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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Jacky Ickx em Österreichring (1970): quadragésima terceira vitória da Ferrari

    

     A temporada 1969 foi mais um ano dos motores Ford, agora também com a equipe Brabham. Mas o principal destaque do campeonato ficou por conta do piloto inglês Jackie Stewart. Ele ficou vinte e seis pontos à frente do segundo colocado, o belga Jacky Ickx. Tamanha superioridade garantiu a sua equipe, a Matra, o campeonato mundial de construtores. A Ferrari não obteve vitórias nesta temporada.

    Oito equipes passaram a usar o motor Ford Cosworth na temporada 1970. Justamente o ano no qual a Ferrari finalmente conseguiu desenvolver um equipamento capaz de equilibrar a disputa.

     No entanto, nem mesmo as quatro vitórias da escuderia italiana foram suficientes para combater o alto desempenho da Lotus e seu principal piloto, o austríaco Jochen Rindt.

     Porém, um acidente no GP da Itália fez o piloto perder a vida. Mesmo faltando mais três provas para acabar o campeonato ninguém conseguiu superá-lo na tabela de classificação e Rindt foi campeão.

     Nessa temporada também houve a primeira vitória de um piloto brasileiro na Fórmula 1. Emerson Fittipaldi, companheiro de Rindt na Lotus, saiu vitorioso no GP dos Estados Unidos.

     O primeiro Grande Prêmio da Aústria  foi realizado em 1964, no aeródromo local. A prova foi ganha pelo Ferrari de Lorenzo Bandini, na sua unica vitória na Formula 1, e onde um jovem piloto da casa, Jochen Rindt, correu pela primeira vez na sua carreira na categoria máxima do automobilismo. Seis anos mais tarde, Rindt era estrela mundial e o governo local decidiu construir uma pista rápida nas encostas das montanhas que circundavam o vale de Speilberg, na provincia da Styria.

     A pista era rápida, desafiadora, com curvas grandes... mas sem escapatórias, o que a tornava perigosa. Mas em 1970, a segurança não era levada em conta, apesar dos acidentes fatais serem frequentes. E quando a Formula 1 chegou a Zeltweg, a 16 de Agosto de 1970, o pelotão da Formula 1 já tinha visto morrer o neozelandês Bruce McLaren, a 2 de Junho, e o inglês Piers Courage, em Zandvoort, dezenove dias depois.

     Acidente de Bruce Mclaren:


     Acidente de Piers Courage:


[Austria+70.bmp]

      Mas os espectadores não queriam saber disso, queriam ver o seu heroi local, Jochen Rindt, a bordo de uma máquina vencedora: o novo Lotus 72. Rindt tinha ganho a prova anterior, em Hockenheim, e liderava destacadíssimo, com 45 pontos, contra... os 25 pontos do segundo, Jack Brabham. O belga Jacky Ickx tinha apenas 10 pontos, e não tinha ganho qualquer corrida nesse ano.

     O companheiro de Jacky Ickx era um estrante na Formula 1: o suiço Clay Regazzoni, e o Ferrari 312B começava a ser uma máquina forte, depois de um inicio titubeante. Ickx tinha sido segundo na corrida anterior, em Hockenheim, lutando pela vitória com Rindt. Este já não achava tão fácil ganhar, mas na sua mente, isso não importava: ele só queria ser Campeão do Mundo para que pudesse abandonar a competição de vez. O que ele não sabia era que só teria mais três semanas de vida...

     Na lista de inscritos, Havias duas ausências: o Lotus de Graham Hill, inscrito pela Rob Walker Racing, que estava à espera de um modelo 72, e o sueco Ronnie Peterson, que no seu March 701 inscrito pela Antique Automobiles, ficara sem motores. Em compensação, a Ferrari inscrevia um terceiro carro para o italiano Ignazio Giunti. Na De Tomaso-Williams, sem Brian Redman, que tinha compromissos na Endurance, Frank Williams teve de ir buscar o australiano Tim Schenken para correr em Zeltweg. 



     Na qualificação, Rindt fez a pole position, tendo ao seu lado o Ferrari de Clay Regazzoni. Na segunda fila estava o outro Ferrari de Jacky Ickx, enquanto que no quarto posto estava o March de Jackie Stewart, grande amigo de Rindt. A terceira fila era ocupada pelo terceiro Ferrari de Ignazio Giunti e pelo segundo March de Chris Amon, enquanto que o Matra de Jean Pierre Beltoise era o sétimo, à frente do carro de Jack Brabham. Fechando o "top ten" estava o March do jovem francês Francois Cevért e o segundo Lotus de John Miles.


     Na largada, Rindt é surprrendido pelos três Ferrari, que se dão muito bem com os ares austriacos. Regazzoni é o primeiro lider, mas cede a poisção para Ickx no inicio da segunda volta, e os dois carros andam a seu bel-prazer até ao final da corrida.


     Quanto a Rindt, é quarto classificado no final da primeira volta, à frente de Brabham, mas ele já devia pensar um pouco nos pontos, tamanha era a diferença para eles. Na volta 21, depois de passar o Ferrari de Giunti, desiste em plena reta de largada com o motor quebrado. E se antes dominavam, agora os Ferrari esmagavam a seu bel-prazer e no final, o belga Ickx é o vencedor, com Regazzoni a menos de um segundo, mas ambos com mais de um minuto do terceiro classificado, o alemão Rolf Stommelen. Será o único pódio de sua carreira.

     Nos restantes lugares pontuáveis ficariam os BRM de Pedro Rodriguez, que de um péssimo 22º posto na largada, fez uma corrida de recuperação até ao quarto lugar final, o outro BRM de Jackie Oliver e o Matra de Jean Pierre Beltoise conseguiram ficar à frente de Giunti. Já Emerson Fittipaldi era 15º classificado, a cinco voltas do vencedor.

     Melhores momentos GP:


Fonte: http://continental-circus.blogspot.com/2007/07/

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Phil Hill em Monza (1961): trigésima quinta vitória da Ferrari


     Era um Grande Prêmio que iria decidir um título mundial entre dois companheiros de equipe. Era a corrida ideal para a Ferrari: ganhar o título na sua própria casa, entre dois pilotos que corriam juntos. No final, ganhou o melhor. Mas o seu rival, e companheiro de equipe, estava morto, bem como outros 14 espectadores… Glória e Tragédia na edição de 1961 do Grande Prémio de Itália.
    
     Antes da Formula 1 chegar a Monza para disputar o Grande Prêmio italiano, que ocorreu no dia 10 de setembro daquele ano, o americano Phil Hill e o alemão Wolfgang von Trips discutiam entre si quem é que seria o campeão mundial. Von Trips estava na frente, com 33 pontos, seguido por Hill, com 25 pontos. Os Ferrari Tipo 156 "Sharknose" dominavam o pelotão do Mundial, sem rivais a ameaçá-los, com a exceção dos Cooper e da Lotus, mas um estava distante das suas glórias dos anos anteriores, enquanto que o outro ainda estava no seu inicio de carreira, apesar de terem ganho a sua primeira corrida no começo daquele ano, com Stirling Moss…

[Monza+61.jpg]

     A edição daquele ano do Grande Prêmio italiano iria usar as duas pistas em simultâneo: a normal e a oval, numa mistura dos dois que iria reduzir a corrida em 43 voltas na pista. Nos treinos, os Ferrari dominaram, mas quem levou a melhor foi Von Trips, que fazia a primeira pole-position da sua carreira, seguido de outra surpresa: o jovem prodígio mexicano Ricardo Rodriguez, que com 19 anos, era segundo no grid. O terceiro era Richie Ginther e o quarto era Phil Hill. O primeiro não-Ferrari estava em quinto, era o BRM-Climax de Graham Hill. Jim Clark, na Lotus, era sétimo, e Stirling Moss partia da 11ª posição do grid.

     [1961,+Wolfgang+Von+Trips,+Monza.jpg]

     A partida é lançada e Von Trips perde a liderança a favor de Hill, Ginther e Rodriguez. Entretanto, Jim Clark aproveita e sobe algumas posições. Quando os carros chegam à reta oposta à Parabólica, Clark e Von Trips estão lado a lado, suas rodas se tocam, e o Ferrari do piloto alemão sai da pista e vai desgovernado contra os espectadores. Em ricochete, o Ferrari bate no Lotus de Clark, ferindo-o, mas nessa altura, Von Trips e mais 12 espectadores estavam mortos. Mais duas pessoas iriam morrer mais tarde.


     Por incrível que pareça, apesar da carnificina, a corrida não é interrompida. As autoridades justificaram mais tarde que a ideia era para “deixar as equipes de socorro trabalhar para retirar os feridos”. Se fosse hoje em dia, a corrida seria cancelada. Será? Mas como a corrida continuou, os Ferrari dominavam a seu bel-prazer, embora os dois pilotos americanos da equipe, Ginther e Hill, trocavam a liderança entre si, até que na 14ª volta, Hill apossou-se da liderança para não mais a largar. Na volta 23, Ginther desiste, depois do motor apresentar problemas. Antes, o italiano Giancarlo Baghetti e o mexicano Ricardo Rodriguez tinham desistido por problemas semelhantes.

[Ginther+61.bmp]

     Com isto tudo, quem se beneficia é outro americano: Dan Gurney. A bordo de um Porsche, chega na segunda posição. O terceiro a cruzar a linha de chegada acabou por ser o neo-zelandês Bruce McLaren, num Cooper.

[Gazzetta+61.jpg]

     Assim sendo, com o seu rival morto, Phil Hill conquista o título mundial de 1961, o primeiro de um americano na Formula 1. Contudo, Enzo Ferrari ficou abalado com os acontecimentos e decidiu não enviar nenhum dos seus carros para Watkins Glen, a corrida final do campeonato desse ano, que foi ganha pelo Lotus de Innes Ireland.


Fonte:http://continental-circus.blogspot.com/

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Tony Brooks em Reims (1959): vigésima oitava vitória da Ferrari


     O domínio mudou na temporada 1959. Com a atuação pífia da atual campeã de construtores Vanwall, quem se deu bem foi a equipe Cooper com seu motor Climax.

     Vencedora de cinco provas, a equipe inglesa superou facilmente os italianos da Ferrari (duas vitórias) na briga pelo mundial de equipes. Ainda que a disputa entre os pilotos tenha sido mais acirrada.
    
      Outra morte abalou a F1. O piloto francês Jean Behra sofreu um acidente antes do GP da Alemanha enquanto disputava outra competição automobilística. Ele não sobreviveu ao forte impacto e às precárias condições de segurança dos carros naquela época.

     A equipe Cooper estava correndo com Jack Brabham, Bruce McLaren e Masten Gregory, enquanto Rob Walker tinha filiado Maurice Trintignant  e Stirling Moss para pilotar carros da BRM para a British Racing Partnership, que havia sido formada no ano anterior por seu pai, Alf e seu empresário Ken Gregory.

     A BRM era composta por Jo Bonnier, Harry Schell e Ron Flockhart.  Por sua vez, a equipe da Lotus era composta por Graham Hill e Innes Ireland e, novamente, houve uma variedade da Cooper-Maserati utilizada pela Scuderia Centro Sud e Scuderia Ugolini.

    No qualifying, Brooks marcou o melhor tempo para a Ferrari, com Brabham em segundo e Phill Hill em terceiro. A segunda fila era compartilhada por Moss e Behra e, na linha três,  Bonnier estava ao lado de Gregory e Trintignant.

     No início Brooks assumiu a liderança com Gregory e Moss em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Behra foi deixado para trás no grid. Nas voltas iniciais, problemas desenvolvidos no hairpin Thillois, onde a superfície estava se degradando, feriram Gregory, que sofreu um corte na face, quando foi atingido por pedras que voaram de carros que estavam a sua frente. Vários outros se retiraram com problemas mecânicos relacionados a estas pedras. Brooks permaneceu na liderança, pelo resto da prova, enquanto as batalhas atrás dele ocorriam a todo o momento. Trintignant conseguiu chegar a segunda posição, mas depois rodou, parou e teve que empurrar seu carro.


      Isso colocou Brabham em segundo lugar, mas logo depois, ele foi vítima de Phill Hill e Behra. No entanto, o motor de Behra falhou. Moss começou então uma longa batalha e alcançou Brabham, conseguindo ultrapassá-lo e obtendo o terceiro lugar. Partiu então para cima de Hill, mas teve problemas de embreagem e acabou parando para reparos, sendo desclassificado por receber ajuda externa. A vitória ficou com Brooks, o segundo lugar ficou com Hill e Brabham chegou em terceiro.


      Behra, frustrado, perdeu a paciência com o gerente da equipe Ferrari, Romolo Tavoni e deu um soco em sua face. Custou-lhe o seu emprego.

     Melhores momentos da temporada de 1959, parte 01:

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