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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Didier Pironi em Jacarepaguá (1981): Prost não entendeu nada!!!!

    

     No dia da corrida, o tempo estava chuvoso, e a pista estava bastante úmida na hora da largada. Todos usavam pneus de chuva, exceto Nelson Piquet, Didier Pironi e Siegfried Stohr. Na largada, houve confusão, quando Prost parte mal e Villeneuve o evita. Andretti, que vinha atrás, bate na traseira do Ferrari de Gilles. Para todos a corrida iria terminar mais cedo opu ficaria bastante comprometida.

     Andretti, com esta colisão, saiu logo na largada. Na volta 19, Didier Pironi perde o controle de sua Ferrari e acaba acertando em cheio Alain Prost, durante uma tentativa de ultrapassagem. Os dois saem da pista e acabam parando na cerca de proteção.      


     Na volta 20, o Arrows de Siegfried Stohr, que havia se envolvido em uma colisão na largada com o Renault de Arnoux, o Tyrrell de Eddie Cheever e o Fittipaldi de Chico Serra, tem problemas e sai do GP. Na volta 25 é a vez de Gilles abandonar com problemas no Turbo. Nelson Piquet conseguiu chegar ao final do GP, mas na décima segunda posição (fora dos pontos).


     À medida que a corrida se aproximava do fim, os Williams eram donos e senhores da corrida. Mas Frank Williams pede a Reutemann, o líder, para que cedesse essa posição a Alan Jones. Contudo, o argentino faz vista grossa a placa que é constantemente mostrado na parede dos boxes, que diz “JONES –REUT” e foi assim até à bandeira quadriculada, deixando Frank Williams muito furioso.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Niki Lauda em Zolder (1975): quinquagésima quarta vitória da Ferrari


     Quinze dias depois de Mônaco, onde Niki Lauda conseguia a sua primeira vitória do ano, a Ferrari chegava a Zolder com o objetivo de capitalizar essa vitória para lançar as candidaturas para o título. Apesar de naquele ano ter havido cinco vencedores diferentes, esperava-se que em Zolder, as coisas fossem de novo favoráveis à Ferrari.

     No pelotão da Formula 1, a Parnelli e a Ensign não estavam presentes no grid por vários motivos. Mario Andretti tentava a  sorte nas 500 Milhas de Indianápolis, enquanto que Roelof Wundernik tinha se lesionado numa corrida de Formula 5000 e a equipe primou pela ausência. Na Embassy-Hill, com Graham Hill já nos bastidores, e Rolf Stommelen ainda se recuperando dos ferimentos, foram contratados dois pilotos para a ocasião: o britânico Tony Brise e o francês Francois Migault.

      Os treinos tiveram alguns episódios inusitados, e um deles foi no mínimo estranho. O Lotus de Ronnie Peterson teve um problema mecânico e encostou. Contudo, este ficou numa posição perigosa para os outros pilotos, e os organizadores decidiram aplicar uma multa.


     No final das sessões de qualificação, Niki Lauda foi o "poleman" em Zolder, mas os tempos foram todos feitos na Sexta-feira, porque os treinos de sábado foram sob chuva. Ao seu lado estava o Brabham de José Carlos Pace, enquanto que a segunda fila, surpreendente, aparecia o March de Vittorio Brambilla e o segundo Ferrari de Clay Regazzoni. Em quinto lugar no grid estava o Shadow de Tom Pryce, tendo a seu lado o segundo Brabham de Carlos Reuetmann. Outra grande surpresa era o sétimo lugar do Hill de Tony Brise, que conseguira bater o McLaren de Emerson Fittipaldi, o oitavo no grid. O Tyrrell de Jody Scheckter e o segundo Shadow de Jean Pierre Jarier fechavam o "top ten" nesta corrida belga.


     A corrida começa com Pace largando melhor que Lauda, mas ambos iam ser superados pelo italiano Brambilla, que era o lider no final da primeira volta. Mais atrás, o Surtees de John Watson e o McLaren de Jochen Mass colidem, ficando o alemão pelo caminho. Na volta seguinte, uma nova colisão entre o Hesketh de Alan Jones e o Williams de Jacques Laffite resultou no abandono do piloto australiano, ao mesmo tempo em que o segundo piloto da Williams, o italiano Arturo Merzário, desistia com problemas na embreagem.

     Poucas voltas depois, Brambilla estava na liderança da corrida, quando Pace começou a ter problemas com os freios. Aliás, isto viria a ser a praga de todos os pilotos, especialmente na parte final. O italiano ficou na liderança por algumas voltas, até que os seus freios também começaram a ceder, sendo ultrapassado por Lauda. Pouco depois, perdia o segundo posto para o sul-africano da Tyrrell, que vinha fazendo uma prova de recuperação e chegava ao segundo posto por volta do primeiro terço da corrida.


     À medida que a corrida prossegia, a resistência dos carros começava a se esgotar. Pace tinha problemas para controlar a direcção do seu carro, e depois ficou sem a terceira marcha, caindo na classificação geral. A mesma coisa aconteceu com Brambilla, especialmente depois de sofrer com um pneu furado e ir aos boxes, entregando o terceiro posto a Reutemann, que tinha Regazzoni e Fittipaldi na sua "cola".


     Mais tarde, Brambilla desistiu, vitima dos freios, enquanto que fittipaldi sofreu com o mesmo problema no final da corrida, perdendo três lugares nas voltas finais e acabando em sétimo, fora dos pontos. Mas o grande vencedor foi Niki Lauda, que conseguia a sua segunda vitória consecutiva e provavelmente se tornava o candidato numero um ao título mundial. Jody Scheckter e Carlos Reutemann subiam ao pódio, enquanto que o segundo Tyrrell de Patrick Depailler, o segundo Ferrari de Clay Regazzoni e o Shadow de Tom Pryce ficavam com os restantes lugares pontuáveis.

sábado, 18 de junho de 2011

Mario Andretti em Kyalami (1971): quadragésima sétima vitória da Ferrari


     Após a morte de Jochen Rindt, a Lotus confiou no jovem piloto brasileiro Emerson Fittipaldi na temporada 1971 de Fórmula 1. Mas a inexperiência fez com que ele alcançasse apenas o sexto lugar na classificação.

     Bom para o inglês Jackie Stewart. Estreando pela equipe Tyrrell, ele não encontrou oponentes à altura e ficou vinte e nove pontos à frente do segundo colocado, o sueco Ronnie Peterson, da March.

     Enquanto a equipe dele terminou o mundial de construtores trinta e sete pontos à frente da BRM, a segunda colocada. A Ferrari obteve duas vitórias nesta temporada.


     Na qualificação para o GP de Kyalami, Jackie Stewart (em execução com pneus Goodyears ao invés de Dunlops) foi o mais rápido com Amon e Regazzoni (Ferrari 312B) ao lado dele na primeira fila. Andretti (Ferrari 312B) compartilhava a segunda fila com Fittipaldi, enquanto Surtees, Hulme, Ickx (Ferrari 312B) estavam na terceira fila. Houve um desempenho impressionante do piloto local  Dave Charlton, que se classificou em 12º lugar com um Lucky Strike patrocinado Brabham.


      Na largada, Regazzoni assumiu a liderança com Fittipaldi em segundo, à frente de Ickx, Hulme, Rodriguez, Andretti e um Stewart muito lento. Surtees também tinha feito uma péssima largada e ocupava a  11º posição, enquanto Amon era décimo quarto. Nas primeiras voltas,  Hulme obteve o segundo lugar e na volta 17, ele assumiu a liderança, até então com Regazzoni. Ele ficou lá até a volta 76, quando teve um problema de suspensão e foi para os boxes, para reparos. Regazzoni que ocupava o segundo lugar no grid, após perder a posição para Hulme, foi ultrapassado também por Surtees e Andretti e, algumas voltas mais tarde, o americano ultrapassou Surtees. Quando Hulme teve problemas, Andretti assumiu a liderança e venceu seu primeiro Grand Prix. No final da corrida, Stewart foi capaz de alcançar e ultrpassar Surtees e Regazzoni, terminando em segundo com Regazzoni em terceiro. Além destes, o único piloto que completou a distância total da prova foi Wisell na Lotus, enquanto Amon e Hulme receberam os pontos, depois que Surtees e Fittipaldi sairam com problemas mecânicos. No entanto, não chegaram a completar as 79 voltas. 


     Melhores momentos do GP:

 Parte 01

Parte 02

Parte 03
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