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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Jody Scheckter em Mônaco (1979): septuagésima sétima vitória da Ferrari

 

     Depois de Zolder, a Formula 1 chegava às ruas de Monte Carlo para disputar o GP do Mônaco, naquela que provavelmente era a corrida mais sinuosa do ano, mas que apresentava uma conjunção imprevisível: o glamour encontrava a mecânica, a febre da velocidade se cruzava com malas Louis Vuitton e Chanel Nº5… e ainda por cima, nesse ano comemorava-se o seu cinquentenário!

     Em Mônaco, havia uma pequena alteração: Arturo Merzário comprou o chassis da Kahusen, que tinha encerrado as suas atividades após o GP da Bélgica, e decidiu que o carro seria guiado por Gianfranco Brancatelli, já que o próprio Merzario não se encontrava em condições para guiar, devido a uma lesão sofrida entre os dois Grandes Prêmios. Mas numa prova onde apenas vinte carros poderiam concorrer, certamente o de Brancatelli não estaria alinhado. O mesmo nem passou da pré-qualificação…


     A qualificação só permitia 20 vagas para os 25 que estavam inscritos (daí a pré-qualificação). Algumas equipes decidiram não aparecer, casos do Alfa Romeo de Bruno Giacomelli e do Lótus privado de Hector Rebaque. Mas no final da segunda sessão de qualificação, no sábado à tarde, os Ferrari dominavam a primeira fila, com Jody Scheckter melhor do que Gilles Villeneuve. Na segunda fila estava o Ligier de Patrick Depailler e o Brabham-Alfa Romeo de Niki Lauda, enquanto que na terceira fila estava o segundo Ligier de Jacques Laffite e o Tyrrell de Jean Pierre Jarier. O sétimo era o seu companheiro, Didier Pironi, que tinha a seu lado o Arrows de Jochen Mass e para fechar o “top ten” Tínhamos o Williams de Alan Jones e o Wolf de James Hunt.


     Mais quatro pilotos ficaram de fora da qualificação: o McLaren de Patrick Tambay, que falhava pela segunda vez consecutiva, os Shadows de Elio de Angelis e Jan Lammers (foi a única vez na carreira que o piloto italiano falharia um Grande Prêmio) e o Ensign de Derek Daly.


     Vinte e sete de Maio de 1979 era o dia marcado para a corrida monegasca, que comemorava as suas bodas de ouro, com a presença habitual de Ranier e Grace no palanque, para assistir à maior realização desportiva do ano. Na largada, Scheckter assume a liderança, com Niki Lauda superando Gilles Villeneuve e Patrick Depailler na Ste. Devote. O piloto da Brabham andou na segunda posição durante três voltas, até que Villeneuve recuperou a posição. Depois, Lauda andou nas voltas seguintes, sofrendo a pressão de Depailler pela terceira posição.

     Mais atrás, o outro Ligier de Jacques Laffite sofria a pressão do Tyrrell de Didier Pironi pela quarta posição. Na volta 16, Pironi tentou passar Laffite, mas bateu na traseira do francês, forçando-o a ir para os boxes. Três voltas mais tarde, Pironi tentou a mesma gracinha no gancho do Hotel Loews, no carro de Depailler, mas os franceses permaneceram no GP. Os pilotos começavam a não gostar deste pequeno francês… e mais irados ficaram quando na volta 22 “assaltou” o terceiro lugar de Niki Lauda. Mas desta vez, a sorte de Pironi acabou, e ambos colidiram e abandonaram a corrida. Com isso, o terceiro lugar ficou para Alan Jones, que ficou tranquilamente nessa posição até à volta 47, altura em que desistiu, com a coluna de direção danificada.

     O veterano Clay Regazzoni, no outro Williams, herdou a terceira posição. Tinha acabado de superar Jochen Mass, que batalhava com problemas na caixa de marchas. Na volta 54 Villeneuve tem problemas de transmissão e desiste, enquanto que Regazzoni aproximava-se rapidamente de Scheckter. O veterano piloto suíço pressionou o sulafricano, esperando que Scheckter cometesse um erro, e à medida que chegavam as voltas finais, a emoção aumentava.


     Na última volta, Regazzoni estava a menos de um segundo do líder, e pressionava-o, mas o piloto da Ferrari manteve-se impassível e conseguiu a sua segunda vitória do ano, e a segunda da carreira nas ruas de Monte Carlo, dois anos depois de a ter conquistado pela Wolf. No terceiro lugar, a luta entre o Lótus de Carlos Reutemann e o Tyrrell de Patrick Depailler acabava na explosão do motor do Ligier na penúltima volta, mas o francês ainda conseguiu a quinta posição final. John Watson foi o quarto e Jochen Mass ficou com o último lugar pontuável.

     Melhores momentos do GP:


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Niki Lauda em Zandvoort (1974): quinquagésima primeira vitória da Ferrari


     Depois de terem corrido em Anderstorp, na Suécia, o circo da Formula 1 chegou no circuito holandês de Zandvoort, na Holanda. O pelotão da Formula 1 já começava a ficar grande. Tão grande que a Trojan foi recusada pelos organizadores pela terceira vez. A equipe contestou esta recusa nas entidades desportivas britânicas, e no final, a sua inscrição foi aceita.

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     Em Zandvoort estavam inscritos 27 carros para o fim de semana. E havia mudanças: Brian Redman saiu da Shadow, e no seu lugar foi contratado um jovem piloto vindo da Token: Tom Pryce. A Williams inscreveu dois carros, um para o regressado Arturo Merzário, e outro para o piloto local Gijs Van Lennep. Outro regresso é o de Hans Joachim Stuck na March, recuperado do polegar quebrado. E na Surtees, a saída de José Carlos Pace já tinha sido consumada, e ele estava ausente na Holanda.

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     Na qualificação, os melhores carros foram os Ferrari 312B3, que monopolizaram a primeira fila. Niki Lauda foi o melhor e, Clay Regazzoni ficou em segundo, enquanto que na segunda fila ficavam os McLaren de Emerson Fittipaldi e Mike Hailwood (terceiro carro da marca). Na terceira fila estavam o Tyrrell de Jody Scheckter e o Hesketh de James Hunt e na quarta fila, tinhamos o Shadow de Jean Pierre Jarier e o segundo Tyrrell de Patrick Depailler. Fechando o “top ten” estavam o segundo McLaren de Dennis Hulme e o Lotus de Ronnie Peterson.

    Na Holanda, os organizadores só deixariam correr 25 carros, logo, isso significava, que dois deles teriam de ficar fora. O Token de Tim Schenken e o Iso Marlboro de Gijs Van Lennep, para desilusão dos fãs locais.

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      Na largada, Lauda sai na frente, com Hailwood na segunda posição, seguido por Regazzoni e Depailler. Hunt largava mal e na confusão, bate em Pryce e ambos ficam de fora da corrida. O austríaco continua na frente, sem ser incomodado, enquanto que mais atrás, Regazzoni passa Hailwood no final da segunda volta, e fica com esta posição, praticamente, até o final da prova. O inglês da McLaren iria perder mais duas posições, para Depailler e Fittipaldi. Na metade da corrida, o brasileiro ainda conseguiu passar o francês da Tyrrell. Mais tarde, Depailler teve problemas de direção e perdeu o quarto lugar para Hailwood. Pouco depois, viu-se incapaz de segurar o seu companheiro Jody Scheckter, e assim ficou no último lugar pontuável.

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     No final da corrida, a Ferrari comemorava a segunda dobradinha do ano, com fittipaldi no lugar mais baixo do pódio. Isto implicava que, em termos de campeonato, a luta estava em aberto, pois se o brasileiro liderava, Lauda, com esta vitória, estava somente a um ponto dele, enquanto que Regazzoni tinha apenas dois pontos a penos que os líderes. Na metade da temporada, isto significava que o campeonato não estava decidido, pelo contrário, e que dali a duas semanas, no circuito francês de Dijon, as coisas poderiam se esclarecer um pouco…

     Melhores momentos dos GPs de Mônaco e Zandvoort 1974:


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