quinta-feira, 21 de julho de 2011

Webber fica de olho em ascensão de Alonso


      O australiano Mark Webber, da Red Bull, admitiu, nesta quinta-feira, em sua coluna para o site “BBC Sport”, que está cauteloso com a ascensão de Fernando Alonso e a Ferrari iniciada em Silverstone, há duas semanas. Enquanto Webber falhou em ultrapassar Vettel para chegar ao segundo lugar, o espanhol desfrutou de forma convincente sua primeira vitória na temporada.

     Neste fim de semana, a F1 chega a Nürburgring, palco da primeira vitória de Mark na F1, há dois anos.

     “Para nós na Red Bull, é uma chance de recuperação após a Ferrari e Alonso saírem por cima no GP da Inglaterra”, explicou Webber na coluna. “Independentemente de quão boa seja a chance de meu companheiro de equipe vencer o Mundial de Pilotos e a Red Bull conquistar o de Construtores, ninguém gosta de ser derrotado", acrescentou.

     “Então não foi um sentimento particularmente agradável na noite de domingo, em Silverstone – todos colocaram seu melhor esforço e estavam acabados. Ferrari e Fernando foram muito, muito competitivos. Fernando é uma velha e sábia raposa e ele definitivamente será uma força nas próximas duas corridas. Lembro dele correndo de F3000 em Hungaroring, que sedia o GP da Hungria uma semana após a Alemanha, e ele sempre foi muito rápido”, concluiu o australiano.

Fonte: http://tazio.uol.com.br/noticia/webber-se-diz-ciente-do-ataque-de-alonso

Carros serão movidos a eletricidade nos boxes

Boatos davam conta de que Massa poderia deixar a Ferrari, mas brasileiro segue prestigiado na equipe

     Os carros de F1 serão alimentados apenas por eletricidade durante os pitstops, a partir do Mundial de 2014. A nova regra foi incluída no último conjunto de regras técnicas emitidas pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) na última quarta-feira.

     A mudança deve promover ainda mais a imagem “verde” do esporte, uma prioridade particular do atual presidente da FIA, Jean Todt. Embora os novos motores V6 turbo sejam usados sob condições normais de pista, uma outra forma de configuração será usada nos pitstops.

     “O carro deve ser guiado em modo elétrico (nenhuma fonte de ignição e combustível para o motor) todas as vezes que for conduzido no pitlane”, diz o artigo 5.19 do regulamento técnico de 2014.

      Outra mudança em relação aos motores é que os pilotos serão capazes de iniciar sozinho seus carros, o que significa que os dias de acionar motores com laptops e complicados softwares de computador chegarão ao fim. Os pilotos também poderão voltar às corridas depois de rodar ou morrer o carro.

Fonte:http://esporte.uol.com.br/f1/ultimas-noticias/2011/07/19/

quarta-feira, 20 de julho de 2011

In Memoriam : Cloacyr Sidney Mosca, o Sid Mosca


     Responsável pelas pinturas nos capacetes de Ayrton Senna e outros pilotos como Rubens Barrichello e Felipe Massa, o desenhista Cloacyr Sidney Mosca, o Sid Mosca, morreu na madrugada desta quarta-feira aos 74 anos após travar uma batalha contra um câncer na bexiga nos últimos anos.

      Sid Mosca havia sido internado no último sábado no hospital Albert Einstein após complicações durante o tratamento e acabou não resistindo, tendo sua morte confirmada na manhã desta quarta-feira.

      De acordo com funcionários da empresa Sid Special Paint, a maioria dos pilotos que trabalharam com capacetes desenhados por ele foram informados, casos de Tony Kanaan e Rubens Barrichello.

     Além de ter desenhado o modelo que ficou marcado por ser usado pelo tricampeão mundial Ayrton Senna, Sid Mosca também foi responsável pelos desenhos nos modelos utilizados por André Ribeiro, Bruno Senna, Christian Fittipaldi, Emerson Fittipaldi, Felipe Massa, Keke Rosberg, Nelson Piquet, Pedro Paulo Diniz, Raul Boesel, Rubens Barrichello e Tony Kanaan, entre outros.

     Sid Mosca também fez a pintura de carros da Fórmula 1, como a Brabham, a Jordan e a Lotus, que lhe rendeu um certificado de apreciação de Colin Chapman, uma das mais importantes personalidades da história da categoria. O desenhista também elaborou o capacete dos 50 anos da F-1 em 1999.

Capacete especial para comemorar o ano em que Ayrton Senna faria 50 anos de idade

     Um capacete especial também foi criado para comemorar o ano em que Ayrton Senna faria 50 anos de idade.

     O corpo do desenhista foi enterrado nesta quarta-feira, no cemitério de Congonhas, na zona sul de São Paulo.

Chefe da Ferrari reitera discurso cauteloso


     O chefe da Ferrari, Stefano Domenicali, reiterou na última terça-feira que a atual estratégia da equipe é encarar cada corrida de forma separada, ao contrário dos anos anteriores em que o título mundial sempre era o principal objetivo. Após a primeira vitória de Fernando Alonso em 2011, em Silverstone, a equipe de Maranello possui exatamente metade dos pontos da líder Red Bull.

     Na tarde da última terça, o presidente da equipe, Luca di Montezemolo, se reuniu com trabalhadores na fábrica da Ferrari para homenageá-los pelo último sucesso.

     “Sabemos que a Ferrari não pode se contentar em vencer apenas uma corrida ao longo desta temporada, mas é importante para a moral de todos na companhia que todos sintam a agradável atmosfera que surge quando se tem sucesso”, afirmou Domenicali.

     “Nunca considerei uma temporada sem vitórias. Não se esqueçam que, nos últimos 18 anos, a Ferrari venceu pelo menos um GP por temporada. Dezoito anos é muito tempo e não acho que outros times possam reivindicar esse tipo de resultado”, comentou o chefe da equipe italiana, que em seguida, esclareceu suas visões acerca das chances do time no campeonato.

     “Nós não temos de olhar para o campeonato. Temos, em vez disso, de nos certificar que nossa performance, corrida a corrida, seja sempre em um alto padrão. Sabemos, claro, que isso é difícil porque a competição é extremamente forte. Veremos mais tarde o que será do campeonato, mas no momento vamos lutar apenas corrida por corrida”, concluiu Domenicali.

Titônio defende renovação de Massa com a Ferrari


     Se Luca di Montezemolo declarou ontem que Felipe Massa continua na Ferrari em 2012, Titônio Massa, pai do piloto, defende que o filho permaneça na equipe por mais tempo.

     Em entrevista exclusiva ao Tazio, durante a realização da terceira etapa do Racing Festival, evento apadrinhado pelo piloto, em Londrina, Titônio afirmou que Massa seguiria no time italiano até o fim do contrato entre as partes, que se encerra no ano que vem. “Ele tem que continuar na equipe”, disse.

     “O que você lê na imprensa aí, as pessoas colocando outros pilotos no lugar dele o tempo inteiro, isso não existe”, disparou Massa pai contra as inúmeras notícias de que o brasileiro seria substituído já no encerramento da atual temporada.

     Indagado se aconselharia uma mudança de ares para a carreira do filho a partir de 2013, Titônio afirmou que não e que apoia a extensão do acordo entre Massa e Ferrari. “Você jamais deve dizer que um piloto tem que sair de uma Ferrari. É uma equipe que é o sonho de qualquer piloto. Você estando numa equipe dessas há seis anos e tendo a oportunidade de continuar, eu acho que qualquer piloto não pensaria duas vezes em continuar”, concluiu.

Presidente da Ferrari confirma permanência de Massa na equipe em 2012

Boatos davam conta de que Massa poderia deixar a Ferrari, mas brasileiro segue prestigiado na equipe

     As especulações em torno de qual será a dupla da Ferrari para 2012 terminaram nesta terça-feira. Luca di Montezemolo, presidente da escuderia italiana, confirmou a permanência de Fernando Alonso e Felipe Massa na equipe.

      Nas últimas semanas, houve diversas especulações em torno do futuro de Felipe Massa na Ferrari. Segundo especulações, o brasileiro poderia perder seu lugar na equipe para Mark Webber ou Jenson Button.

     Além de assegurar o lugar de Massa na equipe no próximo ano, Montezemolo comentou sobre a reação da Ferrari na temporada. Os carros da equipe apresentaram uma evolução nas últimas corridas e Alonso foi o vencedor da etapa mais recente – o GP da Inglaterra.

     “Certamente foi uma grande vitória e que veio no momento certo, após muito trabalho. Pedi uma grande reação e agradeço a todos os nossos homens pelo esforço e pela capacidade demonstrados”, afirmou, em entrevista à emissora de TV Sky Italia.

     O dirigente ainda falou sobre quem faz a diferença para um bom resultado nas pistas. “Os pilotos sempre trazem algo mais. Quando eu era um jovem dirigente esportivo nos anos 70, dizia-se que carro e piloto contavam 50 por cento. Hoje, o carro conta mais, mas os 30 por cento permitem ao piloto fazer a diferença”, completou.

Niki Lauda em Zolder (1976): sexagésima segunda vitória da Ferrari


     Passaram-se duas semanas desde o final controverso do GP da Espanha, onde os comissários decidiram desclassificar o vencedor da corrida, James Hunt, devido às dúvidas que tinham sobre as dimensões da asa traseira. A McLaren tinha decidido apelar sobre o caso, mas até que se decidisse alguma coisa, a classificação da corrida espanhola estava suspensa.

     Nesse meio tempo tinha ocorrido uma mudança na RAM, com a substituição do espanhol Emilio de Villiota pelo piloto local Patrick Néve, que estreava na categoria máxima do automobilismo. Na Hesketh, com o patrocinio dos cigarros Rizla e da revista Penthouse, existiam agora dois carros, um deles para o britânico Guy Edwards. E na Tyrrell, por fim, Jody Scheckter alinhava com o carro de seis rodas, que tinha  estrado na corrida anterior com Patrick Depailler.


     Os treinos foram dominados pela Ferrari, com Niki Lauda obtendo a pole position e Clay Reagzzoni na segunda colocação. Na segunda fila estavam o McLaren de James Hunt e o Tyrrell de Patrick Depailler, enquanto que na terceira fila estavam o March de Vittorio Brambilla e o Ligier-Matra de Jacques Laffite. O segundo Tyrrell de Jody Scheckter era o sétimo no grid, seguido pelo Ensign de Chris Amon e fechando o "top ten" estavam o Brabham-Alfa Romeo de José Carlos Pace e o March de Ronnie Peterson.

     Para este GP, somente seriam qualificados os 26 melhores pilotos dos 29 inscritos, logo, haveriam três pilotos que ficariam de fora. E dois desses não qualificados causaram ondas de choque: o belga Jacky Ickx, que com o seu Wolf-Williams teve problemas na qualificação em casa, e Emerson Fittipaldi, que no seu carro ficava, pela primeira vez na sua carreira, fora de um GP. Guy Edwards era o terceiro não-qualificado.

     A corrida começou com Lauda na frente e Hunt ultrapassando Regazzoni para ficar com o segundo posto. Mas nesse dia, o rendimento dos Ferrari era fenomenal e no final da sexta volta, o suiço recuperou o segundo posto e ambos os "cavalinhos rampantes" não foram mais incomodados até ao final da corrida. Hunt ficou assim com o terceiro posto, e a ação se concentrou na disputa pelo quarto posto, com a luta entre Depailler e Laffite. Até à volta 22, o lugar foi trocado pelo menos por duas vezes, altura em que o francês da Ligier atacou o terceiro lugar de Hunt e ficou com ele.

     Pouco depois, na volta 29, Depailler desiste com uma quebra de motor e Scheckter herda o lugar, passando a ser o quarto quando Hunt desiste na volta 36 devido a uma transmissão quebrada. Atrás dele, o veterano neozelandês Chris Amon era o quinto, no seu novo chassis da Ensign, e parecia estar chegando novamente aos pontos, quando na volta 52, uma das rodas se soltou e ele bateu forte nas barreiras de proteção, ficando de cabeça para baixo, mas sem ferimentos de maior gravidade.
     Tudo isso era indiferente à Ferrari, que via os seus carros rumarem para mais uma dobradinha, a segunda do ano, depois de Long Beach. Jacques Laffite dava à Ligier o seu primeiro pódio na categoria, enquanto que nos restantes lugares pontuáveis ficavam o Tyrrell de Jody Scheckter, o Surtees de Alan Jones e o segundo McLaren de Jochen Mass.
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