. Só no Q3, no primeiro jogo de pneus, quando estava fazendo uma boa volta, acabei passando um pouquinho reto na Rascasse e perdi bastante tempo. Poderia largar uma ou duas posições à frente. Então, isso me deixou chateado, mas fiquei feliz pelo carro ter melhorado, o que é bom para a corrida".
 
     No entanto, o piloto da Ferrari espera uma prova difícil neste domingo. "É uma corrida complicada, a gente sabe que a estratégia será muito importante, assim como o jeito de trabalhar com os pneus", comentou Massa.

Fonte: Terra

Berger em Mônaco (1994): um terceiro lugar, suado!!!!

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     Quinze dias depois de Imola, a Formula 1 continuava em estado de choque. Tal como acontecera em 1982, num paralelismo impressionante, o vencedor do ano anterior tinha morrido na corrida anterior a das ruas do Principado, e o sentimento presente era o de vazio. Todos tentavam fazer o seu luto, mas a vida continuava, e a competição estava presente. Só que o “glamour” estava afastado das cabeças de toda a gente naquele ano.

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     A Williams só alinhava com um carro, tal como tinha feito a Ferrari em 1982. A mesma coisa fazia a Simtek, que colocaria até ao final do ano, na zona superior do chassis, uma pintura estilizada do capacete de Roland Ratzenberger, e a frase “FOR ROLAND”. O legado do sacrificado piloto austríaco continuava até ao final do ano…

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     Mônaco tinha uma novidade: Jean Alesi regressava ao volante do seu Ferrari, depois de duas corridas de ausência. Claro que o seu regresso seria bem-vindo, mas o ambiente não era de festa em nenhum lado… outro que voltava para o volante de um carro era Rubens Barrichello, agora com um peso enorme nos ombros: milhões de olhos apontados a ele no Brasil, pedindo para que fosse como Ayrton Senna. Mas o seu compatriota era doze anos mais velho e com larga experiência na F1, e a barreira estava muito alta…

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     Como habitualmente, os treinos livres eram na quinta-feira, e não à sexta. Se todos queriam esquecer os eventos de 15 dias atrás, não conseguiram: a meio da manhã, no minuto em que terminava o treino, este é interrompido quando Karl Wendlinger, no seu Sauber-Mercedes, perde o controle na saída do túnel e colide violentamente a mais de 225 km/hora na zona da chicane do Porto. O impacto foi no lado direito do carro, na altura do capacete, e causou contusões graves na cabeça que o levaram ao coma. Temeu-se o pior, e correu o rumor que, caso Wendlinger morresse, o Príncipe Ranier iria de imediato cancelar o Grande Prêmio, o que seria inédito. Até que os médicos do Hospital de Nice, lugar onde o piloto austríaco foi levado, diagnosticassem devidamente o impacto dos ferimentos, o ambiente, já pesado, ficou negro. A Sauber, em consequência, decidiu retirar os seus carros da corrida monegasca. (Verifiquem a semelhança deste acidente com o de Sergio Pérez, na atual temporada).


     A sexta-feira foi agitada: os pilotos decidiram reavivar a GPDA, mais ou menos adormecida desde 1982, quase que cumprindo um dos últimos desejos de Senna (ele falava da hipótese de a reavivar no fim de semana fatal), e nesse mesmo dia, Max Mosley e a FIA decidiram implementar uma série de medidas de choque, que muitos entenderam ser mais um conjunto de regras feitas às pressas devido ao pânico instalado do que propriamente medidas com algum senso…

     Mas no meio dessas medidas, houve uma que foi implementada, e que foi aplaudida por todos: o limite de velocidade nas boxes. Em Mônaco, esse limite estava nos 50 km/hora, muito baixo para um Formula 1. E o primeiro a cruzar esse risco  levou uma multa de 5 mil dólares) foi o Lótus-Mugen Honda de Pedro Lamy.

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     Nos treinos, por fim, Michael Schumacher fazia a sua primeira pole-position do ano e da sua carreira, tendo a seu lado o finlandês Mika Hakkinen, no seu McLaren-Peugeot. Na segunda fila do grid de largada estava o Ferrari de Gerhard Berger, tendo a seu lado o único Williams-Renault, de Damon Hill. Na terceira fila ficavam o segundo Ferrari de Jean Alesi e o Footwork-Arrows de Christian Fittipaldi, no seu melhor registo do ano. Em sétimo e oitavo estavam Gianni Morbidelli, no segundo Arrows, e Martin Brundle, no segundo McLaren. E fechando os dez primeiros, tinhamos o Minardi-Ford de Pierluigi Martini e o Tyrrell-Yamaha de Mark Blundell. Sem quatro carros em pista, apenas 24 estavam presentes no grid monegasco, o que fazia com que os Pacific de Bertrand Gachot e Paul Belmondo se qualificassem pela primeira vez no ano.

      No dia da largada, poucos minutos antes dos pilotos entrarem em seus carros para se prepararem para a competição, todos eles rumaram para a primeira fila do grid, propositadamente vazia, com uma bandeira brasileira no primeiro lugar e uma austríaca no segundo. Em silêncio, todos eles ficaram em recolhimento, com os pilotos brasileiros a segurar uma bandeira nacional, com a cara de Senna, morto quinze dias antes.

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     Poucos minutos depois, era dada a partida, e logo na Curva Ste. Devote, a concorrência a Michael Schumacher acabava ali a sua corrida: Damon Hill, agora o seu maior rival para o resto da temporada, perde o controle do carro devido a ter travado tarde demais e bate em Mika Hakkinen. Hill continuou, mas não foi muito mais longe, pois estacionou o carro na descida do Mirabeau, algumas centenas de metros depois. Um pouco atrás, Morbidelli e Martini tocam um com o outro e também ficam pela primeira volta.

    O resto da corrida foi uma cavalgada solitária de Schumacher. Berger era segundo no seu Ferrari, seguido por Jean Alesi e Christian Fittipaldi, no seu Footwork-Arrows. Brundle era quinto, depois de uma parada mais cedo do que os seus rivais, o que lhe deu a terceira posição, quando Alesi e Fittipaldi pararam.

     No meio da corrida, o Tyrrell de Mark Blundell quebra a caixa de marchas e deixa um rastro de óleo na pista. Berger passa sobre o óleo, perde o controle do carro e é ultrapassado por Brundle. Schumacher quase roda, mas consegue controlar o carro e continua sem maiores problemas.

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     E até à bandeira quadriculada, não houve grandes novidades. Fittipaldi desistiu na volta 47, quando a sua caixa de marchas apresentou problemas, passando o sua posição para um surpreendente Andrea de Cesaris, que finalmente usava a sua veterania para fazer uma corrida sem problemas. O quarto lugar foi uma bela recompensa pelos serviços prestados, uma vez mais, ao seu amigo Eddie Jordan. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o Ferrari de Jean Alesi e o Minardi de Michele Alboreto. Para o veterano italiano, seria a última vez que pontuaria na sua carreira.

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     Em 11º e último lugar, a cinco voltas do vencedor, ficava Pedro Lamy. O seu problemático Lótus 107C era uma pálida sombra dos garbosos modelos de outrora, e não havia grandes sinais de melhoria, ainda por cima numa altura em que a equipe vivia os seus últimos dias. Mas mal ele sabia que a próxima vez que iria correr num Grande Prémio seria dali a 15 meses, em agosto de 1995…

      Melhores momentos do GP de Mônaco (1994):


Grid para o GP de Mônaco (2011)

Em Monaco, alemão Sebastian Vettel conquista sua quinta pole position em seis corridas na temporada da Fórmula 1. Foto: Reuters

     Confira o grid de largada para o GP de Mônaco
 
1. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull): 1min13s556
2. Jenson Button (INGL/McLaren): 1min13s997
3. Mark Weber (AUS/Red Bull): 1min14s019

4. Fernando Alonso (ESP/Ferrari): 1min14s483
5. Michael Schumacher (ALE/Mercedes): 1min14s682
6. Felipe Massa (BRA/Ferrari): 1min14s877
7. Lewis Hamilton (INGL/McLaren): 1min15s280
8. Nico Rosberg (ALE/Mercedes): 1min15s766
9. Pastor Maldonado (VEN/Williams): 1min16s528
10. Sergio Pérez (MEX/Sauber): sem tempo
11. Vitaly Petrov (RUS/Lotus-Renault): 1min15s815
12. Rubens Barrichello (BRA/Williams): 1min15s826
13. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari): 1min15s973
14. Paul di Resta (ESC/Force India): 1min16s118
15. Adrian Sutil (ALE/Force India): 1min16s121
16. Nick Heidfeld (ALE/Lotus-Renault): 1min16s214
17. Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso): 1min16s300
18. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus): 1min17s343
19. Jarno Trulli (ITA/Lotus): 1min17s381
20. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso): 1min17s820
21. Timo Glock (ALE/Virgin): 1min17s914
22. Jerome d'Ambrosio (BEL/Virgin): 1min18s736
23. Narain Karthikeyan (IND/Hispania): sem tempo
24. Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania): sem tempo


Fonte: Terra

Mexicano bate forte em treino de Mônaco e causa apreensão

     
 
     O mexicano Sergio Pérez sofreu um forte acidente durante o treino classificatório para o GP de Mônaco de Fórmula 1, neste sábado, nas ruas de Monte Carlo. Depois de sair do túnel do circuito, o piloto perdeu o controle de sua Sauber e bateu em duas proteções.
 
     As imagens de televisão mostraram o piloto aparentemente desacordado. Houve demora de cerca de dez minutos na remoção do mexicano no carro, o que provocou apreensão em Mônaco. O piloto seguiu de ambulância para atendimento médico e a transmissão oficial não mostrou mais imagens de Pérez.
 
     Segundo informações da Rádio Jovem Pan, o piloto já recuperou a consciência e se queixou de dores na perna direita. A Sauber só deve se pronunciar sobre o estado de saúde após informações médicas mais completas.
 

Fonte: Terra



sexta-feira, 27 de maio de 2011

Estou razoavelmente contente com o carro, diz Massa

O brasileiro Felipe Massa também conseguiu reduzir significativamente o tempo de volta com a mudança dos pneus, mas não teve desempenho tão .... Foto: Getty Images

      Os primeiros treinos para o Grande Prêmio de Mônaco trouxeram bons resultados para a Ferrari, que viu o espanhol Fernando Alonso garantir o melhor tempo do dia. O brasileiro Felipe Massa, que ficou apenas na sétima posição, disse estar "razoavelmente" satisfeito com o desempenho do seu carro.

     "Estou razoavelmente contente com o carro. Mesmo que ele ainda saia um pouco de traseira, especialmente com os pneus super macios", disse o brasileiro, que vê a equipe em uma melhor posição em Mônaco do que em Barcelona, no último final de semana.

     "Comparando com Barcelona, acredito que estamos mais bem equipados para a briga: não é como em outras ocasiões nas quais estava claro que não conseguiríamos fazer os pneus funcionarem", afirmou Massa, que aproveitou o dia para testar os pneus super macios.

     "Havia momentos em que eu ia até o limite e me via indo ao encontro das barreiras, isso aconteceu pelo menos três vezes. Fiz um trecho maior com os super macios para tentar encontrar seu limite de uso", disse o piloto da Ferrari.

     Para a corrida em Mônaco, Massa espera mais ultrapassagens, apesar das características difíceis do circuito. "Ultrapassar será difícil como sempre é neste circuito. Mas talvez, graças ao Kers, seja possível ultrapassar um carro que tenha problemas com os pneus, apesar de nunca ser fácil", afirmou o brasileiro.

Fonte: Terra

Phil Hill em Spa-Francorchamps (1961): trigésima segunda vitória da Ferrari


     Um ano depois da traumática corrida belga, as equipes de F1 reuniram-se novamente em Spa, com algumas mudanças a partir do Grande Prêmio da Holanda, ocorrido três semanas antes. Innes Ireland, que tinha quebrado a perna em Mônaco, estava de volta a ação pela equipe Lotus, que teve novo carro para o Ireland e Jim Clark. A Ferrari tinha um quarto carro pintado em amarelo, para o corredor belga Olivier Gendebien, que estava correndo pela equipe Ecurie Nationale Belge. Esta equipe também tinha um par de chassis Emeryson para Lucien Bianchi e Willy Mairesse. Ambos tiveram que disputar apenas um carro porque uma das máquinas foi danificada no qualifying. A BRP também estava com problemas, com apenas um Lotus para ser compartilhado por Cliff Allison, Taylor e Henry. A equipe decidiu que o piloto mais rápido, ficaria com o carro. Como resultado, Allison foi tão rápido, que capotou o carro e sofreu ferimentos graves nas pernas que iriam encerrar sua carreira na F1.

     Phil Hill ficou com a pole, com Wolfgang Von Trips em segundo e Gendebien em terceiro. Ritchie Ginther da Ferrari compartilhou a segunda fila com John Surtees no Cooper-Climax de Reg Parmell.


     Hill assumiu a liderança na largada, mas foi ultrapassado por Gendebien, enquanto Von Trips e Ginther também brigavam por posições. A liderança mudou de piloto por várias vezes, antes de Hill assumir a liderança após ultrapassar Von Trips e Ginther. Gendebien foi o quarto dando a Ferrari as quatro primeiras posições. Surtees foi o quinto, embora tivesse disputado, bastante, esta posição, no início do GP, com o BRM de Graham Hill, que desistiu por problemas elétricos. Dan Gurney terminou em sexto em seu Porsche.


quinta-feira, 26 de maio de 2011

Alonso lidera treino e confirma dia de bons resultados em Mônaco

Max Rossi/Reuters
    
     Fernando Alonso foi o mais rápido em Monte Carlo com uma volta em 1min15s123, à frente de Lewis Hamilton e Nico Rosberg. Button foi o quarto, com Vettel ocupando a posição seguinte. Felipe Massa terminou a sessão em sexto.

     No primeiro teste desta quinta, Sebastian Vettel já pôde ver que a Ferrari de Alonso estava veloz. A vida do atual campeão mundial e líder desta temporada não foi fácil, pois o rival espanhol sempre o ameaçou. O piloto da Ferrari deu trabalho e ficou 0s113 atrás do adversário. Na segunda parte do treino, Alonso melhorou ainda mais para ser o mais veloz do dia.

      Nico Rosberg também pode comemorar, já que conseguiu levar a Mercedes para a terceira colocação nos dois testes. Rubens Barrichello teve problemas e ficou apenas na 13ª posição, mesma posição que havia conseguido no primeiro treino. Pelo menos, o brasileiro foi melhor que para o companheiro de equipe, Pastor Maldonado, em 15º.

     Decepção na manhã de Mônaco após enfrentar problemas com a caixa de marcha da sua Red Bull, completar apenas três voltas e não definir tempo, Mark Webber conseguiu andar. O australiano se recuperou de um dia ruim ao ficar na oitava colocação.

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