Felipe Massa teve motivos para comemorar neste sábado. O brasileiro venceu a disputa interna na Ferrari com Fernando Alonso e largará na frente do companheiro de equipe no GP da Coreia do Sul. Ele pretende “se inspirar” na corrida do ano passado para obter um bom desempenho na prova deste domingo.
No treino, Massa obteve o quinto melhor tempo e sairá logo à frente de Alonso. No ano passado, em uma prova disputada sob chuva intensa, o brasileiro terminou o GP da Coreia do Sul em terceiro lugar. Foi a última vez na qual ele subiu ao pódio.
“Estou confiante. Se nada de estranho acontecer comigo, como nas últimas corridas, acho que posso fazer um bom trabalho. Aqui, há um ano, fui ao pódio pela última vez. Talvez hoje à noite assistirei àquela corrida de novo, apesar de as condições meteorológicas terem sido bem diferentes das que esperamos amanhã”, afirmou.
Massa comentou sobre seu desempenho no treino de classificação. “Fiquei feliz. Consegui uma boa volta na minha última tentativa, após a primeira no Q3, quando usei o mesmo jogo de pneus supermacios que havia utilizado no Q2. Minha impressão é a de que agora estamos melhorando nosso desempenho nos sábados, mas ainda há quatro carros à frente”, explicou.
O piloto ainda revelou uma de suas preocupações para a corrida deste domingo no circuito de Yeongam. “Há muita discussão em torno do desgaste dos pneus nesta pista. No entanto, pelo menos no que observamos hoje, a degradação foi menor do que esperávamos”, completou.
Neste domingo, o GP da Coreia do Sul terá sua largada às 4h (horário de Brasília).
Ferrari e McLaren voltaram a conseguir bons resultados natemporada 1982 de Fórmula 1. A escuderia de Maranello faturou o título de construtores enquanto a equipe inglesa obteve o vice-campeonato.
Mas o campeonato de pilotos ficou com o finlandês Keke Rosberg, da Williams. Vencedor de uma única prova, ele levou o título pela consistência de seus resultados.
Enquanto Nelson Piquet e Carlos Reutemann amargavam uma péssima temporada na qual o brasileiro ficou apenas no 11º lugar e o argentino em 15º.
No entanto, o ano foi palco de muitas tragédias dentro das pistas. O piloto canadense Gilles Villeneuve morreu durante o terino de classificação para o GP da Bélgica. Já o italiano Riccardo Paletti perdeu a vida após colidir com o carro do francês Didier Pironi no GP do Canadá.
Acidente fatal de Gilles Villeneuve:
Acidente fatal de Ricardo Paletti:
Apesar de ter sobrevivido, Pironi – que era companheiro de Villeneuve – sofreu outro acidente no GP da Alemanha onde ficou gravemente ferido e abandonou a Fórmula 1.
Acidente de Didier Pironi:
O GP de San Marino representou a prova em que correram apenas 14 carros, resultado de um boicote feito pelas equipes que integravam a FOCA, (Formula One Constructors Association). Mas também foi a corrida que deu início a uma grande disputa interna na equipe Ferrari, a qual culminaria com a morte de um grande piloto de Formula 1: Gilles Villeneuve.
Os acontecimentos de Imola tinham se iniciado quase um mês antes, no Grande Prêmio do Brasil. No final da prova, Nelson Piquet tinha ganho, enquanto que o finlandês Keke Rosberg conseguia, com a sua Williams, o segundo lugar. Contudo, os comissários de pista descobriram que ambos os carros tinham lastros de água, no sentido de se tornarem mais leves à medida que a prova avançava. Resultado: ambos os carros foram desclassificados e Alain Prost, então terceiro classificado, foi declarado vencedor.
As equipes da FOCA não se calaram com a decisão, pois achavam que era a maneira deles apoiarem as equipas FISA, com motores Turbo (Ferrari, Renault, Alfa Romeo). Sendo assim, depois da corrida de Long Beach, ocorrida no dia 4 de Abril, e que resultou na vitória do regressado Niki Lauda, as equieas FOCA decidiram boicotar a prova seguinte, o GP de San Marino.
Nessa prova, participaram as seguintres equipes: Ferrari, Renault, Alfa Romeo, Osella, ATS, Tyrrell (por causa dos patrocinadores italianos que apoiavam o piloto “da casa” Michele Alboreto) e a Toleman.
Nos treinos, o Renault de René Arnoux levou a melhor sobre o seu companheiro Alain Prost, seguidos pelos Ferrari de Gilles Villeneuve e de Didier Pironi. Logo a seguir no grid, vinha o Tyrrell de Michele Alboreto e o Alfa Romeo de Bruno Giacomelli.
A corrida não teve grandes disputas após a largada. Os Renault partiram na frente, com os Ferrari logo atrás. Mas na sexta volta, Alain Prost abandonou com uma quebra de motor, deixando Arnoux sozinho contra a “Scuderia Ferrari”. Quando Arnoux teve problemas no seu Turbo na volta 44, os Ferrari ficaram sozinhos na frente, causando o delírio entre os “tiffosi”. Dessa forma, o chefe da equipe Ferrari, Mauro Forgheri, decidiu que a hierarquia deveria ser respeitada, ou seja: Villeneuve primeiro, Pironi segundo, e mostrou um painel dizendo “+46 SLOW”, significando que os dois deveriam diminuir o ritmo e chegar com carros inteiros no final do GP.
Contudo, o piloto francês achava que ele deveria ganhar a corrida, pois julgava que era melhor piloto que o talentoso canadense. E sendo assim, decidiu surpreender Villeneuve, passando para a liderança na volta 47. Sentindo-se traído, Villeneuve reagiu, e até à volta final, ambos os pilotos lançaram-se num duelo sem tréguas. As ultrapassagens eram feitas "no limite", num duelo verdadeiramente fratricida. O talento de Gilles era notável, mas a reação de Pironi era fenomenal. Na volta 59, Villeneuve tinha passado para a liderança e reduziu o ritmo, mas o francês tirou-lhe o comando novamente para não mais o largar.
No final da corrida, as expressões faciais eram mais do que evidentes: Villeneuve furioso, Pironi contente, pois era a sua terceira vitória na carreira, a primeira na Ferrari. Sendo um piloto combativo, mas leal, Villeneuve nunca perdoou a traição do piloto francês, e chegou até a insinuar que no final da temporada iria abandonar a equipe em favor da Williams. A Ferrari lançou um comunicado criticando o piloto francês pelo seu comportamento na corrida.
Alguns dias mais tarde, numa entrevista para a revista britânica “Motorsport”, contada anos depois no livro “Formula 1 Autobiography”, Villeneuve afirmou a seguinte frase: “Nunca mais falarei com Pironi para o resto da minha vida. Ele agora é meu inimigo”. Menos de 15 dias depois, numa curva do circuito de Zolder, o talentoso canadense saia da vida para entrar na História…
Antes de iniciar seu show no Morumbi, em São Paulo, Eric Clapton dedicou o evento que contou com a presença de 45 mil espectadores ao seu amigo Felipe Massa, que participará dos treinos livres do GP da Coréia do Sul hoje, às 22h [horário de Brasília]. O motivo da homenagem não se sabe, mas a atitude emocionou o piloto brasileiro: “Fiquei super emocionado quando soube. Além de ser um irmão e um fenômeno, é o número 1 da guitarra e da música internacional”, disse o piloto.
Massa não pôde estar presente na turnê do astro pop no Brasil porque sua agenda na fórmula 1 não permitiu. Entretanto a amizade da dupla já é bastante conhecida. Em muitos momentos, Clapton, que é fã do automobilismo, aparece nos boxes da Ferrari.
Massa recebeu, há pouco mais de um ano, uma guitarra de presente do cantor. “Não toco nada, mas essa é uma lembrança que guardarei por toda a minha vida”, disse o piloto, que ainda mantém o instrumento na sala de seu apartamento.
O GP da Coréia acontecerá na madrugada deste domingo, às 4h [horário de Brasília]. O circuito dos pilotos já está decidido; o alemão Sebastian Vettel já é o campeão da temporada. Mas a disputa entre as construtoras ainda permanece. A primeira colocada é a Red Bull com 518 pontos, a segunda é a McLaren com 388 e em terceiro vem a Ferrari, com 292 pontos ganhos.
Enquanto o brasileiro Felipe Massa vive seu pior momento na Ferrari, o chefe da escuderia italiana afirmou nesta terça-feira que uma dupla composta pelo espanhol bicampeão Fernando Alonso e pelo alemão Sebastian Vettel, que no domingo confirmou seu segundo título consecutivo, poderia funcionar.
“Se Alonso aceitaria Vettel? Acho que sim, acho que poderia funcionar”, declarou Stefano Domenicali em entrevista ao jornal esportivo italiano Gazzetta dello Sport.
“O ponto forte de Fernando é que ele não tem medo de nada, uma forla que vem pela maturidade”, completou o dirigente sobre uma eventual chegada do alemão em 2014, data em que se encerra o seu contrato vigente com a equipe Red Bull.
No último sábado o consultor esportivo da Red Bull, o ex-piloto Helmut Marko, afirmou que Vettel não trocaria a sua atual equipe pela Ferrari apenas por uma questão de ‘glória’.
“Mas Vettel é pragmático, quanto mais tempo pudermos lhe dar melhores condições que os rivais, acho que ele não irá pilotar a Ferrari apenas pela glória”, afirmou o dirigente da Red Bull.
Felipe Massa tem seu contrato com a Ferrari até o final da temporada 2012 e a imprensa italiana especula que o vínculo não deve ser renovado. Curiosamente, uma das opções sonhadas para o lugar do brasileiro seria o inglês Lewis Hamilton, atual desafeto de Massa após confusões na pista durante ao menos três etapas deste ano.
Stefano Domenicali ficou satisfeito com o desempenho da Ferrari no GP do Japão do último domingo, em que Fernando Alonso terminou na segunda posição.
O chefe da equipe italiana explicou que o time está evoluindo no seu conhecimento sobre alguns pontos específicos da disputa técnica de 2011.
“Acho que fiquei impressionado com nosso desempenho porque ficamos perto do primeiro, terminamos em segundo, e, para ser honesto, não esperávamos ser competitivos.”
“Isso significa que existem dois elementos que devem ser investigados para que possamos entender tudo e nos beneficiarmos no próximo ano. É a combinação do efeito dos pneus, que é novo em todas as condições diferentes de pista e asfalto, mais o efeito do difusor soprado, que é o elemento principal da parte aerodinâmica”, afirmou o dirigente.
Domenicali também revelou que a Ferrari correu com o mesmo carro que levou para o GP da Hungria, há quatro etapas, já que as últimas novidades adicionadas à F150º Italia não corresponderam.
“Infelizmente, nós levamos atualizações para Bélgica e Itália esperando uma melhora, mas foi uma piora. Então, voltamos. Este é o carro que tivemos na Hungria e ficamos próximos do carro que venceu.”
“Até onde sabemos, tanto McLaren quanto Red Bull trouxeram novas peças para as últimas duas corridas, então, tem algo que não está claro sobre como isso é possível. Isso significa que temos uma boa base e que não estamos tão longe”, concluiu.
Felipe Massa e Lewis Hamilton se envolveram em mais um toque no GP do Japão deste domingo. O brasileiro tentava a ultrapassagem por fora na chicane de Suzuka, quando o inglês trouxe seu carro para cima da Ferrari.
O piloto da McLaren explicou que não podia ver nada no seu retrovisor, pois eles estavam vibrando muito na reta, então, ele “não tinha ideia que Massa estava lá”.
Porém, o piloto brasileiro não quis saber da justificativa do rival e lamentou pelo fato da direção de prova não o ter penalizado pela manobra.
“Eu não ligo para o que ele disse. A única coisa que ligo é para o que ele fez. Ele estava muito lento na 130R e ficou no lado direito. Eu estava muito mais rápido, então, fui pela esquerda e freei. Fiquei na minha linha e ele mexeu o carro e tocou o meu. Não tem mais nada para dizer. Não ligo para o que ele diz, eu me importo com o que a Federação diz e o que a FIA faz.”
“Eles penalizaram gente por muito menos neste ano e desta vez não o fizeram. É a segunda vez consecutiva depois do problema na classificação da última corrida também, e depois de o que aconteceu ontem. E depois de muitas vezes este ano. A FIA precisa tomar uma providência. Eles são os únicos que podem fazer algo”, afirmou o piloto da Ferrari.
Perguntado se ele conversaria com Hamilton, Massa disse que não adianta mais procurá-lo, e admitiu que pode pedir para Charlie Whiting, diretor de prova da FIA, uma atitude.
“Ele não aprende. Como disse antes, não ligo. Corro contra ele, contra qualquer piloto, da mesma maneira. Ele já passou da hora de conversar, o que tentei e ele não. Talvez se eu ver o Charlie, vou conversar com ele.