sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Massa vê Ferrari competitiva e demonstra preocupação com calor

Massa elogiou evolução da Ferrari em relação às corridas anteriores e brincou com 'beijo' em muro

     Felipe Massa havia alertado para o calor e a umidade em Cingapura. Nesta sexta-feira, o piloto da Ferrari sofreu com a temperatura elevada nos treinos livres realizados no circuito de Marina Bay. Apesar dos problemas, o brasileiro elogiou o desempenho da Ferrari e acha que o carro tem condições de brigar por uma boa colocação no domingo.

     Dono do quarto melhor tempo do dia, Massa também comentou sobre o desgaste dos pneus. “O calor era a principal preocupação para hoje e estava muito quente no cockpit. Daquilo que pudemos ver, a degradação dos pneus foi razoavelmente alta, mas sabemos que as condições da pista podem mudar. Ela estava muito suja. Também será importante a escolha do nível certo de resfriamento dos freios e do motor. A corrida será longa e dura, tanto para os pilotos como para os carros”, analisou.

     O brasileiro acha que a Ferrari tem condições de ser mais competitiva em Marina Bay. “Estamos em melhor forma do que nas duas últimas corridas. Quem sabe, poderemos brigar com as McLarens, mas devemos esperar e ver o que acontece amanhã”, disse.

     Ainda sobre os pneus, Massa espera que a Ferrari tenha um bom rendimento com os compostos escolhidos para o fim de semana. “A diferença entre o macio e o supermacio pareceu ser muito grande, especialmente para nós, mas isso não quer dizer que será o mesmo amanhã. A pista ficará mais emborrachada e a situação pode mudar”, afirmou.

     O brasileiro ainda falou sobre a dose de sorte que teve durante os treinos livres. “Aqui, é preciso estar atento ao seu estilo de dirigir. Hoje, ‘beijei’ o muro, mas sem consequências, felizmente”, completou.

     O treino que definirá o grid de largada para o GP de Cingapura será realizado neste sábado às 11h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo da TV Globo.

Alonso admite superioridade de Vettel: "ele está pilotando de forma fantástica"

Alonso jogou a toalha com relação às chances de título e prevê dificuldades para a Ferrari na corrida

     Segundo colocado no Mundial de pilotos, Fernando Alonso poderia sonhar com o título. No entanto, a diferença de 112 pontos para Sebastian Vettel fez o piloto da Ferrari ser realista. O espanhol admitiu a superioridade do rival e reconheceu o bom trabalho feito pela Red Bull.

     Alonso também poderia esperar por um bom resultado no GP de Cingapura, neste domingo. Afinal, o espanhol ganhou duas das três corridas realizadas no circuito de Marina Bay. Entretanto, o espanhol acha que a Ferrari terá concorrência acirrada neste fim de semana.

     “Vettel está pilotando de forma fantástica. Acho que ele cometeu poucos erros nesta temporada. No ano passado, tínhamos uma chance maior. Acho que a Red Bull também foi dominante em 2010, mas eles tiveram problemas em algumas corridas. Eles melhoraram; o carro é tão rápido como no ano passado. Acho que ele é o único piloto que terminou todas as corridas e está guiando muito bem”, elogiou, durante entrevista coletiva nesta quinta-feira em Cingapura.

     Alonso reconheceu a superioridade de Vettel. “Quando se tem um carro dominante, é fácil obter uma pole position ou ganhar uma corrida, mas houve ocasiões nesta temporada nas quais as condições eram muito traiçoeiras, como no Canadá e na Inglaterra. Vettel conseguiu uma volta perfeita nos treinos de classificação e uma corrida perfeita do início ao fim. Em geral, ele tem sido o melhor piloto, com a melhor equipe e o melhor conjunto. Por isso, merece estar onde está”, analisou.

     O espanhol, que já jogou a toalha quanto à possibilidade de ser campeão neste ano, disse que a Ferrari será competitiva em Marina Bay. “Cingapura é uma das nossas melhores oportunidades nas corridas restantes porque as características são similares às de Mônaco, onde fomos bem [Alonso foi o segundo colocado]. Temos os pneus macios e supermacios, uma combinação da qual gostamos mais. Deve ser um bom fim de semana para nós, mas vencer nunca é fácil quando brigamos com a Red Bull e a McLaren”, completou.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Jody Scheckter em Mônaco (1979): septuagésima sétima vitória da Ferrari

 

     Depois de Zolder, a Formula 1 chegava às ruas de Monte Carlo para disputar o GP do Mônaco, naquela que provavelmente era a corrida mais sinuosa do ano, mas que apresentava uma conjunção imprevisível: o glamour encontrava a mecânica, a febre da velocidade se cruzava com malas Louis Vuitton e Chanel Nº5… e ainda por cima, nesse ano comemorava-se o seu cinquentenário!

     Em Mônaco, havia uma pequena alteração: Arturo Merzário comprou o chassis da Kahusen, que tinha encerrado as suas atividades após o GP da Bélgica, e decidiu que o carro seria guiado por Gianfranco Brancatelli, já que o próprio Merzario não se encontrava em condições para guiar, devido a uma lesão sofrida entre os dois Grandes Prêmios. Mas numa prova onde apenas vinte carros poderiam concorrer, certamente o de Brancatelli não estaria alinhado. O mesmo nem passou da pré-qualificação…


     A qualificação só permitia 20 vagas para os 25 que estavam inscritos (daí a pré-qualificação). Algumas equipes decidiram não aparecer, casos do Alfa Romeo de Bruno Giacomelli e do Lótus privado de Hector Rebaque. Mas no final da segunda sessão de qualificação, no sábado à tarde, os Ferrari dominavam a primeira fila, com Jody Scheckter melhor do que Gilles Villeneuve. Na segunda fila estava o Ligier de Patrick Depailler e o Brabham-Alfa Romeo de Niki Lauda, enquanto que na terceira fila estava o segundo Ligier de Jacques Laffite e o Tyrrell de Jean Pierre Jarier. O sétimo era o seu companheiro, Didier Pironi, que tinha a seu lado o Arrows de Jochen Mass e para fechar o “top ten” Tínhamos o Williams de Alan Jones e o Wolf de James Hunt.


     Mais quatro pilotos ficaram de fora da qualificação: o McLaren de Patrick Tambay, que falhava pela segunda vez consecutiva, os Shadows de Elio de Angelis e Jan Lammers (foi a única vez na carreira que o piloto italiano falharia um Grande Prêmio) e o Ensign de Derek Daly.


     Vinte e sete de Maio de 1979 era o dia marcado para a corrida monegasca, que comemorava as suas bodas de ouro, com a presença habitual de Ranier e Grace no palanque, para assistir à maior realização desportiva do ano. Na largada, Scheckter assume a liderança, com Niki Lauda superando Gilles Villeneuve e Patrick Depailler na Ste. Devote. O piloto da Brabham andou na segunda posição durante três voltas, até que Villeneuve recuperou a posição. Depois, Lauda andou nas voltas seguintes, sofrendo a pressão de Depailler pela terceira posição.

     Mais atrás, o outro Ligier de Jacques Laffite sofria a pressão do Tyrrell de Didier Pironi pela quarta posição. Na volta 16, Pironi tentou passar Laffite, mas bateu na traseira do francês, forçando-o a ir para os boxes. Três voltas mais tarde, Pironi tentou a mesma gracinha no gancho do Hotel Loews, no carro de Depailler, mas os franceses permaneceram no GP. Os pilotos começavam a não gostar deste pequeno francês… e mais irados ficaram quando na volta 22 “assaltou” o terceiro lugar de Niki Lauda. Mas desta vez, a sorte de Pironi acabou, e ambos colidiram e abandonaram a corrida. Com isso, o terceiro lugar ficou para Alan Jones, que ficou tranquilamente nessa posição até à volta 47, altura em que desistiu, com a coluna de direção danificada.

     O veterano Clay Regazzoni, no outro Williams, herdou a terceira posição. Tinha acabado de superar Jochen Mass, que batalhava com problemas na caixa de marchas. Na volta 54 Villeneuve tem problemas de transmissão e desiste, enquanto que Regazzoni aproximava-se rapidamente de Scheckter. O veterano piloto suíço pressionou o sulafricano, esperando que Scheckter cometesse um erro, e à medida que chegavam as voltas finais, a emoção aumentava.


     Na última volta, Regazzoni estava a menos de um segundo do líder, e pressionava-o, mas o piloto da Ferrari manteve-se impassível e conseguiu a sua segunda vitória do ano, e a segunda da carreira nas ruas de Monte Carlo, dois anos depois de a ter conquistado pela Wolf. No terceiro lugar, a luta entre o Lótus de Carlos Reutemann e o Tyrrell de Patrick Depailler acabava na explosão do motor do Ligier na penúltima volta, mas o francês ainda conseguiu a quinta posição final. John Watson foi o quarto e Jochen Mass ficou com o último lugar pontuável.

     Melhores momentos do GP:


Massa celebra 10 anos de seu primeiro teste na F1


     No último domingo, Felipe Massa completou dez anos de seu primeiro teste com um carro de F1. Em 18 de setembro daquele ano, o brasileiro andou com a Sauber no circuito italiano de Mugello. Foi o primeiro de um total de cinco testes naquele fim de temporada, que lhe renderam a posição de titular da equipe para 2002.

     Durante todo esse tempo na categoria, Massa passou por situações completamente adversas: as críticas pela inconstância em seus primeiros anos; a afirmação como bom piloto após derrotar o campeão mundial Jacques Villeneuve, em 2005; o desafio de provar que poderia ser piloto da Ferrari, em 2006; o título perdido por apenas um ponto, na última curva da temporada de 2008; as novas críticas por não conseguir demonstrar o mesmo desempenho que o atual companheiro na equipe italiana, Fernando Alonso.

     Uma década depois, Felipe avalia o que mudou em seu perfil e em sua pilotagem: "O Felipe de agora, comparado com aquele [de dez anos atrás]? Eu estou muito mais experiente, o que é importante", relatou o piloto ao site oficial da Ferrari.

      "O Felipe de antes queria ser o mais rápido em todas as voltas, ao passo que a experiência te ensina a saber quando forçar e quando é melhor conservar o carro e poupar os pneus", descreveu.

      O paulista de 30 anos afirmou que não sabe se tem pique para continuar na F1 por mais dez anos, mas descartou qualquer possibilidade de deixar a categoria em um futuro próximo. "Eu não sei se consigo ficar por mais dez anos, mas espero continuar por muito tempo mais", contou.

      Massa também falou sobre as expectativas para o GP de Cingapura, próxima etapa do calendário, que será disputado neste domingo. Para ele, a utilização dos compostas macios e super macios da Pirelli será benéfica para a Ferrari, mas os pneus por si só não resolverão todos os problemas da equipe.

     "Se pudéssemos fazer nossas próprias escolhas sobre os pneus, essa combinação é o que iríamos querer", relatou Massa. "Mas apenas os pneus não fazem toda a diferença", ressaltou.

     Para a prova em Marina Bay, a Ferrari levará suas últimas atualizações aerodinâmicas do ano, especialmente na asa traseira.

Alonso quer conquistar sua 3ª vitória em Cingapura


     Fernando Alonso declarou que sua meta para o GP de Cingapura é conquistar a terceira vitória da carreira em Marina Bay. Para isso, o espanhol da Ferrari tem como trunfo o ótimo retrospecto no circuito de rua da cidade-estado.

      Em três edições, do GP, Alonso venceu duas (2008 e 2010) e conquistou um terceiro lugar em 2009, seu único pódio naquela temporada.

     O bom histórico de Alonso na pista de 5.073 metros (manchado pelo escândalo que envolveu seu primeiro triunfo, em 2008) faz com que o bicampeão esteja confiante em, pelo menos, mais um pódio para a corrida de 2011.

     "Eu sempre consegui alcançar o pódio nas três edições anteriores [do GP] e meu objetivo é chegar a quatro [pódios] em quatro [corridas]", afirmou Fernando ao site oficial da Ferrari.

     O vice-líder do campeonato acredita em uma boa performance da Ferrari em Marina Bay, já que o carro escarlate mostrou ser um dos mais fortes do GP de Mônaco, outra pista de rua e com características semelhantes.

     "Em Mônaco, nós ficamos com certeza muito próximos da vitória. Sem a bandeira vermelha nas últimas voltas, acho que teria uma chance excelente de ultrapassar Sebastian [Vettel, que liderava a prova[, mas também é verdade que você nunca pode garantir que as coisas acontecerão da mesma forma", ponderou.

     Dessa forma, Alonso frisou as dificuldades que deve encontrar na corrida para atingir o objetivo. "Uma terceira vitória para somar com as de 2008 e do ano passado seria, claro, fantástica. Mas eu sei que será duro [superar os rivais]", destacou.

     Ainda assim, o piloto da Ferrari disse que não desanimará de seus objetivos. "O que é certo é que nós vamos dar nosso máximo. Acho que temos a chance de ir bem, na medida em que estamos munidos de nosso melhor, em todos os aspectos: pneus [macios e super macios], acerto [do carro], motor e trabalho de equipe. Tudo tem que estar 100% [para a corrida]", sentenciou.

     "Esperamos repetir o fim de semana de 2010 e, assim, presentear o cavalo rampante e todos os nossos fãs com outra vitória. Esse é nosso desafio, que também valerá para as demais corridas restantes", concluiu.

Massa se mostra preocupado com calor e umidade para o GP de Cingapura

Massa apontou semelhanças entre pista de Marina Bay e Mônaco e aposta em bom desempenho

     Felipe Massa demonstrou otimismo quanto ao desempenho da Ferrari no GP de Cingapura, neste domingo. O piloto comparou o circuito de Marina Bay ao de Mônaco, mas espera mais dificuldades na corrida deste fim de semana por conta das condições climáticas.

     O brasileiro não completou o GP de Mônaco após se envolver em uma batida com Lewis Hamilton. No entanto, Fernando Alonso, seu companheiro de equipe, terminou a prova em segundo lugar, pouco mais de um segundo atrás do vencedor Sebastian Vettel.

     “Andamos bem em Mônaco, por isso não há motivos para achar que será diferente em Cingapura. O calor torna particularmente difícil este fim de semana, um dos mais duros do campeonato. A temperatura e a umidade são elevadas, mesmo com a corrida começando às 20h [horário de Cingapura]. É uma das pistas mais longas e cansativas; no ano passado, quase chegamos ao limite das duas horas [de corrida]”, analisou Massa, em seu blog no site oficial da Ferrari.

     O brasileiro revelou ter feito uma preparação rigorosa para suportar uma corrida longa no domingo. “Fiz um treinamento particularmente intenso para me preparar da melhor maneira possível para este fim de semana”, contou.

     Apesar dos problemas citados, o piloto acha que a Ferrari pode brigar por um bom resultado por conta dos pneus. “A Pirelli colocará à disposição os compostos macios e supermacios, que se adaptaram muito melhor ao nosso carro quando comparamos com outras combinações. O GP de Cingapura tem pontos em comum com o de Mônaco e nosso conjunto deve ser bastante competitivo”, afirmou.

Na luta por vice, Ferrari mantém esforços em provas restantes


     Por mais que esteja longe da disputa pelo título, a Ferrari manterá seus esforços nas seis provas restantes do Mundial.

     Após 13 etapas realizadas em 2011, a equipe italiana está 197 pontos atrás da líder da tabela de construtores, a Red Bull, que está próxima de conquistar seu segundo título consecutivo.

     Contudo, Stefano Domenicali, chefe do time italiano, destacou que a Ferrari está na briga pelo segundo lugar na tabela. No momento, a McLaren ocupa a posição, com 71 pontos a mais.

      “O cavalo rampante está 71 pontos atrás da segunda colocada no Mundial de Construtores, a McLaren. Alcançar a equipe inglesa é matematicamente possível. Além disso, as corridas restantes também fornecem uma base de testes muito útil para alguns elementos que podem ser usados no carro de 2012”, relatou o dirigente no site oficial da equipe.

     Apesar de o foco da equipe técnica já estar voltado ao modelo do ano que vem, Domenicali afirmou que o F 150º Italia continuará sendo desenvolvido para a corrida de Cingapura.

     “Enquanto o carro do ano que vem é o principal foco das atenções dos designers no momento, o carro deste ano terá algumas melhorias aerodinâmicas, especialmente na asa traseira. Essas modificações estavam planejadas antes de o departamento de aerodinâmica mudar a atenção inteiramente para o carro do ano que vem.”

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