A batalha pela pole, como de costume, ocorreu entre Ferrari e Maserati, embora na Maserati existia a ausência de FroilanGonzalez, quehavia se feridoemum acidente durante umacorrida decarrosesportivos,emLisboa,na semana anterior.Seulugarnaequipefoi ocupado porEmmanueldeGraffenried.AlbertoAscari (Ferrari) obteve a pole position, com a Maserati de Juan Manuel Fangio e as Ferraris de HawthorneNinoFarina completando a primeira fila. MauriceTrintignantfez umbom trabalho com seuGordini e conseguiu se classificar com GigiVilloresi(Ferrari)eFeliceBonetto(Maserati)nasegunda fila, enquanto aterceira fila foi composta pelos Maseratide OnofreMarimonedeGraffenried e pelasGordinideJeanBehraeHarrySchell.
NoinícioFangio largou melhor eassumiu aliderança, masAscarilogo voltou a andar na frente e imprimiu uma vantagem de 10 segundos, ainda na primeira volta. FangiotinhaHawthornem sua "cola" e nodecursodasegunda volta,oinglês tentou ultrapassar. Fangiorevidoueosdois duelaram. Nesta altura, Ascari já tinhaumavantagem de40 segundos,quandoperdeuuma rodanoTiergarten.Esse foi um grandegolpe, maselefoicapaz de levar o carroparaos boxesevoltarapós os reparos.
Enquanto isso, Farina chegava paradesafiaroduelode FangioeHawthorn.No decursodaoitava volta,Farinaassumiu a liderança.Fangioconseguiu ultrapassar Hawthorn.Ascaritentou imprimir maior velocidade, masseu carro começou a apresentar problemas, efoi decididoqueeleiriatrocar de carrocomVilloresi.Este objetivo foi alcançadoeAscari começou a fazer umasérie devoltas mais rápidas.Navolta15,porem,aFerraricomeçou a "fumar"e eletevedese contentar como oitavo lugar.
Farinaterminouacorrida com mais deum minutoà frentedeFangio, comHawthorn38segundosatrás dopilotoargentino.Bonetto, o quarto colocado,ficou seteminutos atrás deHawthorn, enquantoo quinto colocado foi Graffenriede o sexto Moss, masambos estavamuma voltaatrás dovencedor.
OBS: Farina foi o piloto mais velho a vencer um GP de F1.
Antes de sua realização a prova sofreu uma ameaça de boicote devido ao péssimo estado do asfalto, contudo a corrida teve início após minimizado o impasse. Dada a largada, Alan Jones segurou a ponta e já ao final do primeiro giro possuía uma vantagem de três segundos sobre o resto do pelotão, sendo que o maior exemplo de seu êxito foi, ao retornar dos boxes na quarta posição, o toque nas rodas do carro de Gilles Villeneuve, manobra que marcou a recuperação do australiano que reassumiu a liderança na vigésima oitava volta e assim rumou para a vitória. Ao fim da corrida podemos destacar os nomes de Nelson Piquet e Keke Rosberg, que subiram pela primeira vez ao pódio, e de Alain Prost, que pontuou já em sua estréia.
O toque recebido por Gilles pode ter causado a falha na suspensão da Ferrari, que culminou com a saida de pista do canadense e o choque com a grade de proteção.
Rosberg e Villeneuve estavam no meio de uma batalha sensacional pelo quarto lugar, atrás de John Watson. Durante várias voltas, Rosberg fechou a passagem de Villeneuve, até que, na volta 19, a Ferrari chegou de vez na Williams.Rosberg repetia o procedimento em todas as voltas, sempre ao passar pela chicane, no final da reta, conseguindo com isso evitar a ultrapassagem de Villeneuve que tinha uma carro mais potente (a williams utilizada por Rosberg era o modelo do campeonato de 1980, a nova não estava pronta). Quando Villeneuve conseguiu chegar na chicane a frente de Rosberg, acabou perdendo o controle e deslizou até a estrada de fuga. Mas retornou em seguida.
Em um dos últimos GPs da carreira de Gilles Villeneuve, o que mais chamava a atenção era o aerofólio traseiro formado por duas Lâminas separadas e independentes, foi um teste aerodinâmico que a Ferrari usou na corrida e deu certo, Villeneuve foi o terceiro colocado mas, foi desclassificado pelo motivo da Ferrari não ter avisado a FIA sobre a mudança no carro. A idéia acabou sendo abolida e no GP seguinte o Ferrari 126C2T usou aerofólio normal.
A primeira fila do GP de Silverstone 1953 reflete a grande batalha existente entre a Ferrari e a Maserati naquela época, com Ascari à frente de Gonzalez, Fangio e Hawthorn. Fangio largou melhor, mas abriu de mais na primeira curva e assim Ascari obteve a liderança.Ele iria ficar lá até a bandeirada final.Atrás dele, Hawthorn deu uma "escapada", enquanto Gonzalez subiu para o segundo posto.
No entanto, Gonzalez recebeu uma punição por vazamento de óleo e acabou perdendo muito tempo. Ele voltou em quarto lugar atrás de Ascari, Fangio e Villoresi. Por sua vez, Villoresi abandonaria o GP por problemas na suspeñsão. Marimon também saiu quando seu motor começou a falhar. Assim, Farina foi capaz de ultrapassar Gonzalez, terminando em terceiro lugar.Hawthorn terminou em quinto com Bonetto em sexto.
A corrida foi ganha pelo piloto alemão Michael Schumacher conduzindo uma F 2001, mas a corrida ficou mesmo conhecida como o GP em que ocorreu a morte do fiscal de pista Graham Beveridge. Rubens Barrichello, teve um começo ruim e acabou caindo da segunda para a quinta posição, antes da primeira curva. Na tentativa de se recuperar, Barrichello acabou tocando na Jordan de Heinz Harald Frentzen, fazendo o alemão rodar.
Graham Beveridge foi mortalmente ferido quando atingido por uma roda do carro de Villeneuve, que tinha passado por uma abertura na cerca de segurança. A corrida não foi interrompida, mas o carro de segurança foi implantado rapidamente e na pista ficou por 10 voltas, enquanto Beveridge foi atendido.Beveridge foi transferido para o hospital, onde foi declarado morto.
Joseph Gilles Henri Villeneuve nasceu na pequena cidade de Richelieu, na província francesa de Québec, Canadá, em 18 de janeiro de 1950, e cresceu na cidade vizinha de Berthierville. Filho de um afinador de pianos e de uma dona de casa, desde muito cedo se interessou por esportes de velocidade, começando a carreira em corridas de snowmobile. O orçamento familiar apertado foi determinante na carreira do jovem piloto, que se profissionalizou ainda adolescente; o sucesso rápido lhe permitiu viver exclusivamente do esporte.
Gilles começou a disputar provas de automobilismo na categoria drag-racing e competia com seu próprio carro, um Ford Mustang 1967 modificado por ele mesmo. Pouco depois, matriculou-se na tradicional escola de pilotos de Jim Russell, em Mont-Tremblant, onde conseguiu sua licença. Logo estava competindo na Fórmula Ford local, onde teve uma bem sucedida temporada, vencendo sete das dez corridas de que participou – novamente, com seu próprio carro. O próximo passo foi a Fórmula Atlantic (disputada nos Estados Unidos e no Canadá), onde permaneceu por quatro anos. Gilles venceu a primeira prova da categoria em 1975, no Gimli Motorsport Park, debaixo de uma chuva torrencial (ele ficaria famoso por não diminuir a velocidade na chuva, para espanto dos outros pilotos). Em 1976, só não venceu uma entre todas as corridas que disputou, e levou os títulos canadense e americano da categoria.
Aos 20 anos, casou-se com Joanne Barthes e o casal teve dois filhos: Jacques (que mais tarde não só seguiria os passos do pai como iria além, ao entrar na Fórmula 1 e conquistar o título da categoria) e Melanie, que se tornou musicista. A família viajava com Gilles em um motorhome no início da carreira profissional de Gilles e o hábito permaneceu quando ele foi disputar a Fórmula 1.
A McLaren levou Gilles para a F1 em 1977 – ele disputou o GP da Grã-Bretanha, pagando pelo lugar na equipe com o dinheiro que conseguiu vendendo sua casa; largou em nono e chegou em décimo primeiro. Mas foi a Ferrari quem o contratou, depois de apenas cinco temporadas como profissional, e foi para a equipe italiana que o canadense pilotou durante toda sua carreira na categoria. Depois de ter sido dispensado pela McLaren após sua corrida de estréia, Villeneuve se encontrou com Enzo Ferrari, o todo-poderoso da escuderia de Maranello, que se impressionou com a determinação de Gilles.
Ainda em 1977, ele ocuparia o lugar deixado por Niki Lauda após conquistar o bicampeonato e estreou no GP do Canadá, mas abandonou a prova. Em sua segunda corrida, no Japão, tentando ultrapassar a Tyrrell de Ronnie Peterson, Gilles perdeu o controle do carro, tocou rodas com o sueco e a Ferrari levantou vôo. O carro aterrissou sobre dois espectadores que assistiam a prova em lugar proibido e ambos morreram.
Por causa da idade considerada avançada para estrear na F1 – Gilles estava com 27 anos – o piloto costumava dizer que tinha nascido em 1952. Logo depois de assinar o contrato com a Ferrari, Gilles declarou: “se alguém me dissesse que eu poderia ter três desejos atendidos, o primeiro seria entrar no automobilismo, o segundo chegar à Fórmula 1, e o terceiro pilotar pela Ferrari”.
A primeira vitória viria em casa, no GP disputado em Montreal, no circuito que hoje leva seu nome. As grandes atuações do canadense, contudo, nem sempre o levaram ao alto do pódio; ele será sempre lembrado pela disputa pelo segundo lugar no GP da França de 1979, em Dijon, com o francês René Arnoux. Os dois brigaram pela posição durante as três últimas voltas, no que alguns jornalistas depois descreveram como “um desafio às normas de segurança”. Villeneuve, que conseguiu impedir que Arnoux o ultrapassasse na última curva, disse apenas que tinha sido divertido.
No GP da Holanda, em Zandvoort, no mesmo ano, o pneu esquerdo traseiro da Ferrari do canadense estourou e o carro saiu da pista, mas Villeneuve voltou e levou o carro aos boxes em três rodas, com faíscas e pedaços de borracha voando para todos os lados. Os mecânicos tiveram que persuadir o piloto que a suspensão estava arruinada, porque ele insistia em voltar à corrida.
Mas talvez a prova mais famosa de Gilles Villeneuve tenha sido o GP do Canadá de 1981, quando, sob uma tempestade, o piloto danificou seu aerofólio dianteiro, que entortou. Villeneuve ignorou o risco de receber uma bandeira preta e pilotou várias voltas com a visão obscurecida pelo aerofólio, que terminou caindo; ele não voltou aos boxes para colocar um novo e chegou em terceiro, sem o auxílio aerodinâmico do equipamento.
Para um piloto reconhecidamente genial, os números da carreira de Gilles Villeneuve na F1 não parecem impressionantes: foram 68 GPs, duas pole positions, seis vitórias (Canadá 1978, África do Sul 1979, Estados Unidos Oeste 1979, Estados Unidos Leste 1979, Mônaco 1981 e Espanha 1981). Mas era o mais popular e carismático piloto em atividade em 1982, e considerado por todos como franco favorito, com um carro potencialmente vencedor projetado por Harvey Postlethwaite. Contudo, o destino seria cruel com o canadense conhecido até hoje como “O Príncipe”.
No GP de San Marino, apesar de um acordo estabelecido entre ele e seu companheiro de equipe, Didier Pironi, segundo o qual não haveria disputa de posição entre os dois, o francês ultrapassou Villeneuve na última volta, em um ponto após o qual uma recuperação seria impossível. Gilles se sentiu traído e nunca mais dirigiu a palavra a Pironi.
Em 8 de maio daquele ano, nos treinos para o GP da Bélgica, em Zolder, Villeneuve tentava bater o tempo do companheiro de equipe quando, após uma curva, encontrou a March de Jochen Mass em desaceleração. Gilles tentou desviar, mas tocou seu pneu dianteiro no pneu traseiro da March. A Ferrari decolou a mais de 250 km/h, capotou e Gilles foi arremessado contra a grade de proteção do circuito, quebrando o pescoço.
Vinte e nove anos após sua morte, Gilles Villeneuve continua a ser um mito do automobilismo. Outro mito do esporte, o brasileiro Ayrton Senna, confessou certa vez que costumava assistir ao GP do Brasil em Interlagos, por detrás da cerca de arame, só pra ver o canadense pilotando. No Canadá, além do circuito que leva seu nome, na sua Québec natal, existe um museu dedicado à família Villeneuve em Berthierville. Há um busto em bronze de Gilles na entrada da pista de testes da Ferrari e uma curva no circuito de Ímola foi batizada com o nome do piloto. Villeneuve está no Hall da Fama do esporte no Canadá e existe um selo postal com sua foto em seu país.
Talvez a melhor descrição do estilo inigualável de Gilles Villeneuve tenha sido dada pelo francês Jacques Laffitte: “Eu sei que nenhum ser humano pode operar milagres, mas Gilles nos surpreende às vezes”.
No qualifying, Ascari obtem a pole position para a Ferrari com Felice Bonetto da Maserati e Villoresi (Ferrari) fechando a primeira fila. Na segunda fila estavam os Maserati de Fangio e Gonzalez, enquanto que Farina, Hawthorn e Onofre Marimon completavam a terceira fila.Os pilotos seguintes foram o Barão Emanuel de Graffenried em sua Maserati privada e Louis Rosier em sua Ferrari privada.
Gonzalez começou com pouquíssimo combustível e assim assumiu a liderança nas primeiras voltas, enquanto Bonetto perdeu o contato com os líderes, quando rodou.Os outros carros estavam trocando de posição o tempo todo.Gonzalez teve que fazer um pit stop para reabastecer e posteriormente tentou de todas as maneiras ultrapassar Marimon, sem conseguir. No entanto, Marimon saiu logo em seguida com um problema de radiador, que tinha de ser reparado. Gonzalez, finalmente, obteve a terceira posição
A batalha pela vitória continuou até a bandeirada final, a qual terminou com a corrida mais emocionante na história do Campeonato Mundial, até esse ponto, e determinou a primeira vitória de Hawthorn com uma F 500 na F1.