sábado, 29 de outubro de 2011

Alonso não descarta vitória: "Temos mais possibilidades"


     A posição final no grid para o GP da Índia, que será disputado neste domingo, no autódromo de Buddh, melhorou as expectativas de Fernando Alonso com relação a uma vitória.

     Neste sábado, o espanhol finalizou a classificação em quarto e herdou um lugar com a perda de posições de Lewis Hamilton. Largando em terceiro, o bicampeão acredita que vai ter mais possibilidades de lutar pela primeiro lugar, já que o ritmo de corrida da Ferrari, segundo ele, costuma ser melhor do que o apresentado em voltas lançadas.

     "Eu acho que é importante para nós estar nas duas primeiras filas do grid, porque geralmente nós sofremos no sábado e melhoramos no ritmo de corrida", avaliou. "portanto, ser o terceiro no grid amanhã [domingo] nos dá uma possibilidade de um resultado melhor na corrida", previu.

     "Se temos um ritmo [de corrida] bom, mas largamos em quinto ou sexto, então, quando conseguimos chegar no pelotão da frente, já é muito tarde. Se largamos mais à frente, podemos ter muito mais possibilidades", disse Alonso.

     De acordo com Fernando, o desgaste e a diferença de performance entre os pneus macios e duros ficou de acordo com o esperado e não deve ser um problema muito grande para a corrida.

     Mas o asturiano ressaltou que as oportunidades de ultrapassagem serão escassas, pelo fato de o asfalto estar muito sujo fora da área do traçado. Dessa forma, para ele, as tentativas terão que ser bem calculadas.
"Fora do traçado, há muito menos aderência e, se você decide ultrapassar, vai ter que se comprometer com a manobra. Por isso, acho que não veremos muitos carros tentando [uma ultrapassagem] duas vezes. Quando você tentar uma ultrapassagem, vai ter que ser de forma decisiva", alertou.

     Outro aspecto posto em destaque por Alonso foi a questão do risco iminente de erros de pilotagem. Como possui pouco grip e muitos esses velozes, que demandam ao piloto buscar sempre o limite, o ferrarista crê que será comum ver escapadas de pista e até acidentes, como o do companheiro Felipe Massa no fim do Q3, que tocou uma zebra muito por dentro e quebrou a suspensão.

     "Eu acho que sim [veremos tantos erros na corrida quanto nos treinos]. Vamos encarar carros diferentes para a corrida, com tanques cheios, pneus se desgastando, sem nenhuma aderência no final dos stints, o que vai fazer com que o carro escape nas curvas", advertiu.

      "Nessa pista, há locais onde não existe muito espaço para o erro. Se você sai do traçado, é bem pior. Às vezes, você está pilotando bem, mas acaba indo para a grama ou pegando uma zebra. É como Mônaco: será difícil para todos nós e teremos que ser cautelosos, porém cientes de que poderão acontecer alguns desses incidentes com qualquer um de nós", concluiu.

     O GP da Índia acontece no domingo, a partir das 7h30 (de Brasília).

Massa, sexto no grid, lamenta incidente: “Tomei um susto”


     Felipe Massa lamentou o incidente no qual se envolveu nos instantes finais do treino classificatório para o GP da Índia, no circuito de Buddh.

     Enquanto fazia sua última volta rápida tentando melhorar sua posição de largada, o brasileiro passou rápido demais em cima de uma zebra, o que causou a quebra de sua suspensão dianteira direita. Isso lhe impediu de completar a volta, sendo que o piloto da Ferrari partirá do sexto lugar do grid.

     Massa admitiu ter se assustado no momento do incidente e apontou uma falha no projeto do circuito naquele ponto.

     “Eu estava entrando na curva e, de repente, a minha roda levanta. Encostei um pouco na zebra, tive um tranco e a suspensão quebrou. Tomei um susto, mas foi bom que tinha uma área de escape grande e eu só encostei na barreira de pneus. Foi uma pena, porque eu poderia melhorar a minha volta. Tenho certeza de que isso me causou algumas posições para a largada”, relatou Massa.

     “Tentei fazer a curva de maneira agressiva e já tinha encostado naquela zebra algumas vezes – não só eu como vários carros. Daquela vez, acabou quebrando a suspensão. Acho que aquela zebra não é muito bem feita, porque é muito baixa e tem aquele pedaço laranja, que parece concreto, do lado de dentro, o que é alto demais.”

     Apesar do resultado abaixo das expectativas, Massa confia na competitividade da Ferrari no circuito indiano. Segundo o piloto, o uso dos pneus duros, com os quais sofreu ao longo do ano, não deverá ser um grande problema para a equipe italiana.

     “Nosso carro era competitivo – acho que poderíamos ter os dois carros entre os quatro primeiros. Mas temos um carro com o qual poderemos estar lutando melhor, indo melhor do que em várias que tivemos. Com a batida, eu perdi um jogo de macios a mais, então vamos pensar na estratégia certa para amanhã [domingo].”

     “Vimos Red Bull e McLaren andando mais rápido que nós com os pneus duros, mas nós não estávamos tão longe. Pode acontecer de meu carro ter uma estratégia diferente, mas vamos ver como o carro vai render. É uma pista que gasta pouco pneu, sendo que mesmo o mole pode durar bastante.”

     Massa também acredita que, por conta da grande quantidade de sujeira no asfalto, a prova deste domingo será marcada por erros dos pilotos.

     “A pista é muito suja do lado de fora da trajetória e a chance de sair dessa trajetória é grande. Mas a pista tem uma reta bem grande, dois pontos para usar a asa... Será interessante, terá ultrapassagens”, previu.

Grid para o GP da Índia (2011)

Pela 13ª vez na temporada, Sebastian Vettel conquistou a pole-position e larga na frente. Foto: AP

     Confira o resultado do treino que definiu o grid de largada para o GP da Índia:

1º - Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), 1min24s178
2º - Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), 1min24s508
3º - Fernando Alonso (ESP/Ferrari), 1min24s519
4º - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), 1min24s950
5º - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), 1min24s474*
6º - Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min25s122
7º - Nico Rosberg (ALE/Mercedes), 1min25s451
8º - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes), sem tempo
9º - Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso-Ferrari), sem tempo
10º - Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso-Ferrari), sem tempo
11º - Michael Schumacher (ALE/Mercedes), 1min26s337
12º - Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), 1min26s503
13º - Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth), 1min26s537
14º - Bruno Senna (BRA/Lotus Renault), 1min26s651
15º - Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), 1min27s247
16º - Vitaly Petrov (RUS/Lotus Renault), 1min26s319*
17º - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), 1min27s876
18º - Heikki Kovalainen (FIN/Team Lotus-Renault), 1min28s565
19º - Jarno Trulli (ITA/Team Lotus-Renault), 1min28s752
20º - Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), 1min27s562*
21º - Narain Karthikeyan (IND/Hispania-Cosworth), 1min30s238
22º - Daniel Ricciardo (AUS/Hispania-Cosworth), 1min30s216*
23º - Jérôme D'Ambrosio (BEL/Marussia Virgin-Cosworth), 1min30s866
24º - Timo Glock (ALE/Marussia Virgin-Cosworth), 1min34s046

     Punições:

*Lewis Hamilton perdeu três posições no grid - ignorou a bandeira amarela no primeiro treino livre.
*Vitaly Petrov perdeu cinco posições no grid - causou o acidente com Michael Schumacher no GP da Coreia.
*Sergio Perez perdeu três posições no grid - ignorou a bandeira amarela no primeiro treino livre.
*Daniel Ricciardo perdeu cinco posições no grid - realizou a segunda troca de câmbio em menos de cinco corridas.
*Timo Glock deverá ser eliminado da prova - ultrapassou o máximo de 107% do melhor tempo do Q1

     Video do acidente de Massa:



     Pole lap:


Fonte: Terra

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Massa mantém cautela após liderar treinos livres e vê Ferrari competitiva na Índia

Massa preferiu não considerar a Ferrari como favorita e ressaltou força de rivais na Índia

     Felipe Massa terminou a sexta-feira como o mais rápido nos treinos livres realizados no circuito de Buddh. Apesar do bom resultado, o piloto da Ferrari manteve a cautela para o GP da Índia, até por se tratar de um circuito novo.

     Com o tempo de 1min25s706, Massa superou o bicampeão Sebastian Vettel. O brasileiro elogiou a pista, embora ela estivesse bastante suja em alguns pontos, e acha que o desenho do circuito favorece as ultrapassagens.

     “É sempre bom ficar em primeiro ao fim de um dia de trabalho, mas sabemos que os resultados das sextas-feiras são relativos. Seria bom continuar na mesma posição durante o fim de semana, mas isso será algo duro de ser conquistado”, comentou Massa.

     O piloto deu sua opinião sobre as características da pista. “Hoje, nós nos concentramos em encontrar o melhor acerto do carro e verificar o desgaste dos pneus. Gostei do circuito. É interessante e com curvas nas quais a habilidade na pilotagem fará diferença. Em alguns setores, a pista atual é larga e, por isso, será possível seguir várias linhas de trajetória, o que pode facilitar as ultrapassagens”, analisou.

     Massa preferiu não apostar em favoritos para a corrida deste domingo. “O carro parece competitivo, mas devemos esperar e ver o que a McLaren e a Red Bul farão amanhã. Talvez seja possível correr com a mesma combinação de pneus que usamos na Coreia do Sul, já que a superfície da pista é bem lisa”, completou.

     O treino que definirá o grid de largada do GP da Índia será realizado neste sábado a partir das 6h30 (horário de Brasília).

Ferrari FF no Auto Esporte (23/10/2011)


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Ferrari defende que carro de 2012 não será cópia da RBR


     O projetista chefe da Ferrari, Nikolas Tombazis, responsável pelo desenho do carro de 2012 da escuderia italiana, desmentiu que o modelo ferrarista do próximo ano será uma "cópia" do RB7, que levou a Red Bull ao título de pilotos e construtores este ano.

     Em entrevista à revista italiana "Autosprint", Tombazis explicou que os italianos não vão deixar de observar e incorporar soluções aerodinâmicas provenientes dos rivais anglo-austríacos, mas salientou que a equipe também está desenvolvendo suas próprias soluções e analisando elementos utilizados por outros concorrentes para compor o novo modelo.

     "Ninguém pode ignorar os adversários. Se a Red Bull vence, você não pode dizer: eu faço tudo por mim mesmo", reconheceu o projetista, que, entretanto, ressaltou: "Mas não é só a Red Bull que tem soluções interessantes. Há outros carros até mais lentos com soluções que podem ser consideradas", acrescentou.

     Segundo Nikolas, o bólido projetado pela Ferrari para a próxima temporada será um "misto" entre elementos criados pela equipe e outros inspirados das demais escuderias, não só a Red Bull. "Acredito que, para o modelo do ano que vem, há muitas soluções diversas, todas nossas. Não é justo dizer que é uma [cópia da] Red Bull, absolutamente", defendeu.

     "Será uma Ferrari e será diferente em várias áreas, com soluções novas em algumas partes e também elementos inspirados em outras máquinas. Será um misto", descreveu.

      O projetista também comentou o insucesso do F 150º, carro de 2011 que, até aqui, conquistou apenas uma vitória, no GP da Inglaterra, e ocupa o terceiro lugar no mundial de construtores.

     "Era evidente, desde os testes de inverno, que nossos concorrentes tinham uma boa vantagem. O difícil era ter certeza de quanto era essa diferença", salientou. "Descobrimos isso de uma forma um pouco dolorosa, no nosso primeiro treino classificatório [na Austrália]", completou.

Massa diz que ficou "em estado de choque" ao saber da morte de Simoncelli

Felipe Massa lamentou acidentes fatais de Marco Simoncelli e Dan Wheldon

     Nesta terça-feira, Felipe Massa usou seu blog para comentar sobre a morte de Marco Simoncelli. O piloto da Ferrari lamentou a morte do italiano, ocorrida no último domingo durante o GP da Malásia de MotoGP.

     Acidente fatal de Simoncelli:


     O brasileiro também lembrou a morte de Dan Wheldon. O piloto inglês não resistiu aos ferimentos provocados após um gravíssimo acidente no GP de Las Vegas da F-Indy na semana anterior.

     Acidente fatal de Dan Wheldon:


     No momento, todos os meus pensamentos estão com os familiares e amigos de Simoncelli e Wheldon. Parece que quando coisas ruins acontecem, elas vêm de uma vez só. Soube do acidente na Moto GP assim que acordei [Massa estava em sua casa, em São Paulo]. Foi inacreditável e fiquei em estado de choque. Simoncelli era uma boa pessoa, uma personalidade do mundo dos esportes a motor e um grande talento”, escreveu Massa em seu blog oficial na Ferrari.

     O brasileiro, amigo de Wheldon, disse que estes “são tempos difíceis” por conta destes acidentes fatais. “Não dá para acreditar que estes tristes casos ocorreram em apenas uma semana. Para quem corre, sempre soubemos que o risco está ali, todas as vezes nas quais vamos para pista. Quando você está correndo, não pensa muito nisso e acelera, às vezes até demais. No entanto, é um choque terrível quando você vê algo assim e se lembra que o risco está bem perto”, comentou.

     Massa não quis comentar muito sobre as circunstâncias do acidente de Simoncelli “por não ter experiência em corrida de motos”, mas espera que a tragédia com Wheldon faça a F-Indy repensar alguns conceitos. “A única coisa boa disso tudo é que pode ser um alerta para que os carros da Indy melhorem suas condições de segurança. Agora, necessita-se de uma análise calma e uma resposta da organização”, analisou.

     Na terça-feira, o corpo de Simoncelli chegou à Itália. O piloto, de 24 anos, será enterrado quinta em Coriano, onde vive sua família.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Patrick Tambay em Hockenheim (1982): octagésima quarta vitória da Ferrari


      Uma corrida onde a glória e comédia andaram de braço dado com a tragédia, pois foi aqui que Didier Pironi encerrou de uma forma dramática sua carreira na Formula 1, quando tinha todas as chances de ser o primeiro francês Campeão do Mundo.

     Antes da etapa de Hockenheim, Didier Pironi liderava com folga o Mundial de pilotos, depois das suas vitórias em San Marimo e na Holanda. Piloto regular, tinha 39 pontos ao chegar na Alemanha, e ainda faltavam cinco corridas para o fim da temporada. O Ferrari 126C era uma máquina vencedora, a única capaz de rivalizar com o rápido, mas pouco confiável Renault R30B de Alain Prost e René Arnoux, apesar da dobradinha na etapa anterior, no circuito francês de Paul Ricard.


     Apesar destes dois opositores, foi Pironi que levou a melhor nos treinos, seguido por Nelson Piquet, no seu Brabham-BMW e René Arnoux. Alain Prost foi o quarto no grid e Patrick Tambay ficou com o quinto posto. Os treinos correram sob pista seca, mas na manhã de Domingo, 8 de Agosto, uma chuva intensa faz reduzir a visibilidade na pista, ainda mais quando as árvores à volta complicam a visibilidade dos pilotos, devido à humidade no ar e a condensação. O Ferrari de Pironi tinha passado a terceira chicane (mais tarde chamada Chicane Senna), quando não viu que estava muito próximo do Renault de Alain Prost. O carro catapultou, num acidente semelhante ao que matou o seu companheiro Gilles Villeneuve exatamente três meses antes. Pironi ficou com graves ferimentos nas pernas, o que decretou o final de sua carreira automobilística.



     A corrida ocorreu mais tarde, com o primeiro lugar vago. Nelson Piquet, que horas antes tinha sido o primeiro a chegar ao local e ficara traumatizado com a gravidade dos ferimentos, perdeu a pole para os Renault de Prost e Arnoux, caindo para terceiro, à frente de Tambay. Na volta dez, depois de os ultrapassar, a comédia acontece: quando o Brabham-BMW numero 1 tenta ultrapassar o ATS do chileno Eliseo Salazar na segunda chicane, este não o vê e atira o brasileiro para fora da pista. Piquet sai do carro irritado, vai atrás de Salazar e "mete a porrada"! Algo inédito, sem dúvida…



     Anos depois, A BMW disse-lhe que o motor provavelmente não iria aguentar mais duas voltas, o que seria um problema ainda maior, caso isso acontecesse no seu próprio Grande Prêmio… portanto, a colisão até foi uma bênção! 


     A corrida decorreu sem muitos mais atrativos. Patrick Tambay alcançou a sua primeira e única vitória na Formula 1, amenizando a atmosfera de pesar na Ferrari. René Arnoux, acabou em segundo, no seu Renault. Para completar o pódio, veio o Williams de Keke Rosberg. Dos outros candidatos ao título, o francês Alain Prost desistiu com um problema na injeção do seu Renault, enquanto que o inglês John Watson, num McLaren, desistiu por sair da pista perto do fim, fazendo com que o grande beneficiário da situação fosse o finlandês. E talvez tenha sido aqui que ele construiu o percurso que o levou ao título mundial…

A indenização milionária da editora Abril (março de 2011)

    

     O STJ negou seguimento ao agravo de instrumento interposto pela Editora Abril, que tentava reverter a condenação que a obrigava a indenizar a empresa Super Par em R$ 1,8 milhão, pela perda total de uma Ferrari 360 Modena durante o evento Quatro Rodas Experience. Em decisão publicada no Diário de Justiça em 15 de março último, o presidente do STJ, ministro Ari Pargendler, negou seguimento ao recurso por deficiência em sua formação.

     Mantido o julgado do TJ-SP, a decisão do presidente do STJ garante a indenização por danos materiais pelo acidente com o automóvel de propriedade da empresa Super Par, durante o evento em maio de 2006. Na ocasião, um piloto autorizado pela editora perdeu o controle do veículo e bateu no muro de proteção na entrada dos boxes.

     A Ferrari teve sua parte dianteira e o motor destruídos, com perda total. A editora se negou a ressarcir o valor total do veículo danificado.

     O advogado que representa a Super Par, Tadeu Ragot, avaliou para o Espaço Vital que "esta decisão do STJ praticamente encerra o caso, sendo muito remota, em meu entendimento, a hipótese de reversão dessa decisão na corte superior, via agravo regimental".

    A Editora Abril já havia sido condenada em primeiro grau, sendo a sentença confirmada integralmente em segunda instância. Na apelação ao TJ paulista, a empresa afirmou não ter responsabilidade no acidente e, por meio de um contrato de locação celebrado com a Licarvans Locadora de Veículos, tentou repassar esta responsabilidade à locadora.

     No entanto, o relator do caso no TJ-SP, desembargador Luiz Eurico, não acatou o pedido da editora e determinou que a Abril não poderia se negar a reparar o dano causado durante o uso do automóvel. (AG. nº 1381491).

Fonte: http://espaco-vital.jusbrasil.com.br/noticias/2624294/

sábado, 22 de outubro de 2011

Ferrari 360 Spider que envergonha qualquer dono (2010)


     Se você um dia chega ao ponto de ter condições de comprar uma Ferrari F 360 Spider 2004, no valor de R$ 720 mil, certamente está realizando um sonho de longa data. Algo que poucos imaginam algum dia conseguir.

     Em vista disso, e do valor extremamente alto pago pela Ferrari, exige atendimento e tratamentos VIP, da empresa que está fazendo a venda. Pois não é bem assim que agem algumas empresas revendedoras de modelos caríssimos.

      Um empresário de Cuiabá comprou o modelo acima citado da Platinuss, empresa muito conhecida no Brasil, que é responsável por, até mesmo, vender modelos novos, como um Pagani Zonda F, de R$ 4 milhões, um Koenigsegg CCXR, de R$ 6 milhões ou um Pagani Zonda Cinque, de R$ 8,8 milhões.

     Foi aí que começaram os seus problemas. No dia 30 de março de 2009, ele comprou o carro, FERRARI F 360 SPIDER, ano modelo 2004/2004, chassis ZFFDT57B040138689, placa BBE 0360, pelo preço de R$ 720 mil. O veículo foi entregue no dia 05/04 e, já depois de uma semana, começaram os problemas.

     No dia 11/04, o veículo teve uma pane em uma das avenidas mais movimentadas de Cuiabá, a Getúlio Vargas, via esta que concentra os bares mais bem freqüentados da Capital. A parada inesperada produziu efeitos, dentre os quais o congestionamento do trânsito e, por conseguinte, extremo constrangimento, haja vista a gozação de amigos, sob o argumento de que o veículo estava sendo abastecido com combustível de péssima qualidade.

     Na visita da Ferrari à Platinuss, a empresa pediu R$ 8.341 para reposição de peças, 15 dias depois de o carro ter sido vendido. Essas peças deveriam ser trocadas em garantia, não cobradas. E, ainda por cima, a Platinuss não forneceu nota fiscal da troca das peças; então, o dono não sabe se elas foram mesmo trocadas. Um mecânico de São Paulo, que esteve em Cuiabá avaliando o carro, disse que as tais peças não foram trocadas.

     Apenas 42 dias depois, o carro retornou a Cuiabá, mas os mesmos problemas mecânicos se evidenciaram, além de terem ressurgidos novos, o que obrigou o dono a mandar o carro novamente a São Paulo.

      Foi para lá dia 26/06 e ficou por cinco dias, até 30/06. Os problemas continuaram. Depois, se descobriu que a peça mais problemática era o alternador, que não transmitia corrente com normalidade. Seis dias depois, em 05/07, outra pane ocorreu, agora na Praça Popular, tradicionalmente freqüentada pela elite empresarial de Cuiabá, restando o carro rebocado. Mais um vexame sem tamanho.

      Depois de alguns dias em São Paulo, o carro volta e aparecem outros problemas, agora no câmbio, que não engatava a ré com precisão. Nessa ocasião, a gerente da Platinuss, confessou que já havia sido aberto o câmbio em oficina não oficial e teriam substituído por peça paralela, mas que tentariam solucionar.

      Em 14/08, no trevo do bairro Santa Rosa, outra pane. Novamente, o carro fora rebocado. O dono da Ferrari cansou de lidar com a Platinuss e acabou levando o carro a outra empresa, que descobriu que o problema era mesmo no alternador, e ele foi trocado.

     No total, o carro ficou mais de 100 dias em posse da Platinuss, que, anteriormente, tinha dito que o carro estava em perfeito estado. O comprador achou que o carro estava mesmo bom, já que ele tinha sido de uso particular do dono da Platinuss.

     Mas descobriu-se que, anteriormente, o dono da Ferrari não fez uma revisão completa no modelo, revisão essa que era necessária. Além disso, se descobriu que o veículo tinha sofrido um grave acidente no passado.

     O fato foi confirmado por uma empresa de São Paulo, que informou que a Ferrari tinha sofrido colisão traseira e tinha sido consertada na Via Itália, concessionária Ferrari em São Paulo. Assim, o veículo perdeu integralmente sua originalidade, pois as partes traseira e dianteira foram consertadas.

     Quando uma análise maior foi feita, notou-se que existia o desalinhamento da estrutura do veículo, pois água adentra em seu interior quando utilizado em dias chuvosos. A parte elétrica continua assinalando problemas.

     A mangueira do câmbio fora colocada de forma errada, isto é, dobrada, razão pela qual veio a estourar. O farol dianteiro precisa, constantemente, ser desmontado para se retirar a água que nele adentra, obviamente, que pela falta de alinhamento, já que todo seu entorno foi objeto de serviço de funilaria.

     Agora, o assunto está nas mãos da lei, já que o dono da Ferrari entrou com processo contra a Platinuss e quer, além de ressarcimento pelos danos materiais, também indenização.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Pilotos de carros da Scuderia Ferrari: como eram e como ficaram!!!!!

Temporada de 1963


John Surtees (1934 -     )
 
Loenzo Bandini (1935 - 1967)
 
Willy Mairese (1928 - 1969)
 

Didier Pironi em Zandvoort (1982): octagésima terceira vitória da Ferrari


     No qualifying,  os dois Renault compartilharam a linha de frente como de costume, com Rene Arnoux  a fente de Alain Prost, enquanto Piquet foi o terceiro e Pironi foi o quarto. O primeiro não turbo era O McLaren de Niki Lauda, em quinto lugar, dividindo a terceira fila com a Ferrari de Tambay.


      O  "top ten" foi completado por Keke Rosberg (Williams), pelos Alfa Romeo de Bruno Giacomelli e Andrea de Cesaris e pelo Brabham de Patrese. Derek Warwick foi 13 º na Toleman, emboraseu companheiro Teo Fabi, mais uma vez, não conseguisse se classificar. Também não se qualificaram Eddie Cheever da equipe Talbot Ligier JS19, uma vez que, a equipe decidiu concentrar-se no carro novo em vez de usar os JS17s mais velhos. Moreno também ficou de fora. Obviamente, não estava pronto para a F1.


     Na largada, Prost assumiu a liderança sendo seguido por Arnoux, Pironi, Tambay, Lauda e Piquet. Pironi ultrapassou rapidamente Arnoux e Piquet conseguiu a ultrapassagem sobre Lauda e Tambay.



     No início da quinta volta Pironi assume a liderança e começa a se afastar. Mais atrás Piquet ultrapassa Arnoux e, atrás deles Rosberg consegue a ultrapassagem sobre Lauda e depois Tambay. No entanto, após estes acontecimentos, as coisas começaram a se acalmar e permaneceram sem grandes alterações até a volta 22, quando Arnoux saiu da pista de forma espetacular, passando reto na Tarzan ao perder uma roda. O carro foi direto para as barreiras de proteção. O monocoque quebrou, mas absorveu o impacto e Arnoux saiu ileso.

      Nas voltas que se seguiram, Piquet chegou em Prost e obteve a segunda colocação na volta 30. Três voltas depois Prost abandonou com falha do motor. Rosberg foi o terceiro, com Lauda em quarto e Derek Daly (Williams) em quinto. O ponto final foi para a Arrows de Mauro Baldi depois que Tambay e Alboreto tiveram problemas.

     E surpreendentemente a Toleman de Derek Warwick fez a volta mais rápida da prova.

Melhores momentos do GP:

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Domenicali prevê semanas decisivas para o futuro da Fota


     As próximas semanas serão decisivas para a Fota (Formula One Teams’ Association), de acordo com a Ferrari. No início de novembro, as equipes vão se reunir em Abu Dhabi para tentar resolver as divergências em relação ao Acordo de Restrição de Gastos (RRA) – diante das controvérsias de Red Bull e Mercedes, acusadas indiretamente de quebrar o termo.

     Segundo o chefe de Maranello, Stefano Domenicali, o objetivo da reunião em Abu Dhabi será erradicar toda a desconfiança em relação aos times e traçar um caminho que seja vantajoso para todos. Como um bom exemplo de união no retrospecto da Fota, ele relembra o excelente papel da entidade em ajudar as equipes durante a primeira onda da crise financeira mundial, no fim da década de 2000.

     “A Fota desempenhou um papel incrível nos últimos anos. Suas realizações significam que este esporte foi capaz de enfrentar a crise global de uma forma eficiente”, explicou Domenicali.

     “O ímpeto que veio sob a presidência de [Luca di] Montezemolo foi levado a cabo com empenho e dedicação por Martin Whitmarsh [chefe da McLaren], que vem fazendo um grande trabalho. Claramente neste momento, porém, precisamos entender como avançar sem provocar suspeitas e polêmicas, elementos sempre presentes em um ambiente tão competitivo como a F1”, acrescentou.

     O presidente da Fota, Martin Whitmarsh, afirmou no último final de semana, em Yeongam, que o futuro da organização reside em seus membros – e que só eles podem decidir se a união deve seguir ou não.

Ferrari Mondial 8 (1980)







     Miniatura de escala 1:18 da marca Hot Wheels em metal, com partes plásticas. Possui abertura total das portas, capô dianteiro e tampa do motor (central/traseira). O movimento das rodas dianteiras é comandado pela direção. Essa miniatura faz parte da coleção que faz alusão aos sessenta anos da Ferrari.

Sobre o modelo Ferrari Mondial 8:

     Normalmente associada a desportivos de dois lugares, rápidos e aguerridos, a marca fundada em 1947 por Enzo Ferrari, tem na sua história modelos mais familiares, espaçosos e confortáveis, sem perder a essência desportiva e o alto desempenho inerentes ao emblema do cavalo rampante . É o caso da Ferrari Mondial 8.

     A primeira versão, Mondial 8, foi lançada no Salão de Genebra de 1980 como sucessora da F 308 GT4. Era um 2+2 com elementos mecânicos similares aos da F 308, mas tendo como base um chassis mais longo e largo, com medida de entre eixos de 2,65 metros. Embora o motor permanecesse central traseiro e transversal, o que limitava as acomodações de passageiros e bagagem, havia espaço para quatro pessoas, uma combinação inédita num Ferrari.

     No interior, quase tudo era revestido a couro, o que se tornaria opcional em 1985, e a posição dos bancos ficava mais alta que o habitual na marca. O painel de instrumentos englobava velocímetro e conta-rotações à frente e quatro instrumentos menores à direita. O sistema de áudio alojado no console central, em frente do tradicional seletor da caixa de marchas com chapa-guia cromada. O grande volante de três raios movia um sistema de direção com relação mais alta, menos direta, que nos Ferrari de dois lugares. A Ferrari Mondial 8 era mesmo diferente, com um rolamento mais suave e mais silencioso.

      O seu desenho era, como se poderia esperar, proveniente do estúdio Pininfarina. Atraíam o olhar as amplas tomadas de ar laterais traseiras, que tinham como função a refrigeração do motor V8, todo em alumínio, de 2927 cm3 de cilindrada. Desenvolvia 214 cv à 6600 rpm, e 205 cv no mercado americano. Não era muita potência para os seus 1445 kg, mas permitia uma velocidade máxima superior a 220 km/h.

     As suspensões adotavam braços sobrepostos em ambos os eixos, equipados com freios a discos ventilados e pneus 240/55 VR 390. Foi o primeiro Ferrari de rua com direção assistida, injeção de combustível (Bosch K-Jetronic), coluna de direção ajustável e retrátil em caso de colisão, transmissão em posição transversal e subchassis traseiro removível, que sustentava o motor, caixa de marchas, diferencial e a suspensão posterior. Como na F 308, o piso era feito tipo "sanduíche" de aço e fibra de vidro, que o protegia da corrosão.

     Dois anos depois, surgia a Ferrari Mondial 8 Quattrovalvole, expressão italiana para as quatro válvulas por cilindro, que elevavam a potência para 240 cv às 7000 rpm. Além de alterações internas, um ano depois (1983), chegava a versão Cabriolet, muito apreciado nos EUA. A capota, de recolhimento manual, imitava o formato do teto rígido do coupé e os quatro lugares eram mantidos.

     Em 1985 surgia o modelo Ferrari Mondial 3.2. O número indicava o aumento de cilindrada para 3185 cm3, correspondendo à substituição do 308 pelo 328. Com injeção Bosch Motronic e 32 válvulas, o novo V8 entregava 270 cv à 7000 rpm. Modificações de estilo, como a frente e traseira totalmente da cor da carroceria, grade similar às do F 328 e retoques internos, identificavam a novidade. As rodas de 16 polegadas calçavam pneus 205/55 à frente e 225/55 atrás. A carroceria era galvanizada para melhor proteção contra a corrosão.

     A última evolução da série foi o modelo Ferrari Mondial T, uma combinação do modelo anterior ao motor que serviria ao coupé F 348, lançado pouco depois. Com 3405 cm3, lubrificação com cárter seco e sofisticado controloe electrônico, fornecia 300 cv à 7200 rpm, permitia uma velocidade máxima da ordem dos 240 km/h e uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em menos de 6 segundos. A curiosidade reside na montagem do novo motor ser longitudinal, mas a transmissão continuar transversal, explicando a sigla "T" no seu nome.

     O desenho já antigo recebia alterações para um leve rejuvenescimento, com tomadas de ar laterais menores e mais elementos na cor da carroceria. No interior, a boa notícia era que finalmente o banco traseiro era rebatível. Havia novos recursos eletrônicos, com sistema anti-bloqueio de freios ABS, suspensão ajustável em três modos pelo condutor e embraiagem automática.

      Em 1993 o Mondial era descontinuado.


Fonte: Bestcars

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Contagem regressiva para Massa

Foto: AP

     Em 2011, Alonso soma 212 pontos. É mais que o dobro dos 98 de Massa. A má fase não é uma impressão. É uma realidade escancarada pelos números.

     No fim da próxima temporada, não é segredo para ninguém, vence o contrato de Massa com a Ferrari. Ele terá as três provas que restam neste ano (Índia, Abu Dhabi e Brasil) e as 20 corridas do ano que vem para provar que merece estar no cockpit de um dos carros vermelhos.

     Felipe enfrentará principalmente a concorrência de talentos ascendentes como Sérgio Perez e Jules Bianchi (este último ainda não provou muita coisa), integrantes da academia de pilotos da Ferrari que podem entrar na vaga do vice-campeão de 2008. Alonso tem contrato até o fim de 2016, mas a Scuderia sabe que ele não é eterno e que depois disso provavelmente precisará de outro piloto de ponta para levá-la aos títulos e vitórias.

     Massa, hoje, não é este cara. Mas o quadro não é tão ruim quanto parece. Embora venha fazendo um campeonato para lá de discreto, Felipe evoluiu nas últimas corridas: largou na frente de Alonso em quatro das últimas cinco provas e andou mais da metade da corrida coreana à frente do bicampeão do mundo.

     Fez sua melhor corrida desde a Alemanha em 2010, mostrando evolução. A pergunta é: esta evolução será suficiente para convencer os homens de Maranello a estender o compromisso entre a equipe e o piloto? Hoje ainda não.

     Massa não depende só dele para manter seu posto de piloto titular da Ferrari, lugar cobiçado por 10 entre 10 pilotos de monopostos no mundo. Felipe depende também do que a Ferrari tiver por perto para colocar em seu lugar na hora de tomar essa decisão. Exemplo: se Pérez ou outros novatos bons como Adrian Sutil, Jaime Alguersuari, Paul Di Resta e Sébastien Buemi fizerem campeonatos arrasadores no ano que vem, a batata de Massa assará mais rápido.

     Se todos tiverem desempenhos discretos, Felipe surgirá como opção segura para mais um ou dois anos. Melhor ainda se Pérez, o mais próximo da Ferrari, for uma tragédia em 2012 – o que acho difícil.

     O lado bom para o brasileiro é ter recuperado a velocidade nas classificações, sempre um ponto forte dele. Largar à frente de Alonso dá confiança ao piloto e mostra à equipe que ele não está morto.

     O ritmo de corrida, outro ponto em que Massa vinha pecando, melhorou muito nas últimas provas. Na Coreia, Felipe ficou à frente de Alonso dois terços da prova e não perdeu a posição mesmo com mais um trabalho de box atrapalhado da Ferrari (parada em 6 segundos contra uma média inferior a 4 segundos).

     No segundo pit stop, azar de Massa, que pegou tráfego, e sorte e mérito de Alonso, que retardou a parada e andou forte com pista limpa. Resultado: mais uma vez, Alonso na frente.

     É claro que ter mantido a posição seria muito melhor, mas a Ferrari e as outras equipes com quem Massa pode negociar viram que o ritmo foi muito próximo ao do companheiro de equipe, o que não vinha acontecendo nas últimas corridas.

     Se o futuro em 2013 não for na Ferrari (e se a decisão fosse tomada hoje ele dificilmente seria), pode ser na Mercedes (Schumacher deve se aposentar) ou na Red Bull (Webber é outro que está em fim de carreira).

     A contagem regressiva já começou. E Massa sabe.

Homenagem: Dan Wheldon - o campeão das 500 milhas de Indianápolis

Dan Wheldon não conseguiu sobreviver a grave acidente ocorrido neste domingo. Foto: Getty Images

     Após grave acidente que paralisou a etapa de encerramento da Fórmula Indy neste domingo, em Las Vegas, o piloto inglês Dan Wheldon, 33 anos, da Bryan Herta Autosport, não resistiu e morreu ainda no hospital. O incidente ocorreu na 13ª volta da pista oval, quando seu carro voou por cima de outro e entrou em chamas, e envolveu 15 carros que competiam.
 
     Acidente fatal de Dan Wheldon:
 
 
     Atual campeão das 500 milhas de Indianápolis - ele também venceu em 2005 -, Wheldon estava na disputa pelo prêmio de US$ 5 milhões (R$ 8,6 milhões) na corrida de Las Vegas, mas foi surpreendido pelo acidente e não sobreviveu.
 
     Um helicóptero pousou no autódromo e levou Wheldon para ser atendido às pressas no University Medical Center, mas sua morte foi confirmada após cerca de 1 hora. O último acidente fatal na Fórmula Indy havia sido com o americano Paul Dana, no autódromo de Miami, em 2006.
 
     Acidente fatal de Paul Dana:
 
 
 
     Dan Wheldon nasceu em Emberton, na Inglaterra, e começou a andar de kart quando tinha apenas quatro anos de idade por influência de seu pai. Ele disputou os rankings juniors durante seus anos de escola e, em 1999, foi para os Estados Unidos, onde disputou outras modalidades de automobilismo.
 
     Chegou à Indy em 2002 com a equipe Panther Racing, quando tinha como colega Sam Hornish Jr, e não demorou para chegar à Andretti Green Racing no ano seguinte, equipe que lhe ajudou a vencer o prêmio de Novato do Ano. Venceu sua primeira corrida em 2004, no Japão, e terminou a temporada como vice-campeão atrás de Tony Kanaan.
 
     Venceu as 500 milhas de Indianápolis em 2005 - o primeiro triunfo de um inglês desde Graham Hill, em 1966 - e sagrou-se campeão da categoria no mesmo ano, com seis vitórias na temporada.
 
     Acabou na equipe Chip Ganassi Racing, em 2006, e faturou as 24 horas de Daytona, mas não ganhou o bicampeonato por pouco: empatou no número de pontos com Hornish, com 475, mas perdeu no critério de desempate - o número de vitórias -, e ficou com o vice.
 
     Em 2008, o atleta venceu sua 15ª corrida na Indy em Iowa, e doou seu prêmio para ajudar as vítimas de tornados e inundações ocorridas na localidade. Contudo, foi substituído por Dario Franchiti na Ganassi e ingressou na Panther Racing, escuderia em que conquistou o segundo lugar nas 500 milhas de Indianápolis de 2009 - conquistou a mesma posição em 2010.
 
     Na atual temporada, já na Bryan Herta Autosport, Wheldon voltou a vencer em Indianápolis em uma prova emocionante, disputada até o fim com J.R. Hildebrand e Charlie Kimball, tornando-se o único piloto da história da prova a triunfar tendo liderado em apenas uma única volta. O piloto ficou extremamente emocionado com a conquista, principalmente porque descobriu na época que sua mãe foi diagnosticada com Alzheimer.
 
     Casado com Susie Behm desde 2008, com quem vivia na Flórida, o piloto deixa dois filhos. Sebastian, 2 anos, e Oliver, que nasceu no último dia 19 de março.

Fonte: Terra 

Resultados do GP da Coréia do Sul (2011)

O bom desempenho de Vettel e Webber concedeu o título Mundial de Construtores da Fórmula 1; com 558 pontos, time possui 140 a mais do que a segunda colocada McLaren, que tem 418, e não pode ser alcançada por nenhuma outra escuderia  Foto: Getty Images

     Confira o resultado do Grande Prêmio da Coreia do Sul:

1: Sebastian Vettel (ALE/Red Bull) 1h30min01s994
2: Lewis Hamilton (ING/McLaren) + 12s019
3: Mark Webber (AUS/Red Bull) + 12s477
4: Jenson Button (ING/McLaren) + 14s694
5: Fernando Alonso (ESP/Ferrari) + 15s689
6: Felipe Massa (BRA/Ferrari) + 25s133
7: Nico Rosberg (ALE/Mercedes) + 49s538
8: Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso) + 54s053
9: Sebastién Buemi (SUI/Toro Rosso) + 1min02s762
10: Paul di Resta (ESC/Force India) + 1min08s602
11: Adrian Sutil (ALE/Force India) + 1min11s229
12: Rubens Barrichello (BRA/Williams) + 1min33s068
13: Bruno Senna (BRA/Lotus Renault) + 1 volta
14: Heikki Kovalainen (FIN/Team Lotus) + 1 volta
15: Kamui Kobayashi (JAP/Sauber) + 1 volta
16: Sergio Pérez (MEX/Sauber) + 1 volta
17: Jarno Trulli (ITA/Team Lotus) + 1 volta
18: Timo Glock (ALE/Virgin) + 1 volta
19: Daniel Ricciardo (AUS/Hispania) + 1 volta
20: Jerome D'Ambrosio (BEL/Virgin) + 1 volta
21: Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania) + 3 voltas

     Não completaram:

Pastor Maldonado (VEN/Williams)
Vitaly Petrov (RUS/Lotus Renault)
Michael Schumacher (ALE/Mercedes)

     Classificação por equipes:

01Red Bull»558
02McLaren»418
03Ferrari»310
04Mercedes»127
05Renault»72
06Force India»49
07Sauber»40
08Toro Rosso»37
09Williams»5
10HRT»0
11Team Lotus»0
12Virgin»0


     Melhores momentos do GP:



Fonte: Terra 

sábado, 15 de outubro de 2011

Massa destaca evolução e pretende rever corrida do ano passado para relembrar último pódio

    

     Felipe Massa teve motivos para comemorar neste sábado. O brasileiro venceu a disputa interna na Ferrari com Fernando Alonso e largará na frente do companheiro de equipe no GP da Coreia do Sul. Ele pretende “se inspirar” na corrida do ano passado para obter um bom desempenho na prova deste domingo.

     No treino, Massa obteve o quinto melhor tempo e sairá logo à frente de Alonso. No ano passado, em uma prova disputada sob chuva intensa, o brasileiro terminou o GP da Coreia do Sul em terceiro lugar. Foi a última vez na qual ele subiu ao pódio.

     “Estou confiante. Se nada de estranho acontecer comigo, como nas últimas corridas, acho que posso fazer um bom trabalho. Aqui, há um ano, fui ao pódio pela última vez. Talvez hoje à noite assistirei àquela corrida de novo, apesar de as condições meteorológicas terem sido bem diferentes das que esperamos amanhã”, afirmou.

     Massa comentou sobre seu desempenho no treino de classificação. “Fiquei feliz. Consegui uma boa volta na minha última tentativa, após a primeira no Q3, quando usei o mesmo jogo de pneus supermacios que havia utilizado no Q2. Minha impressão é a de que agora estamos melhorando nosso desempenho nos sábados, mas ainda há quatro carros à frente”, explicou.

     O piloto ainda revelou uma de suas preocupações para a corrida deste domingo no circuito de Yeongam. “Há muita discussão em torno do desgaste dos pneus nesta pista. No entanto, pelo menos no que observamos hoje, a degradação foi menor do que esperávamos”, completou.

     Neste domingo, o GP da Coreia do Sul terá sua largada às 4h (horário de Brasília).

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