terça-feira, 16 de agosto de 2011

Ferraris apreendidas com a mesma placa têm documentos adulterados


    As duas ferraris Testarossa apreendidas em Belo Horizonte com placas iguais tiveram o ano de fabricação adulterado nos documentos, segundo a Receita Federal. De acordo com os certificados, os veículos seriam de 1973. Porém, a receita informou que o modelo das ferraris começou a ser fabricado em 1984.

     Ainda segundo o órgão, um dos carros seria de 1984 e o outro de 1988. Os veículos também teriam sido contrabandeados e entrado no Brasil de forma ilegal. A Receita Federal explicou que existem duas formas de importar um carro para o país. O veículo deve ser novo ou com mais de 30 anos para os colecionadores.

     Sendo fabricados em 1973, os carros se enquadrariam na categoria de colecionadores. Além de ter a mesma placa, os dois veículos são visualmente idênticos, a não ser por um adesivo colado na lataria, as rodas e a cor do estofado. Uma delas foi apreendida quarta-feira, dia 10 de agosto. A outra foi recolhida pela Receita em 28 de julho.


     A primeira ferrari foi encontrada em uma oficina mecânica na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Os fiscais da receita localizaram o carro depois de uma denuncia anônima.

     Segundo a Receita, o empresário do ramo de veículos, com quem foi encontrada a segunda ferrari, admite ser dono de apenas uma delas. Nos dois documentos o empresário seria o proprietário. Para a Receita Federal é estranho que os carros que entraram de forma irregular no país tenham sido emplacados. O Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG) diz que aguarda informações da Receita para fazer a investigação.

     Se os donos não apresentarem a documentação legal dos carros, eles poderão ir a leilão. A pena para quem faz clonagem de veículos varia de três a seis anos de prisão.

Fonte: G1    

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Niki Lauda em Hockenheim (1977): sexagésima sétima vitória da Ferrari


      Uma das novidades deste GP foi a expansão da equipe ATS, que agora contava com dois, carros um para Hans Heyer e outro para Jean Pierre Jarier.


     Hans Heyer em volta omboard ATS:


    Na qualificação, Jody Scheckter (Wolf), ficou com a pole e John Watson foi o segundo em sua Brabham- Alfa Romeo. Então veio o líder do Campeonato do Mundo, Niki lauda, na Ferrari e James Hunt da McLaren. Hans Stuck foi o quinto mais rápido no seu Brabham, enquanto Laffite foi o sexto na Ligier. O "top ten" foi completo por Michael Andretti (Lotus), Reutemann (Ferrari), Nilsson (Lotus) e Brambilla (Surtees). Patrick Tambay ficou com um impressionante 11º lugar em sua Theodore Racing Ensign, enquanto Mass (usando um McLaren M26) foi o 13º.


     Na corrida, houve um acidente na parte de trás do grid envolvendo os carros de Regazzoni (Ensign) e Alan Jones (Shadow).


     Na frente, Scheckter era seguido por Watson, com Lauda em terceiro, Hunt em quarto e Stuck em quinto. Atrás do alemão vinha Laffite, Reutemann e Andretti. Os dois últimos logo ultrapassaram o Ligier enquanto a corrida de Watson terminava na sétima volta, com falha do motor. Este fato deixava Scheckter, temporariamente tranquilo, na liderança. Mas Lauda desafiaria o sulafricano na volta 13, assumindo a liderança da corrida. Hunt tentou segui-lo, duelando com Scheckter. No entanto, o motor de Hunt apresentou problemas e ele se retirou do GP na volta 33. Por essa altura, Stuck era o terceiro, com Reutemann em quarto. Andretti perdeu o quinto lugar após apresentar uma falha do motor e, assim, esta posição ficou para Brambilla,  enquanto Tambay herdou a sexta posição, após Tyrrell de Peterson ter problemas de motor, nas últimas voltas.

     Últimas voltas do GP de Hockenheim:

sábado, 6 de agosto de 2011

Ferrari deve mudar foco para carro de 2012 a partir de setembro

 . Foto: Getty Images

     Mesmo após a ascensão que vive a Ferrari nas últimas etapas do calendário, o chefe da equipe, Stefano Domenicali, admitiu neste sábado, durante o evento Wroom Summer 2011, em Madonna di Campiglio, tradicional retiro do time italiano, que o foco do desenvolvimento da escuderia será todo mudado para o carro de 2012 já no mês que vem.
 
     "A partir do início de setembro, vamos no concentrar apenas no próximo ano, porque já definimos todas as atualizações do 150º Itália - pelo menos até o meio de outubro. Claro, se tiver algo para mudarmos, vamos reagir em conformidade", explicou Domenicali.
 
     "Na verdade, para além da área que diz respeito ao escapamento aerodinâmico, as regras permaneceram praticamente inalteradas e, então, o desenvolvimento atual do carro poderá ser útil para o ano que vem", completou.
 
     O chefe ferrarista, no entanto, afirmou recentemente que a equipe luta pelo campeonato, mesmo com 89 pontos de diferença entre Fernando Alonso, quarto colocado no Mundial de Pilotos, e Sebastian Vettel, líder isolado. Entre os construtores, a diferença é ainda maior, com a Red Bull na frente com 383 pontos, enquanto a Ferrari possui 215, atrás da McLaren, com 280.
 
     Mesmo assim, Alonso foi o piloto que mais pontuou nas últimas quatro etapas do calendário. O início do ano foi o que pesou para esta diferença atual, visto que a equipe não conseguiu chegar para brigar na frente e assistiu ao amplo domínio da Red Bull de Vettel.
 
     "No ano passado, por exemplo, tivemos uma fantástica segunda metade de temporada - incrível - e poderíamos ter conquistado o título mundial, mas neste ano não começamos tão bem. Em 2012, a prioridade, portanto, é desfrutar de um melhor inverno", disse o dirigente ao jornal inglês Daily Telegraph.
 
     "Se tivesse de avaliar nossa temporada até agora, nos daria uma nota 6, que representa o ponto médio entre um início terrível e uma grande recuperação na segunda parte da temporada. Espero que continuemos por este caminho até o fim da temporada", concluiu Domenicali.

Fonte: Terra 

Ferrari dá prazo a Massa e já fala em novo parceiro para Alonso

Domenicali também apareceu ao lado de Felipe Massa; piloto estava menos sorridente que seu pai. Foto: EFE

     O desempenho negativo de Felipe Massa na atual temporada da Fórmula 1 faz com que a Ferrari cogite sua saída. Em entrevista à imprensa europeia, o chefe de equipe Stefano Domenicali traçou um prazo para que o brasileiro melhore seu desempenho, e já fala no perfil ideal para um novo parceiro para Fernando Alonso na escuderia italiana.
 
     Massa está na sexta colocação da classificação do Mundial, com 70 pontos, menos que a metade dos pontos conquistados por seu companheiro Alonso (145). Segundo o diário espanhol As, Domenicali elogiou as últimas provas do brasileiro e afirmou esperar que o piloto siga neste caminho.
 
     O chefe da Ferrari, entretanto, avisou que Massa tem um ano e meio para mostrar "suas qualidades e do que é capaz" para que possa seguir na escuderia. Domenicali ainda contemporizou o desempenho irregular do brasileiro, afirmando que não é fácil pilotar ao lado de Alonso.
 
     Perguntado sobre o perfil de um possível novo piloto para a Ferrari, o dirigente explicou que um novo parceiro para o espanhol precisaria ser jovem, mas com alguma experiência, e que o novato precisaria ter "traços" de campeão. Domenicali ainda avisou que a Ferrari precisa ter "dois pilotos grandes".

Fonte: Terra

Niki Lauda em Kyalami (1977): sexagésima sexta vitória da Ferrari


    Antes de Kyalami, o “Grande Circo” já tinha estado na Argentina e no Brasil, corridas onde o equilíbrio tinha sido a nota dominante. Se em Buenos Aires, assistiu-se à espantosa vitória de Jody Scheckter, a bordo do estreante Wolf, em Interlagos viu-se uma corrida tumultuosa, com a vitória do argentino Carlos Reutmann.

     O fim de semana do GP da Africa do Sul começou chuvoso. Na sexta-feira, o Shadow de Tom Pryce mostra que é o melhor no molhado. Mas no sábado, o tempo melhora e o McLaren de James Hunt leva a melhor sobre o Brabham de José Carlos Pace e o Ferrari de Niki Lauda. Scheckter, o piloto da casa, obtem o quinto lugar, e Pryce, o homem que se deslumbrou na chuva do dia anterior, sai em 15º lugar no grid.

[Kyalami+77.jpg]

     A corrida começa sem incidentes, com Lauda levando a melhor sobre Hunt, uma reincidência das lutas do ano anterior. Entretanto, Pryce tem problemas e passa em último no final da primeira volta. A corrida segue o seu ritmo normal até à volta 21, altura em que o italiano Renzo Zorzi para o seu Shadow a beira da reta de chegada.

     O carro começa a pegar fogo e logo dois comissários de pista vão socorrê-lo. Mas para lá chegarem, têm que atravessar a pista, e no local onde estão, a visibilidade é pouca, pois em Kyalami, a reta de chegada começa em uma subida, para descer vertiginosamente na sequência (é o famoso The Dip”). Um dos comissários tem 18 anos: Jensen Van Vuuren.


     Na altura em que atravessam a pista, quatro carros passam pela reta principal: Pryce, o alemão Hans-Joachim Stuck, o francês Jacques Laffite e o sueco Gunnar Nilsson (1948-1978). Stuck consegue ver os dois comissários e vira para a direita, evitando-os. Mas Pryce, que estava colado em Stuck, não os vê e atropela Van Vuuren, matando-o. Simultaneamente ao atropelamento, o extintor que Van Vuuren transportava atinge o capacete de Pryce, tirando sua vida imediatamente.


     O carro descontrolado de Pryce vai de encontro ao Ligier de Laffite e arrasta-o para a lateral da pista no final da reta. O francês escapa ileso, mas nada se podia fazer pelo piloto galês, que tinha 27 anos.



     Video do acidente de Pryce:



     Depois disto, a corrida continuou. Pace teve problemas, Hunt também, e Lauda acabou por vencer a corrida, a sua primeira vitória depois do pavoroso acidente de Nurburgring, sete meses antes. No pódio, sabendo o que tinha acontecido antes, afirmou: “a morte de Pryce tirou todo o prazer da minha vitória”.

     Em 13º lugar classificou-se o brasileiro José Carlos Pace. Seria o seu último GP. Treze dias depois, morreria em um acidente aéreo na Serra da Cantareira, em São Paulo. Tinha 33 anos. O Autódromo de Interlagos tem agora o seu nome.

     Tributo à José Carlos Pace:


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Mercedes mira contratação do engenheiro Aldo Costa


    Segundo a agência de notícias “GMM”, a Mercedes pode estar de olho no ex-diretor técnico da Ferrari, Aldo Costa.

      A equipe alemã, dirigida por outro ex-ferrarista, Ross Brawn, estaria planejando aumentar o seu time técnico e o engenheiro italiano estaria entre os nomes a serem contratados para a próxima temporada.

     Costa deixou a Ferrari há pouco mais de duas semanas, depois de ter sido deslocado para a divisão de carros de rua da montadora italiana no início de junho devido o mau desempenho da equipe nesta temporada.

     Até o final do ano, ele não pode trabalhar em nenhuma concorrente, já que passa por uma quarentena, algo comum entre as equipes da categoria, especialmente quando se trata de profissionais que têm conhecimentos da área técnica.

Hamilton revela que "aprendeu muito" com Alonso


     Lewis Hamilton voltou a elogiar seu antigo companheiro de equipe, Fernando Alonso, com quem viveu momentos de turbulência na McLaren em 2007.

     Em entrevista à publicação espanhola "As", o inglês enalteceu as qualidades do espanhol e disse que aprendeu muito com Alonso no ano em que correram juntos. "Fernando é um piloto incrivelmente rápido, com um extraordinário talento e uma velocidade pura incrível", afirmou.

      "Você sabe que ele sempre vai dar seu máximo e extrairá o melhor do carro. Aprendi muito como piloto e pude melhorar minha pilotagem tendo ele como companheiro", declarou Hamilton, lembrando que foi ao lado de Alonso que fez seu primeiro ano na F1.

     O britânico disse que a rivalidade alimentada sobre os dois não reflete a realidade, mas que já se sente melhor aceito pelos fãs do asturiano, especialmente na Espanha. "Creio que vivemos uma época de mal entendidos, mas há pessoas que mudam de opinião sobre mim quando me conhecem e isso também está acontecendo na Espanha", apontou.

     Lewis disse ainda que não se vê fora da McLaren no momento e, portanto, não tem planos para a Ferrari. Mas não descartou a possibilidade de correr pela equipe italiana no futuro. "Não tenho planos a respeito [de pilotar pela Ferrari], mas é algo que pode acontecer. Estamos falando de um time fantástico e nunca se sabe o que vai ocorrer no futuro", declarou.

     Para Hamilton, o pensamento atual é encarar uma corrida de cada vez, sem focar nas matemáticas possibilidades de alcançar o líder do campeonato, Sebastian Vettel, apesar de a McLaren estar em alta, com vitória nas últimas duas provas da temporada.

      "Não podemos ficar pensando em quantas corridas temos que ganhar para ser campeões. É ridículo, porque nunca se sabe o que vai acontecer na próxima prova", disse o inglês, lembrando de sua sequência de maus resultados em Mônaco e no Canadá, que vieram logo após um esboço de reação no campeonato, com o triunfo na China e o segundo lugar na Espanha. "[Minha tática] é apenas correr. Espero ter me livrado da má sorte e não cometer mais os erros que vinha cometendo. Se isso significar que, no final do ano, estarei disputando o título, será incrível", completou.

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