Mostrando postagens com marcador Token. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Token. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Clay Regazzoni em Nurburgring (1974): quinquagésima segunda vitória da Ferrari


    Depois de Brands Hatch, a F1 chegava ao circuito alemão de Nurburgring, que com os seus 22 quilômetros, era intimidante para qualquer piloto que corresse por lá. E onde qualquer erro tinha potencial para ser fatal.

     Naquele ano, o pelotão da Formula 1 aumentava cada vez mais. Na prova alemã, estavam inscritos 31 carros, e alguns desses pilotos representavam regressos e ingressos. Os organizadores apenas permitiram a formação de um grid com 26 bólidos, logo, haveriam cinco pilotos que iriam ver a corrida da arquibancada.

[Alemanha+74+5.jpg]

     Na Iso-Marlboro, Frank Williams trouxe para o seu segundo carro um jovem francês de 31 anos que tinha demonstrado potencial de rapidez, ao ser o vencedor no ano anterior da corrida de Formula 3 em Mônaco. Além disso, tinha capacidade acima da média para sobreviver neste pelotão. O seu nome? Jacques Laffite. A Amon estava de volta aos circuitos, mas não com Cris Amon ao volante. O piloto neozelandês estava lesionado e foi buscar um promissor piloto australiano chamado Larry Perkins para guiar o carro. Contudo, o australiano não tinha experiência neste tipo de máquina, o que aliado ao problemático carro, fez com que não conseguisse qualificar-se nesta sua primeira experiência.

     Na Hill, Guy Edwards estava de volta, recuperado da mazela que o impediu de alinhar em Brands Hatch, enquanto que a novata Maki alinhava com Howden Ganley. Mas ele sofreu um acidente na zona de Hatzenbach e ficou ferido nos tornozelos. Este acidente encerrou a sua carreira na Formula 1 e demonstrou a periculosidade de pilotar em Nurburgring...

     A Token trazia um piloto novato chamado Ian Ashley, um bom piloto inglês vindo da Formula 5000, mas dado a alguns excessos, que o fizeram batizá-lo de "Crashley" pela imprensa especializada. Contudo, conseguiu qualificar o carro da Token na grid de partida.

[Alemanha+74.jpg]

     No final da qualificação, os Ferrari dominaram a primeira fila do grid de largada, com Niki Lauda em primeiro e Clay Regazzoni em segundo. Ambos bateram Emerson Fittipaldi, que foi o terceiro no seu McLaren, e Jody Scheckter, que partia na quarta posição com o seu Tyrrell. Na terceira fila estava o segundo Tyrrell de Patrick Depailler e o Brabham de Carlos Reutmann, enquanto que o veterano Denny Hulme e o sueco Ronnie Peterson eram sétimo e oitavo classificado, respectivamente. Fechando o "top ten" estavam o segundo Lotus de Jacky Ickx, que sempre se deu bem no "Inferno Verde", e o Surtees de Jochen Mass.

      Não qualificados ficam cinco pilotos: além de Ganley e Perkins, o BRM de Francois Migault, o Trojan de Tim Schenken e o Lola de Guy Edwards foram os contemplados.

[Alemanha+74+6.jpg]

     Na largada, os Ferrari foram embora, enquanto que Fittipaldi larga mal e leva com o carro do seu companheiro, que quando tentou ultrapassá-lo, foi atrapalhado pelo Lotus de Ickx. Hulme abandona na hora, mas o brasileiro continua. Contudo, os danos na suspensão provocam um furo, que o arrastou até às boxes. Ele voltou à corrida, mas desiste na terceira volta, devido aos danos.

     Na frente, os Ferrari tinham a oposição do Tyrrell de Scheckter, que pessionou Lauda até que este saiu da pista, na metade da primeira volta. O terceiro era Reutmann, que era seguido por Mass, o McLaren de Mike Hailwood e os dois Lotus. Pouco depois, na décima volta, o motor de Mass explode, e Peterson (que já tinha passado Hailwood) herdava a quarta posição. O McLaren tentou apanhá-lo, mas na volta 13, um salto mal calculado na Pflantzgarten faz perder o controle do carro e Hailwood bate de frente com a valeta. Hailwood sofre ferimentos nas pernas, e não volta mais a correr na Formula 1.

[Alemanha+74+4.jpg]

     Assim, Ickx fica com o quinto posto e, o último lugar pontuável será do Shadow de Tom Pryce. Na frente, os Ferrari continuam, impávidos e serenos, até a chegada, onde Clay Regazzoni leva a melhor sobre Jody Scheckter e consolida a sua liderança.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Niki Lauda em Zandvoort (1974): quinquagésima primeira vitória da Ferrari


     Depois de terem corrido em Anderstorp, na Suécia, o circo da Formula 1 chegou no circuito holandês de Zandvoort, na Holanda. O pelotão da Formula 1 já começava a ficar grande. Tão grande que a Trojan foi recusada pelos organizadores pela terceira vez. A equipe contestou esta recusa nas entidades desportivas britânicas, e no final, a sua inscrição foi aceita.

     [Holanda+74+6.jpg]

     Em Zandvoort estavam inscritos 27 carros para o fim de semana. E havia mudanças: Brian Redman saiu da Shadow, e no seu lugar foi contratado um jovem piloto vindo da Token: Tom Pryce. A Williams inscreveu dois carros, um para o regressado Arturo Merzário, e outro para o piloto local Gijs Van Lennep. Outro regresso é o de Hans Joachim Stuck na March, recuperado do polegar quebrado. E na Surtees, a saída de José Carlos Pace já tinha sido consumada, e ele estava ausente na Holanda.

[Holanda+74+3.jpg]

     Na qualificação, os melhores carros foram os Ferrari 312B3, que monopolizaram a primeira fila. Niki Lauda foi o melhor e, Clay Regazzoni ficou em segundo, enquanto que na segunda fila ficavam os McLaren de Emerson Fittipaldi e Mike Hailwood (terceiro carro da marca). Na terceira fila estavam o Tyrrell de Jody Scheckter e o Hesketh de James Hunt e na quarta fila, tinhamos o Shadow de Jean Pierre Jarier e o segundo Tyrrell de Patrick Depailler. Fechando o “top ten” estavam o segundo McLaren de Dennis Hulme e o Lotus de Ronnie Peterson.

    Na Holanda, os organizadores só deixariam correr 25 carros, logo, isso significava, que dois deles teriam de ficar fora. O Token de Tim Schenken e o Iso Marlboro de Gijs Van Lennep, para desilusão dos fãs locais.

[Holanda+74+4.jpg]

      Na largada, Lauda sai na frente, com Hailwood na segunda posição, seguido por Regazzoni e Depailler. Hunt largava mal e na confusão, bate em Pryce e ambos ficam de fora da corrida. O austríaco continua na frente, sem ser incomodado, enquanto que mais atrás, Regazzoni passa Hailwood no final da segunda volta, e fica com esta posição, praticamente, até o final da prova. O inglês da McLaren iria perder mais duas posições, para Depailler e Fittipaldi. Na metade da corrida, o brasileiro ainda conseguiu passar o francês da Tyrrell. Mais tarde, Depailler teve problemas de direção e perdeu o quarto lugar para Hailwood. Pouco depois, viu-se incapaz de segurar o seu companheiro Jody Scheckter, e assim ficou no último lugar pontuável.

[Holanda+74+7.jpg]

     No final da corrida, a Ferrari comemorava a segunda dobradinha do ano, com fittipaldi no lugar mais baixo do pódio. Isto implicava que, em termos de campeonato, a luta estava em aberto, pois se o brasileiro liderava, Lauda, com esta vitória, estava somente a um ponto dele, enquanto que Regazzoni tinha apenas dois pontos a penos que os líderes. Na metade da temporada, isto significava que o campeonato não estava decidido, pelo contrário, e que dali a duas semanas, no circuito francês de Dijon, as coisas poderiam se esclarecer um pouco…

     Melhores momentos dos GPs de Mônaco e Zandvoort 1974:


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...