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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Patrick Tambay em Hockenheim (1982): octagésima quarta vitória da Ferrari


      Uma corrida onde a glória e comédia andaram de braço dado com a tragédia, pois foi aqui que Didier Pironi encerrou de uma forma dramática sua carreira na Formula 1, quando tinha todas as chances de ser o primeiro francês Campeão do Mundo.

     Antes da etapa de Hockenheim, Didier Pironi liderava com folga o Mundial de pilotos, depois das suas vitórias em San Marimo e na Holanda. Piloto regular, tinha 39 pontos ao chegar na Alemanha, e ainda faltavam cinco corridas para o fim da temporada. O Ferrari 126C era uma máquina vencedora, a única capaz de rivalizar com o rápido, mas pouco confiável Renault R30B de Alain Prost e René Arnoux, apesar da dobradinha na etapa anterior, no circuito francês de Paul Ricard.


     Apesar destes dois opositores, foi Pironi que levou a melhor nos treinos, seguido por Nelson Piquet, no seu Brabham-BMW e René Arnoux. Alain Prost foi o quarto no grid e Patrick Tambay ficou com o quinto posto. Os treinos correram sob pista seca, mas na manhã de Domingo, 8 de Agosto, uma chuva intensa faz reduzir a visibilidade na pista, ainda mais quando as árvores à volta complicam a visibilidade dos pilotos, devido à humidade no ar e a condensação. O Ferrari de Pironi tinha passado a terceira chicane (mais tarde chamada Chicane Senna), quando não viu que estava muito próximo do Renault de Alain Prost. O carro catapultou, num acidente semelhante ao que matou o seu companheiro Gilles Villeneuve exatamente três meses antes. Pironi ficou com graves ferimentos nas pernas, o que decretou o final de sua carreira automobilística.



     A corrida ocorreu mais tarde, com o primeiro lugar vago. Nelson Piquet, que horas antes tinha sido o primeiro a chegar ao local e ficara traumatizado com a gravidade dos ferimentos, perdeu a pole para os Renault de Prost e Arnoux, caindo para terceiro, à frente de Tambay. Na volta dez, depois de os ultrapassar, a comédia acontece: quando o Brabham-BMW numero 1 tenta ultrapassar o ATS do chileno Eliseo Salazar na segunda chicane, este não o vê e atira o brasileiro para fora da pista. Piquet sai do carro irritado, vai atrás de Salazar e "mete a porrada"! Algo inédito, sem dúvida…



     Anos depois, A BMW disse-lhe que o motor provavelmente não iria aguentar mais duas voltas, o que seria um problema ainda maior, caso isso acontecesse no seu próprio Grande Prêmio… portanto, a colisão até foi uma bênção! 


     A corrida decorreu sem muitos mais atrativos. Patrick Tambay alcançou a sua primeira e única vitória na Formula 1, amenizando a atmosfera de pesar na Ferrari. René Arnoux, acabou em segundo, no seu Renault. Para completar o pódio, veio o Williams de Keke Rosberg. Dos outros candidatos ao título, o francês Alain Prost desistiu com um problema na injeção do seu Renault, enquanto que o inglês John Watson, num McLaren, desistiu por sair da pista perto do fim, fazendo com que o grande beneficiário da situação fosse o finlandês. E talvez tenha sido aqui que ele construiu o percurso que o levou ao título mundial…

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Gilles Villeneuve em Monte Carlo (1981): octagésima vitória da Ferrari

   

     A temporada 1980 de Fórmula 1 foi caracteriza pela apatia da Ferrari e da McLaren (não venceram corridas), mas também pelos grandes méritos da Williams, que mostrou a que veio.

     Embora a disputa entre pilotos tenha sido um pouco mais acirrada entre o campeão Alan Jones e o brasileiro Nelson Piquet, da Brabham, o campeonato de construtores foi conquistado facilmente pela escuderia britânica.

     O vice-campeonato de Piquet, entretanto, foi a grata surpresa para o torcedor brasileiro. Era o prenúncio de que uma nova era de conquistas verde e amarela estava por surgir.

     Porém, mais uma morte quebrou o clima de festa da temporada. O piloto francês Patrick Depailler morreu durante os treinos livres para o GP da Alemanha.

     Fotos do acidente fatal de Patrick Depailler:




     Na temporada de 1981, enquanto as equipes Ferrari e McLaren amargavam mais uma temporada apática, a Williams dominava o campeonato. Porém, foi a Brabham de Nelson Piquet quem ficou com o título de pilotos neste ano.

     O brasileiro chegou à última corrida na segunda posição. Enquanto o argentino Carlos Reutemann, da Williams, estava um ponto a sua frente. O francês Jacques Laffite, da Ligier, ainda corria por fora, seis pontos atrás do argentino.

     Tudo parecia se encaminhar para um título de Reutemann quando ele fez a pole position no GP de Las Vegas. Mas a corrida dele não saiu conforme o esperado. Em sexto lugar, há seis voltas do fim da corrida, ele teve problemas com a quarta marcha e foi ultrapassado por Watson e Laffite, caindo para a oitava posição.

     Nelson Piquet se manteve firme no 5º lugar, o que lhe garantiu o primeiro título da carreira e o terceiro triunfo de um brasileiro na F1.


     Quinze dias depois dos eventos de Zolder, na Bélgica, a Formula 1 estava nas ruas de Mônaco para disputar a prova mais tradicional do ano, nas ruas de Monte Carlo, perante o Principe Ranier e Grace Kelly, entre muitos outros. Quando a Formula 1 chegou em Mônaco, os organizadores ficaram em pânico ao verem que a lista de inscritos era enorme, com 31 carros, sendo que somente vinte poderiam disputar o GP.

      Assim sendo, decidiram elaborar uma pré-qualificação, onde reduziram os carros para 26, e daí se qualificariam os vinte melhores tempos das sessões de quinta e sábado. Na pré-qualificação, os cinco piores tempos seriam eliminados e, assim sendo, ficaram de fora os Toleman de Brian Henton e Derek Warwick, bem como o ATS de Slim Borgudd e os March de Derek Daly e Eliseo Salazar. Nos dois dias de qualificação, desses vinte e seis, seis iriam ficar de fora, e havia algumas surpresas entre os que não se qualificaram para o GP: o Ligier de Jean Pierre Jabouille, o Brabham de Hector Rebaque, os Fittipaldi de Keke Rosberg e Chico Serra, e os Osella de Piercarlo Ghinzani e Beppe Gabbani.


     Pelo contrário, o “poleman” era um homem feliz, pois sabia que esse primeiro lugar era meio caminho andado para a vitória. Nelson Piquet tinha conseguido o primeiro lugar, tendo a seu lado o Ferrari de Gilles Villeneuve. Nigel Mansell consegue um surpreendente terceiro posto, à frente do Williams de Carlos Reutemann. Riccardo Patrese era quinto, no seu Arrows, seguido pelo segundo Lotus de Elio de Angelis. Alan Jones era apenas sétimo no grid com o seu Williams, na frente do Ligier de Jacques Laffite, e para fechar o “top ten” estavam o Renault de Alain Prost e o McLaren de John Watson.

     A corrida começa com Piquet mantendo a liderança, enquanto que na Ste. Devote, Andrea de Cesaris e Mario Andretti colidem e saem de cena logo nos primeiros metros. Atrás de Piquet estava Villeneuve, Mansell e os Williams de Reutemann e Jones. Pouco depois, Mansell abandou devido a problemas de suspensão no seu Lotus, enquanto que Jones já estava na frente de Reutemann, que enfrentava problemas na caixa de câmbio. Por causa disso, iria abandonar a corrida na volta 33.

     Algumas voltas mais tarde, Jones chegou em Villeneuve e conseguiu ultrapassá-lo, ficando com a segunda posição. Em seguida, o australiano começou a se aproximar de Nelson Piquet para o desafiar na liderança. A pressão deu resultado e, na volta 53, quando o brasileiro alcançou alguns retardatários, desconcentrou-se e bateu no guard rail, acabando ali com a sua corrida.

     Assim, Jones estava tranquilo, pois Villeneuve estava relativamente distante. Mas a partir dali começou a ter problemas na alimentação do combustivel e começou a ver Villeneuve se aproximar. A quatro voltas do fim, Villeneuve, depois de muita pressão, conseguiu por fim ultrapassá-lo e ficar com a liderança, enquanto que o australiano tinha de fazer o seu melhor, para levar o carro até ao fim.

 

     No final, Villeneuve comemorava em Mônaco a sua primeira vitória do ano e a primeira da Ferrari desde 1979. O carro podia ser feio e pouco eficaz, mas as promessas que o seu motor Turbo tinha demonstrado nas corridas anteriores tinham por fim sido concretizados nas ruas do principado. Alan Jones conseguiu levar o carro até  o fim em segundo lugar, enquanto que Jacques Laffite era o terceiro, no seu Ligier. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o segundo Ferrari de Didier Pironi, o Tyrrell de Eddie Cheever e o suiço Marc Surer, no seu Ensign.

     Melhores momentos do GP:


Fonte: http://podiumgp.com.br/2011/05/
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