Mostrando postagens com marcador Vittorio Brambilla. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vittorio Brambilla. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Clay Regazzoni em Monza (1975): quinquagésima sétima vitória da Ferrari


     Após a corrida austríaca, muita coisa aconteceu naquelas duas semanas antes da Formula 1 chegar a Monza, casa da Ferrari. Houve um evento extra-campeonato, o GP da Suiça, e o cancelamento do GP do Canadá, que iria acontecer em Mosport, devido a dificuldades financeiras que a organização passava. Assim, feitas as contas, Niki Lauda só precisava de meio ponto para ser campeão do mundo pela primeira vez na sua carreira.

     Mas quando o pelotão chegou ao mítico circuito italiano, havia algumas novidades. Sem a Penske presente, devido à morte do seu piloto Mark Donohue,.........
     Video do acidnte de Mark Donohue:
........a Williams fazia a sua politica de alugar um carro a pilotos locais. Nesta corrida, um dos seus carros foi alugado ao local Renzo Zorzi, que fazia a sua estreia na categoria máxima do automobilismo. Na Lotus, Jim Crawford voltava ao segundo carro da equipe, enquanto que a BRM estava de volta, após duas corridas de ausência, com Bob Evans, novamente, ao volante. Na Copersucar-Fittipaldi, com Wilsinho lesionado em uma mão, o italiano Arturo Merzário corria no seu lugar.

     Na qualificação, a Ferrari ficou com toda a primeira fila, com Niki Lauda em primeiro e Clay Regazzoni em segundo. Na segunda fila estavam o McLaren de Emerson Fittipaldi e o Tyrrell de Jody Scheckter, enquanto que na terceira fila estavam o segundo McLaren de Jochen Mass e o Hill de Tony Brise. Carlos Reutemann era o sétimo no grid, tendo a seu lado o Hesketh de James Hunt. Na quinta fila estavam o March de Vittorio Brambilla, o vencedor do atribulado GP da Aústria, tendo a seu lado o segundo Brabham de José Carlos Pace.
     Video da vitória e colisão de Brambilla na Aústria em 1975:
     Dos 28 pilotos inscritos, apenas 26 se qulificaram. O Maki de Tony Trimmer e o Ensign do holandês Roelof Wunderink não conseguiram um tempo suficientemente bom para alinhar no grid.

     Antes da corrida, uma enorme tempestade caiu sobre o circuito italiano, levantando temores sobre as condições de pista na hora da largada, mas nessa altura, o piso tinha secado rapidamente. Quando largaram. Regazzoni foi melhor do que Lauda e ficou na liderança. Na volta seguinte, Scheckter, que tinha chegado ao terceiro posto, causa confusão na chicane, provocando toques no meio do pelotão. Os Hill de Brise e Rolf Stommelen, bem como o Parnelli de Mario Andretti saem da corrida, vitimas dos toques. Brambilla fica sem embreagem e Ronnie Peterson explode o motor do seu Lotus.

     Mas tudo isso não incomodou os pilotos da Ferrari, que continuavam impávidos e serenos na liderança, para delirio dos "tiffosi". Atrás deles estavam Fittipaldi e Reutemann, enquanto que Hunt, o Tyrrell de Patrick Depailler e o Shadow de Tom Pryce perseguiam os sulamericanos. Contudo, pouco depois, Depailler sai da pista e perde muito tempo, permitindo a Hunt respirar melhor. Por esta altura, Fittipaldi tinha passado Reutemann e estava perseguindo Lauda, dando o seu melhor e tentando diminuir uma difierença que já estava na casa dos dez segundos.


     O brasileiro conseguiu reduzir a diferença até ficar na grudado na sua traseira e ultrapassá-lo, a dez voltas do fim. Contudo, isso não tirou o brilho do austríaco, pois Lauda já era mais do que campeão. E foi assim que os carros cruzaram a linha de chegada, com Regazzoni vencedor, cinco anos depois da sua primeira vitória, e Lauda completando o pódio, mas como campeão do mundo, onze anos depois de John Surtees. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o Brabham de Reutemann, o Hesketh de Hunt e o Shadow de Pryce.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Niki Lauda em Anderstorp (1975): quinquagésima quinta vitória da Ferrari


     Quinze dias após o GP da Belgica, a Formula 1 volta-se para o norte da Europa, mais especificamente à Anderstorp, palco do GP da Suécia. O pelotão da Formula 1, uma vez mais, sofria algumas alterações. A primeira era o regresso de Mario Andretti e da Parnelli, passados os compromissos que a equipe americana tinha nas 500 Milhas de Indianápolis. Depois tinhamos a Williams, que alinhava com dois novos pilotos: o irlandês Damien McGee, que substituia Arturo Merzário, que tinha saído da equipe, e o sul-africano Ian Scheckter, que substitua o francês Jacques Laffite, que corria na Formula 2, nesse mesmo fim de semana.

     Na Hesketh, o piloto local Torsten Palm estava de volta, enquanto que na Hill, o velho Graham Hill, adaptando-se ao cargo de diretor de equipe, substituía o francês François Migault pelo australiano Vern Schuppan.

     Na qualificação, aconteceu algo surpreendente: o March de Vittorio Brambilla conseguiu o melhor tempo, obtendo uma inédita "pole-position", e a primeira da marca em cinco temporadas. Ao seu lado tinha o Tyrrell de Patrick Depailler. Na segunda fila estavam o Shadow de Jean Pierre Jarier, com o Brabham de Carlos Reutemann no quarto posto. Niki Lauda, o vencedor das duas últimas corridas do campeonato, era o quinto no grid, com o segundo Brabham de José Carlos Pace no sexto posto. A quarta fila tinha o segundo Shadow de Tom Pryce e o segundo Tyrrell de Jody Scheckter e, para fechar o "top ten" estavam o Lotus de Ronnie Peterson e o Surtees de John Watson. Todos os 24 pilotos presentes alinhariam na corrida.

     Na largada, Brambilla manteve o comando, seguido por Depailler, Jarier, Reutemann, Pace e Lauda. Poucas voltas depois, o argentino conseguiu passar o Shadow do piloto francês, mas somente na volta 15 é que começaram as alterações significativas na classificação. Primeiro foram os freios de Depailler que falharam, depois foram os pneus de Brambilla que tiveram problemas, fazendo com que fosse ultrapassado por Reutemann. O italiano foi às boxes e voltou à corrida no meio do pelotão.

     Com isto, Jarier era o segundo, seguido por Pace, Lauda e o seu companheiro, o suiço Clay Regazzoni e o italo-americano Mario Andretti. As coisas mantiveram-se assim até à volta 39, quando o motor Cosworth do carro de Jarier superaqueceu e "entregou a sua alma ao Criador", dando à Brabham o primeiro e o segundo lugar na corrida, até aqule momento, pois Pace ficou com o lugar. Mas isso durou pouco tempo, pois na volta 41, o brasileiro sai da pista, cedendo o lugar a Niki Lauda.

     Com o passar das voltas, o austriaco aproximava-se paulatinamente de Reutemann que, por sua vez, começava a ter problemas de direção, tornando-se cada vez mais difícil controlar o seu carro. A dez voltas do fim, Lauda já estava encostado no Brabham do argentino, e tentou uma manobra de ultrapassagem. Foi bem sucedido, e arrancou rumo à sua terceira vitória consecutiva.

     Reutemann conseguiu manter o segundo posto, à frente de Regazzoni, e nos restantes lugares pontuáveis ficaram os americanos Mário Andretti, no seu Parnelli, e Mark Donohue, no seu Penske. Para fechar os lugares pontuáveis, ficava o Hill de Tony Brise, que conseguia conquistar os primeiros pontos, bem como a sua equipe. Iria ser o único ponto da sua breve carreira.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...