sexta-feira, 10 de junho de 2011

In Memoriam: Henry Surtees (2009) - Luto na Ferrari por John Surtees


      Em 19 de julho de 2009, Henry Surtees morreu após grave acidente sofrido durante prova da Formula 2 em Londres. A corrida de Brands Hatch era apenas a segunda da temporada 2009. Surtees foi atingido na cabeça por uma das rodas do carro de Jack Clarke, logo após o carro de Clarke ter se chocado com o muro de proteção em uma curva, fazendo a peça se soltar e atingir o jovem piloto inglês, quando o mesmo transitava pelo local no momento do acidente. Surtees perdeu a consciência instantaneamente e passou reto pela curva seguinte, vindo a chocar-se com o muro de proteção. Ainda inconsciente, Surtees foi retirado do carro e levado ao centro médico do circuito. Logo em seguida foi transferido para o hospital Royal London, na capital inglesa, mas não resistiu aos traumas do acidente.

     Fotos:



     Video:



quinta-feira, 9 de junho de 2011

Massa espera ajustes da Ferrari para o GP do Canadá

 
     Oitavo colocado no Mundial de Fórmula 1, com um quinto lugar na Malásia como melhor posição nesta temporada, e sem completar as últimas duas provas - na Espanha e em Mônaco -, Felipe Massa parece não se entender com a Ferrari. Para o GP do Canadá, neste domingo, ele pediu que a equipe faça alguns ajustes no carro, sonhando com briga pelo pódio.

     "Conseguir meu melhor resultado aqui e lutar por pódio seria ótimo. A pista apresenta todos os tipos de desafio e não é fácil acertar o carro. É preciso um carro que funcione bem com os freios, tenha boa tração nas curvas lentas, mas esta é uma pista rápida, então é necessário boa velocidade também", declarou.

     Com apenas 24 pontos na temporada, Massa não luta pela parte de cima da tabela. Sem pensar em título, o brasileiro espera simplesmente brigar por uma melhor colocação. "Quanto ao que diz respeito ao campeonato, na Ferrari nunca desistimos de lutar. No entanto, é muito claro que Sebastian (Vettel) está fazendo um grande trabalho", afirmou.

     Para seu companheiro de equipe, o espanhol Fernando Alonso, o objetivo é se aproximar da Red Bull, de Vettel, e da McLaren, que dominam a categoria este ano. No entanto, o próprio piloto aponta a dificuldade de lutar contra essas escuderias no Canadá.

     "Ainda está muito difícil porque estou esperando a McLaren e a Red Bull muito fortes, mas não devemos descartar nossas chances. É verdade que ainda há muitas corridas, mas está claro que precisamos tentar encontrar um catalisador para essa corrida pelo título, em termos de pontos", disse Alonso, quinto colocado no Mundial, com 69 pontos, 74 pontos atrás do líder Vettel.
 

Ludovico Scarfiotti em Monza (1966): quadragésima primeira vitória da Ferrari


      Na qualificação, a pole position ficou com a Ferrari 312 de Mike Parkes, com Scarfiotti em segundo e Clark, da Lotus-BRM 43, em terceiro. John Surtees (Cooper-Maserati) dividiu a segunda fila com a Ferrari 312 de Lorenzo Bandini, enquanto a terceira fila foi composta por Jack Brabham (Brabham-Repco), o Honda de Ginther e Jochen Rindt no segundo Cooper-Maserati. As BRM de Jackie Stewart e Graham Hill ficaram com o nono e o décimo primeiro posto, respectivamente, devido a problemas na caixa de marchas.

     Na largada, Scarfiotti e Parkes travaram grande batalha pela liderança, mas quem ficou com a primeira posição foi Bandini, que teve uma excelente largada e assumiu a frente antes do fim da primeira volta. Scarfiotti caiu para sétimo lugar, atrás de Parkes, Surtees, Ginther, Brabham e Hulme. A BRM de Hill teve problemas e Clark ocupava a décima posição. A alegria de Ferrari acabou na segunda volta, quando Bandini teve que ir para os boxes com um problema no tubo de combustível. Pouco tempo depois, Stewart estava com um problema semelhante.

     Parkes foi ultrapassado por Surtees e Brabham assumiu a liderança, até que se retirou do GP com um vazamento de óleo, depois de oito voltas. Scarfiotti vinha buscando assumir a liderança, feito concluído após grande batalha. Na volta 17, Ginther apresentou um problema no pneu, na altura da Grande Curva e bateu nas árvores ao lado da pista. O americano sai (milagrosamente) ileso deste acidente, mas o novo Honda foi completamente destruído.

Italian Gp: 1966 Italian GP, Monza, Richie Ginther, Honda RA273 | Photographic ...

     Scarfiotti estava à frente de Hulme, Parkes e Surtees. Na volta 32,  Surtees foi para os boxes com um vazamento de combustível e acabou se retirando do GP. Ele era o único piloto em condição de desafiar Brabham na conquista do título Mundial e, por isso, o australiano - que já estava fora da corrida - comemorou o seu terceiro Campeonato Mundial de F1. Scarfiotti permaneceu na liderança e terminou a corrida seis segundos à frente da batalha pela segunda posição, vencida por Parkes. Ele chegou 0,3 segundos a frente de Hulme. Rindt foi o quarto, bem distante.

     Melhores momentos do GP:



quarta-feira, 8 de junho de 2011

Ferrari Dino 246 GT V6 por www.garagemdobellote.com.br

Ferrari Dino

     Naquela manhã de sábado acordei com uma grande expectativa. Afinal, iria fotografar a primeira Ferrari do blog e, ainda por cima, a única equipada com motor V6 na história da marca. Incrível! A Dino, homenagem ao filho do comendador Enzo, não tem o logotipo da escuderia no capô. Porém, se tornou um verdadeiro ícone com o passar dos anos.

246 GT

Cockpit

V6

Tradição

Macchina

Perfil

Inspiração

     Para cada ensaio escolho um CD específico para servir de inspiração pelo caminho. Neste caso, deixei o mesmo da semana passada, com clássicos da música italiana. A primeira faixa começou com “Il Mondo”, uma canção que, curiosamente, sempre me lembrou Ferrari. Talvez pelos acordes e pelo ritmo que vai ganhando fôlego, justamente como o motor da macchina, uma sinfonia de válvulas e comandos, graves e agudos.

     A história desse modelo nasceu da necessidade da empresa de homologar seus propulsores para disputar a temporada de Fórmula 2. O motor, por outro lado, foi desenvolvido bem antes, na década de 50, obra de Vittorio Jano e Alfredino Ferrari, que morreu logo após o desfecho do projeto.

     Voltando a São Paulo, Mário Richard, o proprietário, já me esperava. Dentro da garagem, o clássico com as rodas Campagnolo. Belíssimo! Me acomodei confortavelmente e foi dada a partida. O ronco encorpado do bloco de 2,4 litros e 195 cv brutos tomou conta do ambiente. A cavalaria se apresentou com disposição de sobra. Saímos. O motor central fica bem atrás do motorista e transmite uma sensação de força e esportividade impressionante.

     O namoro do dono com o carro foi longo. “Conheci esse auto em 1980 e seu proprietário Nataniel chegou a possuir dois exemplares, tendo migrado as melhores peças para este”, conta. “Em 2003 ele me ligou dizendo que estava saindo definitivamente do país e fizemos a negociação no fio do bigode. Primeiro a transferência, pagamento e só depois fui ver a máquina. Nota 9 para mecânica e 7,5 para o aspecto. Só que eu queria 9,5 para este quesito”, revela.

     Com o carro em mãos seguiu-se uma restauração criteriosa, a cargo do saudoso Manolo. “Consegui uma tapeçaria nova original e silencioso inox. Na oficina os pára-lamas foram destacados, os parafusos foram bi-cromatizados, a carroceria repintada, todas as borrachas e buchas substituídas. A reforma levou apenas três meses”, ressalta. “O próprio Manolo dizia que fora do Brasil seria difícil encontrar outro exemplar nesse estado”, salienta.

     Nem preciso dizer que o modelo é raro no país e, segundo o dono, das quarenta unidades que chegaram por aqui, hoje em dia devem rodar apenas dez ou doze, no máximo. Dando uma volta e vendo a reação das pessoas entendi realmente que a marca do cavalinho rampante é mais do que paixão, é religião. Isso explica a quantidade de tifosi espalhados pelo mundo atrás dos bólidos da Fórmula 1, gritando duas palavras em uma só voz: Forza Ferrari!



Fotos: Renato Bellote

John Surtees em Spa-Francorchamps (1966): quadragésima vitória da Ferrari

  
     A temporada 1965 de Fórmula 1 teve o nome de Jim Clark. O piloto da Lotus venceu seis provas e terminou o campeonato quatorze pontos à frente do segundo colocado, Graham Hill. A Ferrari não conseguiu vencer nenhuma corrida nesta temporada.

    Já em 1966 a F1 apresentou uma série de mudanças. Os carros passaram a ter mais capacidade para combustível e a equipe que parecia mais preparada para essa inovação era a Ferrari.

     Porém, quando John Surtees deixou a equipe italiana para correr pela Cooper, o desempenho caiu e a sensação da temporada acabou sendo mesmo a equipe Brabham, que levou o título de pilotos e construtores.

    O campeonato de pilotos foi ganho pelo australiano Jack Brabham, o próprio dono da equipe.

     Desta vez, o destino era o GP da Bélgica e a maioria das equipes tiveram problemas técnicos durante a qualificação. Mesmo assim, John Surtees foi o mais rápido em sua Ferrari 312, cerca de três segundos à frente de Jochen Rindt (Cooper-Maserati), enquanto Jackie Stewart fechou a primeira fila, preferindo usar o motor antigo e não o novo H16. A segunda fila foi composta por Jack Brabham em seu Brabham-Repco e Lorenzo Bandini, no segundo Ferrari (Ferrari 246). A terceira fila foi composta por Jo Bonnier (Cooper-Maserati privado)  à frente de Mike Spence (Reg Parnell Racing Lotus) e Ritchie Ginther (Cooper-Maserati). Graham Hill (BRM) e Clark (nova Lotus-Climax 33) estavam na quarta fila.

     O tempo foi traiçoeiro, choveu muito. Logo na largada Surtees assumiu a liderança. No campo de Burnenville ocorreu uma grande tempestade, chuva pesada; e Bonnier, Spence, Jo Siffert (Rob Walker Cooper) e Denny Hulme (Brabham-Repco) acabaram saindo da prova. Rindt acabou rodando no Masta Kink, mas conseguiu voltar a pista. No entanto, Stewart, Hill e Bob Bondurant (em um BRM particular), não tiveram a mesma sorte e, todos perderam o controle de suas máquinas no mesmo local. Bondurant acabou capotando o seu carro, mas escapou com cortes e contusões, apenas. O carro de Hill não foi danificado, mas ele parou para tentar ajudar Stewart, que ficou preso em seu carro, coberto com gasolina, com um ombro quebrado, uma costela fraturada e danos internos. Felizmente, ele foi resgatado antes de o carro começar a pegar fogo. O escocês ficaria fora de ação por dois meses.
 


   Com o acidente, apenas sete carros continuavam na corrida. Surtees era o líder, seguido por Brabham, Bandini, Ginther, Rindt, Ligier e Gurney. Houve uma batalha pela liderança nas primeiras voltas e Rindt assumiu a frente com Surtees em segundo em uma ferrenha disputa com Bandini. Quando a pista começou a secar, o Cooper-Maserati de Rindt se tornou lento e, na volta 24, Surtees voltou para a liderança. Bandini terminou em terceiro, Brabham foi o quarto e Ginther o quinto.

     Melhores momentos do GP:




terça-feira, 7 de junho de 2011

Felipe Massa em Cingapura (2008): essa decidiu o título!!!

reabastecimento

     O GP de Cingapura de 2008, primeiro GP noturno de toda a história da F1 não foi nada entediante. A começar pelo seu vencedor, Fernando Alonso, que não era lá muito cogitado para vencer o evento. 
   
     Felipe Massa largou em primeiro e liderava tranquilamente. Na 15ª volta, Nelsinho Piquet bateu com sua Renault (armação da equipe para Alonso ganhar o GP) contra o muro, e o safety car entrou na pista. Em seguida, Rubens Barrichello deixou a prova, com problemas mecânicos em sua Honda, logo após voltar dos boxes. Nuvem negra para os brasileiros.

     E a tal nuvem atingiu também Massa. Ele parou nos boxes, e por um erro da Ferrari, saiu com a mangueira de reabastecimento ainda conectada em seu carro. Saiu arrastando tudo. Depois de perder tempo, Massa voltou no último lugar. Para completar, ainda foi punido pela organização da prova e obrigado a passar pelos boxes.

formula 1

felipe massa

pit stop

ferrari

mecanico ferido

mangueira de combustivel

     Felipe chegou em 13º lugar e não marcou nenhum ponto. No final desta temporada, perdeu o Campeonato Mundial para Lewis Hamilton por 1 ponto, no GP do Brasil.

Para diretor técnico, Ferrari resolverá problemas com pneus duros



     O diretor técnico da Ferrari, Pat Fry, disse em um vídeo divulgado pela escuderia italiana que acredita que a equipe está perto de resolver os problemas tidos com o uso dos pneus duros nas primeiras corridas da atual temporada.

     Os dois pilotos da Ferrari, o brasileiro Felipe Massa e o espanhol Fernando Alonso, tiveram problemas nos circuitos nos quais a Pirelli colocou à disposição os compostos duros, como ficou claro no Grande Prêmio da Espanha, em Barcelona, onde Alonso liderou a corrida durante as primeiras voltas, até ser ultrapassado quando passou a rodar com os compostos duros.

     A equipe italiana vem trabalhando para solucionar o problema, e Fry declarou que acredita que houve avanços nesse assunto: "Acho que é preciso se concentrar nas características dos circuitos e nos pneus disponíveis. Barcelona é um circuito muito exigente. O efeito-solo é fundamental para o carro, e é preciso gerar uma boa temperatura nos pneus".

     "Fazer com que os pneus duros funcionem é complicado e, se pensarmos nas equipes menores, elas não conseguiram isso em nenhum momento", completou.

     A Ferrari apresentará alguns avanços no desenvolvimento do 150º Italia pensando no GP do Canadá, no próximo domingo, o que, para Fry, será importante para a escuderia.

     "É normal que haja um contínuo fluxo de atualizações. Chegarão algumas coisas novas, algumas coisas no difusor e alguns retoques no aerofólio traseiro. Esperamos um passo razoável no rendimento se tudo sair como está previsto", acrescentou, que espera diminuir a diferença de rendimento para as concorrentes, principalmente a Red Bull.

     "Esperamos seguir reduzindo a distância para as outras equipes grandes. Não houve muito tempo entre Mônaco e Canadá, mas a natureza dos circuitos é relativamente diferente no que diz respeito à aerodinâmica, pelo que temos aerofólios traseiros específicos para esses circuitos e é a ferramenta normal para conseguir o efeito-solo", declarou.

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