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terça-feira, 26 de julho de 2011

Niki Lauda em Brands Hatch (1976): sexagésima quarta vitória da Ferrari


     Na qualificação, Lauda conquistou a pole position com Hunt em segundo. Na sequência estavam Mario Andretti na, cada vez melhor, Lotus 77 e a Ferrari de Clay Regazzoni. Patrick Depailler foi o quinto em seu Tyrrell, seguido por Amon, que fazia outro bom trabalho na fraca equipe Ensign. Fechando o "top ten" tínhamos as March de Ronnie Peterson, Arturo Merzario e Vittorio Brambilla, com a Tyrrell de Jody Scheckter em oitavo lugar, entre eles. Galica, Lombardi, Wilds e Jacky Ickx não conseguiram se classificar. Jacky acabou sendo demitido por Wolf, como resultado.



     O início da corrida foi dramático, com Lauda na frente, mas com Regazzoni ultrapassando Hunt na altura do Paddock Hill Bend e tentando tomar a liderança do austríaco. As duas Ferraris acabaram se tocado e Regazzoni rodou. Hunt tentou evitar a Ferrari, mas acabou colidindo com sua McLaren e foi lançado para o ar, evitando por pouco o capotamento. No pouso, bateu fortemente contra a pista, prejudicando a sua suspensão. A Ligier de Jacques Laffite também colidiu com Regazzoni e foi para as barreiras de proteção (cercas), mas o resto do pelotão não foi afetado. Com isso, os organizadores da prova decidiram que havia muitos obstáculos na pista e uma bandeira vermelha foi mostrada. Isso gerou uma discussão quanto à possibilidade dos três pilotos afetados nos acidentes poderem ou não retornar a pista com carros de reposição. Enquanto este debate estava no auge, a McLaren reconstruía a mecânica do carro de Hunt. Ferrari e Ligier utilizariam carros de reposição e enfrentariam as conseqüências mais tarde.



     Ao reiniciar a corrida, Lauda assumiu a liderança novamente e desta vez todos os principais candidatos conseguiram largar, embora Evans e Guy Edwards (Hesketh) tenham colidido. Em Druids, Depailler e Stuck colidem, o alemão sai da prova e Depailler permane na pista, mas muito lento. Na frente, Lauda começou a se afastar e a ordem de posicionamento permaneceu inalterada, com Hunt em segundo, Regazzoni em terceiro e Scheckter em quarto. Peterson foi o quinto desde o início, mas acabou caindo para trás de Brambilla, que já havia ultrapassado Amon que, por sua vez, apresentava problemas em seu Ensign devido a um vazamento de água. Amon iria se retirar do GP.


     Na volta 15 Brambilla foi para os boxes para trocar os pneus, entregando o quinto lugar para Merzario, com Gunnar Nilsson (Lotus) em sexto. Regazzoni se retirou do GP com um problema na pressão do óleo e Merzario sofreu com a transmissão quebrada. Dessa forma Nilsson assumiu a quarta posição  e Tom Pryce (Shadow) ficou com o quinto lugar.


     Lauda começou a sofrer com problemas na seleção das marchas e caiu para trás de Hunt que assumiu a liderança, na volta 45. Ele ganhou a corrida por quase um minuto de diferença, com Lauda em segundo, Scheckter em terceiro e  John Watson (Penske) em quarto, depois que Nilsson abandonou com problemas de motor. Pryce terminou em quinto, com Alan Jones (Surtees) em sexto. Após a corrida, porém, houveram protestos contra a autorização de Hunt em participar do GP, após os mecânicos intervirem na McLaren. O protesto foi rejeitado, mas a Ferrari recorreu e o resultado da corrida só foi resolvido em setembro, quando Hunt foi desclassificado, deixando Lauda como o vencedor.

   

terça-feira, 28 de junho de 2011

Jacky Ickx em Jarama (1970): nasceram denovo!!!!


     Na largada do GP de Jarama de 1970, Stewart foi melhor do que Brabham e Hulme, e assumiu a liderança para não mais a largar. Mas o que chamou a atenção neste princípio de prova ocorreu um pouco  mais atrás, e virou uma catástrofe: o Ferrari de Jacky Ickx e o BRM de Jackie Oliver colidiam um com o outro, devido a uma frenagem mal calculada. Com ambos os carros cheios de gasolina, o incêndio foi inevitável. Bombeiros combatiam as chamas, enquanto que os carros passavam e Ickx e Oliver saiam dos seus carros sem ferimentos de maior gravidade. Naquele dia, apesar do acontecido, tiveram imensa sorte.


     No acidente, o outro BRM de Pedro Rodriguez sofreu um toque na suspensão, e a equipe o mandou para os boxes na quarta volta para verificar os estragos. Quando viram o carro, decidiram abandonar a corrida, por medida de segurança.

     Videos do acidente:


sexta-feira, 17 de junho de 2011

Jacky Ickx em Cidade do México (1970): quadragésima sexta vitória da Ferrari


     A temporada de 1970 chegava ao seu final, em toda a sua glória e tragédia, na Cidade do México. Jochen Rindt iria ser coroado em circunstâncias únicas, pois tinha morrido antes de saber, mas já imaginava, tal o domínio que tinha exercido nessa temporada. O piloto austríaco, vencedor por cinco vezes nessa temporada, tinha sido a mais recente vitima mortal dos vários acidentes fatais daquele ano, que tinham levado também as vidas de Bruce McLaren e Piers Courage.


      Na Cidade do México, máquinas e pilotos preparavam-se para correr a 13ª e última corrida do ano, num pelotão diminuído para dezoito máquinas, dado que os organizadores não permitiam, pois os prêmios das inscrições não dariam para mais. Assim sendo, somente as equipas oficias da Lotus (Emerson Fittipaldi e Reine Wissel), Tyrrell (Jackie Stewart e Francois Cevért), March (Jo Siffert e Chris Amon), Matra (Henri Pescarolo e Jean-Pierre Beltoise), BRM (Jackie Oliver e Pedro Rodriguez), Ferrari (Jacky Ickx e Clay Regazzoni), McLaren (Dennis Hulme e Peter Gethin), Brabham (Jack Brabham e Rolf Stommelen) e Surtees (John Surtees) estavam presentes. A exceção privada era Graham Hill, no seu Lotus 72C inscrito pela Rob Walker Racing.
     Na qualificação, o melhor foi o Ferrari de Clay Regazzoni, com o Tyrrell de Jackie Stewart a seu lado. Na segunda fila estavam Jacky Ickx, no segundo Ferrari, com Jack Brabham, aos 44 anos e na sua corrida final, em quarto. Chris Amon era o quinto, seguido pelo Matra de Beltoise, o BRM de Rodriguez, o Lotus de Graham Hill, o March de Francois Cevért e o McLaren de Peter Gethin.


     No dia da corrida, mais de 200 mil pessoas chegaram desde as primeiras horas do dia para a zona de Magdalena Mixhuca para assistir ao Grande Prêmio. Cedo as arquibancadas ficaram cheias e o pessoal começou a sentar em vários lugares: nos guard-rails, nas bermas... uma invasão de pista era possivel e o risco do cancelamento da corrida por excesso de público era bem real. Mas os organizadores pensaram que isso poderia levar a uma revolta popular e pediram a Jackie Stewart e Pedro Rodriguez para que percorressem o circuito para acalmar os ânimos e pedir às pessoas para que recuassem um pouco para que a corrida pudesse ser realizada.

      Quando conseguiram, os pilotos entraram dentro dos carros e com algum atraso, a corrida iniciou-se, com Ickx sendo mais rápido do que Regazzoni, tomando-lhe a liderança, com o suiço caindo para terceiro, atrás de Stewart. A corrida prosseguia, com as multidões relativamente controladas, e com Stewart perseguindo Ickx, com Regazzoni e Brabham atrás. Na volta 35, aquilo que temiam, de uma certa forma, aconteceu: um cão vagueava na pista quando Stewart o viu e não conseguiu evitar, matando-o e danificando a sua suspensão. O escocês saiu da prova, e os Ferrari ficavam cada vez mais isolados, a caminho de uma dobradinha.

     Atrás, Jack Brabham viu as hipóteses de uma despedida em grande estilo, irem embora na volta 53 quando o seu motor explodiu, fazendo com que o McLaren de Dennis Hulme herdasse o posto. À medida que a corrida chegava ao fim, novo perigo estava à vista: as multidões tinham saltado de novo as barrreiras e aproximavam-se da pista de forma perigosa, e quando na volta 65, a bandeira quadriculada foi mostrada, estes invadiram a pista.


     No final, Ickx e Regazzoni comemoraram a terceira dobradinha da escuderia de Maranello em seis corridas, com Hulme no lugar mais baixo do pódio. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o March de Chris Amon, o Matra de Jean Pierre Beltoise e o BRM de Pedro Rodriguez. No final, o comportamento do público naquela tarde teve sérias consequências: a FIA decidiu retirar do calendário a corrida mexicana, o que aliado, uns meses depois, à morte de Rodriguez, levou ao fato de que o GP do México só regressasse dezesseis anos depois, no mesmo autódromo, agora rebatizado de "Autodromo Hermanos Rodriguez".
     Melhores momentos do GP:

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Jacky Ickx em Rouen (1968): quadragésima segunda vitória da Ferrari

    

     A temporada 1967 ficou marcada pelas grandes vitórias de Jim Clark e a estabilidade de Denny Hulme. Apesar de ter conseguido duas vitórias a menos do que Clark, Denny Hulme sagrou-se campeão graças à sequência de bons resultados. A Ferrari não obteve nenhuma vitória. 

     A sensação da temporada 1968 de Fórmula 1 foram os motores Ford Cosworth. As três equipes que o utilizaram terminaram o ano nas três primeiras posições do campeonato de construtores: Lotus, McLaren e Matra.

     Mas quem dominou mesmo a temporada foi a Lotus. Ela venceu o campeonato de pilotos com Graham Hill e de constutores. Ambos os títulos foram dedicados ao piloto Jim Clark, que deu a primeira vitória para a equipe no ano, mas faleceu após um acidente automobilístico na F2, em Hockenheim. A Ferrari obteve uma vitória em Rouen com Jacky Ickx.

     Foto:


     Videos:



     O GP de França de 1968 ocorreu no circuito de Rouen - Les Essarts, um circuito de estrada rápido, com "esses" a descer e um gancho um pouco apertado. Depois de uma experiência em Le Mans, no ano anterior, voltaram a Rouen, na politica de rotatividade entre dois circuitos então existentes.

     O pelotão da Formula 1 sofria algumas alterações em relação à corrida de Zandvoort, duas semanas antes. A Cooper tinha contratado o inglês Vic Elford e o francês Johnny Servoz-Gavin, para substituirem Brian Redman (ainda recuperando-se dos ferimentos nos 1000 km de Spa-Francochamps) e o italiano Ludovico Scarfiotti, morto um mês antes.

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     A Honda, por sua vez, estreia em Rouen o RA301, aparentemente mais potente e refrigerado a ar, construido em magnésio, um material mais leve, mas volátil. John Surtees testara o carro, mas não quis correr com ele, afirmando que precisaria de mais testes. Como Sochiro Honda, fundador e patrão, estava na França para assistir à corrida, os responsáveis pela marca pediram ao veterano Jo Schlesser, de 40 anos, para que o experimentasse. Schlesser conseguiu qualificá-lo no 16º posto.

     Entretanto, nos treinos, os incidentes aconteciam. Jackie Oliver, o segundo piloto da Lotus, teve uma forte colisão contra um poste telegráfico, e o seu Lotus 49 ficou muito danificado, impedindo-o de correr. Na hora de definir o grid, a pole foi obtida pelo Brabham do austriaco Jochen Rindt, que conseguia, em Rouen, a sua primeira pole position da carreira. Ao seu lado tinha o Matra de Jackie Stewart e o Ferrari 312 de Jacky Ickx. Denny Hulme era o quarto, Chris Amon o quinto, Bruce McLaren o sexto, e Graham Hill era apenas o nono do grid.

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     Na largada, a corrida ocorreu sob ligeira chuva, e Ickx era o único piloto com pneus propicios para esta situação, enquanto os outros corriam com pneus intermédios. Assim, o piloto belga terminava a primeira volta na liderança. Depois de Ickx vinham Rindt, Stewart e Surtees, no seu velho Honda. Tudo corria bem até ao inicio da segunda volta, quando o Honda de Jo Schlesser chega à uma zona de curvas rápidas, em descida, chamada Six Fréres. Nessa região, perde o controle do seu carro, bate na mureta, e carregado de combustível, explode e queima até nada restar dele, e do seu piloto. Schlesser era o quarto piloto a morrer em três meses, depois de Jim Clark, Mike Spence e Ludovico Scarfiotti.


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     Indiferentes ao drama, os pilotos continuaram correndo, com Rindt tendo que ir aos boxes devido a um furo no pneu causado por um pedaço do Honda de Schlesser. Stewart tomou conta do segundo lugar, mas foi ultrapassado pelo honda de Surtees, que por sua vez, foi ultrapassado pelo BRM do mexicano Pedro Rodriguez. Na volta 19, Ickx sai da pista e cai para terceiro, ultrapassado por Rodriguez e Surtees, mas em pouco mais de duas voltas, regressa à liderança, para não mais a largar.

     Na volta 53, Rodriguez parou nos boxes devido a um problema na caixa de marchas, deixando Surtees à vontade na segunda posição, embora tenha mudado de óculos, pois estes ficaram lascados devido a um pedra atirada por um retardatário.

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     No final da corrida, Jacky Ickx, na sua nona corrida da carreira, vence o seu primeiro Grande Prêmio, e é também o primeiro de um piloto belga na história da Formula 1. Surtees é segundo, no seu Honda, mas os responsáveis da marca ficaram chocados com o acidente mortal de Schlesser, e decidiram mais tarde retirar-se de competição. Stewart foi terceiro, e o Cooper de Vic Elford, com o seu quarto lugar, entra no restrito clube dos pilotos que pontuaram em seu primeiro Grande Prêmio. Denny Hulme e o BRM privado de Piers Courage fecharam os lugares pontuáveis.

      Melhores momentos do GP:





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