terça-feira, 5 de abril de 2011

Jean Alesi em Montreal (1995): uma vitória única



    11 de junho de 1995 era também o dia do 33º Grande Prêmio do Canadá (considerando que a primeira corrida canadense da história da Fórmula 1, realizada em 1967 em Mosport, é considerada o 7º Grande Prêmio do Canadá). Sexta etapa do campeonato, ela prometia mais uma briga entre Michael Schumacher e Damon Hill, os dois postulantes ao título e os dois primeiros colocados no grid. Atrás deles, David Coulthard, Gerhard Berger e Alesi. Largando em quinto, o francês não estava muito otimista devido a problemas de sobresterço. Mas os deuses, sempre cruéis com Jean, quiseram tornar aquele dia friorento de junho um dia especial para Jean, para a Ferrari e para a própria Fórmula 1.

     Alesi manteve-se em quinto na primeira volta, mas subiu para quarto na segunda volta, quando Coulthard rodopiou sozinho e saiu da prova. Com o carro em excelentes condições, o francês ultrapassou Berger também na segunda volta. Na terceira, Jean marcou a melhor volta da corrida. Ele começava a se aproximar muito rapidamente de Hill, o segundo colocado.

     Apesar disso, não havia uma oportunidade real para o piloto da Ferrari nº 27 tentar ultrapassar Hill. Ele teve de esperar até a volta 17, quando Hill deu de cara com os retardatários Ukyo Katayama e Pierluigi Martini. Como Damon não é o Nobel da ultrapassagem sobre retardatários, Alesi aproveitou e ultrapassou o inglês na chicane que antecede a reta dos boxes. O francês já era o segundo, mas o líder Michael Schumacher já estava muito à frente. A partir daí, a corrida deu uma esfriada e muitos achavam que terminaria daquele jeito. Nunca que o sempre sortudo Schumacher teria problemas e perderia a liderança, ainda mais para alguém como Alesi.

     Mas aconteceu. Na volta 58, a Benetton do alemão começou a perder rendimento de maneira drástica. Cada vez mais lento, Schumacher tenta trazer seu carro aos trancos e solavancos para os boxes. Chegando lá, os mecânicos tiram o volante e começam a analisar o que estava acontecendo. O diagnóstico confirmou que o câmbio estava travado em terceira marcha devido a um problema no volante. Trocado o sistema de direção, Schumacher voltou para a pista em oitavo após ficar mais de 1,5 minuto nos pits. Michael voltou com o demônio no corpo, andando cerca de quatro segundos mais rápido que qualquer um, inclusive o líder… que era Jean Alesi!

     Após a corrida, Jean confessou que, ao ver a placa P1 para sua Ferrari, começou a chorar. Faltando apenas 10 voltas para o final da corrida, o francês nunca havia estado tão perto da vitória. E olha que ele já teve inúmeras oportunidades, tendo liderado nada menos que oito corridas antes desta prova canadense. Em duas delas, Jean abandonou com problemas enquanto rumava à vitória. Restava ao francês apenas levar seu F 412 T2 até o fim sem problemas.

     E assim aconteceu. Após 68 voltas e 1h44min54s171, Jean Alesi era o mais novo vencedor da história da Fórmula 1. Após 105 corridas, o dia do francês finalmente havia chegado. A Fórmula 1 estava feliz, o próprio Schumacher admitiu ter ficado contente com a vitória de seu amigo de Avignon.

     Mas é claro que uma corrida de Alesi deveria ter alguma “alesizisse”. E teve. Na volta de retorno aos pits, enquanto Alesi comemorava, o seu Ferrari acabou ficando sem combustível e parou no Hairpin. Passando por ali, Schumacher ofereceu uma carona ao francês.


Veja o video dos melhores momentos do GP de Montreal de 1995.




segunda-feira, 4 de abril de 2011

Lorenzo Bandini em Mônaco (1967)


     Esta foto registra o exato instante em que Lorenzo Bandini, piloto da Ferrari erra a tomada da chicane da saída do túnel em Mônaco, acertando o guard-rail e favos de feno, no GP de 1967. O carro praticamente partiu-se ao meio e se incendiou. Em meio à confusão, muitos acharam (ou quiseram achar) que o piloto já tinha saído do carro, mas a verdade é outra.

     A foto é tão precisa que quase pode-se sentir o impacto junto com o piloto. E ainda observamos outros detalhes, como o corpo começando a se enclinar para frente, as cornetas dos 12 cilindros fumegando e a incrível proximidade dos expectadores do acidente.


     Bandini vivia “a hora da verdade” à aquela altura. Estreou na F1 em 1961 pela Scuderia Centro Sud, mas logo fora apadrinhado por Enzo Ferrari como a mais promissora estrela italiana desde Alberto Ascari. Desde a saída de John Surtees, campeão pela Scuderia em 1964, era visto como o primeiro piloto. Mônaco era sua pista preferida e iria dar tudo de si para vencer.

     Mas como sabemos, a preocupação com a segurança era mínima naqueles tempos. Para os chefes de equipe, os pilotos não passavam de malucos bem pagos para se arriscarem. A corrida em Monte Carlo tinha mais de 2 horas de duração, totalizando inacreditáveis 100 voltas. O acidente aconteceu na 81º passagem e acredita-se que foi mesmo por exaustão física. Emerson Fittipaldi disse uma vez que era fácil ser rápido em Mônaco, mas o principal problema era conseguir manter a concentração após passadas umas 10 voltas. Imaginem o estado do italiano após tanto tempo e tendo que controlar uma máquina difícil e temperamental como eram as “rossas” dos anos 60.


     Lorenzo Bandini estava em segundo lugar quando entrou na chicane próxima do porto. Uma das rodas traseiras tocou o guard-rail, mandando-o contra um poste de luz próximo da pista. Seu carro então capotou. Faíscas em contato com o combustível do tanque perfurado começaram um incêndio, e Bandini estava preso sob o carro. Quando os fiscais de pista chegaram para resgatá-lo e endireitar o carro, acredita-se que acidentalmente deixaram que o combustível entrasse em contato com a saída de escape. O carro explodiu.

    Bandini foi retirado com vida, mas não resistiu aos ferimentos. 




Ferrari exibe vídeo técnico da FF

    

      A Ferrari divulgou um vídeo que agradará aos interessados por mecânica e detalhes técnicos. Na animação, a marca italiana exibe os principais detalhes técnicos da recém-lançada FF, como o motor 6.3 V12 GDI, além da caixa de marchas que se localiza no eixo traseiro, em conjunto com o sistema de diferencial eletrônico E-Diff. 

    O motor da FF produz 660 cavalos de potência a 8.000 rpm e 69,3 kgfm de torque a 6.300 rpm, embora 51 kgfm já estejam disponíveis a 1.000 rpm, afirma a Ferrari. Ainda de acordo com a marca italiana, seu novo esportivo com tração integral é capaz de acelerar aos 100 km/h em 3s7, superar a barreira dos 200 km/h após 11s0 e alcançar a máxima de 335 km/h.

    Outro destaque da FF citado pela marca italiana nas tomadas é o sistema de freios com discos de cerâmica de 3ª geração, que permitem com que o esportivo freie de 100 km/h a 0 em 35 m, segundo a empresa. Confira as tomadas abaixo. 

    Partes deste video podem ser visualizadas a seguir:


Ferrari 250 GTO (1964)





 Miniatura de escala 1:18, da Marca Guiloy, produzida em metal e peças de plástico, com abertura total das portas, tampa do motor (dianteiro), porta-malas traseiro e direção com controle das rodas dianteiras (com amortecedores).

Sobre o modelo F 250 GTO (1964)

     Ciò che era già buono, appena meglio. Ma solo tre unità era stata prodotta. Uno spettacolo.

     Sei  que nesta postagem, acabamos por quebrar a sequência cronológica das apresentações dos modelos e miniaturas, e acredito e espero que isso venha a acontecer muitas e muitas vezes ainda, pois a medida que estas lindas peças forem sendo obtidas, irei postá-las aqui, para a apreciação de todos.

     Provavelmente, o carro  mais desejável e valioso do mundo, o F 250 GTO é cercado de intrigas e mitos. Todos os 39 carros produzidos (1962-1964) sobreviveram e estão contabilizados, e mais notavelmente a história de cada exemplar está bem documentada. No início dos anos 70, o F 250 GTO passou a ser considerado um carro de corrida obsoleto. Desde então os preços, para venda,  têm subido vertiginosamente, para a casa dos 10 dígitos, em Libras, Dólares e Euros. Assim fica impossível imaginar, como um desses modelos foi utilizado por um motorista de um estudante e outro utilizado para a prática de mecânica de automóveis, no Victoria High School, no Texas. Felizmente, muitos proprietários continuam a ter os seus GTOs, cuidados com extrema paixão, para participar de eventos históricos ao redor do mundo, para que eles e os espectadores possam desfrutar dessas maravilhas.

     O F 250 GTO foi produzido de 1962 a 1964, sendo que entre 1962 e 1963 foram produzidas 36 unidades (versão original) e, em 1964 uma segunda série foi lançada com mais três carros, elevando para 39 o total de GTOs produzidos. Estes novos GTOs apresentavam a clássica carroceria Pininfarina mas tinham toques específicos da F 250 LM. A mecânica, o motor, e a eficiência das macchinas permaneceram praticamente sem alterações, no que diz respeito ao modelo original. Do mesmo modo, o número de vitórias obtidas pelas GTOs, também, não parou de crescer até 1964.

     Para a temporada de 1965, o Shelby Cobra Daytona (agora, com patrocinio da Ford) foi equipado com um enorme motor de 7 litros, o mesmo que fora desenvolvido para os Ford GT40. A Ferrari contra-atacou com o modelo F 250 LM, desenvolvido em Maranello com o "anti Daytona Coupé", a despeito de seu motor de apenas 3.3 litros contra os 7 litros do carro americano. Mas a Ferrari não contava com a intransigência dos comissários técnicos da FIA que se recusaram a reconhecer o carro como um GT, enquadrando-o na categoria Protótipo.

     Isso levou o Comendador Enzo Ferrari a retirar oficialmente as F 250 LM, deixando a disputa para as equipes privadas, praticamente jogando no colo de Carrol Shelby e da Ford o título da Divisão 3 do Campeonato Mundial de Fabricantes de GT. Mesmo assim, as F 250 LM venceram na geral os 500 Km de Spa-Francorchamps (Willy Mairesse), em Mugello (Mario Casoni/Antonio Nicodemi), as cobiçadas 24 Horas de Le Mans (Jochen Rindt/Masten Gregory/Ed Hugus), e a Coppa Cittá di Enna (Mario Casoni).

     Forza Ferrari!

    

sábado, 2 de abril de 2011

Ozzy colide sua F 430 Scuderia no primeiro passeio


     Aproveitando a passagem do cantor Ozzy Osbourne pelo Brasil, a reportagem do Projeto Rodas foi buscar nos arquivos dos principais sites do mundo e encontrou uma notícia curiosa sobre o roqueiro, e sua relação com uma de suas máquinas.

     No final do ano passado, Ozzy foi envolvido em um fato que foge da rotina da maioria das pessoas. De acordo com o site americano TMZ, em uma bela manhã de sol, o ex-integrante da banda Black Sabbath, estava trafegando nas ruas de Los Angeles com sua Ferrari F-430 Scuderia, quando se envolveu em um acidente com um Mercedes, não identificado.

     A colisão não foi grave, causando pequenas avarias nos dois veículos. Os motoristas também saíram ilesos. O curioso foi ver o grande cantor norte-americano (foto), esperando a chegada da polícia, para resolver as questões burocráticas.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Gilles em Oyama (1977): o grande susto


     Trata-se do GP do Japão de 1977, corrida que marcou a última vitória de James Hunt na categoria, assim como a última corrida de Gunnar Nilsson. Mas o GP ficou “macabramente” marcado pelas duas mortes ocorridas pelo acidente entre Gilles Villeneuve (segundo GP na F1 e primeiro pela Scuderia Ferrari) e Ronnie Peterson.

     A corrida do GP japonês, que naquela época era sediada em Mont Fuji, estava apenas em sua 5ª volta quando o novato Gilles Villeneuve foi tentar uma ultrapassagem sobre a Tyrrell de 6 rodas de Peterson no final da grande reta.

     Villeneuve não conteve toda sua ansiedade e atingiu a traseira da Tyrrell, fazendo sua Ferrari decolar e ir de encontro a um pequeno grupo de torcedores. Infelizmente, um fotógrafo e um comissário de pista – que estavam em locais inapropriados – foram atingidos pelo carro de Villeneuve e faleceram na hora.

     Sequência fotográfica:











     Videos:





Gilles em Montreal (1981): simplesmente fantástico

   

     Uma das prova mais famosas de Gilles Villeneuve, talvez, tenha sido o GP do Canadá de 1981, quando, sob uma tempestade, o piloto danificou seu aerofólio dianteiro, que entortou. Villeneuve ignorou o risco de receber uma bandeira preta e pilotou várias voltas com a visão obscurecida pelo aerofólio, que terminou caindo; ele não voltou aos boxes para colocar um novo e chegou em terceiro, sem o auxílio aerodinâmico do equipamento.

      Para um piloto reconhecidamente genial, os números da carreira de Gilles Villeneuve na F1 não parecem impressionantes: foram 68 GPs, duas pole positions, seis vitórias (Canadá 1978, África do Sul 1979, Estados Unidos Oeste 1979, Estados Unidos Leste 1979, Mônaco 1981 e Espanha 1981). Mas era o mais popular e carismático piloto em atividade em 1982, e considerado por todos como franco favorito, com um carro potencialmente vencedor projetado por Harvey Postlethwaite. Contudo, o destino seria cruel com o canadense conhecido até hoje como “O Príncipe”.

     Uma pena, realmente, mas o cara pilotava sempre no limite! 




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