sábado, 4 de junho de 2011

John Surtees em Nurburgring (1964): trigésima sétima vitória da Ferrari

    

     A temporada 1964 de Fórmula 1 foi emocionante. A Ferrari voltou a ganhar títulos – faturou o campeonato de pilotos e construtores. Enquanto a BRM e Lotus lutaram até o fim.

    Numa disputa acirrada, John Surtees ganhou o título por um ponto de diferença. Graham Hill até teria somado mais pontos do que ele, mas como apenas os seis melhores resultados eram somados o título ficou mesmo com o piloto da Ferrari.

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     Depois da ação em Brands Hatch, a Formula 1 chegava ao mítico circuito alemão de Nurburgring com a novidade que muitos esperavam com alguma expectativa: a estreia da Honda na Formula 1. Um chassis construido pela fábrica e pilotado pelo americano Ronnie Bucknum estava pronto, mas cedo se verificou que era demasiado lento para os Lotus, BRM, Brabham e Ferrari que dominavam o pelotão. Bucknum foi o último dos 22 pilotos a qualificar-se, um minuto atrás do "poleman". Mas apesar desse mau começo, a Honda tinha vindo para ficar.

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     A BRP era a grande ausência desta corrida, mas em compensação estava o velho Porsche 718 do conde holandês Carel Godin de Beaufort. Um personagem divertido, que decidiu fazer, só por gozação, a qualificação no mítico Nurburgring, com uma cabeleira, para imitar os Beatles. Mas no sábado, já estava mais a sério quando tentou a sua sorte com o velho Porsche cor de laranja da Ecurie Maasbergen, as cores nacionais. Na Bergwerk, perdeu o controle do seu carro e saiu da pista, batendo em uma árvore. Levado para o hospital com graves ferimentos na cabeça, no dia da corrida lutava pela vida.


     Na qualificação, o melhor foi o Ferrari de John Surtees, que demonstrava que naquele ano, era um verdadeiro candidato a desafiar Jim Clark e Graham Hill na luta pelo título. Surtees tinha batido Clark, o americano Dan Gurney e o italiano Lorenzo Bandini, no segundo Ferrari, que partilhavam a primeira fila num estranho esquema de 4-3-4 que os organizadores tinham arranjado, após uma primeira experiência cinco anos antes. Na segunda fila estavam o BRM de Hill, Jack Brabham no seu próprio carro, e o Cooper de Bruce McLaren. Na terceira fila estava o segundo Cooper do americano Phil Hill, o Lotus BRM privado de Chris Amon e o Brabham-BRM de Jo Siffert.

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     Sob um dia de sol, pouco usual naquela região, máquinas e pilotos partiram para o GP da Alemanha. O primeiro lider foi Bandini, seguido por Clark, Surtees, Gurney e Hill. No entanto, pouco depois, Clark assumiu a liderança. Pensava-se que seria o piloto da Lotus o grande dominador da corrida, mas o motor Climax falha na segunda passagem pela meta, e Surtees passa para a frente. Clark aguentou até á volta sete, altura em que desistiu, com problemas no motor.



      Nessa altura, a luta era entre Surtees, Hill e Gurney, mas a partir da décima volta, o Brabham do piloto americano começa a falhar e perde várias posições. Iria acabar a corrida na décima posição, a uma volta do vencedor. Depois, Hill diminui o ritmo e deixa Surtees escapar para que ele pudesse ganhar a corrida. Depois do inglês da BRM, Lorenzo Bandini completou o pódio. O suiço Jo Siffert, no seu Brabham privado, o veterano francês Maurice Trintrignant (47 anos) e o sul-africano Tony Maggs completaram os lugares pontuáveis. Quanto a Ronnie Bucknum e o seu Honda, a sua prova tinha acabado na volta onze, vítima de uma rodada. Mas para a Honda, era apenas o começo de uma longa caminhada.
    
     No dia seguinte, noticias vindas de Colonia ditariam o pior: o holandês Carel Godin de Beaufort não resistiu aos ferimentos e morreu aos 30 anos de idade. Era o fim esperado de um "gentleman driver" com carisma, conhecido pelo seu datado Porsche laranja.

     Melhores momentos do GP:

Parte 01

Parte 02

Parte 03

Parte 04


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Alesi e Berguer em Magny-Cours (1995): Oh my God!!!


     O tempo naquele dia estava nublado, e a pista revelava-se um pouco úmida. Numa pista onde as ultrapassagens eram uma raridade, este tipo de tempo poderia fazer com que as coisas fossem completamente diferentes.

      E foi o que aconteceu. Logo na primeira volta, um acidente multiplo colocava de fora o Forti de Pedro Diniz, o Tyrrell de Ukyo Katayama e o Arrows de Taki Inoue. E na volta seguinte, na travagem para a chicane Adelaide, o Benetton de Herbert ficava de fora, vitima de um toque do Ferrari de Jean Alesi, com Berger, logo atrás, tentando evitar ambos os carros.



     No entanto, Gerhard Berger perderia qualquer chance de bons resultados ao fazer o reabastecimento, onde devido a uma avaria em uma das mangueiras, perdeu quase um minuto nos boxes e, com isso,  a possibilidade de pontuar. Alesi chegou em quinto e Berger em décimo segundo, duas voltas atrás do lider.



Massa leva maior "surra" da carreira e amarga pior fase na Ferrari

Valdrin Xhemaj/EFE

     O começo de temporada de Felipe Massa está batendo recordes negativos na carreira do piloto. O desempenho após seis corridas só não é pior que o de 2009, quando a Ferrari levou uma “rasteira” dos difusores da Brawn GP. Mas, naquele ano, o brasileiro tinha só dois pontos a menos que o companheiro Kimi Raikkonen. Agora, essa diferença é de 45 pontos em relação a Fernando Alonso.

     Em sua nona temporada na Fórmula 1, Massa nunca teve um abismo tão grande em relação a um companheiro de equipe. Até então, a maior desvantagem após seis provas foi para Michael Schumacher, em 2006, primeiro ano do brasileiro na Ferrari: 43 pontos, considerando-se a conversão para o novo sistema de pontuação.

      Com 24 pontos no campeonato e um quinto lugar como melhor resultado, Massa superou por apenas dois pontos a campanha de 2009, pior ano do brasileiro na Ferrari. Mas, depois de seis corridas naquela temporada, ele já tinha um quarto lugar, e a diferença mínima para Raikkonen mostrava que o problema era da equipe, não do piloto.

     Agora, já não se pode dizer o mesmo, pois Alonso tem 69 pontos e já pode ser considerado o primeiro piloto da Ferrari. A equipe ainda tem os pilotos da Red Bull e da McLaren à frente, e não vai surpreender se passar a privilegiar o espanhol daqui para frente.

     A pior fase de Massa na Ferrari coincide a enorme pressão que ele sofre desde a ultrapassagem polêmica no GP da Alemanha de 2010.  No começo desta temporada, o presidente Luca di Montezemolo disse esperar um Massa diferente e disse que o brasileiro “correu como o seu irmão” no ano passado.

      Massa está em seu sexto ano na Ferrari, igualando Rubens Barrichello em temporadas na escuderia italiana. Ele tem contrato até o fim de 2012, mas ainda não teve sinais de renovação. Enquanto isso, Alonso assinou compromisso até 2016.

     Coincidência ou não, desde que o espanhol renovou contrato, o brasileiro não pontuou mais na temporada e entrou em uma crise que teve como último capítulo o conturbado GP de Mônaco, em que Massa abandonou antes da bandeirada.

Fonte: http://esporte.uol.com.br/f1/ultimas-noticias/2011/06/03/

Desempenho de Alonso deixa Massa otimista quanto à Ferrari

 
     Mesmo com a frustração pela batida com a McLaren do inglês Lewis Hamilton no GP de Mônaco, no último fim de semana, e pelo fato de não ter marcado nenhum ponto no mês de maio, o brasileiro Felipe Massa disse nesta quinta-feira que está otimista com o desempenho da Ferrari para as próximas corridas, visto que seu companheiro de equipe, Fernando Alonso, brigou pela vitória contra o alemão Sebastian Vettel, da Red Bull.
 
     "Essas últimas três corridas em maio não foram boas para mim. Eu falhei em conquistar pontos e meu pior arrependimento foi na última delas, em Mônaco. Como Fernando Alonso mostrou, buscando a ponta até o fim, nós temos um ótimo potencial e acho que eu poderia ter terminado a corrida em quarto", declarou ao site oficial da Ferrari.
 
     Na 34º volta de Monte Carlo, Massa envolveu-se em uma batida com Hamilton e, logo depois, no túnel, chocou-se levemente com a proteção, deixando a corrida mais cedo. Apesar disto, o brasileiro disse que confia no trabalho de sua equipe para as próximas etapas do calendário.
 
      "Pelo menos, temos uma boa notícia do fim de semana: a de que nosso carro é muito mais competitivo do que nós vimos nas corridas anteriores. Nós podemos lutar pela vitória até o fim, mesmo que as circunstâncias façam que isso só seja aplicado a um de nós. Nosso ritmo estava muito bom e eu espero que possa ser assim também no Canadá e em Valência", acrescentou o brasileiro, referindo-se a Alonso e sua pontuação no Mundial, 69. Massa tem 24 e Vettel, o líder, 143 pontos.
 
     Sobre o incidente com Hamilton, que causou polêmica ao responder às reclamações de Massa e, logo após, pedir desculpas por sua atitude, o piloto da Ferrari procurou ser mais brando e preferiu não comentar muito sobre o assunto.
 
Designer de carrinhos
 
     De folga da Fórmula 1, o piloto Felipe Massa apresentará nesta quinta-feira, em um evento em São Paulo, um lado diferente de sua carreira: a de designer de carrinhos de brinquedo.
 
     O competidor da Ferrari desenhou um produto para a empresa Hot Wheels. O brinquedo terá o nome de Eagle Massa, e será comercializado a partir do ano que vem em dois modelos. O primeiro, na escala 1:64, será vendido na linha tradicional. A segunda versão terá edição limitada e com o autógrafo do vice-campeão da F1 em 2008.
 
     O modelo leva algumas das cores preferidas de Massa, como o cinza, o preto e o azul escuro.
 
     "A minha imaginação sempre se encarregou de criar os pilotos dos meus carrinhos, sendo o principal deles o grande incentivador da minha carreira, meu pai. Participar do processo de criação desse modelo exclusivo me fez viajar no tempo e reencontrar aquele garoto que sempre gostou de corridas, mesmo antes de se tornar piloto profissional", disse Massa.
 
     Para projetar o carrinho, Massa teve a ajuda do designer da empresa, Alton Takeyasu.
 
     "Como fã de automobilismo, acompanho as etapas da F1 com entusiasmo e posso dizer que ele trouxe para o carrinho Hot Wheels a mesma determinação e o mesmo otimismo que leva para as pistas", contou Takeyasu.

Fonte: Terra

John Surtees em Nurburgring (1963): trigésima sexta vitória da Ferrari


     A temporada de 1962 ficou marcada por dois fatos importantes: a ausência de vitórias por parte da Ferrari e o acidente automobilístico (Goodwood) que aposentou precocemente Stirling Moss. Graham Hill da BRM ficou com o título mundial.

    
     Já em 1963, Jim Clark e sua equipe, a Lotus, sobraram no campeonato de Fórmula 1. Clark venceu sete corridas e ficou vinte e cinco pontos a frente do segundo colocado, Graham Hill.

     A boa surpresa do ano foi a equipe Brabham (criada um ano antes, por Jack Brabham) ficou em terceiro lugar no mundial de construtores.

     Para a Ferrari, o ano não foi dos melhores, mas a equipe voltou a vencer uma prova na categoria mais importante do automobilismo. 

      Em Nurburgring, Jim Clark, novamente, foi dominante na fase de qualificação, embora ele tenha sido batido pela Ferrari de John Surtees. Também na primeira fila estava o carro da Scuderia Centro Sud de Lorenzo Bandini, que era mais rápido do que o BRM de Graham Hill. Bruce McLaren (Cooper) partilhou a segunda fila com Ritchie Ginther (BRM) e o segundo Ferrari, dirigido na ocasião por Willy Mairesse. Jack Brabham teve que dividir a terceira fila com Jo Siffert da Lotus-BRM, Tony Maggs da Cooper e Ireland da British Racing Partnership Lotus.

     No início da corrida, Clark foi para a liderança, enquanto Brabham foi deixado para trás no grid. No decorrer da primeira volta, no entanto, Clark enfrentou problemas de motor e Ginther assumiu a liderança com Surtees em segundo, ainda no final da volta. Na segunda volta, Ginther (BRM) sofreu com problemas na caixa de marchas e acabou sendo ultrapassado por Surtees, Clark, Hill e McLaren. Na mesma volta Mairesse bateu fortemente no Flugplatz, matando um dos homens das ambulâncias e sofrendo ferimentos graves que acabaram por encerrar sua carreira na Fórmula 1.


     Uma volta mais tarde, McLaren bateu forte no mesmo local, ao perder o controle de seu carro. Ele chegou a ficar inconsciente e sofreu lesões no joelho. Graham Hill também teve problemas com a caixa de marchas e se retirou do GP.

     Embora Clark ainda lutasse pela liderança com Surtees, seu Lotus ja se mostrava incapaz de ultrapassá-lo por falhas no sistema de ignição e, gradualmente, começou a cair para trás no grid. Tudo isso, acabou deixando Ginther em terceiro e Maggs em quarto. No entanto, o piloto da Cooper teve problemas de motor e perdeu posições, possibilitando à Siffert alcançar a quarto posição, até apresentar problemas de diferencial.  O quarto lugar foi herdado pelo antigo Porche de Gerhard Mitter.


     Surtees venceu a corrida, marcando a primeira vitória da Ferrari em quase dois anos.

     Melhores momentos da temporada de 1963:


quarta-feira, 1 de junho de 2011

Ferrari 458 Italia pega fogo no Brasil (2010)

 
    Logo após a Ferrari anunciar um recall para o modelo F 458 Italia em função da cola utilizada no defletor de calor do motor, que pode pegar fogo em função de altas temperaturas, uma unidade do esportivo pegou fogo no Rodoanel Mário Covas. O fato aconteceu no dia 07/11/10, na via que cerca a região metropolitana da cidade de São Paulo. Os vídeos do incidente que surgiram na internet tiveram repercussão internacional.
 
     Até julho de 2010, a Ferrari produziu 1148 unidades do modelo e todas estavam envolvidas na chamada. A sequência de casos com incêndios da F 458 Italia gerou brincadeiras no exterior, como chamar o carro de "a mais quente Ferrari já produzida". No Brasil, a F 458 Italia custa em torno de R$ 1,5 milhão.
 

Phil Hill em Monza (1961): trigésima quinta vitória da Ferrari


     Era um Grande Prêmio que iria decidir um título mundial entre dois companheiros de equipe. Era a corrida ideal para a Ferrari: ganhar o título na sua própria casa, entre dois pilotos que corriam juntos. No final, ganhou o melhor. Mas o seu rival, e companheiro de equipe, estava morto, bem como outros 14 espectadores… Glória e Tragédia na edição de 1961 do Grande Prémio de Itália.
    
     Antes da Formula 1 chegar a Monza para disputar o Grande Prêmio italiano, que ocorreu no dia 10 de setembro daquele ano, o americano Phil Hill e o alemão Wolfgang von Trips discutiam entre si quem é que seria o campeão mundial. Von Trips estava na frente, com 33 pontos, seguido por Hill, com 25 pontos. Os Ferrari Tipo 156 "Sharknose" dominavam o pelotão do Mundial, sem rivais a ameaçá-los, com a exceção dos Cooper e da Lotus, mas um estava distante das suas glórias dos anos anteriores, enquanto que o outro ainda estava no seu inicio de carreira, apesar de terem ganho a sua primeira corrida no começo daquele ano, com Stirling Moss…

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     A edição daquele ano do Grande Prêmio italiano iria usar as duas pistas em simultâneo: a normal e a oval, numa mistura dos dois que iria reduzir a corrida em 43 voltas na pista. Nos treinos, os Ferrari dominaram, mas quem levou a melhor foi Von Trips, que fazia a primeira pole-position da sua carreira, seguido de outra surpresa: o jovem prodígio mexicano Ricardo Rodriguez, que com 19 anos, era segundo no grid. O terceiro era Richie Ginther e o quarto era Phil Hill. O primeiro não-Ferrari estava em quinto, era o BRM-Climax de Graham Hill. Jim Clark, na Lotus, era sétimo, e Stirling Moss partia da 11ª posição do grid.

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     A partida é lançada e Von Trips perde a liderança a favor de Hill, Ginther e Rodriguez. Entretanto, Jim Clark aproveita e sobe algumas posições. Quando os carros chegam à reta oposta à Parabólica, Clark e Von Trips estão lado a lado, suas rodas se tocam, e o Ferrari do piloto alemão sai da pista e vai desgovernado contra os espectadores. Em ricochete, o Ferrari bate no Lotus de Clark, ferindo-o, mas nessa altura, Von Trips e mais 12 espectadores estavam mortos. Mais duas pessoas iriam morrer mais tarde.


     Por incrível que pareça, apesar da carnificina, a corrida não é interrompida. As autoridades justificaram mais tarde que a ideia era para “deixar as equipes de socorro trabalhar para retirar os feridos”. Se fosse hoje em dia, a corrida seria cancelada. Será? Mas como a corrida continuou, os Ferrari dominavam a seu bel-prazer, embora os dois pilotos americanos da equipe, Ginther e Hill, trocavam a liderança entre si, até que na 14ª volta, Hill apossou-se da liderança para não mais a largar. Na volta 23, Ginther desiste, depois do motor apresentar problemas. Antes, o italiano Giancarlo Baghetti e o mexicano Ricardo Rodriguez tinham desistido por problemas semelhantes.

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     Com isto tudo, quem se beneficia é outro americano: Dan Gurney. A bordo de um Porsche, chega na segunda posição. O terceiro a cruzar a linha de chegada acabou por ser o neo-zelandês Bruce McLaren, num Cooper.

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     Assim sendo, com o seu rival morto, Phil Hill conquista o título mundial de 1961, o primeiro de um americano na Formula 1. Contudo, Enzo Ferrari ficou abalado com os acontecimentos e decidiu não enviar nenhum dos seus carros para Watkins Glen, a corrida final do campeonato desse ano, que foi ganha pelo Lotus de Innes Ireland.


Fonte:http://continental-circus.blogspot.com/
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