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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Carlos Reutemann em Long Beach (1978) septuagésima vitória da Ferrari


     A temporada de 1978 ia para a sua quarta corrida da temporada, mas o Grande Circo da F1 ainda estava viajando pelos continentes, antes de fazer a sua "aterragem" na Europa, onde se desencadearia o restante da temporada. A quarta etapa do campeonato iria ser a primeira de duas paradas nos Estados Unidos, e desta vez seria nas ruas de Long Beach, em uma prova que tinha estreado três anos antes, mas já era um grande sucesso comercial.

    Nesta altura tínhamos um campeonato bem disputado, com três vencedores diferentes, em três Grandes Prêmios, e um grande equilibrio entre as equipes com capacidade para ganhar, como a Lotus, Ferrari, Tyrrell ou Brabham, com a McLaren apresentando problemas, e a novata Arrows a surpreender.

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      Nas ruas de Long Beach, contudo, o grande dominador dos treinos seria... a Ferrari. Numa luta com Niki Lauda, o argentino Carlos Reutmann conseguiu superá-lo, tendo a seu lado uma pequena surpresa: o seu companheiro, o canadense Gilles Villeneuve. Na segunda fila, Niki Lauda tinha a seu lado o americano Mario Andretti, enquanto que na terceira fila, John Watson e Ronnie Peterson ficavam com o quinto e sexto posto, respectivamente.

     Após eles, James Hunt era sétimo, o novato Riccardo Patrese era nono, batido pelo Williams de Alan Jones, que começava a mostrar seu trabalho. Quanto a Emerson Fittipaldi, era apenas o 15º no grid. Os organizadores de Long Beach tiveram que fazer um sistema de pré-qualificação, visto que estavam inscritos 31 carros. E havia um estreante: o irlandês Derek Daly, que tinha ficado com o lugar na Hesketh depois de ter mostrado serviço no International Trophy, em Silverstone. Infelizmente, ele não iria se qualificar, tal como aconteceu a Keke Rosberg, os americanos Brett Lunger e Danny Ongais, o mexicano Hector Rebaque e o italiano Lamberto Leoni.

     Didier Pironi também estava no rol dos não-qualificados, mas dois dos pilotos que estavam à sua frente, o inglês Rupert Keegan e o alemão Hans Joachim Stuck, tiveram acidentes durante o "warm-up", com os carros sem qualquer hipóteses de poder correr, então Pironi ficou com o último lugar disponível.

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     No dia da corrida, 75 mil espectadores e um céu limpo aguardavam os pilotos para a largada do GP dos Estados Unidos (Oeste). No momento da largada, Reutmann é surpreendido por uma manobra de John Watson, que o obriga a alargar a trajectória e a perder o primeiro lugar para o seu comapanheiro, Gilles Villeneuve. Nessa manobra, Niki Lauda aproveita e salta para o terceiro posto, atrás de Watson, e o argentino cai para o quarto lugar.

     Ronnie Peterson perde dois lugares para Alan Jones e James Hunt. Contudo, na terceira volta, o britânico bate no muro e perde uma roda, abandonando na hora, e três voltas mais tarde, é a vez de John Watson abandonar com mais um motor Alfa Romeo quebrado.

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     Com tudo isto, o grande beneficiário foi... Alan Jones. Em quarto lugar, o australiano chegava rapidamente no Lotus de Andretti, que tinha feito uma má escolha de pneus. Depois de o ultrapassá-lo na volta 19, partiu em busca do trio da frente.

     Entretanto, Gilles Villeneuve impressionava na frente, aguentando os ataques de Lauda, que por sua vez era pressionado por Reutmann. Contudo, na volta 28, no final da reta de chegada, o Brabham do austríaco sofre uma falha nos freios e passa reto na área de escape, ficando por lá. A partir daí, os Ferrari dominavam, e Villeneuve era o líder.

     Tudo continua assim até à volta 39, mais ou menos a metade da corrida. Então, Villeneuve apanha dois retardatários, o suiço Clay Regazzoni, num Shadow, e o Renault de Jean Pierre Jabouille. Em vez de esperar para os ultrapassá-los, Villeneuve decide arriscar numa zona onde dificilmente caberiam dois carros. Resultado: colisão e desistência do canadense.


     Sendo assim, o argentino agora tinha que se preocupar com Alan Jones. O piloto da Williams tinha cravado na volta 29 a sua melhor volta da corrida (a sua primeira e a da Williams) e estava se aproximando do argentino, na tentativa de assumir a liderança. Contudo, na volta 47, as asas da frente de Jones quebram, devido a um defeito de fábrica, e ele fica lento, perdendo uma série de posições, caindo para o sétimo lugar.

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     Reutmann chega em primeiro lugar, e obtem a sua segunda vitória, passando a ser líder, sendo igualado por Mario Andretti, que ao chegar em segundo lugar, fica também com 18 pontos. Patrick Depailler acabava a corrida no terceiro posto, ficando também com terceiro lugar na tabela de classificação, com 14 pontos. Peterson chegou em quarto, Jacques Laffite foi quinto e Riccardo Patrese dava à Arrows o primeiro ponto da sua história.



segunda-feira, 4 de julho de 2011

Gilles em Jacarepaguá (1982): Nelson Piquet não aliviou em casa, mas também....


     O terceiro GP do Brasil realizado no Rio de Janeiro foi cercado de polêmicas. Na largada, os carros turbo de Gilles Villeneuve e René Arnaux dispararam na frente. Keke Rosberg também saiu bem e não demorou para ultrapassar o francês.


     Nelson Piquet subiu para a sexta posição e rapidamente chegou ao terceiro lugar. O brasileiro travou um belo duelo com Rene Arnoux, levando a melhor na Curva Sul.

    O show continuou pouco tempo depois. No final da Curva dos Boxes, Rosberg passou Piquet, que rapidamente deu o troco. O finlandês repetiu a manobra duas voltas depois, mas tornou a perder a posição para o brasileiro.


     Piquet assumiu a liderança de forma polêmica, forçando a passagem sobre Villeneuve, que só não bateu no guard rail graças a sua habilidade. Enquanto Chico Serra e Raul Boesel abandonavam, Piquet abriu uma vantagem de quase cinco segundos para Rosberg, vencendo a prova carioca.

     Video do acidente de Gilles Villeneuve:


     O esforço de Piquet foi tamanho que o piloto acabou desmaiando no lugar mais alto do pódio. Ele foi socorrido pelo então governador do Rio de Janeiro, Chagas Freitas, e por Rosberg, segundo colocado.

     Mas o resultado de Jacarepaguá acabou sendo modificado dias depois, graças à descoberta de um engenhoso recurso que beneficiava os carros de Brabham e Williams. Explica-se: o sistema de refrigeração dos freios era feito com água, o que deixava os carros dentro do peso mínimo estipulado antes da largada.


    Porém, ao longo da corrida, a água armazenada nos carros era utilizada, o que deixava os monopostos mais leves do que os das demais equipes. Como o regulamento permitia a reposição dos fluídos antes da pesagem obrigatória, os carros voltavam a ficar dentro das regras.

     No final das contas, a FIA decidiu desclassificar Piquet e Rosberg, e a vitória caiu no colo de Alain Prost.

      Resultado final

1 - Alain Prost - Renault
2 - John Watson - McLaren-Cosworth
3 - Nigel Mansell - Lotus-Cosworth
4 - Michele Alboreto - Tyrrell-Cosworth
5 - Manfred Winkelhock - ATS-Cosworth
6 - Didier Pironi - Ferrari


Fonte: http://quatrorodas.abril.com.br/grid/noticias/

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Gilles em Long Beach (1982): efeito asa, opsss!!!

Ferrari 126C2 - conceito carro asa

    Rosberg e Villeneuve estavam no meio de uma batalha sensacional pelo quarto lugar, atrás de John Watson. Durante várias voltas, Rosberg fechou a passagem de Villeneuve, até que, na volta 19, a Ferrari chegou de vez na Williams.  Rosberg repetia o procedimento em todas as voltas, sempre ao passar pela chicane, no final da reta, conseguindo com isso evitar a ultrapassagem de Villeneuve que tinha uma carro mais potente (a williams utilizada por Rosberg era o modelo do campeonato de 1980, a nova não estava pronta). Quando Villeneuve conseguiu chegar na chicane a frente de Rosberg, acabou perdendo o controle e deslizou até a estrada de fuga. Mas retornou em seguida.



GP USA Long Beach 1982

     Em um dos últimos GPs da carreira de Gilles Villeneuve, o que mais  chamava a atenção era o aerofólio traseiro formado por duas Lâminas separadas e independentes, foi um teste aerodinâmico que a Ferrari usou na corrida e deu certo, Villeneuve foi o terceiro colocado mas, foi desclassificado pelo motivo da Ferrari não ter avisado a FIA sobre a mudança no carro. A idéia acabou sendo abolida e no GP seguinte o Ferrari 126C2T usou aerofólio normal.
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