terça-feira, 23 de agosto de 2011

Chefe da Ferrari crê em vitórias, mas diz que será difícil superar Red Bull


     Stefano Domenicali voltou motivado do recesso de quase um mês da F1. Embora tenha admitido que as chances da Ferrari na luta pelo título de construtores são baixas – dada a atual desvantagem de 168 pontos para a atual líder Red Bull –, o chefe da equipe de Maranello apontou que o objetivo do time para a metade final do campeonato é conquistar o máximo de vitórias possível.

     “Todos do time estão como eu, bastante motivados e com as baterias recarregadas para o resto da temporada”, afirmou Domenicali no site oficial da Ferrari. “Estamos com a mesma mentalidade, prontos para retornar às pistas”, continuou.

     “Temos um objetivo realista para as próximas provas, que é vencê-las e conquistar o maior número de pontos possível”, apontou o dirigente. “Tenho certeza que podemos alcançar bons resultados, mas vamos evitar olhar para a classificação geral, porque sabemos que será muito difícil diminuir a atual diferença para o líder, mas vamos ver onde estaremos daqui a algumas corridas”, ressaltou.

       Domenicali aproveitou para comentar sobre o desenvolvimento do carro para 2012. O chefe da equipe italiana reiterou que o desenvolvimento do atual modelo, a 150º Italia, não foi abandonado, mas que as atenções já estão mais focadas no modelo da próxima temporada. “Em termos do desenvolvimento da 150º Italia, estamos quase no fim de nossas possibilidades, mas isso não significa que nosso trabalho no carro deste ano chegou ao fim”, destacou. “Mas, por agora, estamos trabalhando a todo vapor no carro para 2012”, completou.

     Segundo o dirigente, o modelo do próximo ano contará com mais inovações que os projetos mais recentes da Ferrari. “O novo carro pode ser descrito como uma evolução do modelo de 2011”, explicou. “Pelo que pudemos ver no escritório e no túnel de vento, será uma máquina bem inovadora. De fato, isso é até esperado, visto que nosso primeiro objetivo em 2012 é que devemos ser competitivos desde o início da temporada”, esclareceu.

     Por fim, Domenicali aproveitou para fazer uma homenagem a Michael Schumacher, que completa 20 anos de carreira na F1 neste fim de semana em Spa-Francorchamps. “Ele é parte da história do esporte, mas também parte do presente. Será um fim de semana muito especial para ele”, disse o chefe de equipe sobre o alemão, que conquistou cinco de seus sete títulos mundiais pela Ferrari. “Suas conquistas provam que ele é o melhor piloto que este esporte já viu e está no coração de todos na Ferrari”, encerrou.

Marc Gené bate suspensão traseira da Ferrari em exibição na Holanda


     Marc Gené participou de uma demonstração com a Ferrari F10 no último domingo (21) pelas ruas de Roterdã, na Holanda. O evento, patrocinado pelo Banco Santander, contou com a presença de grande público, que viu o veterano piloto espanhol danificar a suspensão traseira esquerda após bater o carro em uma mureta de proteção. Depois da batida, Gené assumiu o controle da F60, modelo da Ferrari de 2009.

     Esse Gené!!!

Carlos Reutemann em Long Beach (1978) septuagésima vitória da Ferrari


     A temporada de 1978 ia para a sua quarta corrida da temporada, mas o Grande Circo da F1 ainda estava viajando pelos continentes, antes de fazer a sua "aterragem" na Europa, onde se desencadearia o restante da temporada. A quarta etapa do campeonato iria ser a primeira de duas paradas nos Estados Unidos, e desta vez seria nas ruas de Long Beach, em uma prova que tinha estreado três anos antes, mas já era um grande sucesso comercial.

    Nesta altura tínhamos um campeonato bem disputado, com três vencedores diferentes, em três Grandes Prêmios, e um grande equilibrio entre as equipes com capacidade para ganhar, como a Lotus, Ferrari, Tyrrell ou Brabham, com a McLaren apresentando problemas, e a novata Arrows a surpreender.

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      Nas ruas de Long Beach, contudo, o grande dominador dos treinos seria... a Ferrari. Numa luta com Niki Lauda, o argentino Carlos Reutmann conseguiu superá-lo, tendo a seu lado uma pequena surpresa: o seu companheiro, o canadense Gilles Villeneuve. Na segunda fila, Niki Lauda tinha a seu lado o americano Mario Andretti, enquanto que na terceira fila, John Watson e Ronnie Peterson ficavam com o quinto e sexto posto, respectivamente.

     Após eles, James Hunt era sétimo, o novato Riccardo Patrese era nono, batido pelo Williams de Alan Jones, que começava a mostrar seu trabalho. Quanto a Emerson Fittipaldi, era apenas o 15º no grid. Os organizadores de Long Beach tiveram que fazer um sistema de pré-qualificação, visto que estavam inscritos 31 carros. E havia um estreante: o irlandês Derek Daly, que tinha ficado com o lugar na Hesketh depois de ter mostrado serviço no International Trophy, em Silverstone. Infelizmente, ele não iria se qualificar, tal como aconteceu a Keke Rosberg, os americanos Brett Lunger e Danny Ongais, o mexicano Hector Rebaque e o italiano Lamberto Leoni.

     Didier Pironi também estava no rol dos não-qualificados, mas dois dos pilotos que estavam à sua frente, o inglês Rupert Keegan e o alemão Hans Joachim Stuck, tiveram acidentes durante o "warm-up", com os carros sem qualquer hipóteses de poder correr, então Pironi ficou com o último lugar disponível.

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     No dia da corrida, 75 mil espectadores e um céu limpo aguardavam os pilotos para a largada do GP dos Estados Unidos (Oeste). No momento da largada, Reutmann é surpreendido por uma manobra de John Watson, que o obriga a alargar a trajectória e a perder o primeiro lugar para o seu comapanheiro, Gilles Villeneuve. Nessa manobra, Niki Lauda aproveita e salta para o terceiro posto, atrás de Watson, e o argentino cai para o quarto lugar.

     Ronnie Peterson perde dois lugares para Alan Jones e James Hunt. Contudo, na terceira volta, o britânico bate no muro e perde uma roda, abandonando na hora, e três voltas mais tarde, é a vez de John Watson abandonar com mais um motor Alfa Romeo quebrado.

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     Com tudo isto, o grande beneficiário foi... Alan Jones. Em quarto lugar, o australiano chegava rapidamente no Lotus de Andretti, que tinha feito uma má escolha de pneus. Depois de o ultrapassá-lo na volta 19, partiu em busca do trio da frente.

     Entretanto, Gilles Villeneuve impressionava na frente, aguentando os ataques de Lauda, que por sua vez era pressionado por Reutmann. Contudo, na volta 28, no final da reta de chegada, o Brabham do austríaco sofre uma falha nos freios e passa reto na área de escape, ficando por lá. A partir daí, os Ferrari dominavam, e Villeneuve era o líder.

     Tudo continua assim até à volta 39, mais ou menos a metade da corrida. Então, Villeneuve apanha dois retardatários, o suiço Clay Regazzoni, num Shadow, e o Renault de Jean Pierre Jabouille. Em vez de esperar para os ultrapassá-los, Villeneuve decide arriscar numa zona onde dificilmente caberiam dois carros. Resultado: colisão e desistência do canadense.


     Sendo assim, o argentino agora tinha que se preocupar com Alan Jones. O piloto da Williams tinha cravado na volta 29 a sua melhor volta da corrida (a sua primeira e a da Williams) e estava se aproximando do argentino, na tentativa de assumir a liderança. Contudo, na volta 47, as asas da frente de Jones quebram, devido a um defeito de fábrica, e ele fica lento, perdendo uma série de posições, caindo para o sétimo lugar.

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     Reutmann chega em primeiro lugar, e obtem a sua segunda vitória, passando a ser líder, sendo igualado por Mario Andretti, que ao chegar em segundo lugar, fica também com 18 pontos. Patrick Depailler acabava a corrida no terceiro posto, ficando também com terceiro lugar na tabela de classificação, com 14 pontos. Peterson chegou em quarto, Jacques Laffite foi quinto e Riccardo Patrese dava à Arrows o primeiro ponto da sua história.



segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Ferrari 250 Testa Rossa (1957) rara é leiloada por valor recorde de US$ 16,4 milhões

Modelo 250 Testa Rossa teve somente dois donos

     Um raro carro de corrida Ferrari 250 Testa Rossa, de 1957, foi vendido por US$ 16,4 milhões (cerca de R$ 26 milhões) em um leilão. É o valor mais alto já pago por um carro em um evento do tipo. O leilão foi feito pela empresa americana Gooding & Company, da Califórnia, que recebeu 10% do valor da venda. O nome do comprador não foi revelado pela empresa. O vendedor do carro foi descrito como "um colecionador proeminente com uma paixão por automóveis italianos".

     O recorde anterior para a venda de um carro em um leilão foi de outra Ferrari Testa Rossa, arrematada por US$ 12,4 milhões (cerca de R$ 19 milhões) em Maranello, na Itália, em 2009. No entanto, a Ferrari leiloada nos Estados Unidos é mais rara, porque foi a primeira deste modelo a ser construída e serviu como protótipo para todas as outras. O modelo tem 300 cavalos de potência e foi utilizado em corridas na Europa e nos Estados Unidos. Segundo a Gooding & Company, o carro foi completamente restaurado e teve somente dois donos em 40 anos.

     Fotos:

Ferrari rara é leiloada por recorde de US$ 16,4 milhões Foto: Divulgação

Ferrari rara é leiloada por recorde de US$ 16,4 milhões Foto: Divulgação

Ferrari rara é leiloada por recorde de US$ 16,4 milhões Foto: Divulgação

Ferrari rara é leiloada por recorde de US$ 16,4 milhões Foto: Divulgação

Ferrari rara é leiloada por recorde de US$ 16,4 milhões Foto: Divulgação

Ferrari rara é leiloada por recorde de US$ 16,4 milhões Foto: Divulgação

Ferrari rara é leiloada por recorde de US$ 16,4 milhões Foto: Divulgação

Ferrari rara é leiloada por recorde de US$ 16,4 milhões Foto: Divulgação

Fonte: Terra

In Memoriam: Maurice Trintignant (1917-2005)

     Nascido a 30 de Outubro de 1917 em St. Cécile des Vignes, perto de Avignon, no sul de França. Filho mais novo de um vitivinucultor, o seu irmão Louis foi tembém piloto, conduzindo Bugattis. Em 1933, este morre num acidente durante os treinos do GP de Picardie. Contudo, isso não o impediu de se tornar piloto profissional. Começa a correr em 1938, a bordo de um Bugatti, e no ano seguinte vence o Grand Prix des Frontiers, também a bordo de um Bugatti. Mas poucos meses depois, começa a II Guerra Mundial, e a carreira automobilística é interrompida. O seu Bugatti é armazenado num celeiro, onde fica até 1945.


     Em Agosto, corre no Bois de Boulogne o primeiro GP do pós-guerra, a “Coupe de la Liberation”. Trintignant leva o seu Bugatti para participar, mas não corre devido ao seu filtro de injeção de combustível. Constava que este estava cheio de dejetos de rato… Verdade ou não, a coisa pegou e começaram a chamá-lo de “Le Petoulet”. Até 1950, Trintignant ganhou várias corridas ao volante de diversos carros, como Delage e Simca-Gordini. Em 1948, tem um acidente grave no GP de Reims, quando guiava o seu Gordini, e para o seu lugar, vem um argentino desconhecido na Europa. Seu nome? Juan Manuel Fângio…


     Em 1950, Trintignant está na Gordini. Só corre duas corridas, em Mônaco e na Itália, e abandona em ambas. No ano seguinte, faz uma temporada mais completa, mas não termina nenhuma das corridas que participa. Em 1952 consegue o seu primeiro resultado de expressão na Formula 1: um quinto lugar na França. Os dois pontos dão-lhe o 21º lugar na classificação final.


     Em 1953, consegue dois quintos lugares, na Bélgica e na Itália, e esses quatro pontos dão-lhe o 11º posto da classificação. Isso é o suficiente para chamar a atenção de Enzo Ferrari, que o convida para pilotar os seus carros. E em 1954, Trintignant é piloto Ferrari, e vai ser excepcional: Vence as 24 Horas de Le Mans, com o argentino José Froilan Gonzalez, e tem dois pódios: segundo na Bélgica, e terceiro na Alemanha. Os 17 pontos alcançados dão-lhe o quarto lugar final.

      No ano seguinte, no GP da Argentina (um dos mais difíceis de correr de todos os tempos), Trintignant teve que partilhar o seu carro por diversas vezes, acabando por se classificar simultaneamente no segundo e no terceiro lugar. Nesta época, a politica da Ferrari implicava em partilhar o volante com vários pilotos, e essas classificações valeram-lhe a soma de 3,33 pontos… Mas em Mônaco alcançou o seu primeiro grande momento de glória na Formula 1. Ao volante do Ferrari, conseguiu superar as dificuldades das ruas do Principado e ganhou a corrida, que foi marcada pela queda de Alberto Ascari dentro das águas do porto… Os 11,3 pontos alcançados fizeram com que repetisse o quarto lugar da classificação geral.


     1956 é um péssimo ano. Participou do abortado regresso da Bugatti às competições, e correu algumas corridas com a Vanwall. Resultado? Zero pontos.


     Em 1957 volta à Ferrari, onde consegue resultados de relevo. Os 5 pontos alcançados valem-lhe o 11º lugar da geral. Em 1958, as coisas são diferentes: a Cooper revoluciona a Formula 1 com o seu motor traseiro, e Rob Walker, o herdeiro da marca de whisky Johnny Walker, adquire dois Cooper, para Moss e Trintignant. Moss ganha na Argentina, e Trintignant em Mônaco. Ainda consegue um terceiro lugar na Alemanha, o que lhe dá no final a soma de 12 pontos, e o sétimo lugar final.


     Em 1959, continua com Walker e com os Cooper. Um terceiro lugar em Mônaco e um segundo lugar em Sebring são os melhores resultados para o francês, que lhe dão 18 pontos e o quinto lugar na geral. Em 1960, alcança mais um pódio, o terceiro posto na Argentina, e os 4 pontos dão-lhe o 15º lugar na geral. Além da equipe Cooper, participa da breve aventura da Aston Martin na Formula 1.


     Entre 1961 e 1963, a presença de Trintignant é cada vez mais rara, correndo nas mais diversas máquinas: Cooper, Lotus, BRM. Lola… mas não alcança mais resultados de relevo. Na última temporada de Formula 1que participou, em 1964, correu com um BRM privado, e consegue o seu ultimo resultado de relevo: um quinto lugar na Alemanha.


     Tinha 47 anos quando decidiu pendurar as luvas. A estatística final é esta: 82 Grandes Prêmios, em 15 temporadas, com duas vitórias, nenhuma pole position, uma volta mais rápida e dez pódios, no total de 72,33 pontos.


     Após o final da sua carreira, retirou-se para uma quinta em Vergéze, onde produziu vinhos (cujo nome era “Le Petoulet”), viu um de seus sobrinhos tornar-se um dos maiores atores franceses (Jean-Loius Trintignant, filho de Louis), e tornou-se presidente de Câmara de Vergéze, durante seis anos. Trintignant morreu a 13 de Fevereiro de 2005 em Nimês, aos 87 anos.

A Incrível coleção de Ferraris de Ralph Lauren


      O designer de modas americano Ralph Lauren possui uma das coleções de carros mais originais do mundo. Dezessete de seus modelos impressionantes, selecionados a partir de 1930 até os dias de hoje, estão em exposição no Musée des Arts Décoratifs, em Paris, de 28 de abril a 28 agosto. Cada veículo magnífico foi escolhido pelo curador Rodolfo Rapetti para tomar parte desta especial exposição.

     Entusiastas serão recompensados com uma coleção linda e grandiosa, que inclui alguns dos exemplos mais singulares e icônicos já produzidos por marcas top de linha: Ferrari, Bentley, Bugatti, Alfa Romeo, Jaguar, e uma série de outros. A exposição marca a primeira coleção dos carros de Lauren na Europa.

    

     Agora prestem atenção no sacrilégio quando Ralph diz:

     - "Estranhamente, eu realmente não gosto de dirigir os carros quando as pessoas estão por aí. Na verdade, eu realmente nem gosto de ser visto nestes carros. Há uma parte de mim que gosta de privacidade, pouco os dirijo. Nos fins de semana, dependendo do tempo, eu dou uma voltinha no Jaguar, o XK120 ou XK140. Mas gosto mesmo da Mercedes Gullwing dos Porsches."


     Algumas das Ferraris de Ralph Lauren:


Ferrari 1958 Testa Rossa (1958)


A incrível coleção de carros de Ralph Lauren
A incrível coleção de carros de Ralph Lauren

Alfa Romeo 8C 2300 (1931)

A incrível coleção de carros de Ralph Lauren
A incrível coleção de carros de Ralph Lauren

Alfa Romeo 8C 2900 Mille Miglia (1938)

A incrível coleção de carros de Ralph Lauren
A incrível coleção de carros de Ralph Lauren

Ferrari 250 GT Berlinetta SWB (1960)

A incrível coleção de carros de Ralph Lauren
A incrível coleção de carros de Ralph Lauren

Ferrari 250 GTO (1962)

A incrível coleção de carros de Ralph Lauren
A incrível coleção de carros de Ralph Lauren

Ferrari 250 LM (1964)

A incrível coleção de carros de Ralph Lauren

Ferrari 375 Plus (1954)

A incrível coleção de carros de Ralph Lauren
A incrível coleção de carros de Ralph Lauren

Museu em Paris expõe Ferraris e outros esportivos históricos


     Um museu de Paris está apresentando ao seus visitantes uma exposição de carros esportivos dos anos 30 até a atualidade. "The Art of the Automobile, Masterpieces from the Ralph Lauren Collection" vai reunir exemplares da Ferrari, Alfa Romeo e Jaguar, entre outras marcas, até o dia 28 de agosto. Veja algumas raridades em destaque.


     Alfa Romeo 8C 2300 Monza 1931 (abaixo), que era conduzido por pilotos da Ferrari, e o 8C 2900 Mille Miglia 1938 (Foto: Charles Platiau/Reuters).

bugatti 57 S atlantic 1938 (Foto: Charles Platiau/Reuters)

     Detalhe do Bugatti 57 S Atlantic 1938 (Foto: Charles Platiau/Reuters)

bugatti 57 S atlantic 1938 (Foto: Charles Platiau/Reuters)

     Bugatti 57 S Atlantic 1938 (Foto: Charles Platiau/Reuters)

Jaguar XK120 Roadster 1950 (Foto: Charles Platiau/Reuters)

     Jaguar XK120 Roadster 1950 (Foto: Charles Platiau/Reuters)

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