No qualifying, os dois Renault compartilharam a linha de frente como de costume, com Rene Arnoux a fente de Alain Prost, enquanto Piquet foi o terceiro e Pironi foi o quarto. O primeiro não turbo era O McLaren de Niki Lauda, em quinto lugar, dividindo a terceira fila com a Ferrari de Tambay.
O "top ten" foi completado por Keke Rosberg (Williams), pelos Alfa Romeo de Bruno Giacomelli e Andrea de Cesaris e pelo Brabham de Patrese. Derek Warwick foi 13 º na Toleman, emboraseu companheiro Teo Fabi, mais uma vez, não conseguisse se classificar. Também não se qualificaram Eddie Cheever da equipe Talbot Ligier JS19, uma vez que, a equipe decidiu concentrar-se no carro novo em vez de usar os JS17s mais velhos. Moreno também ficou de fora. Obviamente, não estava pronto para a F1.
Na largada, Prost assumiu a liderança sendo seguido por Arnoux, Pironi, Tambay, Lauda e Piquet. Pironi ultrapassou rapidamente Arnoux e Piquet conseguiu a ultrapassagem sobre Lauda e Tambay.
No início da quinta volta Pironi assume a liderança e começa a se afastar. Mais atrás Piquet ultrapassa Arnoux e, atrás deles Rosberg consegue a ultrapassagem sobre Lauda e depois Tambay. No entanto, após estes acontecimentos, as coisas começaram a se acalmar e permaneceram sem grandes alterações até a volta 22, quando Arnoux saiu da pista de forma espetacular, passando reto na Tarzan ao perder uma roda. O carro foi direto para as barreiras de proteção. O monocoque quebrou, mas absorveu o impacto e Arnoux saiu ileso.
Nas voltas que se seguiram, Piquet chegou em Prost e obteve a segunda colocação na volta 30. Três voltas depois Prost abandonou com falha do motor. Rosberg foi o terceiro, com Lauda em quarto e Derek Daly (Williams) em quinto. O ponto final foi para a Arrows de Mauro Baldi depois que Tambay e Alboreto tiveram problemas.
E surpreendentemente a Toleman de Derek Warwick fez a volta mais rápida da prova.
As próximas semanas serão decisivas para a Fota (Formula One Teams’ Association), de acordo com a Ferrari. No início de novembro, as equipes vão se reunir em Abu Dhabi para tentar resolver as divergências em relação ao Acordo de Restrição de Gastos (RRA) – diante das controvérsias de Red Bull e Mercedes, acusadas indiretamente de quebrar o termo.
Segundo o chefe de Maranello, Stefano Domenicali, o objetivo da reunião em Abu Dhabi será erradicar toda a desconfiança em relação aos times e traçar um caminho que seja vantajoso para todos. Como um bom exemplo de união no retrospecto da Fota, ele relembra o excelente papel da entidade em ajudar as equipes durante a primeira onda da crise financeira mundial, no fim da década de 2000.
“A Fota desempenhou um papel incrível nos últimos anos. Suas realizações significam que este esporte foi capaz de enfrentar a crise global de uma forma eficiente”, explicou Domenicali.
“O ímpeto que veio sob a presidência de [Luca di] Montezemolo foi levado a cabo com empenho e dedicação por Martin Whitmarsh [chefe da McLaren], que vem fazendo um grande trabalho. Claramente neste momento, porém, precisamos entender como avançar sem provocar suspeitas e polêmicas, elementos sempre presentes em um ambiente tão competitivo como a F1”, acrescentou.
O presidente da Fota, Martin Whitmarsh, afirmou no último final de semana, em Yeongam, que o futuro da organização reside em seus membros – e que só eles podem decidir se a união deve seguir ou não.
Miniatura de escala 1:18 da marca Hot Wheels em metal, com partes plásticas. Possui abertura total das portas, capô dianteiro e tampa do motor (central/traseira). O movimento das rodas dianteiras é comandado pela direção. Essa miniatura faz parte da coleção que faz alusão aos sessenta anos da Ferrari.
Sobre o modelo Ferrari Mondial 8:
Normalmente associada a desportivos de dois lugares, rápidos e aguerridos, a marca fundada em 1947 por Enzo Ferrari, tem na sua história modelos mais familiares, espaçosos e confortáveis, sem perder a essência desportiva e o alto desempenho inerentes ao emblema do cavalo rampante . É o caso da Ferrari Mondial 8.
A primeira versão, Mondial 8, foi lançada no Salão de Genebra de 1980 como sucessora da F 308 GT4. Era um 2+2 com elementos mecânicos similares aos da F 308, mas tendo como base um chassis mais longo e largo, com medida de entre eixos de 2,65 metros. Embora o motor permanecesse central traseiro e transversal, o que limitava as acomodações de passageiros e bagagem, havia espaço para quatro pessoas, uma combinação inédita num Ferrari.
No interior, quase tudo era revestido a couro, o que se tornaria opcional em 1985, e a posição dos bancos ficava mais alta que o habitual na marca. O painel de instrumentos englobava velocímetro e conta-rotações à frente e quatro instrumentos menores à direita. O sistema de áudio alojado no console central, em frente do tradicional seletor da caixa de marchas com chapa-guia cromada. O grande volante de três raios movia um sistema de direção com relação mais alta, menos direta, que nos Ferrari de dois lugares. A Ferrari Mondial 8 era mesmo diferente, com um rolamento mais suave e mais silencioso.
O seu desenho era, como se poderia esperar, proveniente do estúdio Pininfarina. Atraíam o olhar as amplas tomadas de ar laterais traseiras, que tinham como função a refrigeração do motor V8, todo em alumínio, de 2927 cm3 de cilindrada. Desenvolvia 214 cv à 6600 rpm, e 205 cv no mercado americano. Não era muita potência para os seus 1445 kg, mas permitia uma velocidade máxima superior a 220 km/h.
As suspensões adotavam braços sobrepostos em ambos os eixos, equipados com freios a discos ventilados e pneus 240/55 VR 390. Foi o primeiro Ferrari de rua com direção assistida, injeção de combustível (Bosch K-Jetronic), coluna de direção ajustável e retrátil em caso de colisão, transmissão em posição transversal e subchassis traseiro removível, que sustentava o motor, caixa de marchas, diferencial e a suspensão posterior. Como na F 308, o piso era feito tipo "sanduíche" de aço e fibra de vidro, que o protegia da corrosão.
Dois anos depois, surgia a Ferrari Mondial 8 Quattrovalvole, expressão italiana para as quatro válvulas por cilindro, que elevavam a potência para 240 cv às 7000 rpm. Além de alterações internas, um ano depois (1983), chegava a versão Cabriolet, muito apreciado nos EUA. A capota, de recolhimento manual, imitava o formato do teto rígido do coupé e os quatro lugares eram mantidos.
Em 1985 surgia o modelo Ferrari Mondial 3.2. O número indicava o aumento de cilindrada para 3185 cm3, correspondendo à substituição do 308 pelo 328. Com injeção Bosch Motronic e 32 válvulas, o novo V8 entregava 270 cv à 7000 rpm. Modificações de estilo, como a frente e traseira totalmente da cor da carroceria, grade similar às do F 328 e retoques internos, identificavam a novidade. As rodas de 16 polegadas calçavam pneus 205/55 à frente e 225/55 atrás. A carroceria era galvanizada para melhor proteção contra a corrosão.
A última evolução da série foi o modelo Ferrari Mondial T, uma combinação do modelo anterior ao motor que serviria ao coupé F 348, lançado pouco depois. Com 3405 cm3, lubrificação com cárter seco e sofisticado controloe electrônico, fornecia 300 cv à 7200 rpm, permitia uma velocidade máxima da ordem dos 240 km/h e uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em menos de 6 segundos. A curiosidade reside na montagem do novo motor ser longitudinal, mas a transmissão continuar transversal, explicando a sigla "T" no seu nome.
O desenho já antigo recebia alterações para um leve rejuvenescimento, com tomadas de ar laterais menores e mais elementos na cor da carroceria. No interior, a boa notícia era que finalmente o banco traseiro era rebatível. Havia novos recursos eletrônicos, com sistema anti-bloqueio de freios ABS, suspensão ajustável em três modos pelo condutor e embraiagem automática.
Em 2011, Alonso soma 212 pontos. É mais que o dobro dos 98 de Massa. A má fase não é uma impressão. É uma realidade escancarada pelos números.
No fim da próxima temporada, não é segredo para ninguém, vence o contrato de Massa com a Ferrari. Ele terá as três provas que restam neste ano (Índia, Abu Dhabi e Brasil) e as 20 corridas do ano que vem para provar que merece estar no cockpit de um dos carros vermelhos.
Felipe enfrentará principalmente a concorrência de talentos ascendentes como Sérgio Perez e Jules Bianchi (este último ainda não provou muita coisa), integrantes da academia de pilotos da Ferrari que podem entrar na vaga do vice-campeão de 2008. Alonso tem contrato até o fim de 2016, mas a Scuderia sabe que ele não é eterno e que depois disso provavelmente precisará de outro piloto de ponta para levá-la aos títulos e vitórias.
Massa, hoje, não é este cara. Mas o quadro não é tão ruim quanto parece. Embora venha fazendo um campeonato para lá de discreto, Felipe evoluiu nas últimas corridas: largou na frente de Alonso em quatro das últimas cinco provas e andou mais da metade da corrida coreana à frente do bicampeão do mundo.
Fez sua melhor corrida desde a Alemanha em 2010, mostrando evolução. A pergunta é: esta evolução será suficiente para convencer os homens de Maranello a estender o compromisso entre a equipe e o piloto? Hoje ainda não.
Massa não depende só dele para manter seu posto de piloto titular da Ferrari, lugar cobiçado por 10 entre 10 pilotos de monopostos no mundo. Felipe depende também do que a Ferrari tiver por perto para colocar em seu lugar na hora de tomar essa decisão. Exemplo: se Pérez ou outros novatos bons como Adrian Sutil, Jaime Alguersuari, Paul Di Resta e Sébastien Buemi fizerem campeonatos arrasadores no ano que vem, a batata de Massa assará mais rápido.
Se todos tiverem desempenhos discretos, Felipe surgirá como opção segura para mais um ou dois anos. Melhor ainda se Pérez, o mais próximo da Ferrari, for uma tragédia em 2012 – o que acho difícil.
O lado bom para o brasileiro é ter recuperado a velocidade nas classificações, sempre um ponto forte dele. Largar à frente de Alonso dá confiança ao piloto e mostra à equipe que ele não está morto.
O ritmo de corrida, outro ponto em que Massa vinha pecando, melhorou muito nas últimas provas. Na Coreia, Felipe ficou à frente de Alonso dois terços da prova e não perdeu a posição mesmo com mais um trabalho de box atrapalhado da Ferrari (parada em 6 segundos contra uma média inferior a 4 segundos).
No segundo pit stop, azar de Massa, que pegou tráfego, e sorte e mérito de Alonso, que retardou a parada e andou forte com pista limpa. Resultado: mais uma vez, Alonso na frente.
É claro que ter mantido a posição seria muito melhor, mas a Ferrari e as outras equipes com quem Massa pode negociar viram que o ritmo foi muito próximo ao do companheiro de equipe, o que não vinha acontecendo nas últimas corridas.
Se o futuro em 2013 não for na Ferrari (e se a decisão fosse tomada hoje ele dificilmente seria), pode ser na Mercedes (Schumacher deve se aposentar) ou na Red Bull (Webber é outro que está em fim de carreira).
Após grave acidente que paralisou a etapa de encerramento da Fórmula Indy neste domingo, em Las Vegas, o piloto inglês Dan Wheldon, 33 anos, da Bryan Herta Autosport, não resistiu e morreu ainda no hospital. O incidente ocorreu na 13ª volta da pista oval, quando seu carro voou por cima de outro e entrou em chamas, e envolveu 15 carros que competiam.
Acidente fatal de Dan Wheldon:
Atual campeão das 500 milhas de Indianápolis - ele também venceu em 2005 -, Wheldon estava na disputa pelo prêmio de US$ 5 milhões (R$ 8,6 milhões) na corrida de Las Vegas, mas foi surpreendido pelo acidente e não sobreviveu.
Um helicóptero pousou no autódromo e levou Wheldon para ser atendido às pressas no University Medical Center, mas sua morte foi confirmada após cerca de 1 hora. O último acidente fatal na Fórmula Indy havia sido com o americano Paul Dana, no autódromo de Miami, em 2006.
Acidente fatal de Paul Dana:
Dan Wheldon nasceu em Emberton, na Inglaterra, e começou a andar de kart quando tinha apenas quatro anos de idade por influência de seu pai. Ele disputou os rankings juniors durante seus anos de escola e, em 1999, foi para os Estados Unidos, onde disputou outras modalidades de automobilismo.
Chegou à Indy em 2002 com a equipe Panther Racing, quando tinha como colega Sam Hornish Jr, e não demorou para chegar à Andretti Green Racing no ano seguinte, equipe que lhe ajudou a vencer o prêmio de Novato do Ano. Venceu sua primeira corrida em 2004, no Japão, e terminou a temporada como vice-campeão atrás de Tony Kanaan.
Venceu as 500 milhas de Indianápolis em 2005 - o primeiro triunfo de um inglês desde Graham Hill, em 1966 - e sagrou-se campeão da categoria no mesmo ano, com seis vitórias na temporada.
Acabou na equipe Chip Ganassi Racing, em 2006, e faturou as 24 horas de Daytona, mas não ganhou o bicampeonato por pouco: empatou no número de pontos com Hornish, com 475, mas perdeu no critério de desempate - o número de vitórias -, e ficou com o vice.
Em 2008, o atleta venceu sua 15ª corrida na Indy em Iowa, e doou seu prêmio para ajudar as vítimas de tornados e inundações ocorridas na localidade. Contudo, foi substituído por Dario Franchiti na Ganassi e ingressou na Panther Racing, escuderia em que conquistou o segundo lugar nas 500 milhas de Indianápolis de 2009 - conquistou a mesma posição em 2010.
Na atual temporada, já na Bryan Herta Autosport, Wheldon voltou a vencer em Indianápolis em uma prova emocionante, disputada até o fim com J.R. Hildebrand e Charlie Kimball, tornando-se o único piloto da história da prova a triunfar tendo liderado em apenas uma única volta. O piloto ficou extremamente emocionado com a conquista, principalmente porque descobriu na época que sua mãe foi diagnosticada com Alzheimer.
Casado com Susie Behm desde 2008, com quem vivia na Flórida, o piloto deixa dois filhos. Sebastian, 2 anos, e Oliver, que nasceu no último dia 19 de março.