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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Michelle Alboreto em Zolder (1984): octagésima nona vitória da Ferrari

    

     Com uma veloz dupla de pilotos formada por Niki Lauda e Alain Prost, a McLaren dominou a temporada 1984 de Fórmula 1.

     Embora a disputa tenha sido emocionante entre os dois pilotos da mesma equipe, o campeonato de construtores foi ganho com uma vantagem de 86 pontos sobre a Ferrari.

     Enquanto o austríaco Niki Lauda sagrou-se tricampeão mundial com uma vantagem de apenas meio ponto para o francês Alain Prost que, pelo segundo ano consecutivo, foi vice-campeão.


      A terceira prova do campeonato de 1984 era a corrida onde a Formula 1 fazia a sua estreia em pistas européias. Depois de Spa-Francochamps, no ano anterior, voltava-se a Zolder para a disputa do GP da Bélgica.

    A grande novidade desta corrida foi o regresso da Spirit, agora com motores Hart Turbo, e com o italiano Mauro Baldi ao volante. Com 28 pilotos inscritos, haveriam dois não qualificados neste Grande Prêmio. Na Arrows, a equipe iria estrear o modelo A7, com motores BMW Turbo, com Thierry Boutsen ao volante. Uma bela estreia em casa… Na Osella, Piercarlo Ghinzani recuperou-se das queimaduras e estava apto para correr.


     Em outra frente, havia uma nova guerra, mas de pneus: Pirelli, Goodyear e Michelin. Cada uma das marcas tinha compostos competitivos para conseguir o décimo de segundo mais rápido do que a concorrência, e em Zolder os melhores foram os que utilizaram os compostos americanos. Neste caso, os dois Ferrari de Michele Alboreto e René Arnoux monopolizaram a primeira fila do grid, com o italiano na pole. Na segunda fila estava Keke Rosberg, no Williams-Honda, tendo a seu lado o Renault de Derek Warwick, o melhor dos Michelin. Na terceira fila ficava o Lótus-Renault de Elio de Angelis e o surpreendente ATS-BMW de Manfred Winkelhock. Na quarta fila ficavam o Alfa Romeo de Riccardo Patrese e o McLaren-TAG Porsche de Alain Prost, e fechando o “top ten” tínhamos o Brabham-BMW de Nelson Piquet e o segundo Lótus de Nigel Mansell.

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     Niki Lauda partia da 14ª posição, enquanto que o Toleman de Ayrton Senna estava um pouco atrás, na 19ª posição. Stefan Belloff era 21º, o melhor dos motores Cosworth, à frente de Martin Brundle (22º) e Marc Surer (24º). 

 

     No dia da corrida, Alboreto dispara na frente, enquanto que Derek Warwick aproveita a má largada de René Arnoux e Keke Rosberg para chegar ao segundo posto. Atrás deles ficavam Arnoux, Rosberg, Winkelhock, De Angelis e Patrese. Mas o italiano da Alfa Romeo se retira na segunda volta, devido a uma falha na ignição. Pouco depois, Alain Prost ataca o quinto lugar de De Angelis, e consegue ultrapassar, mas tem problemas: na volta 5, o distribuidor de energia falha, e o francês volta a pé para as boxes. Depois disto, era a vez de Piquet, que tinha decidido fazer uma estratégia diferente em relação ao número de parada nos boxes, para poder atacar o Lótus do italiano. Assim, na volta oito, consegue a ultrapassagem e fica com o sexto posto, atrás do alemão da ATS.

      Tudo permanace assim até à volta 23, altura em que Piquet ultrapassa Winkelhock e fica com a quinta posição. Na frente, Alboreto continuava a liderar, com Warwick "na sua cola". As trocas de pneus alteram muito pouco as posições, mas Piquet consegue chegar ao terceiro posto, na troca de Keke Rosberg e René Arnoux, provando que não parar compensava. Pelo menos naquela altura… E à medida que o final da corrida se aproximava, parecia que a ordem de chegada iria ser esta: Alboreto na frente, seguido de Warwick, Piquet, Arnoux, Rosberg e De Angelis. A única coisa de anormal durante a segunda parte da corrida tinha sido o abandono do ATS de Winkelhock, na volta 39, vítima de um rompimento do tubo de escape, aliado a problemas elétricos.

     E nas cinco voltas finais, o drama acontece: primeiro Piquet tem uma enorme falha no seu motor BMW e fica a pé na volta 66. O terceiro lugar de Piquet foi herdado por Keke Rosberg, que lutou na segunda parte da corrida contra um mau jogo de pneus, mas que na parte final conseguiu ultrapassar Arnoux e herdar o terceiro posto. Contudo, na última volta… o consumo do motor Honda é maior do que se pensava e o finlandês é obrigado a reduzir para não ficar à pé. Assim, acaba perdendo o terceiro lugar para Arnoux e chega no quarto posto. Nos últimos lugares pontuáveis ficariam Elio de Angelis e o alemão Stefan Bellof, no seu Tyrrell-Cosworth.


      Melhores momentos do GP:



quinta-feira, 17 de novembro de 2011

René Arnoux em Hockenheim (1983): octagésima sétima vitória da Ferrari


    A Formula 1 teve nesse ano um intervalo de três semanas entre os Grandes Prêmios inglês e alemão. Logo, as equipes decidiram aproveitar esse tempo para fazer um conjunto de testes, onde foram experimentados novas soluções, e viam-se novos talentos para o futuro. Foram o que fizeram Brabham e Williams, e neste último, um jovem de 23 anos, então  lider absoluto na Formula 3 britânica, tinha o seu primeiro contato com a categoria máxima do automobilismo. Seu nome: Ayrton Senna.

     Na Williams, as coisas eram ainda mais estranhas, não tanto pelo fato de testar dois italianos vindos também da formula 3, Ivan Capelli e Pierluigi Martini, mas por permitir que um velhote de 54 anos desse umas voltas. Esse senhor era Strling Moss.

      Rumores falavam que Patrick Tambay iria embora da Ferrari, para ser substituido pelo jovem talento italiano Michele Alboreto, então na Tyrrell, e que a Arrows iria ser a terceira equipe a ser equipada pela BMW, depois da Brabham e da ATS.
 
 
      Nos treinos, o melhor foram os Ferrari, com Tambay na frente, no mesmo local onde ganhara o seu primeiro Grande Prêmio, um ano antes. Logo a seguir vinha o seu companheiro de equipe, René Arnoux. Na segunda fila estavam o Alfa Romeo de Andrea de Cesaris, que com o terceiro lugar no grid, igualava o seu melhor resultado do ano, ou seja, o terceiro lugar no grid da Bélgica. Ao lado do italiano alinhava o Brabham-BMW de Nelson Piquet. Os Renault monopolizavam a terceira fila, com Alain Prost à frente de Eddie Cheever.

     O melhor não-Turbo era o Toleman de Derek Warwick, no nono posto, seguido pelo seu companheiro, o italiano Bruno Giacomelli. Quem não se qualificou, para surpresa de todos, foi o ATS do alemão Manfred Winkelhock, que mesmo com o seu motor BMW Turbo, ficou de fora. o RAM de Kenny Acheson e o Osella de Corrado Fabi acompanharam-no nesta empreitada.
 
 
     A corrida começou com Tambay e Arnoux na frente, mas logo após a terceira volta, Arnoux assegura a liderança, para não mais a largar até ao final da corrida. E se as coisas ficaram resolvidas, pelo menos nas primeiras posições, mais atrás, ocorreu intensa batalha. Primeiro, quando Tambay abandona na volta 11 e De Cesaris assume o segundo lugar, mas perde-o com a subida de Piquet para esse posto. Um pouco atrás, Alain Prost não conseguia mais do que um quinto lugar, pois tinha sido ultrapassado pelo segundo Brabham, de Riccardo Patrese. Quando Arnoux vai aos boxes reabastecer, Piquet assume provisoriamente a liderança, mas depois devolve a Arnoux quando foi a sua vez de fazer o "pit stop".

     As coisas iriam ficar assim até perto, muito perto do final, quando a duas voltas do fim, o Brabham tem um vazamento de combustível, que causa um incêndio. E é assim que se perdem preciosos seis pontos...
 

     Com isto, o Alfa Romeo de Andrea de Cesaris alcança os seus primeiros pontos da temporada, e logo com uma subida ao pódio (segundo lugar)! Em terceiro fica o Brabham-BMW de Riccardo Patrese, seguido pelo Renault de Alain Prost, que com o problema do seu rival, consegue três preciosos pontos para a luta pelo campeonato. Depois dele, vinham os dois McLaren, os primeiros carros não-Turbo, de Niki Lauda e John Watson. Só que o austríaco tinha feito uma manobra irregular nos boxes (fez marcha-ré quando teve problemas na sua entrada), logo, os comissários não tiveram outra alternativa senão desclassificá-lo. Assim, Watson herdou o quinto lugar e o sexto posto ficou com o Williams de Jacques Laffite.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Michelle Alboreto em Mônaco (1988): a não, Leão!!!!



     Talvez está corrida, tenha sido a que Ayrton Senna mais sofreu em não vencê-la. Na volta 66, ele liderava com mais de 50 segundos a frente do segundo colocado (Alain Prost), quando por um descuido ou excesso de confiança, bateu sozinho na proteção da Curva Portier, dando adeus a vitória e aos pontos.

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     Mas, nosso acidente de hoje, ocorreu por volta do giro 33 quando Mansell e Alboretto (Ferrari 87/88C) duelavam pela quarta posição. Depois de muita briga, Alboreto consegue colocar meia Ferrari na frente do Willians de Mansell, que tenta fechar a porta, é tocado e acaba rodando. O acidente ocorreu na zona das Piscinas, enquanto que Prost atacava o segundo lugar de Berger, mais lento do que o francês da McLaren. Desta vez, o "Leão" levou a pior!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Alain Prost em Suzuka (1990): estava na cara "professor"!!!!

21 de outubro de 1990 - Ayrton Senna e Alain Prost caminham pelo circuito de Suzuka após se chocarem na largada  Foto: Getty Images

     Apesar de Senna ser campeão em seu primeiro ano ao lado de Prost na McLaren em 1988, a rivalidade começou no GP de San Marino de 1989. O brasileiro quebrou o combinado de que um não ultrapassaria o outro após a primeira curva, ultrapassou o francês e venceu a prova. Indignado, Prost deu o troco em Suzuka, jogando o carro em cima de Senna (que foi desclassificado por ter recebido ajuda para voltar para a pista) para ficar com o título. Em 1990, foi a vez de Senna acertar Prost, já na Ferrari, logo na primeira curva da pista japonesa para ser bicampeão.

21 de outubro de 1990 - Revoltado com a polêmica de 1989, em Suzuka, Ayrton Senna, da McLaren, dá o troco no ex-companheiro Alain Prost, da Ferrari, e bate no carro do ex-companheiro na largada do GP do Japão, garantindo o bicampeonato mundial  Foto: Getty Images

     No dia 21 de outubro de 1990 a F1 chegava a Suzuka para decidir o Campeonato Mundial. Para Senna era só terminar a corrida à frente de Alain Prost para garantir seu segundo título na categoria. Entretanto,  revoltado com a polêmica de 1989, também em Suzuka, Ayrton Senna, da McLaren, decidiu dar o troco no ex-companheiro Alain Prost, agora na Ferrari, jogando o seu carro contra o carro (F1 641) do ex-companheiro, logo na primeira curva do circuito. Senna vinha por dentro e Prost por fora, a colisão foi inevitável, e na sequência, ambos foram parar na caixa de brita. Ninguém se feriu, mas a ingenuidade do "professor" foi maior do que muitos esperavam. 


     Já, Ayrton disse que se confundiu e acabou trocando o pedal do freio pelo pedal do acelerador. Será?

Fotos: Terra
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