Mostrando postagens com marcador Monza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Monza. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de abril de 2011

In Memoriam: Wolfgang Von Trips (10/09/1961)


     Wolfgang Alexander Graf Berghe Von Trips nasceu em 4 de Maio de 1928 em Kerpen-Horrem, na Alemanha. Filho de uma família nobre, começou a correr em 1953, sob o pseudônimo de “Alex Linter”, pois a família opunha-se ao seu entusiasmo pelas corridas. Os seus feitos chamaram a atenção de Alfred Neubauer, o mítico diretor da Mercedes, que o chamou em 1955 para a sua equipe, com a hipótese de correr na Formula 1 em 1956.

     Contudo, após a catástrofe de Le Mans, a Mercedes retirou-se da competição, e Von Trips foi para a Ferrari, onde estreou no GP da Itália de 1956, sem resultados de expressão. Em 1957, correu em três Grandes Prêmios, conseguindo um terceiro lugar em Monza. Esses quatro pontos deram-lhe o 14º lugar na classificação geral. Correu tembém em Sport-Protótipos, onde teve um grave acidente em Nurburgring e, escapou com pequenos ferimentos.

    Em 1958, continuou na Ferrari, onde conseguiu um podium em Silverstone, acabando em 11º lugar na classificação, com 9 pontos. No ano seguinte, concentrou-se mais na sua carreira nos carros Sport, sem pontuar na Formula 1.

[Von+Trips+60.bmp]

     Em 1960, Von Trips foi o primeiro piloto a conduzir um Ferrari com motor traseiro, um conceito que Enzo Ferrari desprezou no inicio, dizendo, ao ver os Cooper de motor traseiro, que “nunca tinha visto uma carroça puxar um burro”. Depois, com esses carros dominando o panorama da Formula 1, rendeu-se à evidência e começou a construí-los. E foi Von Trips que deu à Ferrari a sua primeira vitória, num carro de Formula 2, no GP de Solitude, na Alemanha. Entretanto, era sua melhor temporada de Formula 1 até então, mesmo sem ter subido no podium. Terminou a temporada em sétimo com 10 pontos.


     Em 1961, A Ferrrari tinha construído o Tipo 156 “Nariz de Tubarão”. Era o primeiro carro de Formula 1 com motor traseiro, construído e projetado do zero. O carro revelou-se um vencedor nato e Von Trips consegue ganhar o seu primeiro Grande Prêmio nas areias de Zandvoort, na Holanda, tornando-se o primeiro piloto alemão a ganhar um Grande Prêmio da Formula 1 moderna. Lidera o GP da Bélgica, mas após uma grande batalha com o americano Phil Hill, este leva a melhor. Em seguida, Von Trips ganha a Targa Florio, com o belga Olivier Gendebien, e volta a ganhar em Aintree, no GP da Inglaterra. Após o segundo lugar em Nurburgring, Von Trips e Hill chegariam em Monza quase colados na tabela de pilotos. Quem levasse a melhor, seria o campeão.

     O Grande Prêmio da Itália estava marcado para o fim de semana do dia 10 de Setembro. Nos treinos, Von Trips faz a “pole-position”, batendo Hill. Na primeira volta, o alemão era ameaçado pelo Lotus de Jim Clark, que estava no início de sua carreira. Perto da Parabólica, ambos os carros tocam-se e Von Trips voa em direção da cerca onde estão dezenas de espectadores. O choque é inevitável e em ricochete, o Ferrari desgovernado volta à pista e bate no Lotus de Clark, ferindo-o. O piloto alemão e mais 14 espectadores morrem naquele dia. Ele tinha 33 anos. 

  





     Phil Hill e os restantes Ferraris continuam, sem saber do destino do seu companheiro e rival e ganha a corrida, tornando-se o primeiro americano campeão do mundo. Von Trips é segundo no campeonato, com 33 pontos, duas vitórias, e uma pole-position.

     Na sua carreira na Formula 1, foram 29 Grandes Prêmios, em seis temporadas, duas vitórias, uma pole-position, seis pódios, 56 pontos no total. Foi o vencedor da Taga Florio em 1961 e vice-campeão do Mundo desse ano, o primeiro de dois atribuidos a título póstumo (o segundo seria atribuido 17 anos depois a Ronnie Peterson, que teve o seu acidente fatal também num 10 de Setembro, em Monza...)

 
[Von+Trips.jpg]

     Hoje em dia, há uma estátua sua na cidade de Kerpen, terra natal, mas já não é mais o único filho pródigo da terra. E porquê? Após a sua morte, a familia Von Trips vendeu o pequeno circuito de karts que tinha construido. O seu comprador foi o senhor Rolf Schumacher, que geriu o circuito e deixava os seus dois filhos brincar nos carros, aprendendo as técnicas e mecânicas dos mesmos. Como se chamavam? O mais velho era Michael, o mais novo chama-se Ralf...


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Ferrari 750 Monza (1954)




Miniatura de escala 1:38, que faz parte da segunda edição da coleção “COLLEZIONE SHELL”, lançada pelos Postos Shell e fabricada pela Maisto, no início dos anos 2000.

Sobre o modelo F 750 Monza

          Hoje vamos derrubar, definitivamente, a máxima de que “em time que está ganhando não se mexe” - pelo menos no que diz respeito a Scuderia Ferrari. Desde que o engenheiro Aurélio Lampredi chegou a Ferrari, logo tentou demonstrar as vantagens dos motores de 4 e 6 cilindros em relação aos tradicionais 12 cilindros: redução do peso, melhor potência a baixos regimes, além da redução considerável do número de peças em movimento - algo que o engenheiro Colombo contrapunha, em defesa dos motores de 12 cilindros, pelo aumento da superfície dos pistões e redução da velocidade.

          Nesta briga de gigantes, venceu Lampredi, que no fim de 1950 recebe luz verde de Enzo e, três meses depois, surgem os planos para um motor de 4 cilindros de 1995 cc, o tipo 500 (conforme visto na postagem anterior). Após os títulos consecutivos da Ferrari , com Alberto Ascari em 1952 e 1953, os motores quatro cilindros começam a ser usados nos automóveis de Sport da Ferrari. No Grande Prêmio de Monza, por entre os tradicionais Ferrari equipados com motores 12 cilindros, surgiam dois modelos equipados com motores 4 cilindros: o F 625 TF e o F 735 S, que pelas vitórias obtidas em Monza com Mike Hawthorn e Maglioli, foi rebatizado como F 735 Monza.

          O Ferrari 735 S foi sofrendo evoluções, até se tornar F 750 Monza. Um automóvel que dispunha de 3 litros (2999 cc), do tipo 119 e 260 cv de potência máxima atingida aos 6000 rpm, dois carburadores Weber 58, uma caixa de cinco velocidades - tal como era utilizada nos monolugares da época - e um diferencial autoblocante ZF, que surgia pela primeira vez. Utilizava um chassis do tipo 510, com um comprimento de 2250 mm. A carroceria do F 750 Monza foi sendo alterada até sua forma mais conhecida, desenhada por Sergio Scaglietti. Sua produção ocorreu de 1953 a 1957.

          Assim é o F 750 Monza, rápido, charmoso, agressivo e vitorioso, mais uma pintura da casa de Maranelo.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...