Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari, afirmou neste domingo no circuito de Mugello que em 2012 os pilotos Felipe Massa e Fernando Alonso seguirão sendo os titulares da marca italiana no Mundial de Fórmula 1. "Sinto por vocês (a imprensa), mas no ano que vem não haverá mudanças em nossos pilotos", disse Montezemolo em Mugello.
Chefe da equipe italiana, Stefano Domenicali reafirmou sua confiança no brasileiro. "Confio que Felipe lutará como ele sabe em um ano que será chave para a equipe, e estou convencido que ele será capaz de demonstrar seu verdadeiro valor. Quanto aos rumores a respeito dos pilotos que iam chegar a Maranello para substituí-lo, só posso repetir minhas palavras e as pronunciadas pelo nosso presidente: Felipe também estará conosco em 2012, e isso deixa claro a confiança que temos nele".
Ao falar de Alonso, Domenicali comentou: "Tenho certeza que, nos próximos dias, voltar a Abu Dhabi fará um efeito em Fernando, mas essa emoção negativa será um incentivo a mais para ele mudar as coisas em 2012", ao lembrar a edição do ano passado, na qual o espanhol perdeu o título.
Fernando Alonso acredita que ainda seja possível conquistar o vice-campeonato Mundial de Fórmula 1 nesta temporada. Contudo, o espanhol da Ferrari afirmou que esta não é mais a sua prioridade no ano.
"Se eu terminar em segundo está tudo bem. Se terminar em quarto, também está tudo bem. Não vou me lembrar da temporada de 2011 se eu terminar em segundo ou terceiro. Eu provavelmente irei lembrar da vitória em Silverstone e algumas boas corridas. Se você não brigar até o fim pelo título, qualquer posição que você terminar é irrelevante", afirmou o piloto.
Alonso também reforçou que o foco da Ferrari é no carro de 2012, mas não revelou nada dele.
Nossa prioridade é 2012. Melhorar o carro, o time e até eu preciso ser melhor. Porém, eu não posso dizer onde iremos fazer essas melhoras.
Um poderoso duelo entre Brasil e França marcou a disputa entre pilotos na temporada 1983 de Fórmula 1. Enquanto a italiana Ferrari sobrava no campeonato de construtores.
Alain Prost, da Renault, chegou como líder na última prova do ano. Nelson Piquet, da Brabham, e René Arnoux, da Ferrari, também tinham chances de levar o título.
Com uma pequena vantagem de dois pontos, a situação de Alain Prost ficou complicada quando ele deixou a prova logo na 35ª volta. Como Arnoux também havia tido problemas, ainda na 9ª volta, o caminho ficou livre para o segundo título do brasileiro Nelson Piquet.
Terceiro colocado na corrida, Piquet somou quatro pontos e terminou a temporada dois à frente de Prost.
O GP de San Marino era a quarta prova do campeonato muntial de F1 e, até aqui, os admiradores tinham visto um campeonato equilibrado, com três vencedores diferentes, mas sabiam que Brabham e Renault eram os melhores carros do pelotão, seguidos de perto pela Ferrari. Todos eles eram carros equipados com motores Turbo, logo, com mais potência do que os motores Ford Cosworth aspirados que equipavam os McLaren e os Williams, por exemplo.
Quando máquinas e pilotos chegaram a Imola, os "tiffosi" ainda tinham em mente aquilo que tinha acontecido um ano antes, quando Gilles Villeneuve e Didier Pironi se envolveram numa batalha fratricida, que desencadeou a trágica morte do carismático piloto canadense, na prova seguinte, em Zolder. O seu substituto era Patrick Tambay, o melhor amigo do canadense (e padrinho de batismo de Jacques Villeneuve). Conscientes disso, os "tiffosi" queriam que Tambay ganhasse, em memória do seu amigo.
Nos treinos, a Ferrari dominava, mas o "poleman" foi René Arnoux, tendo a seu lado Nelson Piquet. Tambay era terceiro, seguido por Alain Prost, no seu Renault. Na terceira fila, o segundo Brabham de Ricardo Patrese alinhava ao lado de Eddie Cheever, no segundo Renault. Supreendente era Manfred Winkelhock, que punha o seu ATS-BMW no sétimo posto, lado a lado com Andrea de Cesaris, no Alfa Romeo.
Coincidência ou não, o terceiro lugar de Tambay era o mesmo que Villeneuve ocupava um ano antes. E os "tiffosi" não tinham esquecido disso. Tanto que desenharam uma folha de ácer no lugar, emocionando o simpático francês pelo carinho demonstrado. Era mais uma das inumeras que existiam ao longo do circuito, mas esta tocou no coração do francês...
Na largada, Arnoux permaneceu na frente, enquanto que Piquet ficou parado no grid, vendo os outros carros passar. Empurrado pelos comissários, arrancou, mas pouco tempo depois, acabou abandonando, vítima do motor. Atrás dos dois Ferrari, ia Ricardo Patrese, que vinha fazendo a prova da sua vida. Logo na primeira volta ultrapassou Prost e passou a ocupar o terceiro posto, com Arnoux na cabeça. Na volta seguinte, ultrapassou Tambay e na volta sete, ganha a liderança de Arnoux.
Até à volta 20, as coisas permaneceram assim. Depois, o francês do carro 28 foi para os boxes, inaugurar um procedimento que a equipe do Cavallino Rampante não fazia há 35 anos: o reabastecimento. Quando chegou a vez de Tambay, este o fez seis voltas mais tarde, e ficou atrás de Arnoux, Prost e claro, Patrese. O italiano certo no carro errado impunha um ritmo acelerado, determinado a ganhar. E parecia que esse paradoxo iria acontecer...
Contudo, na volta 34, é a vez de Patrese reabastecer. Ansioso para vencer, acabou cometendo um erro: passa da marca dos boxes, danifica uma das pistolas de ar, fazendo com que se arranjasse um substituto. Resultado: 21 eternos segundos perdidos, e o italiano regressou à pista na segunda posição, com mais de dez segundos de desvantagem. Foi aí que o italiano fez a recuperação da sua vida.
Em quinze voltas, da volta 35 à volta 50, Patrese bate sucessivamente o recorde da pista do circuito e recupera os dez segundos de desvantagem que tinha sobre Tambay. Para piorar as coisas, o motor de Tambay começava a falhar e o Brabham faz a manobra de ultrapassagem na volta 55, mais concretamente na Curva Tosa. O silêncio tomava conta do circuito.
Contudo, essa liderança durou pouco. Na curva seguinte, Acqua Minerale, Patrese sai da pista e bate no muro de pneus que lá estava. O circuito entra em delírio com esta visão, e o seu piloto numero 27 era de novo o líder!
Acidente de Patrese:
E assim foi até ao final, mesmo com a saída de Arnoux da corrida, e perda do segundo lugar para Alain Prost. Quando Tambay cruzou a linha de chegada, a multidão entrou em delírio. Para eles, era a reparação de uma injustiça, um ano depois do acontecido. Invadiram a pista e levaram Tambay pelos braços, sendo necessário a escolta da policia, para que pudesse chegar ao pódio.
No final, num pódio todo francês, ele afirmou emocionado: "Juro que não era eu que estava pilotando aquele carro. Eu sentia como se Gilles estivesse comigo". Se assim foi, então o espírito de Gilles Villeneuve podia finalmente descansar em paz.
A punição a Felipe Massa no GP da Índia foi muito dura, na opinião de Mark Webber. De acordo com o australiano da Red Bull, os comissários de prova só deveriam infrigir punições em um incidente caso a culpa do piloto em questão estivesse bem clara.
Durante o 24º giro em Buddh, Massa e Hamilton se tocaram na curva cinco quando o inglês da McLaren tentou efetuar uma ultrapassagem por dentro da Ferrari do brasileiro. Após o incidente, os comissários atribuíram a culpa ao ferrarista e o puniram com um drive-through, enquanto Hamilton retornou aos boxes com o bico do carro quebrado. Para Webber, porém, Massa não pode ser responsabilizado 100% pelo incidente.
“Você pode discutir o dia inteiro acerca do certo e do errado no último acidente entre Lewis Hamilton e Felipe Massa, mas na minha opinião, [a culpa] o incidente foi meio a meio”, disse Webber, em sua coluna semanal no site da BBC.
“Eles se tocaram em uma curva bem rápida – quinta marcha a cerca de 220 km/h – portanto os freios não aguentam muito. É muito difícil passar ali mas Lewis contornou bem a curva 4 e superou Felipe por dentro. É aquela coisa de sempre. Lewis foi em cima, Felipe ainda estava na curva, então Lewis tentou recuar, mas não conseguiu”, acrescentou.
Diante do episódio, o veterano da Red Bull teme que os comissários agora se preocupem a punir um piloto a cada colisão.
“Com essas punições, a F1 está se contaminando com uma cultura dos carros de rua. A ideia é que alguém precisa ser culpado quando há um incidente. Neste caso, os comissários entenderam que Felipe poderia dar mais espaço a Lewis e portanto lhe deram uma punição de drive-through”, disse Webber.
“Sim, Felipe poderia ter dado mais espaço a Lewis mas, em minha visão, isso não foi nítido. Os pilotos sempre pedem aos comissários que sejam consistentes – e, para ser justo, é isso que eles estão tentando ser. Mas se alguém cometeu um erro terrível, tudo bem, mas às vezes, é melhor dizer que foi uma dessas coisas que na F1 chamamos de ‘incidente de corrida’ e deixar passar”, acrescentou.
Felipe Massa viveu um fim de semana complicado na Índia. Além de mais um capítulo na polêmica entre ele e Lewis Hamilton, o piloto teve outro problema tanto nos treinos como na corrida: a excessiva vibração da asa dianteira de seu carro. Nesta segunda-feira, a Ferrari informou que analisará o caso.
A vibração era bastante visível no fim da reta e chamou a atenção. Durante a corrida, Massa trocou o bico de seu carro durante uma de suas paradas nos boxes para evitar maiores problemas. O brasileiro abandonou a corrida após a suspensão dianteira esquerda de sua Ferrari quebrar ao passar por uma zebra.
“Ficou bem claro que tivemos um comportamento um pouco estranho desta asa específica em determinadas condições. Não foi a todo momento, mas foi evidente, como foi possível ver”, disse Stefano Domenicali, chefe da Ferrari.
O dirigente afirmou que o carro de Fernando Alonso também tinha o mesmo modelo de asa usado por Massa, apesar da suspeitas de que as peças tinham diferenças em suas estruturas.
Domenicali também justificou a troca do bico do carro de Massa por outro modelo. “Estávamos preocupados em ter outros problemas. Por isso, o mais óbvio era trocar esta peça”, completou.
Em mais um péssimo dia de uma temporada desastrosa, o brasileiro Felipe Massa deixou o GP da Índia, neste domingo, com mais pressão em cima de sua performance. O piloto da Ferrari se envolveu em novo acidente com o inglês Lewis Hamilton, foi punido pela manobra e, quando tentava se recuperar, quebrou a suspensão ao passar em cima de uma "zebra" e abandonou o GP.
Acidente de Massa x Hamilton:
Os problemas de Massa começaram na volta 24, na briga pela quinta posição. O brasileiro tentou fazer a curva fechada e encontrou a McLaren do inglês em mais uma tentativa de ultrapassagem. A asa dianteira de Hamilton ficou bastante danificada. Massa, que tinha marcado a melhor volta da prova no giro número 20, continuou na quinta posição, mas teve de cumprir um drive through (passagem pelos boxes).
Depois de passar pelos boxes na volta 31, Felipe Massa retornou apenas na sétima colocação e, três voltas depois, abandonou a corrida após sua Ferrari ter um problema na suspensão esquerda dianteira. Assim como no treino classificatório, a quebra ocorreu após o brasileiro passar por uma zebra.
Histórico
Esta foi a quarta batida entre Hamilton e Massa no ano. Nos GPs de Mônaco e Cingapura, o inglês foi obrigado a passar pelos boxes para pagar um drive through depois de se chocar com Massa e, no último domingo, no GP do Japão, novamente os carros dos dois pilotos colidiram.
O conflito foi até para fora das pistas, quando o brasileiro, após o GP de Cingapura, durante entrevista de Hamilton, deu tapinhas no ombro de inglês e ironizou o desempenho do piloto da McLaren, dizendo que ele fez um "bom trabalho".