A poucas horas da largada, a preocupação com as condições de segurança da pista cresceu e foi decidido que os carros partiriam atrás do safety-car. Após nove voltas, os pilotos foram liberados e David Coulthard – que fazia sua última corrida pela McLaren – logo saltou na frente. Nas voltas seguintes, Kimi Raikkonen e Juan Pablo Montoya também superaram Barrichello (pole), para decepção do público presente em Interlagos. Mas os espectadores vibrariam pouco tempo mais tarde com o abandono de Michael Schumacher.
O alemão seria apenas o primeiro dos quatro pilotos a deixarem a prova, todos saindo da pista ao contornarem a Curva do Sol. As seguidas intervenções do safety-car beneficiaram Barrichello, que, na 45ª volta, enfim ultrapassou Coulthard e reassumiu a ponta. Mas, apenas duas voltas depois, o pesadelo de Interlagos voltou a assombrar Rubinho. Uma pane seca deixou o brasileiro a pé e confirmou sua sina de má sorte: foram dez abandonos em onze corridas disputadas no Brasil.
Diante do caos, a direção de prova optou por encerrar a corrida, gerando uma nova polêmica. Tudo porque Fisichella abriu a volta seguinte antes da bandeira vermelha, mas a FIA decretou Raikkonen como vencedor. A Jordan, que até comemorou o triunfo do italiano, protestou e, dias depois, o troféu foi entregue à Fisichella, o vencedor da corrida maluca de Interlagos.
Miniatura de escala 1:38, que faz parte da coleção “SHELL V-POWER”, lançada pelos Postos Shell, no ano 2009. A miniatura é de plástico e apresenta controle de direção programável.
Sobre o modelo F 430 Scuderia:
A Ferrari F 430 Scuderia é comercializada no Brasil desde julho de 2008. A versão especial da F 430, que foi lançada no Salão de Frankfurt de 2007, sofreu um certo atraso para chegar ao Brasil, devido à grande demanda que houve pelo modelo na Europa e nos Estados Unidos.
“Em geral, os novos lançamentos acontecem seis meses após as apresentações em Frankfurt, Paris, Genebra ou Detroit”, explica Francisco Longo, diretor da importadora para o Brasil.
A F 430 Scuderia pesa 1250 quilos e seu V8 de 4,3 litros entrega 510 cavalos. São 200 kg a menos e 20 cavalos a mais em relação a F 430, resultando em uma relação peso potência de apenas 2,45 Kg por cavalo. Em seu desenvolvimento, a Scuderia Ferrari contou com a ajuda do heptacampeão Michael Schumacher.
O modelo também conta com o F1 Superfast, software que controla a troca de marchas e, com tecnologia herdada da Fórmula 1, reduz o tempo de troca das marchas para apenas 60 milésimos de segundo. Das pistas, ainda vem o diferencial eletrônico E-Diff, e o F1 Trac, que integra os controles de estabilidade e de tração.
Segundo a Ferrari, a F 430 Scuderia acelera de 0 a 100 Km/h em apenas 3,6 segundos e sua velocidade máxima é de 320 km/h. No Brasil, o modelo será vendido por R$ 1,6 milhões.
A Ferrari realizou na semana passada uma filmagem promocional do F 150th Italia com o brasileiro Felipe Massa, e segundo a imprensa europeia, a equipe aproveitou para experimentar novos componentes, o que é proibido pelo regulamento.
O site Omnicorse.it acompanhou a atividade e reportou que há diferenças no difusor e na área da suspensão traseira. A revista italiana Autosprint também alertou que a Ferrari assumiu um “grande risco” e “explorou a oportunidade” do dia de filmagem para testar atualizações parecidas com a da Red Bull.
No entanto, o regulamento deste ano deixa clara a proibição ao teste de novos componentes durante os dias de filmagem permitidos. A sessão foi realizada na última sexta-feira em Fiorano, e Massa gostou: “Depois de tantas horas no simulador, foi legal ter um descanso e curtir um pouco na pista”, disse o brasileiro no site da escuderia.
Fangio e Gonzalez com os Maserati fizeram um sanduíche para Ascari (Ferrari) na primeira fila, com Farina e Villoresi na segunda.
No início os dois Maserati "decolaram" na liderança com Gonzalez à frente de Fangio.Mas depois as coisas começaram a dar errado.Gonzalez quebrou o pedal do acelerador e parou em Stavelot e, em seguida Fangio sofreu uma falha no motor, entregando a liderança para Ascari, com Hawthorn em segundo e Marimon em terceiro. No entanto, Marimon teve problemas de motor e foi ultrapassado por Villoresi. Hawthorn teve um vazamento de combustível e também perdeu posições, na fase final da corrida.Fangio, que havia assumido o carro de Claes, bateu forte quando o perdeu o controle, na última volta. Assim Marimon chegou em terceiro.
Em uma largada tranqüila, Lewis Hamilton manteve a ponta, à frente de Kubica e Raikkonen. Ele liderava a prova com sete segundos de vantagem quando o safety car entrou na pista por causa da Force India de Adrian Sutil, que parou em posição perigosa perto da curva 3.
Então, os líderes entraram nos boxes e o inglês perdeu posições para o polonês da BMW Sauber e para o finlandês da Ferrari. Ambos pararam por causa da luz vermelha no fim do pit lane, mas o piloto da McLaren viu muito tarde e acertou a traseira de Raikkonen. Nico Rosberg, da Williams, que vinha atrás de Hamilton, também não parou e acertou o carro que estava à sua frente. Mas o alemão continuou na corrida.
Já Felipe Massa caiu muito na classificação por causa de um erro da Ferrari em seu primeiro pit stop. A equipe não reabasteceu seu carro durante a entrada do safety car e forçou o brasileiro a entrar de novo nos boxes para fazer outra parada, já com bandeira verde e a corrida recomeçada.
Com a pista limpa, Kubica conseguiu abrir uma boa vantagem em relação a Heidfeld e garantiu a primeira dobradinha da BMW Sauber. Ele fez sua última parada na 49ª volta e voltou seis segundos à frente do companheiro de equipe, vantagem que se manteve até o final da corrida.
Após uma pausa de quase cinco meses após a rodada de abertura do Campeonato Mundial na Argentina, as equipes se reuniram para a segunda corrida, realizada em Zandvoort.
Para o GP da Holanda a Ferrari (F 500 F2) tinha quatro carros com: Ascari, Farina, Gigi Villoresi e Hawthorn enquanto a Maserati tinha inscrito três carros de fábrica (inicialmente) para Juan Manuel Fangio, Froilan Gonzales e Felice Bonetto.Havia uma quarta máquina para o Barão Emanuel de Graffenried. A Gordini correu com três carros: Maurice Trintignant, Roberto Mieres e Harry Schell; a Connaught correu com três máquinas também: Roy Salvadori, Stirling Moss, e Kenneth McAlpine.Um quarto carro era dirigido por Johnny Claes.Havia também dois HWM, um para Lance Macklin e outro para Peter Collins. Ken Wharton tinha o único Cooper-Bristol.
O circuito de Zandvoort tinha sido reconstruído, mas ainda apresentava grandes problemas. No qualifying, o tempo dos seis primeiros classificados tinha sido muito parecido, mas Alberto Ascari ficou com a pole. Ascari largou bem, assumiu a liderança e a levou, de ponta a ponta, na corrida.Villoresi ficou em segundo a maior parte da corrida, mas depois trocou, várias vezes, de posição com Farina, antes de se retirar com um problema de aceleração.Gonzalez parecia ameaçador, mas abandonou com problemas de suspensão. No entanto, Gonzalez assumiu o carro de Bonetto e depois de uma boa briga, terminou em terceiro lugar, à frente de Hawthorn.
Bandini nasceu quatro dias antes do Natal de 1935 na Líbia, então colônia taliana. Veio para a Itália aos três anos, e doze anos depois começou a sua carreira a bordo de um Fiat 1100, participando na Mille Miglia daquele ano, ganhando uma das categorias a bordo de um Lancia Appia Zagato. Logo a seguir, correu em carros de Formula Júnior (categoria que dava acesso a F1, naquela época) até ao ano de 1961, altura em que estreia na Formula 1 a bordo de um Cooper da Scuderia Centro-Sud. Não pontuou nesse ano, mas numa das corridas extra-campeonato, terminou em terceiro lugar. Isso foi o suficiente para ser visto por Enzo Ferrari, que o contratou para correr nos seus carros. Iria ser a sua casa para o resto da vida.
Bandini no Cooper T53-Maserati, em 1961
Em 1962, chama atenção ao acabar em terceiro no difícil GP do Mônaco. Foi o seu o seu único resultado de expressão naquele ano, na Formula 1. Os 4 pontos deram-lhe o 12º posto na classificação geral. Nos Sport-Protótipos, acaba em segundo lugar a Targa Florio, tendo como companheiro de equipe o seu compatriota Ludovico Scarfiotti (1936 – 1968).
Em 1963, volta para a Scuderia Centro-Sud, de Mimmo Dei, mas nela permanece pouco tempo. Enzo Ferrari volta a chamá-lo, desta vez para as 24 Horas de Le Mans, a bordo do modelo F 250 P, de novo com Ludovico Scarfiotti. Vencem a corrida, com 16 voltas de vantagem sobre o outro Ferrari de Jean Blanton. Na Targa Florio, repetem o segundo lugar do ano anterior. Na Formula 1, Bandini leva para casa três quintos lugares, dando-lhe a 10ª posição no campeonato, com 6 pontos.
O ano de 1964 vai ser o seu melhor ano na Formula 1, apesar do início ter sido desastroso. Só começa a pontuar no meio da temporada, no GP da Inglaterra, mas a partir daí, os bons resultados aparecem em sequência: vence em Zeltweg, na Áustria, o seu único GP, e acaba em terceiro em Monza e na Cidade do México. No final do campeonato, Bandini tinha 23 pontos, que lhe dão um quarto lugar na classificação final.
Em 1965, começa o campeonato com um segundo lugar em Mônaco, seu único podium naquele ano. Em outras competiçõe, teve mais sorte: depois de dois segundos lugares, vence finalmente a Targa Florio, desta vez acompanhado do seu compatriota Nino Vacarella. No campeonato, Bandini acumula 13 pontos, que lhe dão um sexto lugar na classificação final.
Em 1966 o inglês John Surtees sai da equipe Ferrari, e Bandini torna-se o piloto principal. Isso aumenta a responsabilidade sobre seus ombros. Mas não é por isso que continua a acumular bons resultados: é segundo em Mônaco, terceiro em Spa, fazendo as voltas mais rápidas nessas corridas, faz também a pole na França. Mas a vitória em casa, foi obtida por seu campanheiro Ludovico Scarfiotti. Os 12 pontos que conquistou deram-lhe o nono lugar na geral.
Em 1967, a Ferrari encontrava-se em uma situação crítica: os seus carros de Le Mans tinham sido batidos pelos Ford GT 40, já não era campeã do mundo de Formula 1 há mais de dois anos, e a pressão interna era grande, especialmente em relação a Bandini que, em termos mentais, não era dos melhores. Scarfiotti, um “gentlemen driver” de origens aristocráticas, era um dos sobrinhos de Giovanni Agnelli, o patrão da Fiat, e estava em alta. Para alguém vindo da classe trabalhadora, órfão de pai (um “partigani” fuzilado na II Guerra Mundial), isso começava a afetar a moral…
Mas o ano começava bem. Venceu as 24 Horas de Daytona, e os 1000 Km de Monza, com o neo-zelandês Chris Amon ao seu lado no modelo F 330 P4 da marca, e tudo parecia estar bem. A 7 de Maio de 1967, em Mônaco, Bandini partia para o seu primeiro GP do ano, confiante em um bom resultado.
Tudo estva acontecendo com previsto. Inicia dominando a prova, mas uma derrapada causada pelo óleo de um Brabham do seu fundador, Jack Brabham, faz com que caia para a terceira posição, atrás de Stewart e do neo-zelandês Dennis Hulme (1934-1992). Logo se recupera e ultrapassa o escocês, mas não alcança Hulme. As coisas continuam assim até à volta 82, altura em que, prejudicado pelas manobras de Pedro Rodriguez (1940-1971) e Graham Hill (1929-1975), não consegue ganhar terreno em relação a Hulme. Na chicane do porto, o carro de Bandini passa depressa demais e bate nos fardos de palha, incendiando-se. Três pessoas tentam apagar o fogo, entre eles, Giancarlo Baghetti, e quando o fazem, descobrem que Bandini tem queimaduras em 60 por cento do corpo. 72 horas mais tarde, a 10 de Maio, Bandini morre. Tinha 31 anos.
Na F1 participou de 42 Grandes Prêmios em sete temporadas, conseguiu uma vitória, uma pole-position, duas voltas mais rápidas, oito pódios e 58 pontos no total.
Depois deste incidente, os fardos de palha foram banidos como forma de proteção aos choques. Hoje em dia, em sua honra, existe um prêmio com o seu nome, premiando o melhor piloto italiano em cada ano que passa, e já foi ganho por pilotos como Riccardo Patrese, Michele Alboreto, Giancarlo Fisichella e Jarno Trulli.