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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Phil Hill em Monza (1960) trigésima vitória da Ferrari


     A temporada 1960 foi de afirmação dos motores Climax, com  seis vitórias da Cooper e  duas da Lotus.Ambas as equipes dominaram o campeonato e a Cooper foi o destaque mais uma vez. A escuderia faturou o título de constutores e fez as duas primeiras posições no mundial de pilotos.

     Além disso, o sistema de pontuação mudou. Agora o sexto colocado passava a ganhar 1 ponto. Essa era também a última temporada na qual as 500 milhas de Indianápolis seriam disputadas.

     Para a Ferrari, atemporada foi bastante complicada. A equipe triunfou, apenas na prova italiana.

     Três semanas depois do GP de Portugal, Jack Brabham tinha o título mundial nas mãos, logo, as duas provas finais, a de Monza e de Riverside, nos Estados Unidos, não serviam mais do que para cumprir calendário. Assim sendo, quando a organização do GP italiano decidiu apresentar a versão de Monza que incluia o circuito normal e a oval, no total de dez quilómetros, a Cooper, BRM e a Lotus decidiram não participar, alegando as más condições de segurança.
    
     Com este anuncio, praticamente a corrida seria um passeio para a Ferrari, que não se fez de rogada, inscrevendo quatro carros para os americanos Phil Hill e Richie Ginther, o belga Willy Mairesse e o alemão Wolfgang Von Trips, este último num modelo de Formula 2. Todos os carros eram modelos D 246 de motor à frente, absolutamente obsoletos em relação aos Cooper e Lotus de motor traseiro. Mas não seriam só os Ferrari que iriam correr em Monza. A Porsche inscrevia dois carros para Hans Hermann e Edgar Barth, enquanto que havia quatro Coopers: dois da Scuderia Centro Sud, para Alfonso Thiele e Guido Scarlatti, e outros dois carros da Scuderia Castelloti, com motores Castelotti para os italianos Guido Cabianca e Gino Munaron.


     Havia também inscrições privadas. Um Behra-Porsche, utilizado pelo americano Fred Gamble, um Maserati 250 F inscrito pelo britânico Horace Gould, um JBW-Maserati para Brian Naylor, e quatro Cooper-Climax privados para o alemão Wolfgang Seidel, para o italiano Piero Drogo e para os britânicos Vic Wilson e Arthur Owen. Ao todo, estavam presentes dezesseis carros, dos quais, Horace Gould não participou na partida, devido a problemas mecânicos.

     Nos treinos, os Ferrari dominaram: Hill, Ginther e Mairesse ficaram com a primeira linha do grid, seguido do Cooper-Castelotti de Cabianca e o Cooper-Maserati de Scarlatti, enquanto que na terceira fila ficaram o Ferrari de Von Trips, o JBW de Naylor, e o segundo Cooper-Castelotti de Munaron, e para fechar o "top ten" tínhamos o Cooper-Maserati de Thiele e o Porsche de Hermann.
 
 
     A corrida não foi mais do que um passeio da Ferrari. Nas cinquenta voltas ao circuito, os Ferrari dominaram, com Hill sempre na frente, depois de no inicio Ginther ter-se retirado da liderança. Mais atrás, Mairesse teve de reduzir a velocidade do seu carro devido a ordens de equipe, que queriam que ele "rebocasse" o carro de Von Trips, que tentava se afastar dos Porsches. Quando isso aconteceu, Mairesse aumentou o ritmo e apanhou o Cooper-Castelotti de Cabianca, que era terceiro e ficou com um lugar no pódio.


     Assim, a ordem nos treinos foi respeitada e Phil Hill tornou-se no final da corrida, o primeiro americano a vencer um Grande Prémio de Formula 1, e também o último piloto de um carro com motor à frente a vencer. Ginther foi segundo e Mairesse o terceiro, a uma volta do vencedor. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o Cooper-Castelotti de Guido Cabianca, que conseguiria os unicos pontos na Formula 1, o Ferrari de Von trips e o Porsche de Hans Hermann.
 

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Tony Brooks em Reims (1959): vigésima oitava vitória da Ferrari


     O domínio mudou na temporada 1959. Com a atuação pífia da atual campeã de construtores Vanwall, quem se deu bem foi a equipe Cooper com seu motor Climax.

     Vencedora de cinco provas, a equipe inglesa superou facilmente os italianos da Ferrari (duas vitórias) na briga pelo mundial de equipes. Ainda que a disputa entre os pilotos tenha sido mais acirrada.
    
      Outra morte abalou a F1. O piloto francês Jean Behra sofreu um acidente antes do GP da Alemanha enquanto disputava outra competição automobilística. Ele não sobreviveu ao forte impacto e às precárias condições de segurança dos carros naquela época.

     A equipe Cooper estava correndo com Jack Brabham, Bruce McLaren e Masten Gregory, enquanto Rob Walker tinha filiado Maurice Trintignant  e Stirling Moss para pilotar carros da BRM para a British Racing Partnership, que havia sido formada no ano anterior por seu pai, Alf e seu empresário Ken Gregory.

     A BRM era composta por Jo Bonnier, Harry Schell e Ron Flockhart.  Por sua vez, a equipe da Lotus era composta por Graham Hill e Innes Ireland e, novamente, houve uma variedade da Cooper-Maserati utilizada pela Scuderia Centro Sud e Scuderia Ugolini.

    No qualifying, Brooks marcou o melhor tempo para a Ferrari, com Brabham em segundo e Phill Hill em terceiro. A segunda fila era compartilhada por Moss e Behra e, na linha três,  Bonnier estava ao lado de Gregory e Trintignant.

     No início Brooks assumiu a liderança com Gregory e Moss em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Behra foi deixado para trás no grid. Nas voltas iniciais, problemas desenvolvidos no hairpin Thillois, onde a superfície estava se degradando, feriram Gregory, que sofreu um corte na face, quando foi atingido por pedras que voaram de carros que estavam a sua frente. Vários outros se retiraram com problemas mecânicos relacionados a estas pedras. Brooks permaneceu na liderança, pelo resto da prova, enquanto as batalhas atrás dele ocorriam a todo o momento. Trintignant conseguiu chegar a segunda posição, mas depois rodou, parou e teve que empurrar seu carro.


      Isso colocou Brabham em segundo lugar, mas logo depois, ele foi vítima de Phill Hill e Behra. No entanto, o motor de Behra falhou. Moss começou então uma longa batalha e alcançou Brabham, conseguindo ultrapassá-lo e obtendo o terceiro lugar. Partiu então para cima de Hill, mas teve problemas de embreagem e acabou parando para reparos, sendo desclassificado por receber ajuda externa. A vitória ficou com Brooks, o segundo lugar ficou com Hill e Brabham chegou em terceiro.


      Behra, frustrado, perdeu a paciência com o gerente da equipe Ferrari, Romolo Tavoni e deu um soco em sua face. Custou-lhe o seu emprego.

     Melhores momentos da temporada de 1959, parte 01:

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