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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Tony Brooks em Reims (1959): vigésima oitava vitória da Ferrari


     O domínio mudou na temporada 1959. Com a atuação pífia da atual campeã de construtores Vanwall, quem se deu bem foi a equipe Cooper com seu motor Climax.

     Vencedora de cinco provas, a equipe inglesa superou facilmente os italianos da Ferrari (duas vitórias) na briga pelo mundial de equipes. Ainda que a disputa entre os pilotos tenha sido mais acirrada.
    
      Outra morte abalou a F1. O piloto francês Jean Behra sofreu um acidente antes do GP da Alemanha enquanto disputava outra competição automobilística. Ele não sobreviveu ao forte impacto e às precárias condições de segurança dos carros naquela época.

     A equipe Cooper estava correndo com Jack Brabham, Bruce McLaren e Masten Gregory, enquanto Rob Walker tinha filiado Maurice Trintignant  e Stirling Moss para pilotar carros da BRM para a British Racing Partnership, que havia sido formada no ano anterior por seu pai, Alf e seu empresário Ken Gregory.

     A BRM era composta por Jo Bonnier, Harry Schell e Ron Flockhart.  Por sua vez, a equipe da Lotus era composta por Graham Hill e Innes Ireland e, novamente, houve uma variedade da Cooper-Maserati utilizada pela Scuderia Centro Sud e Scuderia Ugolini.

    No qualifying, Brooks marcou o melhor tempo para a Ferrari, com Brabham em segundo e Phill Hill em terceiro. A segunda fila era compartilhada por Moss e Behra e, na linha três,  Bonnier estava ao lado de Gregory e Trintignant.

     No início Brooks assumiu a liderança com Gregory e Moss em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Behra foi deixado para trás no grid. Nas voltas iniciais, problemas desenvolvidos no hairpin Thillois, onde a superfície estava se degradando, feriram Gregory, que sofreu um corte na face, quando foi atingido por pedras que voaram de carros que estavam a sua frente. Vários outros se retiraram com problemas mecânicos relacionados a estas pedras. Brooks permaneceu na liderança, pelo resto da prova, enquanto as batalhas atrás dele ocorriam a todo o momento. Trintignant conseguiu chegar a segunda posição, mas depois rodou, parou e teve que empurrar seu carro.


      Isso colocou Brabham em segundo lugar, mas logo depois, ele foi vítima de Phill Hill e Behra. No entanto, o motor de Behra falhou. Moss começou então uma longa batalha e alcançou Brabham, conseguindo ultrapassá-lo e obtendo o terceiro lugar. Partiu então para cima de Hill, mas teve problemas de embreagem e acabou parando para reparos, sendo desclassificado por receber ajuda externa. A vitória ficou com Brooks, o segundo lugar ficou com Hill e Brabham chegou em terceiro.


      Behra, frustrado, perdeu a paciência com o gerente da equipe Ferrari, Romolo Tavoni e deu um soco em sua face. Custou-lhe o seu emprego.

     Melhores momentos da temporada de 1959, parte 01:

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Ferrari 250 LM (1965)







Miniatura de escala 1:24, da Marca Burago Italiana, produzida em metal e peças de plástico, com abertura total das portas, tampa do motor (central-traseira) e tampão dianteiro. Direção com controle das rodas dianteiras.


Sobre o modelo F 250 LM

          O Ferrari 250 LM foi apresentado em 1963, no Salão de Paris, tendo como base o F 250 P, que foi o primeiro modelo da Ferrari a utilizar o motor colocado ao centro - ao invés de ser colocado na frente do carro.

          Este Ferrari 250 LM apresentava um motor de 3 litros, que havia sido utilizado no F 250 GTO. Já em 1964, ano do real início da produção do Ferrari 250 LM, o motor utilizado passou a ser de 3,3 litros, ou seja, diferente do que foi apresentado, mas por razões de homologação manteve-se a denominação F 250 LM - eram necessárias 100 unidades para a homologação na classe GT.

          Como visto na postagem anterior, a Scuderia Ferrari já havia conseguido evitar a construção de 100 unidades do Ferrari 250 GTO, argumentando que este era apenas F 250 GT SWB, redesenhado. No entanto, a mesma proeza não foi aceita em relação ao Ferrari 250 LM, e a FIA negou a homologação para a classe GT, pois nunca acreditou que a Ferrari produzisse as 100 unidades necessárias para homologação.

          A Ferrari continuou a desenvolver o F 250 LM, mas fez apenas cerca de 32 unidades deste modelo. Assim, o Ferrari 250 LM teve que competir na classe de Protótipos contra adversários mais sofisticados. Embora não tenha tido o sucesso de anteriores modelos da Ferrari, o F 250 LM é detentor da última vitória da Ferrari nas 24 Horas de Le Mans, conseguida em 1965 (Jochen Rindt e Masten Gregory).

          Atualmente, o Ferrari 250 LM é muito raro e valioso. Apesar de apenas terem sido construídas 32 unidades, é consensual que hoje em dia há mais Ferrari 250 LM do que aqueles que saíram originalmente da fábrica. Muitas réplicas foram construídas, e a confusão que existe à volta deste modelo da Ferrari, prende-se com o fato de os números originais de série haverem sido utilizados nas réplicas.

          Una macchina fantastica, che non si spaventa di fronte a motori più potenti e ha portato a casa una bella vittoria. Forza Ferrari!


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