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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Patrick Tambay em Hockenheim (1982): octagésima quarta vitória da Ferrari


      Uma corrida onde a glória e comédia andaram de braço dado com a tragédia, pois foi aqui que Didier Pironi encerrou de uma forma dramática sua carreira na Formula 1, quando tinha todas as chances de ser o primeiro francês Campeão do Mundo.

     Antes da etapa de Hockenheim, Didier Pironi liderava com folga o Mundial de pilotos, depois das suas vitórias em San Marimo e na Holanda. Piloto regular, tinha 39 pontos ao chegar na Alemanha, e ainda faltavam cinco corridas para o fim da temporada. O Ferrari 126C era uma máquina vencedora, a única capaz de rivalizar com o rápido, mas pouco confiável Renault R30B de Alain Prost e René Arnoux, apesar da dobradinha na etapa anterior, no circuito francês de Paul Ricard.


     Apesar destes dois opositores, foi Pironi que levou a melhor nos treinos, seguido por Nelson Piquet, no seu Brabham-BMW e René Arnoux. Alain Prost foi o quarto no grid e Patrick Tambay ficou com o quinto posto. Os treinos correram sob pista seca, mas na manhã de Domingo, 8 de Agosto, uma chuva intensa faz reduzir a visibilidade na pista, ainda mais quando as árvores à volta complicam a visibilidade dos pilotos, devido à humidade no ar e a condensação. O Ferrari de Pironi tinha passado a terceira chicane (mais tarde chamada Chicane Senna), quando não viu que estava muito próximo do Renault de Alain Prost. O carro catapultou, num acidente semelhante ao que matou o seu companheiro Gilles Villeneuve exatamente três meses antes. Pironi ficou com graves ferimentos nas pernas, o que decretou o final de sua carreira automobilística.



     A corrida ocorreu mais tarde, com o primeiro lugar vago. Nelson Piquet, que horas antes tinha sido o primeiro a chegar ao local e ficara traumatizado com a gravidade dos ferimentos, perdeu a pole para os Renault de Prost e Arnoux, caindo para terceiro, à frente de Tambay. Na volta dez, depois de os ultrapassar, a comédia acontece: quando o Brabham-BMW numero 1 tenta ultrapassar o ATS do chileno Eliseo Salazar na segunda chicane, este não o vê e atira o brasileiro para fora da pista. Piquet sai do carro irritado, vai atrás de Salazar e "mete a porrada"! Algo inédito, sem dúvida…



     Anos depois, A BMW disse-lhe que o motor provavelmente não iria aguentar mais duas voltas, o que seria um problema ainda maior, caso isso acontecesse no seu próprio Grande Prêmio… portanto, a colisão até foi uma bênção! 


     A corrida decorreu sem muitos mais atrativos. Patrick Tambay alcançou a sua primeira e única vitória na Formula 1, amenizando a atmosfera de pesar na Ferrari. René Arnoux, acabou em segundo, no seu Renault. Para completar o pódio, veio o Williams de Keke Rosberg. Dos outros candidatos ao título, o francês Alain Prost desistiu com um problema na injeção do seu Renault, enquanto que o inglês John Watson, num McLaren, desistiu por sair da pista perto do fim, fazendo com que o grande beneficiário da situação fosse o finlandês. E talvez tenha sido aqui que ele construiu o percurso que o levou ao título mundial…

sábado, 1 de outubro de 2011

Gilles Villeneuve em Watkins Glen (1979): septuagésima nona vitória da Ferrari


     Uma semana depois de Montreal, a Formula 1 chegava a Watkins Glen para aquela que viria a ser a última corrida da temporada de 1979, dividida definitivamente em duas, a primeira parte onde Ligier e Ferrari disputavam entre si a liderança das corridas, e a segunda parte, onde se assistiu à emergência da Williams como a equipa dominante no pelotão, com a Ferrari logo a seguir, e com os lampejos da Renault, com a sua tecnologia Turbo a contrariar o pelotão dominado pelos motores Cosworth. Uma tecnologia potente, mas frágil.

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     Não havia novidades no pelotão da Formula 1 em relação a Montreal, mas havia certas tendências do que poderia acontecer na temporada seguinte. A Brabham, sem Niki Lauda, com Ricardo Zunino no seu lugar, e com o novo chassis para 1980, o BT49, com o motor Cosworth, mostrava que estava no caminho certo, pois o salto de qualidade em relação à época em que usavam o motor Alfa Romeo era evidente. Além disso, o jovem Nelson Piquet, em sua primeira temporada completa na Formula 1, aprendendo com Lauda, parecia ter carro para demonstrar o seu talento latente.

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     A Alfa Romeo, passada a polêmica de Montreal, alinhava os seus dois carros, também com um novo chassis. Bruno Giacomelli e Vittorio Brambilla experimentavam o N179, esperando que este se mostrasse competitivo perante o pelotão de Cosworths. Contudo, depois da qualificação, a equipe da marca italiana sabia que teria um logo trabalho pela frente, se queriam ter um carro competitivo em 1980.

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     Inscritos trinta carros para Watkins Glen, somente 24 poderiam alinhar para a corrida. Na sexta-feira, a chuva caiu dutante toda a sessão de treinos e poucos entraram na pista. Gilles Villeneuve foi um deles, e decidiu fazer voltas rápidas em piso molhado. No final, todos ficaram de boca aberta quando viram que o seu melhor tempo era... nove segundos mais rápido do que o segundo classificado. Contudo, no dia seguinte, o sol apareceu, e os pilotos marcaram os seus tempos.

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     O melhor na qualificação foi Alan Jones, no seu Williams. O piloto australiano fazia a sua terceira pole position do ano, e tinha a seu lado o Brabham-Cosworth de Nelson Piquet, que demonstrava o seu talento e o excelente chassis que tinha em mãos. Na segunda fila estavam o Ferrari de Gilles Villeneuve e o Ligier de Jacques Laffite. Na terceira fila encontravam-se o segundo Williams de Clay Regazzoni e o Lotus-Cosworth de Carlos Reutemann, e na quarta alinhavam os Renault de René Arnoux e Jean-Pierre Jabouille. O segundo Brabham de Ricardo Zunino e o Tyrrell-Cosworth de Didier Pironi fechavam o "top ten".

     Seis pilotos ficaram de fora desta corrida. Eram eles o Shadow de Jan Lammers, o Alfa Romeo de Vittorio Brambilla, o Rebaque de Hector Rebaque, o Merzario de Arturo Merzário, o Arrows de Jochen Mass e o Copersucar-Fittipaldi de Alex Dias Ribeiro.

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     No dia da corrida, as possibilidades de chover eram de 50 %. Alguns minutos antes da corrida, uma chuva forte tinha alagado a pista, apesar desta ter diminuido no momento da largada. Todos tinham mudado de pneus, exceto dois pilotos: Nelson Piquet e Mario Andretti. Ambos não tinham nada a perder, logo... No momento da largada, houve confusão, com Jody Scheckter e o Wolf de Keke Rosberg, que sairam da pista na primeira curva, mas regressaram à corrida, enquanto que Giacomelli acabava na barreira de proteção, com a direção torta. No final da primeira volta, Villeneuve era o lider, com Jones logo atrás e Reutemann estava em terceiro.

     A chuva continuava fraca, e os pilotos tinham dificuldades em permanecer em pista. Na volta 2, o Ligier de Jacky Ickx, que tinha sido o último na qualificação, tinha conquistado doze posições, mas ao aproximar-se da traseira do Tyrrell de Derek Daly, errou na frenagem e bateu no carro do irlandês. Assim acabou a última corrida do piloto belga na Formula 1. Na volta seguinte era a vez do seu companheiro Laffite... no mesmo lugar! Mais uma volta e era a vez de Carlos Reutmann  ficar pelo caminho.

     A partir da volta dez, a chuva veio com maior intensidade, e os pneus Michelin trabalharam melhor na chuva do que os Goodyear. Assim, Villeneuve conseguiu distanciar-se de Jones e Regazzoni, que o seguiam nas posições posteriores. Mas oito voltas mais tarde, a chuva parou e o asfalto começou a secar, favorecendo os Goodyears, e em consequência, os Williams. Por essa altura, Scheckter, que já era terceiro colocado, mudou os pneus para seco, mas acabou tendo azar, pois mal entrou na pista e acabou rodando.

     Somente a partir da volta 25, os pilotos acharam por bem trocar de pneus. Aos poucos, os pilotos fizeram isso, exceto três deles: os Ferrari de Villeneuve e Scheckter e o Renault de Arnoux. Curiosamente, estes três usavam Michelin. Mas como eles não eram tão eficazes como os Goodyear, Jones conseguiu alcançá-los, à razão de dois segundos por volta. Na volta 32, o australiano estava na frente da corrida. Duas voltas depois, Villeneuve trocou para slick e voltou à pista 35 segundos atrás de Jones.

     Parecia que a corrida estava decidida a favor do australiano. Mas na volta 37, Jones vai aos boxes para nova troca. Os mecânicos fazem a devida operação, mas a pressa faz com que o mecânico que operava o macaco pneumático colocasse o carro muito cedo no chão, uma vez que, o mecânico que operava a roda traseira direita ainda não tinha concluido a operação. Resultado: mal Jones entrou em pista, a roda soltou e ele não teve outro opção, a não ser encostar e abandonar.

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     O erro da Williams significou a vitória certa para Villeneuve, pois tinha quase uma volta de vantagem  para Scheckter. O sulafricano acreditava que estava a caminho de mais um bom resultado, quando na volta 48, um pneu estourou, longe demais dos boxes. Nesta altura, só havia nove carros na pista. Arnoux chegou ao segundo posto, com Pironi logo atrás. Derk Daly estava a caminho de um bom quarto posto, aproveitando a desistência de Piquet, devido a um problema de transmissão. Mas o irlandês perdeu o controle do seu carro na volta 52, e o lugar caiu nas mãos de Elio de Angelis, no seu Shadow.

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      As coisas permaneceram assim, com sete carros cruzando a linha de chegada, e com Gilles Villeneuve como vencedor. René Arnoux e Didier Pironi acompanharam-no ao pódio, enquanto que nos restantes lugares pontuáveis havia algumas novidades: Elio de Angelis conquistava aos 21 anos os seus primeiros três pontos da carreira (e os últimos da história da Shadow), Hans Stuck conseguia dois pontos para a Shadow, curiosamente na sua última corrida da carreira na Formula 1, e para fechar os lugares pontuáveis, estava o McLaren de John Watson.

     Melhores momentos do GP:


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Gilles Villeneuve em Montreal (1978): septuagésima terceira vitória da Ferrari


     Uma semana depois de Watkins Glen, o pelotão da Formula 1 atravessava a fronteira e chegava ao Canadá, em um circuito novo, construído na Ilha de Notredame, em Montreal no mesmo local onde, nove anos antes, tinha ocorrido a Expo 67, e onde tinham também sido realizadas as provas de remo dos Jogos Olímpicos.

     Ter uma pista no meio do Rio
São Lourenço, provavelmente era uma maneira de Quebec capitalizar os feitos do jovem Gilles Villeneuve nas pistas europeias e mundiais, ao volante de um dos carros da Scuderia. Ótimo para a publicidade, mas péssimo para os pilotos, pois estes se queixaram que a pista era muito estreita, dificultando as ultrapassagens.

     Os organizadores decidiram que o grid seria restrito a 22 pilotos dos 28 inscritos. No pelotão, Ricardo Patrese estava de volta à Arrows, depois da GPDA o ter banido de correr a prova anterior, pois os pilotos achavam que ele era o culpado pelo acidente fatal de Ronnie Peterson, um mês antes, em Monza, enquanto que a Brabham inscrevia um terceiro carro para o jovem brasileiro Nelson Piquet. Na Ensign, Derek Daly iria correr sozinho.

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     Nos treinos ocorreu a batalha direta entre o Wolf de Jody Scheckter, o Lotus de Jean-Pierre Jarier e o Ferrari de Gilles Villeneuve. Jarier levou a melhor, batendo o sul-africano por um centésimo de segundo, enquanto que Villeneuve foi o terceiro. No quarto posto do grid ficava o Brabham de John Watson, enquanto que a terceira fila tinha o Williams de Alan Jones, que melhorava cada vez mais, e o Copersucar de Emerson Fittipaldi, na melhor qualificação do ano para a marca. Na quarta fila estavam Niki Lauda e o Shadow de Hans Joachim Stuck. Nelson Piquet qualifica-se numa satisfatória 14ª posição.

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     Seis pilotos não se qualificam na última corrida do ano: o Shadow de Clay Regazzoni, o Surtees de Beppe Gabbiani, o Merzário de Arturo Merzário, o Arrows de Rolf Stommelen, o ATS de Michael Bleekmolen e o Lotus privado de Hector Rebaque. Para Gabbiani, Bleekmolen e Stommelen, foram as suas ultimas aparições na Formula 1.

     No dia da corrida, sob céu nublado e muito frio, mais de cem mil pessoas foram assistir à etapa final do campeonato, esperançosos, talvez, em ver pela primeira vez um canadense no lugar mais alto do pódio. Na largada, Jarier arranca bem e consegue arranjar uma grande vantagem sobre o resto do pelotão, liderado por Jones, seguido por Scheckter, Villeneuve e Watson. Entretanto, Fittipaldi e Stuck envolvem-se em uma luta pelo quinto lugar e acabam fora nas primeiras curvas do circuito.

     Com o passar das voltas, a vantagem de Jarier aumenta consideravelmente, e todos acham que o piloto francês, que tinha guiado parte do ano à serviço da Arrows, iria finalmente ganhar a sua primeira corrida da carreira, uma vez que a liderança era absoluta. Quando ao seu companheiro Mário Andretti, este lutava pela quinta posição com Watson, quando colidiram, causando a desistência do piloto inglês, e a lentidão do americano. Acabou a corrida no décimo lugar, a uma volta do vencedor.


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     Na volta 18, Jones começa a sofrer com um furo no pneu, e perde o segundo lugar para Scheckter, e depois o terceiro posto para Villeneuve. Poucas voltas depois, o canadense alcança o seu futuro companheiro de equipe na Ferrari, e obtem a segunda posição, tendo agora, mais de 30 segundos de desvantagem para Jarier, que continuava isolado na liderança..... até ter problemas com a pressão do óleo. Então, no final da volta 50, Jarier vai para as boxes, e não há outra hipótese senão abandonar a corrida. Assim Gilles Villeneuve herda a liderança, para delírio dos locais.

     A vinte voltas do fim, Villeneuve tinha uma boa diferença sobre o resto do pelotão, e tinha somente de se controlar e levar o carro até ao fim, para conseguir o que era para muitos um sonho: um canadense ganhando em casa! No final, perante cem mil canadenses delirantes e o primeiro-ministro Pierre Trudeau, Gilles Villeneuve dava à Ferrari a quinta vitória do ano, e a primeira da sua carreira. Scheckter era segundo, no Wolf (seria o último pódio para a marca), e Carlos Reutmann o terceiro. Nos restantes lugares pontuáveis ficavam o Arrows de Riccardo Patrese, o Tyrrell de Patrick Depailler e o Ensign de Derek Daly, na primeira vez que um piloto da Irlanda alcançava pontos na Formula 1.


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     E assim terminava a temporada de 1978, o ano em que a Lotus dominou, marcado pelo triunfo de Mário Andretti e pela tragédia do acidente fatal de Ronnie Peterson. Mas novas esperanças e novos projetos surgiam no horizonte…

     Melhores momentos do GP:


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Carlos reutemann em Watkins Glen (1978): septuagésima segunda vitória da Ferrari


     Três semanas antes, a Formula 1 passava por um momento ruim, com a carambola da largada em Monza, que levou à morte de Ronnie Peterson e a ferimentos graves no italiano Vittorio Brambilla. A morte do piloto sueco fora particularmente sentida, pois era um dos mais talentosos e populares do pelotão da Formula 1, e o título de Mário Andretti, conquistado algumas horas depois, não tinha sabor nenhum.


     Foi nesse ambiente depressivo que o pelotão da Formula 1 chegou a Watkins Glen, palco do GP dos Estados Unidos, a penúltima prova do campeonato. O pelotão da Formula 1 discutira durante os dias seguintes quem era o culpado do acidente, e precisavam rapidamente de um culpado. Foi fácil: o jovem e algo tempestuoso piloto italiano Riccardo Patrese foi considerado o culpado, e a GPDA decidiu excluí-lo da corrida americana. O italiano tentou reverter a decisão, tentando impedir a corrida em tribunal, mas não foi bem sucedido. A Arrows iria correr somente com um carro, com Rolf Stommelen ao volante.

     A Lotus teve que arranjar um novo piloto para as duas últimas provas deste campeonato, e a solução foi encontrada na figura de Jean Pierre Jarier, que fazia uma má temporada na ATS. Quanto à Surtees, teve que arranjar dois pilotos novos, para o lugar de Brambilla e Rupert Keegan, que tinha tido um acidente algumas semanas antes, em Zandvoort. A solução foi arranjar o italiano Beppe Gabbiani e o francês René Arnoux, que tinha ficado sem carro depois do encerramento das operações da Martini na Formula 1. A Wolf aproveitou as corridas na América para inscrever um segundo carro, para um jovem americano que iria ter sucesso… no seu país. Era Bobby Rahal.

     A Ensign inscrevia dois carros, para Derek Daly e para Brett Lunger, que tinha ficado sem equipe depois do encerramento das operações da BS Fabrications, e na Brabham, Bernie Ecclestone anunciava que o jovem brasileiro Nelson Piquet seria o companheiro de Niki Lauda para 1979, com efeito imediato. Só que a ideia de arranjar um terceiro carro para correr na pista americana foi por água abaixo, pois o chassis não ficou pronto a tempo.

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      Os treinos foram dominados por Mário Andretti, tanto na sexta quanto no sábado, fazendo naturalmente a “pole position”. Ao seu lado partia o argentino Carlos Reutmann, da Ferrari, enquanto que na segunda fila ficavam o Williams de Alan Jones, na melhor qualificação da equipe até então, e no quarto lugar do grid ficava o segundo Ferrari de Gilles Villeneuve. Niki Lauda era quinto, e tinha a seu lado o inglês James Hunt. Jean Pierre Jarier partia do oitavo lugar, Emerson Fittipaldi do 13º, René Arnoux partia da 21ª posição, um lugar atrás de Bobby Rahal.

     No warm-up, Andretti teve um acidente, o que fez com que usasse o chassis de Jarier, enquanto que o francês usaria outro chassis, que tinha chegado ao circuito na manhã da corrida, e isso iria condicionar o desempenho da equipe. Na largada, Andretti se mantém na liderança, com os Ferrari de Reutmann e Villeneuve, e o Williams de Jones logo atrás. Emerson Fittipaldi queimava a embraiagem na largada, mas conseguiu o milagre de engatar uma marcha, e andar uma volta para arrefecer o sistema. Quando conseguiu, começou a fazer uma corrida de trás para a frente, recuperando uma série de posições.

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     Entretanto, Mário Andretti percebia que seu Lotus não era tão bom como julgava, e cedo foi ultrapassado por Reutmann e Villeneuve, caindo para a terceira posição. Na volta 21, ainda foi ultrapassado por Alan Jones, no seu Williams, mas recuperou a terceira posição duas voltas depois, quando o motor de Villeneuve explodiu. Mas na volta 27, foi a vez do motor Cosworth do americano explodir, deixando desiludidos os torcedores americanos que tinham ido a Watkins Glen, para assistir à consagração do italo-americano. Na volta seguinte, foi a vez do motor Alfa Romeo do carro de Niki Lauda que “entregava a alma ao Criador”, fazendo com que o terceiro classificado fosse agora… o Renault Turbo de Jean Pierre Jabouille.

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     Só que o francês estava pressionado pelo Wolf de Scheckter e pelo Lotus de Jarier. Durante algum tempo, o francês aguentou os ataques, mas pouco tempo depois, os freios do Renault começaram a ceder, e foi ultrapassado, primeiro por Scheckter, e depois pelo endiabrado Jarier, que na volta onze, tinha parado nos boxes com um pneu furado, e tinha feito uma corrida de recuperação. Pouco depois, subia para terceiro, passando o sulafricano da Wolf, mas a três voltas do fim, todo o seu esforço cairia por terra, pois ficou sem gasolina! Em compensação, fez a volta mais rápida...

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     No final da corrida, Reutmann ganhou a sua quarta corrida do ano, na sua Ferrari, com Jones no segundo lugar, dando à Williams o primeiro pódio do ano. Jody Scheckter conseguiu o terceiro posto, Jabouille dava à Renault os primeiros pontos de um motor Turbo na história da Formula 1, e fechando os lugares pontuáveis, um magnifico Emerson Fittipaldi, no seu Copersucar e o McLaren-Cosworth de Patrick Tambay. Agora, máquinas e pilotos deslocavam-se para o Canadá, para a etapa final, num circuito novo, construido em frente à cidade de Montreal...

     Melhores momentos do GP:


quarta-feira, 6 de julho de 2011

Didier Pironi em Jacarepaguá (1981): Prost não entendeu nada!!!!

    

     No dia da corrida, o tempo estava chuvoso, e a pista estava bastante úmida na hora da largada. Todos usavam pneus de chuva, exceto Nelson Piquet, Didier Pironi e Siegfried Stohr. Na largada, houve confusão, quando Prost parte mal e Villeneuve o evita. Andretti, que vinha atrás, bate na traseira do Ferrari de Gilles. Para todos a corrida iria terminar mais cedo opu ficaria bastante comprometida.

     Andretti, com esta colisão, saiu logo na largada. Na volta 19, Didier Pironi perde o controle de sua Ferrari e acaba acertando em cheio Alain Prost, durante uma tentativa de ultrapassagem. Os dois saem da pista e acabam parando na cerca de proteção.      


     Na volta 20, o Arrows de Siegfried Stohr, que havia se envolvido em uma colisão na largada com o Renault de Arnoux, o Tyrrell de Eddie Cheever e o Fittipaldi de Chico Serra, tem problemas e sai do GP. Na volta 25 é a vez de Gilles abandonar com problemas no Turbo. Nelson Piquet conseguiu chegar ao final do GP, mas na décima segunda posição (fora dos pontos).


     À medida que a corrida se aproximava do fim, os Williams eram donos e senhores da corrida. Mas Frank Williams pede a Reutemann, o líder, para que cedesse essa posição a Alan Jones. Contudo, o argentino faz vista grossa a placa que é constantemente mostrado na parede dos boxes, que diz “JONES –REUT” e foi assim até à bandeira quadriculada, deixando Frank Williams muito furioso.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Gilles em Silverstone (1981): que zebrinha!!!!!


     Após a largada, Prost assumiu a liderança ainda no final da primeira volta com Pironi, Villeneuve, Arnoux e Piquet atrás dele. Arnoux conseguiu ultrapassar as duas Ferrari até a terceira volta e, com isso, colocou a equipe Renault em primeiro e segundo lugares na corrida, com Piquet em terceiro lugar, tendo obtido esta posição ápós ultrapassar Villeneuve. Pouco depois, o canadense tocou a zebra em Woodcote e rodou. Alan Jones, que vinha atrás,  tentou evitar a Ferrari mas não conseguiu e acabou batendo em Villeneuve. De Cesaris foi o próximo. Para desviar da colisão à frenter, saiu da pista e acabou colidindo com as barreiras de proteção (espécie de cercas). Villeneuve ligou a Ferrari novamente, mas só conseguiu chegar até a curva Stowe, onde estacionau e abandonou o GP.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Gilles em Jacarepaguá (1982): Nelson Piquet não aliviou em casa, mas também....


     O terceiro GP do Brasil realizado no Rio de Janeiro foi cercado de polêmicas. Na largada, os carros turbo de Gilles Villeneuve e René Arnaux dispararam na frente. Keke Rosberg também saiu bem e não demorou para ultrapassar o francês.


     Nelson Piquet subiu para a sexta posição e rapidamente chegou ao terceiro lugar. O brasileiro travou um belo duelo com Rene Arnoux, levando a melhor na Curva Sul.

    O show continuou pouco tempo depois. No final da Curva dos Boxes, Rosberg passou Piquet, que rapidamente deu o troco. O finlandês repetiu a manobra duas voltas depois, mas tornou a perder a posição para o brasileiro.


     Piquet assumiu a liderança de forma polêmica, forçando a passagem sobre Villeneuve, que só não bateu no guard rail graças a sua habilidade. Enquanto Chico Serra e Raul Boesel abandonavam, Piquet abriu uma vantagem de quase cinco segundos para Rosberg, vencendo a prova carioca.

     Video do acidente de Gilles Villeneuve:


     O esforço de Piquet foi tamanho que o piloto acabou desmaiando no lugar mais alto do pódio. Ele foi socorrido pelo então governador do Rio de Janeiro, Chagas Freitas, e por Rosberg, segundo colocado.

     Mas o resultado de Jacarepaguá acabou sendo modificado dias depois, graças à descoberta de um engenhoso recurso que beneficiava os carros de Brabham e Williams. Explica-se: o sistema de refrigeração dos freios era feito com água, o que deixava os carros dentro do peso mínimo estipulado antes da largada.


    Porém, ao longo da corrida, a água armazenada nos carros era utilizada, o que deixava os monopostos mais leves do que os das demais equipes. Como o regulamento permitia a reposição dos fluídos antes da pesagem obrigatória, os carros voltavam a ficar dentro das regras.

     No final das contas, a FIA decidiu desclassificar Piquet e Rosberg, e a vitória caiu no colo de Alain Prost.

      Resultado final

1 - Alain Prost - Renault
2 - John Watson - McLaren-Cosworth
3 - Nigel Mansell - Lotus-Cosworth
4 - Michele Alboreto - Tyrrell-Cosworth
5 - Manfred Winkelhock - ATS-Cosworth
6 - Didier Pironi - Ferrari


Fonte: http://quatrorodas.abril.com.br/grid/noticias/

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Gilles em Buenos Aires (1982): Galvão Bueno diria - foi comprar terreno....

Ferrari 312T5

     Antes de sua realização a prova sofreu uma ameaça de boicote devido ao péssimo estado do asfalto, contudo a corrida teve início após minimizado o impasse. Dada a largada, Alan Jones segurou a ponta e já ao final do primeiro giro possuía uma vantagem de três segundos sobre o resto do pelotão, sendo que o maior exemplo de seu êxito foi, ao retornar dos boxes na quarta posição, o toque nas rodas do carro de Gilles Villeneuve, manobra que marcou a recuperação do australiano que reassumiu a liderança na vigésima oitava volta e assim rumou para a vitória. Ao fim da corrida podemos destacar os nomes de Nelson Piquet e Keke Rosberg, que subiram pela primeira vez ao pódio, e de Alain Prost, que pontuou já em sua estréia.
    
      O toque recebido por Gilles pode ter causado a falha na suspensão da Ferrari, que culminou com a saida de pista do canadense e o choque com a grade de proteção.





Fonte: Wilkipédia
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