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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Didier Pironi em San Marino (1982): octagésima segunda vitória da Ferrari

    

      Ferrari e McLaren voltaram a conseguir bons resultados na temporada 1982 de Fórmula 1. A escuderia de Maranello faturou o título de construtores enquanto a equipe inglesa obteve o vice-campeonato.

     Mas o campeonato de pilotos ficou com o finlandês Keke Rosberg, da Williams. Vencedor de uma única prova, ele levou o título pela consistência de seus resultados.

     Enquanto Nelson Piquet e Carlos Reutemann amargavam uma péssima temporada na qual o brasileiro ficou apenas no 11º lugar e o argentino em 15º.

     No entanto, o ano foi palco de muitas tragédias dentro das pistas. O piloto canadense Gilles Villeneuve morreu durante o terino de classificação para o GP da Bélgica. Já o italiano Riccardo Paletti perdeu a vida após colidir com o carro do francês Didier Pironi no GP do Canadá.

     Acidente fatal de Gilles Villeneuve:


     Acidente fatal de Ricardo Paletti:


     Apesar de ter sobrevivido, Pironi – que era companheiro de Villeneuve – sofreu outro acidente no GP da Alemanha onde ficou gravemente ferido e abandonou a Fórmula 1.

     Acidente de Didier Pironi:


       O GP de San Marino representou a prova em que correram apenas 14 carros, resultado de um boicote feito pelas equipes que integravam a FOCA, (Formula One Constructors Association). Mas também foi a corrida que deu início a uma grande disputa interna na equipe Ferrari, a qual culminaria com a morte de um grande piloto de Formula 1: Gilles Villeneuve.

      Os acontecimentos de Imola tinham se iniciado quase um mês antes, no Grande Prêmio do Brasil. No final da prova, Nelson Piquet tinha ganho, enquanto que o finlandês Keke Rosberg conseguia, com a sua Williams, o segundo lugar. Contudo, os comissários de pista descobriram que ambos os carros tinham lastros de água, no sentido de se tornarem mais leves à medida que a prova avançava. Resultado: ambos os carros foram desclassificados e Alain Prost, então terceiro classificado, foi declarado vencedor.

    As equipes da FOCA não se calaram com a decisão, pois achavam que era a maneira deles apoiarem as equipas FISA, com motores Turbo (Ferrari, Renault, Alfa Romeo). Sendo assim, depois da corrida de Long Beach, ocorrida no dia 4 de Abril, e que resultou na vitória do regressado Niki Lauda, as equieas FOCA decidiram boicotar a prova seguinte, o GP de San Marino.

     Nessa prova, participaram as seguintres equipes: Ferrari, Renault, Alfa Romeo, Osella, ATS, Tyrrell (por causa dos patrocinadores italianos que apoiavam o piloto “da casa” Michele Alboreto) e a Toleman.

     Nos treinos, o Renault de René Arnoux levou a melhor sobre o seu companheiro Alain Prost, seguidos pelos Ferrari de Gilles Villeneuve e de Didier Pironi. Logo a seguir no grid, vinha o Tyrrell de Michele Alboreto e o Alfa Romeo de Bruno Giacomelli.

     A corrida não teve grandes disputas após a largada. Os Renault partiram na frente, com os Ferrari logo atrás. Mas na sexta volta, Alain Prost abandonou com uma quebra de motor, deixando Arnoux sozinho contra a “Scuderia Ferrari”. Quando Arnoux teve problemas no seu Turbo na volta 44, os Ferrari ficaram sozinhos na frente, causando o delírio entre os “tiffosi”. Dessa forma, o chefe da equipe Ferrari, Mauro Forgheri, decidiu que a hierarquia deveria ser respeitada, ou seja: Villeneuve primeiro, Pironi segundo, e mostrou um painel dizendo “+46 SLOW”, significando que os dois deveriam diminuir o ritmo e chegar com carros inteiros no final do GP.


     Contudo, o piloto francês achava que ele deveria ganhar a corrida, pois julgava que era melhor piloto que o talentoso canadense. E sendo assim, decidiu surpreender Villeneuve, passando para a liderança na volta 47. Sentindo-se traído, Villeneuve reagiu, e até à volta final, ambos os pilotos lançaram-se num duelo sem tréguas. As ultrapassagens eram feitas "no limite", num duelo verdadeiramente fratricida. O talento de Gilles era notável, mas a reação de Pironi era fenomenal. Na volta 59, Villeneuve tinha passado para a liderança e reduziu o ritmo, mas o francês tirou-lhe o comando novamente para não mais o largar.


     No final da corrida, as expressões faciais eram mais do que evidentes: Villeneuve furioso, Pironi contente, pois era a sua terceira vitória na carreira, a primeira na Ferrari. Sendo um piloto combativo, mas leal, Villeneuve nunca perdoou a traição do piloto francês, e chegou até a insinuar que no final da temporada iria abandonar a equipe em favor da Williams. A Ferrari lançou um comunicado criticando o piloto francês pelo seu comportamento na corrida.

     Alguns dias mais tarde, numa entrevista para a revista britânica “Motorsport”, contada anos depois no livro “Formula 1 Autobiography”, Villeneuve afirmou a seguinte frase: “Nunca mais falarei com Pironi para o resto da minha vida. Ele agora é meu inimigo”. Menos de 15 dias depois, numa curva do circuito de Zolder, o talentoso canadense saia da vida para entrar na História…

     Melhores momentos do GP:



terça-feira, 11 de outubro de 2011

Gilles Villeneuve em Jarama (1981): octagésima primeira vitória da Ferrari


     Três semanas depois de Mônaco, a Formula 1 deslocava-se para Jarama, na Espanha, para correr a sétima prova do campeonato do mundo. E ao contrário do que tinha acontecido no ano anterior, onde tinha sido vitima da briga entre FISA e FOCA, desta vez esta corrida contava para o campeonato.

     Nestas três semanas que passaram entre a corrida de Mônaco e o GP da Espanha, tinham acontecido algumas alterações. Na Ensign, Marc Surer, que tinha pontuado na corrida anterior, tinha sido substituido pelo chileno Eliseo Salazar, que tinha vindo da March. E na Lotus, após dois anos, voltava o patrocicio da John Player Special, que substituia o patrocinio anterior da Essex, propriedade de David Thiemme, agora ccom problemas, devido a um inquérito das autoridades suiças em relação aos seus negócios de comércio de petróleo.

     Na qualificação, o mais rápido foi Jacques Laffite, no seu Ligier-Matra V12, algo surpreendente, dado este ser um circuito sinuoso. Alan Jones vinha a seguir, no seu Williams, enquanto que o seu companheiro Carlos Reutemann vinha a seguir, na terceira posição. John Watson era quarto no seu McLaren, seguido pelo Renault de Alain Prost e pelo Alfa Romeo de Bruno Giacomelli. Gilles Villeneuve, vencedor na corrida anterior, em Mônaco, era o sétimo, seguido pelo segundo Alfa Romeo de Mario Andretti, e fechando o “top ten” estavam o Brabham de Nelson Piquet e o Lotus de Elio de Angelis.

     Cinco carros ficariam de fora da corrida. Eram eles os Toleman de Derek Warwick e Brian Henton, os Osella de Beppe Gabbani e Giorgio Francia, o Tyrrell de Michele Alboreto e o ATS de Slim Borgudd.

     O dia 21 de junho de 1981 amanheceu muito quente em Jarama. E isso iria afetar os carros, uma vez que poderia superaquecer os motores. Na largada, Laffite erra e Villeneuve, à sua maneira, salta uma série de posições, assumindo o terceiro posto após a primeira curva. No final da primeira volta, Villeneuve aproveita a potência do seu carro para passar Reutemann e ficar atrás de Jones. Villeneuve nem pressionou muito o australiano no ataque à liderança, mas na volta 14, Jones sai da pista em uma escapada e Villeneuve fica com a primeira posição.


     Com isto, Villeneuve tentou gerir o andamento, mas sofria a pressão de Reutemann. O duelo durou o resto da corrida. Primeiro com o argentino, e depois, quando este começou a ter problemas com a caixa de câmbio, cedeu o segundo lugar a Laffite. Atrás dele estavam o McLaren de Watson e o Lotus de Elio de Angelis, e todos, em fila indiana, tentando superar o canadense, que aproveitava todas as curvas do sinuoso circuito para se manter na liderança.

     A disputa foi épica, pois todos sabiam que aquele não era o melhor carro do pelotão. Todos viam que aquilo era mais mérito do piloto e do potente motor Turbo que ele continha. Mas Villeneuve, ajudado também pela largura do circuito, aguentou as investidas de Laffite até a linha de chegada, incluindo uma a duas curvas do fim. E o canadense venceu a sua segunda corrida consecutiva, mais por mérito próprio do que pelo chassis.

     No final, todos ficaram, entre o resignado e o incrédulo, de mais um feito de Villeneuve e do seu Ferrari numero 27, nas curvas e contracurvas do circuito espanhol, como Carlos Reutemann, que disse: “Algumas vezes Gilles saiu da pista com as 4 rodas, não sei como, mas ele conseguia voltar.”


     Villeneuve reconheceu depois que o mérito da vitória se devia mais a ele do que ao carro: “Também fiquei embaraçado! (risos) De fato não consegui perceber porque é que não conseguiam me passar, afinal de contas três deles estavam á minha frente no grid! O Ligier de Laffite era pelo menos dois segundos por volta mais rápido que o meu carro. Para mim foi mesmo muito duro, tive que correr muitos riscos mas nunca desisti. Foi a melhor corrida da minha vida.”

     O piloto de Quebec subiu ao lugar mais alto do pódio, seguido por Laffite e Watson. Depois veio Reutemann e De Angelis, e todos eles estavam separados por 1,24 segundos, o que era um feito inigualável em dez anos. O último lugar pontuável era pertencente a Nigel Mansell, que estava a uns distantes… 28 segundos.

      Melhores momentos do GP:


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Gilles Villeneuve em Kyalami (1979): septuagésima quarta vitória da Ferrari

    

     A temporada 1979 de Fórmula 1 foi marcada pela volta do domínio da Ferrari. Com o sul-africano Jody Scheckter e o canadense Gilles Villeneuve no quadro de pilotos, a Scuderia conseguiu o título de pilotos e construtores.

    A agradável surpresa do campeonato foi o crescimento da recém criada Williams, vice-campeã de construtores e terceira colocada no mundial de pilotos com o experiente australiano Alan Jones.

     Quase um mês depois de Interlagos, a Formula 1 chegava a Africa do Sul, onde ocorreria a terceira prova do campeonato do Mundo. A competição demonstrava-se bem disputada na pista, mas nos bastidores, começava a surgir uma batalha pelo poder, que iria colocar a competição de lado, para se concentrar numa luta entre a entidade reguladora, a FISA, e a Associação de construtores, a FOCA. A primeira tinha ressurgido no final do ano anterior, com a eleição do francês Jean Marie Balestre, e este queria regulamentar certos aspectos técnicos, como o banimento das “saias laterais” no final de 1979.

     Tirando esse aspecto, havia novidades técnicas. A Ferrari trazia para Kyalami a versão T4 do seu chassis 312, um carro que avançava novamente no quesito efeito-solo, sendo mais eficaz do que o modelo anterior. E isso foi verificado nos treinos, quando Jody Scheckter e Gilles Villeneuve conseguiram levar o carro para o segundo e terceiro lugares, mostrando que a Ligier tinha finalmente um rival à altura, pois Jacques Laffite e Patrick Depailler foram apenas quinto e sexto no grid.

     Em contraste, a Fittipaldi estava em maus lençóis. O seu novo chassis, o F6, desenhado por Ralph Bellamy, o homem que ajudara a desenhar o Lótus 78, era um vencedor no papel, mas descobriu-se nos primeiros testes que era simplesmente inguiável, devido á sua pouca rigidez torsional em curva. Mesmo assim para satisfazer os caprichos de Bellamy, embarcaram o carro para Kyalami, onde não foi além de um decepcionante 18º posto no grid.

     Mas a grande surpresa desses treinos foi Jean Pierre Jabouille. O veterano piloto francês, com o seu Renault Turbo, conseguira ser o mais rápido de todos, dando à Renault o seu primeiro resultado de expressão na Formula 1, tornando-se também o primeiro carro com motor Turbo que conseguiu uma “pole position”, aproveitando o fato do circuito sulafricano ficar a mais de 1200 metros de altitude, logo, o que beneficiava o funcionamento dos motores Turbo em relação aos Cosworth.


     No dia da corrida (um sábado) o céu estava nublado, ameaçando chuva, mas na hora da largada, a pista estava seca. No final da primeira volta, Villeneuve ultrapassou Scheckter e Jabouille e era o líder. Mas na terceira volta, os céus desabaram sobre o circuito africano, numa daquelas típicas tempestades tropicais, fazendo com que a corrida fosse interrompida.

     Depois de colocarem pneus de chuva, procedeu-se a nova largada, onde Villeneuve partiu da pole position, já que era ele o líder quando a corrida foi interrompida. Na segunda largada, o canadense colocou pneus de chuva, e quando a corrida recomeçou, aguentou melhor as pressões de Scheckter (que tinha colocado pneus secos), e foi para a frente. Mas o sol africano fez secar rapidamente a pista, e Villeneuve teve que ir ás boxes na volta 15, para colocar pneus secos, e assim Scheckter ficava na frente, para delírio dos locais.

       Mais atrás, o McLaren de Patrick Tambay era terceiro classificado, à frente do Brabham de Nelson Piquet, que tinha partido do 12º lugar e tinha mantido os pneus secos na relargada. Mas pouco tempo depois, apresentava problemas no motor Alfa Romeo, e perdia tempo e lugares, terminando na sétima posição, a uma volta do primeiro. Tambay foi pressionado pelo Tyrrell de Jean Pierre Jarier, pelo Lótus de Mário Andretti, pelo Renault de Jabouille e o Ligier de Jacques Laffite. O francês da Renault ainda foi em busca do quarto lugar, mas na volta 47, uma válvula do motor Turbo falhou, e este abandonou a corrida. Na sequência, Laffite teve um furo no pneu e saiu da pista, entregando o quinto posto a Carlos Reutmann.

[Af.+Sul+79.bmp]

     Na volta 52, os pneus de Scheckter começaram a degradar-se, e este foi obrigado a ir aos boxes, fazendo com que a liderança ficasse com Villeneuve. Scheckter tentou recuperar o comando, mas não conseguiu alcançá-lo, o que fez com que o canadense ganhasse a corrida, dando á marca do Cavalino Rampante a primeira dobradinha do ano, embroa os locais tivessem preferido ver a ordem trocada na linha de chegada.

[Af.+Sul+79+2.bmp]

    O pódio foi completo por Jarier, no primeiro pódio do ano para a Tyrrell, e nos restantes lugares pontuáveis, estavam os Lótus de Mário Andretti e de Carlos Reutmann, e o Brabham-Alfa Romeo de Niki Lauda, á frente de Nelson Piquet. Emerson Fittipaldi, com o Fittipaldi F6, ficou a três voltas do vencedor, num 13º e último lugar. O novo carro tinha sido provado como um fracasso, e o velho F5A teve que sair da reforma para voltar a andar por mais algumas corridas.

     Melhores momentos do GP:


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Gilles Villeneuve em Montreal (1978): septuagésima terceira vitória da Ferrari


     Uma semana depois de Watkins Glen, o pelotão da Formula 1 atravessava a fronteira e chegava ao Canadá, em um circuito novo, construído na Ilha de Notredame, em Montreal no mesmo local onde, nove anos antes, tinha ocorrido a Expo 67, e onde tinham também sido realizadas as provas de remo dos Jogos Olímpicos.

     Ter uma pista no meio do Rio
São Lourenço, provavelmente era uma maneira de Quebec capitalizar os feitos do jovem Gilles Villeneuve nas pistas europeias e mundiais, ao volante de um dos carros da Scuderia. Ótimo para a publicidade, mas péssimo para os pilotos, pois estes se queixaram que a pista era muito estreita, dificultando as ultrapassagens.

     Os organizadores decidiram que o grid seria restrito a 22 pilotos dos 28 inscritos. No pelotão, Ricardo Patrese estava de volta à Arrows, depois da GPDA o ter banido de correr a prova anterior, pois os pilotos achavam que ele era o culpado pelo acidente fatal de Ronnie Peterson, um mês antes, em Monza, enquanto que a Brabham inscrevia um terceiro carro para o jovem brasileiro Nelson Piquet. Na Ensign, Derek Daly iria correr sozinho.

[Canadá+78+2.jpg]

     Nos treinos ocorreu a batalha direta entre o Wolf de Jody Scheckter, o Lotus de Jean-Pierre Jarier e o Ferrari de Gilles Villeneuve. Jarier levou a melhor, batendo o sul-africano por um centésimo de segundo, enquanto que Villeneuve foi o terceiro. No quarto posto do grid ficava o Brabham de John Watson, enquanto que a terceira fila tinha o Williams de Alan Jones, que melhorava cada vez mais, e o Copersucar de Emerson Fittipaldi, na melhor qualificação do ano para a marca. Na quarta fila estavam Niki Lauda e o Shadow de Hans Joachim Stuck. Nelson Piquet qualifica-se numa satisfatória 14ª posição.

[Canadá+78+2.jpg]

     Seis pilotos não se qualificam na última corrida do ano: o Shadow de Clay Regazzoni, o Surtees de Beppe Gabbiani, o Merzário de Arturo Merzário, o Arrows de Rolf Stommelen, o ATS de Michael Bleekmolen e o Lotus privado de Hector Rebaque. Para Gabbiani, Bleekmolen e Stommelen, foram as suas ultimas aparições na Formula 1.

     No dia da corrida, sob céu nublado e muito frio, mais de cem mil pessoas foram assistir à etapa final do campeonato, esperançosos, talvez, em ver pela primeira vez um canadense no lugar mais alto do pódio. Na largada, Jarier arranca bem e consegue arranjar uma grande vantagem sobre o resto do pelotão, liderado por Jones, seguido por Scheckter, Villeneuve e Watson. Entretanto, Fittipaldi e Stuck envolvem-se em uma luta pelo quinto lugar e acabam fora nas primeiras curvas do circuito.

     Com o passar das voltas, a vantagem de Jarier aumenta consideravelmente, e todos acham que o piloto francês, que tinha guiado parte do ano à serviço da Arrows, iria finalmente ganhar a sua primeira corrida da carreira, uma vez que a liderança era absoluta. Quando ao seu companheiro Mário Andretti, este lutava pela quinta posição com Watson, quando colidiram, causando a desistência do piloto inglês, e a lentidão do americano. Acabou a corrida no décimo lugar, a uma volta do vencedor.


[Canadá+78+2.bmp]

     Na volta 18, Jones começa a sofrer com um furo no pneu, e perde o segundo lugar para Scheckter, e depois o terceiro posto para Villeneuve. Poucas voltas depois, o canadense alcança o seu futuro companheiro de equipe na Ferrari, e obtem a segunda posição, tendo agora, mais de 30 segundos de desvantagem para Jarier, que continuava isolado na liderança..... até ter problemas com a pressão do óleo. Então, no final da volta 50, Jarier vai para as boxes, e não há outra hipótese senão abandonar a corrida. Assim Gilles Villeneuve herda a liderança, para delírio dos locais.

     A vinte voltas do fim, Villeneuve tinha uma boa diferença sobre o resto do pelotão, e tinha somente de se controlar e levar o carro até ao fim, para conseguir o que era para muitos um sonho: um canadense ganhando em casa! No final, perante cem mil canadenses delirantes e o primeiro-ministro Pierre Trudeau, Gilles Villeneuve dava à Ferrari a quinta vitória do ano, e a primeira da sua carreira. Scheckter era segundo, no Wolf (seria o último pódio para a marca), e Carlos Reutmann o terceiro. Nos restantes lugares pontuáveis ficavam o Arrows de Riccardo Patrese, o Tyrrell de Patrick Depailler e o Ensign de Derek Daly, na primeira vez que um piloto da Irlanda alcançava pontos na Formula 1.


[Canadá+78.jpg]

     E assim terminava a temporada de 1978, o ano em que a Lotus dominou, marcado pelo triunfo de Mário Andretti e pela tragédia do acidente fatal de Ronnie Peterson. Mas novas esperanças e novos projetos surgiam no horizonte…

     Melhores momentos do GP:


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Jody Scheckter em San Marino (1980): o próximo é você, Gilles!!!


     O fato do GP de Itália de 1980 ser realizado em Ímola tinha a ver com os eventos ocorridos dois anos antes, com a carambola na largada que causou o acidente mortal do sueco Ronnie Peterson.

     Acidente Fatal de Ronnie Peterson:


     As autoridades italianas decidiram que enquanto o Autodromo de Monza não terminasse as devidas obras de renovação, o GP da Itália seria realizado no Autódromo de Ímola, situado no centro do país, perto de Bolonha e não muito longe, também, de Modena, a sede da Ferrari.

     Video do acidente de Jody Scheckter:


     Durante os treinos livres, o cmpeão Jody Scheckter colidiu bruscamente com a  parede de contenção da curva Gilles Villeneuve, que seria batizada com este nome após a colisão do próprio Gilles, na quinta volta deste mesmo GP, no dia 14 de setembro de 1980. 


     Video do acidente de Gilles Villeneuve:


     Ambos sairam ilesos de seus acidentes. A corrida foi vencida por Nelson Piquet.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Gilles em Silverstone (1981): que zebrinha!!!!!


     Após a largada, Prost assumiu a liderança ainda no final da primeira volta com Pironi, Villeneuve, Arnoux e Piquet atrás dele. Arnoux conseguiu ultrapassar as duas Ferrari até a terceira volta e, com isso, colocou a equipe Renault em primeiro e segundo lugares na corrida, com Piquet em terceiro lugar, tendo obtido esta posição ápós ultrapassar Villeneuve. Pouco depois, o canadense tocou a zebra em Woodcote e rodou. Alan Jones, que vinha atrás,  tentou evitar a Ferrari mas não conseguiu e acabou batendo em Villeneuve. De Cesaris foi o próximo. Para desviar da colisão à frenter, saiu da pista e acabou colidindo com as barreiras de proteção (espécie de cercas). Villeneuve ligou a Ferrari novamente, mas só conseguiu chegar até a curva Stowe, onde estacionau e abandonou o GP.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Gilles em Jacarepaguá (1982): Nelson Piquet não aliviou em casa, mas também....


     O terceiro GP do Brasil realizado no Rio de Janeiro foi cercado de polêmicas. Na largada, os carros turbo de Gilles Villeneuve e René Arnaux dispararam na frente. Keke Rosberg também saiu bem e não demorou para ultrapassar o francês.


     Nelson Piquet subiu para a sexta posição e rapidamente chegou ao terceiro lugar. O brasileiro travou um belo duelo com Rene Arnoux, levando a melhor na Curva Sul.

    O show continuou pouco tempo depois. No final da Curva dos Boxes, Rosberg passou Piquet, que rapidamente deu o troco. O finlandês repetiu a manobra duas voltas depois, mas tornou a perder a posição para o brasileiro.


     Piquet assumiu a liderança de forma polêmica, forçando a passagem sobre Villeneuve, que só não bateu no guard rail graças a sua habilidade. Enquanto Chico Serra e Raul Boesel abandonavam, Piquet abriu uma vantagem de quase cinco segundos para Rosberg, vencendo a prova carioca.

     Video do acidente de Gilles Villeneuve:


     O esforço de Piquet foi tamanho que o piloto acabou desmaiando no lugar mais alto do pódio. Ele foi socorrido pelo então governador do Rio de Janeiro, Chagas Freitas, e por Rosberg, segundo colocado.

     Mas o resultado de Jacarepaguá acabou sendo modificado dias depois, graças à descoberta de um engenhoso recurso que beneficiava os carros de Brabham e Williams. Explica-se: o sistema de refrigeração dos freios era feito com água, o que deixava os carros dentro do peso mínimo estipulado antes da largada.


    Porém, ao longo da corrida, a água armazenada nos carros era utilizada, o que deixava os monopostos mais leves do que os das demais equipes. Como o regulamento permitia a reposição dos fluídos antes da pesagem obrigatória, os carros voltavam a ficar dentro das regras.

     No final das contas, a FIA decidiu desclassificar Piquet e Rosberg, e a vitória caiu no colo de Alain Prost.

      Resultado final

1 - Alain Prost - Renault
2 - John Watson - McLaren-Cosworth
3 - Nigel Mansell - Lotus-Cosworth
4 - Michele Alboreto - Tyrrell-Cosworth
5 - Manfred Winkelhock - ATS-Cosworth
6 - Didier Pironi - Ferrari


Fonte: http://quatrorodas.abril.com.br/grid/noticias/

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Gilles em Long Beach (1978): paciência rapaz!!!!

    [Long+Beach+78+3.jpg]

      Na quarta prova da temporada de 1978, Gilles Villeneuve impressionava na frente, aguentando os ataques de Lauda, que por sua vez era pressionado por Reutmann. Contudo, na volta 28, no final da reta de chegada, o Brabham do austríaco sofre uma falha nos freios e passa reto na área de escape. A partir daí, os Ferrari dominavam, e Villeneuve era o líder.

     Tudo continua assim até à volta 39, mais ou menos a metade da corrida. Então, Villeneuve apanha dois retardatários, o suiço Clay Regazzoni, num Shadow, e o Renault de Jean-Pierre Jabouille. Em vez de esperar para ultrapassá-los, Villeneuve decide arriscar numa zona onde dificilmente caberiam dois carros. O canadense decola após receber um toque de Clay Regazzoni, destrói sua Ferrari 312T2 e sai do GP. 

     Videos do acidente de Giles Villeneuve e Clay Regazzoni:



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