quinta-feira, 7 de julho de 2011

Alonso destaca perda de rendimento da Ferrari sem difusor soprado


     Se, para muitos, a proibição dos difusores soprados é uma manobra da FIA para diminuir a diferença entre Red Bull e Ferrari, talvez a nova regra represente um passo atrás também para a escuderia italiana.

     Fernando Alonso declarou hoje que, durante as simulações da equipe italiana para o GP da Inglaterra, sentiu diferença na aderência do carro para as freadas. "As mudanças certamente vão nos custar certa perda de tempo durante as voltas, mas todos irão sofrer o mesmo", ponderou.

     "Ainda não temos ideia de qual time será mais afetado. Teremos que aguardar pela classificação no sábado, porque mesmo amanhã será difícil tirar alguma conclusão", analisou.

     O bicampeão também destacou as dificuldades em competir contra Sebastian Vettel e a Red Bull, que vêm fazendo uma das melhores primeiras metades de temporada da história da Fórmula 1.

     "Eles poderiam ter vencido todas as oito corridas, se não tivessem sido tão conservadores na China e no Canadá", afirmou. "É uma posição muito dominante, a qual eu não me lembro de ter visto desde 2004, com Michael Schumacher", classificou.

     Alonso frisou o salto evolutivo que a Ferrari apresentou nas três últimas etapas, mas acredita que é preciso evoluir ainda mais para estar em pé de igualdade com a Red Bull. "No momento, não somos rápidos o suficiente".

     No entanto, o espanhol ainda não perdeu as esperanças em conseguir superar os rivais rubro-taurinos: "é difícil competir dessa forma e ainda mais difícil é ganhar de Vettel sem uma grande melhora em nosso carro. Mas, em Silverstone, podemos ver uma mudança desse panorama. Acredito que sempre há a motivação de querer vencer cada corrida, mas obviamente precisamos de um passo à frente", completou.

Niki Lauda em Watkins Glen (1975): quinquagésima oitava vitória da Ferrari


     Com tudo decidido em termos de campeonato, os pilotos e as equipes consideravam o GP dos Estados Unidos de 1975, em Watkins Glen, como um mero dever  para cumprir no calendário, dado que esta era a última prova do ano, após o cancelamento do GP do Canadá. Num pelotão sempre em mudança, existiam, novamente, novidades entre os pilotos.
    
     Para começar, as equipas Maki, BRM e Surtees decidiram não comparecer em Watkins Glen, enquanto que Ensign e Hill decidiram inscrever apenas um carro em vez de dois. Em termos de pilotos, Chris Amon estava lesionado devido a um acidente na prova de Formula 5000 que inaugurava o circuito urbano de Long Beach, o qual iria ser usado dali a alguns meses pela Formula 1.  Lella Lombardi iria correr na Williams, pois a March tinha trazido apenas dois carros para Watkins Glen, que iriam ser guiados por Hans Joachim Stuck e Vittorio Brambilla. Em contraste, a Tyrrell inscrevia um terceiro carro para o francês Michel Leclere. 


     A Lotus foi buscar novamente o britânico Brian Henton no lugar de Jim Crawford, enquanto que na Copersucar-Fittipaldi, Wilson Fittipaldi estava de volta, curado das lesões na mão, que o impediram de participar na corrida anterior, em Monza. Para finalizar, a Penske estava de regresso à Formula 1 após uma corrida de ausência devido à morte de Mark Donahue. No seu lugar, tinham contratado o norte-irlandês John Watson.

     O fim de semana foi regido por polêmicas. Primeiro, as tensões entre a GPDA (Grand Prix Drivers Association) e a organização do GP americano relacionados com o dinheiro dos prêmios das inscrições, onde se chegou a pensar na não realização da prova. Mas o bom senso prevaleceu e a prova continuou.

     Na qualificação, Niki Lauda foi o melhor, tendo a seu lado o seu rival ao longo do campeonato, o McLaren de Emerson Fittipaldi. Na segunda fila estavam o Brabham de Carlos Reutemann e o Shadow de Jean-Pierre Jarier, enquanto que na terceira fila estavam o Parnelli de Mario Andretti e o March de Vittorio Brambilla. Tom Pryce, no segundo Shadow, era o sétimo, à frente de Patrick Depailler, no seu Tyrrell. Jochen Mass era o nono e fechando o "top ten" estava o segundo Tyrrell de Jody Scheckter.

      O dia da corrida estava agradável, como costuma acontecer nos dias de calor, em pleno outono. Na largada, os Williams não alinharam devido a motivos tão diversos como... visor embassado, no caso de Jacques Lafitte, e problemas eletricos, no caso de Lella Lombardi. Ainda tentou correr no carro de Laffite, mas... dera demasiado pequena para caber no carro!

     Quando a corrida começou, Lauda manteve a liderança, seguido por Fittipaldi, Jarier, Brambilla, Reutemann e Andretti. Mais atrás, Pace e Depailler colidem um com o outro e acabam ambos nas redes de proteção. A corrida continua com Lauda e Fittipaldi separados por um segundo, mas estabilizados. Atrás deles, Mass, que tinha perdido três posições quando desligou acidentalmente o seu motor, ficou na frente do carro de Regazzoni, danificando o bico do Ferrari e,  levando o mesmo para os boxes para uma parada demorada.

     Na volta 18, Regazzoni tomou uma volta do lídere. Deixou passar Lauda, e quando Fittipaldi se preparava fazer o mesmo... ficou à frente dele nas próximas seis voltas, ignorando terminantemente as bandeiras azuis. Quando o director de corrida mostrou a bandeira preta, Regazzoni o deixou passar. Luca de Montezemolo, o diretor desportivo da Ferrari protestou com a decisão da direcção da corrida, e Regazzoni encostou pouco depois, em sinal de protesto...

     Contudo, o estrago estava feito. Lauda ficaria definitivamente na frente na corrida, com Fittipaldi em segundo lugar. A grande ação aconteceu na disputa pelo terceiro posto. Como Jarier saiu da corrida e Brambilla ficou lento demais, a luta era entre Mass, Peterson, Sheckter e Hunt. Todos tinham condições de briga, mas no final foi o alemão da McLaren que levou a melhor. Quando cruzaram a linha de chegada, os restantes lugares pontuáveis ficaram nas mãos de James Hunt, no seu Hesketh, Ronnie Peterson, no seu Lotus, e Jody Scheckter, no seu Tyrrell.

     E assim terminava a temporada de 1975. A primeira temporada em que se viu a Ferrari ganhar ambos os títulos, onze anos depois de John Surtees, conseguindo bater todo o poderio da Cosworth. A temporada que estava para chegar iria trazer um pelotão completamente diferente, novos duelos, novas equipas e novos candidatos ao título. Assim sendo, Watkins Glen, como etapa final da temporada, era também o final de uma era para muita gente.

Jody Scheckter em San Marino (1980): o próximo é você, Gilles!!!


     O fato do GP de Itália de 1980 ser realizado em Ímola tinha a ver com os eventos ocorridos dois anos antes, com a carambola na largada que causou o acidente mortal do sueco Ronnie Peterson.

     Acidente Fatal de Ronnie Peterson:


     As autoridades italianas decidiram que enquanto o Autodromo de Monza não terminasse as devidas obras de renovação, o GP da Itália seria realizado no Autódromo de Ímola, situado no centro do país, perto de Bolonha e não muito longe, também, de Modena, a sede da Ferrari.

     Video do acidente de Jody Scheckter:


     Durante os treinos livres, o cmpeão Jody Scheckter colidiu bruscamente com a  parede de contenção da curva Gilles Villeneuve, que seria batizada com este nome após a colisão do próprio Gilles, na quinta volta deste mesmo GP, no dia 14 de setembro de 1980. 


     Video do acidente de Gilles Villeneuve:


     Ambos sairam ilesos de seus acidentes. A corrida foi vencida por Nelson Piquet.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Pilotos de carros da Scuderia Ferrari: como eram e como ficaram!!!

Temporada de 1953

Luigi Villoresi (1909 - 1997)



Jacques Swaters (1926 - 2010)

 

Alberto Ascari (1918 - 1955)

 

Nino Farina (1906 - 1966)

 

Mike Hawthorn (1929 - 1959)

 

Umberto Maglioli (1928 - 1999)

 

Piero Carini (1921 - 1957)

 

Kurt Adolff (1921 -      )

 

Peter Hirt (1910 - 1992)

 

Max de Terra (1918 - 1982)

 

Louis Rosier (1905 - 1956)

 


Clay Regazzoni em Monza (1975): quinquagésima sétima vitória da Ferrari


     Após a corrida austríaca, muita coisa aconteceu naquelas duas semanas antes da Formula 1 chegar a Monza, casa da Ferrari. Houve um evento extra-campeonato, o GP da Suiça, e o cancelamento do GP do Canadá, que iria acontecer em Mosport, devido a dificuldades financeiras que a organização passava. Assim, feitas as contas, Niki Lauda só precisava de meio ponto para ser campeão do mundo pela primeira vez na sua carreira.

     Mas quando o pelotão chegou ao mítico circuito italiano, havia algumas novidades. Sem a Penske presente, devido à morte do seu piloto Mark Donohue,.........
     Video do acidnte de Mark Donohue:
........a Williams fazia a sua politica de alugar um carro a pilotos locais. Nesta corrida, um dos seus carros foi alugado ao local Renzo Zorzi, que fazia a sua estreia na categoria máxima do automobilismo. Na Lotus, Jim Crawford voltava ao segundo carro da equipe, enquanto que a BRM estava de volta, após duas corridas de ausência, com Bob Evans, novamente, ao volante. Na Copersucar-Fittipaldi, com Wilsinho lesionado em uma mão, o italiano Arturo Merzário corria no seu lugar.

     Na qualificação, a Ferrari ficou com toda a primeira fila, com Niki Lauda em primeiro e Clay Regazzoni em segundo. Na segunda fila estavam o McLaren de Emerson Fittipaldi e o Tyrrell de Jody Scheckter, enquanto que na terceira fila estavam o segundo McLaren de Jochen Mass e o Hill de Tony Brise. Carlos Reutemann era o sétimo no grid, tendo a seu lado o Hesketh de James Hunt. Na quinta fila estavam o March de Vittorio Brambilla, o vencedor do atribulado GP da Aústria, tendo a seu lado o segundo Brabham de José Carlos Pace.
     Video da vitória e colisão de Brambilla na Aústria em 1975:
     Dos 28 pilotos inscritos, apenas 26 se qulificaram. O Maki de Tony Trimmer e o Ensign do holandês Roelof Wunderink não conseguiram um tempo suficientemente bom para alinhar no grid.

     Antes da corrida, uma enorme tempestade caiu sobre o circuito italiano, levantando temores sobre as condições de pista na hora da largada, mas nessa altura, o piso tinha secado rapidamente. Quando largaram. Regazzoni foi melhor do que Lauda e ficou na liderança. Na volta seguinte, Scheckter, que tinha chegado ao terceiro posto, causa confusão na chicane, provocando toques no meio do pelotão. Os Hill de Brise e Rolf Stommelen, bem como o Parnelli de Mario Andretti saem da corrida, vitimas dos toques. Brambilla fica sem embreagem e Ronnie Peterson explode o motor do seu Lotus.

     Mas tudo isso não incomodou os pilotos da Ferrari, que continuavam impávidos e serenos na liderança, para delirio dos "tiffosi". Atrás deles estavam Fittipaldi e Reutemann, enquanto que Hunt, o Tyrrell de Patrick Depailler e o Shadow de Tom Pryce perseguiam os sulamericanos. Contudo, pouco depois, Depailler sai da pista e perde muito tempo, permitindo a Hunt respirar melhor. Por esta altura, Fittipaldi tinha passado Reutemann e estava perseguindo Lauda, dando o seu melhor e tentando diminuir uma difierença que já estava na casa dos dez segundos.


     O brasileiro conseguiu reduzir a diferença até ficar na grudado na sua traseira e ultrapassá-lo, a dez voltas do fim. Contudo, isso não tirou o brilho do austríaco, pois Lauda já era mais do que campeão. E foi assim que os carros cruzaram a linha de chegada, com Regazzoni vencedor, cinco anos depois da sua primeira vitória, e Lauda completando o pódio, mas como campeão do mundo, onze anos depois de John Surtees. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o Brabham de Reutemann, o Hesketh de Hunt e o Shadow de Pryce.

Massa acredita que Vettel teria que fazer "muitas loucuras" para perder título

Apesar da ótima fase de Vettel, Massa diz que a Ferrari não pode perder a esperança

     Felipe Massa deu sua opinião sobre as chances que os adversários têm em tirar o título da Fórmula 1 do alemão Sebastian Vettel em 2011. Segundo o brasileiro da Ferrari, o piloto rival teria que fazer muitas loucuras no que resta de temporada para perder o Mundial. Massa assegura, no entanto, que sua escuderia não pode perder a esperança.

     “Sim, somos realistas. Sebastian Vettel teria que fazer muitas loucuras para perder o título, mas a Ferrari não deve ceder ainda. Não temos que olhar para o que ele faz, mas sim pensar em nós mesmos”, explica o brasileiro em comentário publicado no site oficial da Ferrari.

     Massa insiste que “não se deve olhar para a classificação até o final do campeonato”. O brasileiro comenta que seu principal objetivo no GP da Inglaterra [marcado para o próximo domingo] é ganhar.

     “Vencer alguma corrida seria muito positivo para nós e, além disso, demonstraria que estamos fazendo um bom trabalho”, indica o piloto da Ferrari, que reconhece que o circuito inglês é um dos que conhece melhor e que mais o motiva por “sua atmosfera única e os muitos apaixonados” que acompanham a prova.

     O brasileiro assegura que, se a Ferrari conseguir um bom resultado neste GP, as melhoras no carro serão confirmadas. Com isso, a diferença para os rivais Red Bull e McLaren ficariam menores.

     “Acredito que seremos competitivos na Inglaterra, mas ainda devemos esperar para ver como as coisas acontecerão em um tipo de pista que não fomos bem no início da temporada. Por isso, se conseguimos ser fortes, teremos a confirmação de que conseguimos avançar e de que a diferença para os melhores foi reduzida”, explicou Massa, que já fala em 2012.

     “Não podemos esquecer que cada melhora que possamos conquistar agora neste carro será chave para a próxima temporada, quando não haverá grandes modificações no regulamento: os carros serão mais ou menos como os de agora. Um bom carro hoje representa um grande passo adiante para o ano que vem”, acrescenta.

Didier Pironi em Jacarepaguá (1981): Prost não entendeu nada!!!!

    

     No dia da corrida, o tempo estava chuvoso, e a pista estava bastante úmida na hora da largada. Todos usavam pneus de chuva, exceto Nelson Piquet, Didier Pironi e Siegfried Stohr. Na largada, houve confusão, quando Prost parte mal e Villeneuve o evita. Andretti, que vinha atrás, bate na traseira do Ferrari de Gilles. Para todos a corrida iria terminar mais cedo opu ficaria bastante comprometida.

     Andretti, com esta colisão, saiu logo na largada. Na volta 19, Didier Pironi perde o controle de sua Ferrari e acaba acertando em cheio Alain Prost, durante uma tentativa de ultrapassagem. Os dois saem da pista e acabam parando na cerca de proteção.      


     Na volta 20, o Arrows de Siegfried Stohr, que havia se envolvido em uma colisão na largada com o Renault de Arnoux, o Tyrrell de Eddie Cheever e o Fittipaldi de Chico Serra, tem problemas e sai do GP. Na volta 25 é a vez de Gilles abandonar com problemas no Turbo. Nelson Piquet conseguiu chegar ao final do GP, mas na décima segunda posição (fora dos pontos).


     À medida que a corrida se aproximava do fim, os Williams eram donos e senhores da corrida. Mas Frank Williams pede a Reutemann, o líder, para que cedesse essa posição a Alan Jones. Contudo, o argentino faz vista grossa a placa que é constantemente mostrado na parede dos boxes, que diz “JONES –REUT” e foi assim até à bandeira quadriculada, deixando Frank Williams muito furioso.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...