segunda-feira, 4 de julho de 2011

Para Alonso, pilotar uma Ferrari "é mais importante do que ganhar um Mundial"

Alonso negou ter qualquer problema com Hamilton, apesar dos atritos com o britânico na McLaren

     Em 2009, Fernando Alonso teve a chance de assinar um contrato com a Red Bull. O piloto, porém, não se arrepende de ter escolhido a Ferrari. Para o espanhol, guiar um dos carros da escuderia italiana tem um alto valor.

     “Não me arrependo. Talvez eu teria três ou quatro títulos mundiais, mas não seria tão feliz como agora. Acho que é mais importante para um piloto guiar uma Ferrari do que ter um campeonato mundial”, afirmou, em declarações ao site formulasantander.com.

     Alonso negou que a decisão de não assinar com a Red Bull tenha sido por sua recusa em ter Sebastian Vettel como companheiro de equipe. “Tive a sorte de estar ao lado de grandes pilotos, apesar de eles parecerem perder velocidade e se tornaram pilotos ruins quando dividem a escuderia comigo. Gosto de correr no nível máximo. Se é um grande piloto e consigo vencê-lo, talvez o que faço se valorize mais”, analisou.

     O espanhol também falou sobre sua relação com Lewis Hamilton. Os dois não se davam muito bem quando eram companheiros de equipe na McLaren, mas Alonso descartou haver qualquer problema entre eles.

     “Não tenho problema algum com ele. Tenho um respeito muito grande por Hamilton. Sempre que não for na McLaren, dividir uma equipe com ele seria bom”, completou Alonso.

Fonte: http://esporte.uol.com.br/f1/ultimas-noticias/2011/07/04/

Niki Lauda em Anderstorp (1975): quinquagésima quinta vitória da Ferrari


     Quinze dias após o GP da Belgica, a Formula 1 volta-se para o norte da Europa, mais especificamente à Anderstorp, palco do GP da Suécia. O pelotão da Formula 1, uma vez mais, sofria algumas alterações. A primeira era o regresso de Mario Andretti e da Parnelli, passados os compromissos que a equipe americana tinha nas 500 Milhas de Indianápolis. Depois tinhamos a Williams, que alinhava com dois novos pilotos: o irlandês Damien McGee, que substituia Arturo Merzário, que tinha saído da equipe, e o sul-africano Ian Scheckter, que substitua o francês Jacques Laffite, que corria na Formula 2, nesse mesmo fim de semana.

     Na Hesketh, o piloto local Torsten Palm estava de volta, enquanto que na Hill, o velho Graham Hill, adaptando-se ao cargo de diretor de equipe, substituía o francês François Migault pelo australiano Vern Schuppan.

     Na qualificação, aconteceu algo surpreendente: o March de Vittorio Brambilla conseguiu o melhor tempo, obtendo uma inédita "pole-position", e a primeira da marca em cinco temporadas. Ao seu lado tinha o Tyrrell de Patrick Depailler. Na segunda fila estavam o Shadow de Jean Pierre Jarier, com o Brabham de Carlos Reutemann no quarto posto. Niki Lauda, o vencedor das duas últimas corridas do campeonato, era o quinto no grid, com o segundo Brabham de José Carlos Pace no sexto posto. A quarta fila tinha o segundo Shadow de Tom Pryce e o segundo Tyrrell de Jody Scheckter e, para fechar o "top ten" estavam o Lotus de Ronnie Peterson e o Surtees de John Watson. Todos os 24 pilotos presentes alinhariam na corrida.

     Na largada, Brambilla manteve o comando, seguido por Depailler, Jarier, Reutemann, Pace e Lauda. Poucas voltas depois, o argentino conseguiu passar o Shadow do piloto francês, mas somente na volta 15 é que começaram as alterações significativas na classificação. Primeiro foram os freios de Depailler que falharam, depois foram os pneus de Brambilla que tiveram problemas, fazendo com que fosse ultrapassado por Reutemann. O italiano foi às boxes e voltou à corrida no meio do pelotão.

     Com isto, Jarier era o segundo, seguido por Pace, Lauda e o seu companheiro, o suiço Clay Regazzoni e o italo-americano Mario Andretti. As coisas mantiveram-se assim até à volta 39, quando o motor Cosworth do carro de Jarier superaqueceu e "entregou a sua alma ao Criador", dando à Brabham o primeiro e o segundo lugar na corrida, até aqule momento, pois Pace ficou com o lugar. Mas isso durou pouco tempo, pois na volta 41, o brasileiro sai da pista, cedendo o lugar a Niki Lauda.

     Com o passar das voltas, o austriaco aproximava-se paulatinamente de Reutemann que, por sua vez, começava a ter problemas de direção, tornando-se cada vez mais difícil controlar o seu carro. A dez voltas do fim, Lauda já estava encostado no Brabham do argentino, e tentou uma manobra de ultrapassagem. Foi bem sucedido, e arrancou rumo à sua terceira vitória consecutiva.

     Reutemann conseguiu manter o segundo posto, à frente de Regazzoni, e nos restantes lugares pontuáveis ficaram os americanos Mário Andretti, no seu Parnelli, e Mark Donohue, no seu Penske. Para fechar os lugares pontuáveis, ficava o Hill de Tony Brise, que conseguia conquistar os primeiros pontos, bem como a sua equipe. Iria ser o único ponto da sua breve carreira.

sábado, 2 de julho de 2011

Presidente da Ferrari cobra pilotos: "não quero nem ouvir falar em desistir"

Luca di Montezemolo considera que a Ferrari tem <br>o dever de sempre desejar conquistar as vitórias

     O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, deixou claro neste sábado que não pretende ouvir desculpas de seus pilotos. O dirigente da escuderia italiana fez uma cobrança e afirmou que não quer "nem ouvir falar em desistir" do Mundial de Fórmula 1 nesta temporada, apesar da enorme vantagem da Red Bull e de seu piloto, Sebastian Vettel.

      A segunda colocação de Fernando Alonso, no GP da Europa, disputado em Valencia, foi o melhor resultado conquistado este ano pela Ferrari, que está 166 pontos atrás da Red Bull no Mundial de Construtores. O piloto espanhol precisa recuperar 99 pontos para empatar com Vettel.

     “Conversamos com Stefano Domenicali [diretor da equipe] e seus engenheiros. Estamos trabalhando duro e já podemos ver progressos em relação às primeiras corridas. Sabemos que a situação nos dois campeonatos [individual e equipes] é muito difícil, mas não quero nem ouvir falar em desistir”, assegurou o dirigente.

     Luca di Montezemolo falou em tom otimista sobre o futuro da Ferrari. “Temos que seguir progredindo e lutar pela vitória em cada corrida”, completou o dirigente, em declarações publicadas pelo site oficial da escuderia.

     O cartola considera esse desejo de vitória “um dever da Ferrari”. Montezemolo revela, no entanto, que a equipe já começou a falar sobre o carro de 2012: “isso é normal nesta altura do ano”.

Fonte: http://esporte.uol.com.br/f1/ultimas-noticias/2011/07/02

Montezemolo garante que Ferrari não desistiu de 2011


     Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari, negou que a equipe está pensando em desistir do campeonato de 2011 para focar no modelo da próxima temporada.

     Mesmo que a situação da equipe italiana esteja difícil no Mundial, com Fernando Alonso 99 pontos atrás do líder, Sebastian Vettel, Montezemolo garantiu que o título não está perdido e que Stefano Domenicali, chefe do time, segue trabalhando para esta temporada.

     “Sabemos que a situação em ambos os campeonatos é muito difícil, mas não quero ouvir ninguém falando em desistir. Precisamos tentar progredir e lutar pela vitória em cada corrida, o que é um dever para a Ferrari”, reconheceu o italiano.

      “Obviamente, também começamos a falar sobre o carro de 2012, o que é normal para esta época do ano. Tenho fé naquilo que Domenicali e sua equipe estão fazendo e estou convencido que veremos o resultado de seu trabalho.”

      A Ferrari, que ainda não venceu em 2011, é a terceira colocada no Mundial de Construtores, atrás da líder Red Bull e da McLaren.

Fonte: http://tazio.uol.com.br/noticia/montezemolo-garante-que-ferrari-nao-desistiu-de-2011

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Niki Lauda em Zolder (1975): quinquagésima quarta vitória da Ferrari


     Quinze dias depois de Mônaco, onde Niki Lauda conseguia a sua primeira vitória do ano, a Ferrari chegava a Zolder com o objetivo de capitalizar essa vitória para lançar as candidaturas para o título. Apesar de naquele ano ter havido cinco vencedores diferentes, esperava-se que em Zolder, as coisas fossem de novo favoráveis à Ferrari.

     No pelotão da Formula 1, a Parnelli e a Ensign não estavam presentes no grid por vários motivos. Mario Andretti tentava a  sorte nas 500 Milhas de Indianápolis, enquanto que Roelof Wundernik tinha se lesionado numa corrida de Formula 5000 e a equipe primou pela ausência. Na Embassy-Hill, com Graham Hill já nos bastidores, e Rolf Stommelen ainda se recuperando dos ferimentos, foram contratados dois pilotos para a ocasião: o britânico Tony Brise e o francês Francois Migault.

      Os treinos tiveram alguns episódios inusitados, e um deles foi no mínimo estranho. O Lotus de Ronnie Peterson teve um problema mecânico e encostou. Contudo, este ficou numa posição perigosa para os outros pilotos, e os organizadores decidiram aplicar uma multa.


     No final das sessões de qualificação, Niki Lauda foi o "poleman" em Zolder, mas os tempos foram todos feitos na Sexta-feira, porque os treinos de sábado foram sob chuva. Ao seu lado estava o Brabham de José Carlos Pace, enquanto que a segunda fila, surpreendente, aparecia o March de Vittorio Brambilla e o segundo Ferrari de Clay Regazzoni. Em quinto lugar no grid estava o Shadow de Tom Pryce, tendo a seu lado o segundo Brabham de Carlos Reuetmann. Outra grande surpresa era o sétimo lugar do Hill de Tony Brise, que conseguira bater o McLaren de Emerson Fittipaldi, o oitavo no grid. O Tyrrell de Jody Scheckter e o segundo Shadow de Jean Pierre Jarier fechavam o "top ten" nesta corrida belga.


     A corrida começa com Pace largando melhor que Lauda, mas ambos iam ser superados pelo italiano Brambilla, que era o lider no final da primeira volta. Mais atrás, o Surtees de John Watson e o McLaren de Jochen Mass colidem, ficando o alemão pelo caminho. Na volta seguinte, uma nova colisão entre o Hesketh de Alan Jones e o Williams de Jacques Laffite resultou no abandono do piloto australiano, ao mesmo tempo em que o segundo piloto da Williams, o italiano Arturo Merzário, desistia com problemas na embreagem.

     Poucas voltas depois, Brambilla estava na liderança da corrida, quando Pace começou a ter problemas com os freios. Aliás, isto viria a ser a praga de todos os pilotos, especialmente na parte final. O italiano ficou na liderança por algumas voltas, até que os seus freios também começaram a ceder, sendo ultrapassado por Lauda. Pouco depois, perdia o segundo posto para o sul-africano da Tyrrell, que vinha fazendo uma prova de recuperação e chegava ao segundo posto por volta do primeiro terço da corrida.


     À medida que a corrida prossegia, a resistência dos carros começava a se esgotar. Pace tinha problemas para controlar a direcção do seu carro, e depois ficou sem a terceira marcha, caindo na classificação geral. A mesma coisa aconteceu com Brambilla, especialmente depois de sofrer com um pneu furado e ir aos boxes, entregando o terceiro posto a Reutemann, que tinha Regazzoni e Fittipaldi na sua "cola".


     Mais tarde, Brambilla desistiu, vitima dos freios, enquanto que fittipaldi sofreu com o mesmo problema no final da corrida, perdendo três lugares nas voltas finais e acabando em sétimo, fora dos pontos. Mas o grande vencedor foi Niki Lauda, que conseguia a sua segunda vitória consecutiva e provavelmente se tornava o candidato numero um ao título mundial. Jody Scheckter e Carlos Reutemann subiam ao pódio, enquanto que o segundo Tyrrell de Patrick Depailler, o segundo Ferrari de Clay Regazzoni e o Shadow de Tom Pryce ficavam com os restantes lugares pontuáveis.

Gilles em Long Beach (1978): paciência rapaz!!!!

    [Long+Beach+78+3.jpg]

      Na quarta prova da temporada de 1978, Gilles Villeneuve impressionava na frente, aguentando os ataques de Lauda, que por sua vez era pressionado por Reutmann. Contudo, na volta 28, no final da reta de chegada, o Brabham do austríaco sofre uma falha nos freios e passa reto na área de escape. A partir daí, os Ferrari dominavam, e Villeneuve era o líder.

     Tudo continua assim até à volta 39, mais ou menos a metade da corrida. Então, Villeneuve apanha dois retardatários, o suiço Clay Regazzoni, num Shadow, e o Renault de Jean-Pierre Jabouille. Em vez de esperar para ultrapassá-los, Villeneuve decide arriscar numa zona onde dificilmente caberiam dois carros. O canadense decola após receber um toque de Clay Regazzoni, destrói sua Ferrari 312T2 e sai do GP. 

     Videos do acidente de Giles Villeneuve e Clay Regazzoni:



Colisão entre Ferrari 456 GT e Gol na Argentina...


     Não é todo dia que aparece um flagrante como este: câmeras que ajudam no monitoramento do trânsito em Buenos Aires (Argentina) captaram imagens de uma Ferrari 456 GT dirigida por um técnico de concessionária colidindo de frente com um pacato Volkswagen Gol que vinha no sentido contrário da via de mão dupla.

     Pelo o que revelam as cenas, o esportivo saiu de traseira provavelmente por causa de uma manobra inadequada em uma avenida e, desgovernado, causou o acidente. Ainda não há notícia sobre o estado de saúde dos ocupantes dos dois carros. Confira o vídeo abaixo.


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